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	<title>Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970) - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-05-21T19:46:47Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3288</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 190</title>
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		<updated>2026-02-26T17:31:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;14/08/1876&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Herman Luiz Gade&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Algumas palavras sobre a marinha nacional e o sistema trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhores! - Grato vos sou por terdes comparecido!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Bem me pesa não poder deleitar-vos com frases amenas, bem me pesa não poder entreter-vos com pensamentos sublimes; o assumpto de que vou tratar é bastante ando, e por certo não me animaria a expô-lo a não ser a dedicação pelo interesse público e o amor pela ciência de que devem estar possuídos aqueles que me ouvem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No decurso de meus trabalhos deparei com alguns resultados que me parecerão dignos de ser apreciados pelo nosso mundo marítimo, e tendo-se felizmente iniciado entre nós a ideia das conferências populares para o esclarecimento de todas as classes, graças ao gemo criativo de alguns prestimosos cidadãos, resolvi inscrever-me para uma conferência, arrojei-me a fazer uma pequena preleção sobre construção naval, precedida de algumas palavras sobre o estudo da nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao empreender tão árdua tarefa para mim, sorrio-me a esperança de que tratando-se de uma questão mais ou menos científica, e que interessa uma arte, teria de um lado os artistas, de outro os homens da ciência ligados à nossa marinha. Contei mais com as entidades em cujas mãos está o futuro marítimo do Brasil, e finalmente com aqueles cujos interesses estão ligados ao desenvolvimento do nosso comércio marítimo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejo que minhas esperanças foram coroadas de sucesso; é, pois, com satisfação que entro em matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vou falar sobre a nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A alguém parecerá que o desenvolvimento de nossa Marinha mercante pouco interessa ao comércio. Para que, dirão, navios nossos, quando os estrangeiros conduzem os produtos por menos frete?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal poderá ser, senhores, o modo de pensar d&#039;aqueles costumam fazer inovações sem que consultar a história e a experiencia; mas é ele bastante errôneo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, se lançarmos um golpe de vista sobre as nações presentes, se remontarmos às épocas anteriores, veremos que de todos os tempos os povos enriquecerão e engrandecerão principalmente pela sua marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da Inglaterra não falarei, porque me dirão estar em uma posição excepcional; mas deixando de parte esse imenso empório comercial devido ao seu gênio marítimo e industrial tomarei como exemplos: a França, que empregou constantes esforços para tornar-se potência essencialmente marítima e ainda ultimamente nomeou uma comissão para propor providencias contra o decrescimento de sua marinha mercante; os Estados-Unidos, a Holanda, que, como sabem, teve a maior importância quando foi potência marítima de primeira ordem; a Itália ; a Rússia desde Pedro-o-Grande, que trabalhou em estaleiros de construção; a Hespanha e Portugal, que tanto florescerão no tempo em que seus galeões percorriam os mares longínquos ; e finalmente, a Fenícia, cuja história, ainda que remota-, nos legou a notícia de sua opulência, devida ao seu comércio marítimo. Eis o que nos ensina o passado; mas esses fatos, senhores, não deixam de ter explicação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma nação que possui marinha própria, dá-se a circunstância de quo os armadores são os próprios carregadores; quando estes, pois, não ganhão sobre o artigo, ganhão o frete.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;D’essa forma é mais difícil paralisar-se um negócio. Havendo falta tio um artigo o negociante que é armador é obrigado a especular sobre outros, a desenvolver um gênio empreendedor para utilizar o capital empregado em seus navios, e d&#039;essa atividade forçada colhe-se resultados que explicam em parte os factos que acabamos de citar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é que a Inglaterra, relativamente pobre, exporta continuadamente torro, carvão ou produtos de sua indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, a marinha mercante sendo nacional deixa mais vantagens ao país. A despesa feita com o custeio dos navios dá uma porcentagem ao Estado, e continua a frutificar no país. Outro tanto não acontece quando a nação não tem marinha própria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O dinheiro dos fretes e das despesas do custeio não fica no país nem da renda ao Estado, vai para a pátria dos armadores estrangeiros, é mais um escoadouro para os capitães nacionais, dos quais tanto precisamos, que o digam as nossas últimas catástrofes financeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém pode negar que a carência de numerário precipitou a sorte de muitas companhias e empresas cujos prospectos eram os mais lisonjeiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em summa, até agora tenho mostrado a vantagem de termos marinha mercante própria, e sabeis porque, senhores?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A marinha mercante nacional foi ferida mortalmente pelas leis n. 3631 de 29 de março de 1866 e n. 2348 de 25 de agosto de 1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A cabotagem de nossos portos é hoje feita quase exclusivamente por navios estrangeiros; os navios mercantes nacionais ou foram vendidos ou esperam sê-lo por qualquer preço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem isso poderia deixar de acontecer depois que se declarou livre a cabotagem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como podem os nossos armadores concorrer com os estrangeiros, quando estes se refazem de maruja por muito menor salário, e abastecem-se de gêneros e sobressalentes sem pagar frete e direitos, como passo a explicar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os navios estrangeiros que fazem a cabotagem de nossos portos, navegam nas costas do Brasil durante um a dois anos, depois arranjam um frete para fora e aí contratam nova maruja e refazem-se do que é necessário para outra campanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os nacionais pagam maiores salários, e tudo o que compram é sujeito aos direitos da Alfândega. Será possível haver concorrência n&#039;esses termos?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Está claro que não, e a prova nós a temos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos triênios precedentes à lei de 29 de março de 1866 a nossa marinha mercante aumentou pouco, mas continuadamente, ao passo que no primeiro triênio que compreendeu o ano em que se fez sentir os efeitos da mesma lei houve uma diminuição de 1.156 embarcações de todas as classes, e o decrescimento tem mais ou menos continuado até hoje, ainda em 1874 houve pois que uma diferença para menos de 688 navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, senhores, não necessitamos d&#039;estes algarismos eloquentes para demonstrar o efeito prejudicial d’essa lei basta recordarmo-nos que em época não muito remota via-se a nossa barra coalhada de velas de cabotagem, e hoje: &#039;&#039;apparent rari inantes in gurgite vasto&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-ão que os vapores supriram a marinha de vela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, quantos são os vapores nacionais que fazem a cabotagem?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aqui ainda é maior o agravo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concedeu-se aos navios nacionais isenção de direito de ancoragem (200 reis por tonelada de arqueação), ao passo que se lhe impôs o tributo das vistorias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aliviou-se os armadores nacionais de um imposto que regula 20$000 por ano em um navio de 100 toneladas, mas sobrecarregou-se os mesmos de uma contribuição de 17$000 mensais ou 204$000 anuais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há que duvidar, senhores, a situação de nossa marinha mercante é aflitiva, é preciso arrepiar carreira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entendo que se deve pensar seriamente em reerguê-la do abatimento em que se acha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não será no entretanto com as vantagens compreendidas no Decreto n. 5.585 de 11 de abril de 1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Enquanto importa, por exemplo, a isenção do imposto de ancoragem de que acabei de falar? Quando poderá ser concedido o prêmio de 50$000 por tonelada de arqueação que concede a mesma lei, se muitos navios de cabotagem têm menos do que as cem toneladas necessárias para obter esse prêmio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não, senhores, é necessário que esses favores sejam mais eficazes; para grandes males grandes remédios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sou do parecer que se deva recorrer a medidas odiosas, entendo que se deve conceder um prêmio aos armadores que mandarem construir no país navios que tiverem mais de 25 toneladas de deslocamento, e bem assim uma diferença nos direitos às mercadorias transportadas por navios construídos no país e de propriedade nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dó quantum d&#039;esse prêmio e isenção depende o futuro de nossa marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem será grande o sacrifício que fará a nação; pois que auferirá ela benefícios indiretos pelo desenvolvimento da marinha mercante nacional, percebendo mais os direitos do material importado para a construção e custeio dos navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É bem possível que, animados por essas vantagens, maiores capitães, e mesmo capitães estrangeiros, sejam empregados na construção de navios no Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto o governo poderá diminuir gradualmente essas vantagens quando estiverem terminados os prazos estipulá-los para essas concessões, e se elas não produzirem resultado, não se poderá dizer que não empregou ele as providências necessárias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em resumo, senhores, creio ter demonstrado a vantagem de termos marinha mercante nacional, a decadência em que esta hoje se acha, e a necessidade de dar-lhe um impulso; passo, pois, a segunda parte do meu programa; vou falar sobre o sistema “Trajano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E sabido que há cerca de seis anos o Sr. Capitão-Tenente Trajano Augusto de Carvalho apresentou ao governo imperial uma nova forma de fundo de navio da qual ele esperava vantagens reais para a navegação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Exmo. Sr. Conselheiro Manoel Antônio Duarte de Azevedo, então Ministro da Marinha, desejando que a experiência confirmasse esperanças baseadas em princípios conhecidos, ordenou a construção de duas lanchas a vapor, uma pelo sistema “Trajano” e outra pelo sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados, segundo consta, foram favoráveis ao sistema &amp;quot;Trajano” quanto à velocidade, como se depreende do mapa comparativo n. I, o qual indica que a experiência mostrou que havia diferença de uma milha e meia a favor do referido sistema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mais tarde, e em vista d&#039;esses resultados, ordenou o mesmo Sr. Conselheiro Duarte de Azevedo, ainda Ministro da Marinha, que se procedesse à construção de uma corveta de 200 pés de comprimento, a fim de que se pudesse reconhecer se o sistema “Trajano” também era vantajoso no Oceano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluída a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; pelas oficinas do Arsenal de Marinha da Corte, saiu ela em viagem de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não tendo eu ido a essa experiência, aceitarei os dados do relatório da comissão nomeada para dar parecer sobre o navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E para lastimar que não tenham ido na mesma experiência um construtor e um engenheiro maquinista, que tivessem obrigação de se responsabilizar pelas observações e resultados que dizem respeito a essas duas especialidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deixo de aceitar, no entretanto, as observações sobre a marcha do navio, não só pela reconhecida ilustração dos membros da comissão, como também porque os dados de que vou lançar mão não diferem de outros colhidos diversamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Diz o referido relatório que a marcha correspondente à força indicada de 1,210 cavalos com 48 libras de pressão e 78 rotações por minuto, foi 12,5 milhas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para esses dados, e segundo os valores:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 1 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem|centro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;achamos que o coeficiente de utilização em relação a secção mestra e igual a 553, e que o mesmo coeficiente em relação ao deslocamento é 200.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparando esses coeficientes com os da corveta austríaca &#039;&#039;Frundsberg&#039;&#039;, navio quase idêntico, como mostra o mapa n. 2, e que tive ocasião de conhecer quando visitei os arsenais de Pola e Trieste com o meu colega o Sr. 1º Tenente J. C. Brasil, acho os seguintes resultados:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 2 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem|centro]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Observando-se os coeficientes de utilização dos dois navios vê-se que há uma diferença a favor da corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039;, diferença representada pelos algarismos 66 em relação ao deslocamento, e 123 em relação à secção mestra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma experiência a que assisti andou a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; 12 milhas, desenvolvendo a máquina a mesma força indicada que no caso precedente, o que mostra que não pode haver grande diferença na apreciação feita pela comissão de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Confrontando ainda esses resultados com os que nos fornecem as observações feitas pelo Sr. Io Tenente Manoel José Alves Barboza, engenheiro-maquinista e admitindo a velocidade de 14 milhas, como disseram as folhas, achamos que a corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; com uma força de 1.999 cavalos indicados, teve para coeficientes respectivamente 141 e 425, coeficientes estes inferiores aos precedentes, mas ainda assim superiores aos da &#039;&#039;Frundsherg&#039;&#039;. Essa diferença, cumpre dizer, não contradiz os dados colhidos do relatório da comissão e, antes, as observações do Sr. engenheiro Barboza vêm confirmá-los, pois é sabido que os coeficientes de utilização diminuem à medida que se caminha para as velocidades extremas em consequência de ser a resistência proporcional ao quadrado das mesmas velocidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tendo, pois, em vista o que acabo de expor, e a experiencia das duas lanchas, poderemos dizer que a pratica inclinasse a provar que o sistema “Trajano” é superior ao antigo - quanto à velocidade. Vejamos agora o que nos diz a teoria:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua Excelência o Sr. Conselheiro Luiz Antônio Pereira Franco, precisando construir canhoneiras para substituir muitas outras que têm desarmado, ordenou-me a confecção de um plano de navio com as mesmas dimensões que as da canhoneira &#039;&#039;Parnahyha&#039;&#039; do sistema “Trajano” que se acha em construção no Arsenal de Marinha. Procedendo a execução d’esse plano tive ocasião de fazer algumas comparações que dão uma ideia dos resultados que se devem esperar dos dois navios por um e outro sistema. O método que adoptei para traçar um navio, e que preciso descrever para estabelecer essas comparações consiste em tomar sobre uma reta A. B. (fig. 1) uma extensão igual ao comprimento do navio e dividir essa extensão em 20 espaços iguais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Partindo de que a resistência que encontra o navio para cortar a massa liquida no sentido longitudinal pode ser considerada nula ou representada por uma reta nas extremidades de vante, e que d’ali aumenta gradualmente até à resistência que oferece a superfície feita por uma secção vertical na roda de proa, e d&#039;aí até a maior superfície feita por uma secção também vertical no corpo do navio (secção mestra) d&#039;onde decresce até tornar-se nula ou representada também por uma reta na extremidade do cadaste exterior, raciocinei que a sucesso das resistências ou das áreas do navio fazem-se segundo uma certa ordem, a qual poderia muito bem ser representada por uma curva, e que desde que fizesse a boca (C-D) do navio representar o número de pés quadrados correspondentes á superfície da parte imersa da caverna mestra, as outras ordenadas da curva que passasse pelo ponto C e os pontos correspondentes (E. F ) que limitam as extensões que representam as superfícies da roda e cadaste, essas ordenadas, digo, me dariam a superfície em pés quadrados das outras secções do navio, secções necessárias para determinar a sua forma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No caso presente, isto é, tendo de traçar um navio com as mesmas dimensões, devo chegar a um deslocamento conhecido; devo, pois, traçar uma curva cujas ordenadas representaram as respectivas áreas do navio de forma que aplicando a essas áreas a fórmula de Simpson deverei achar o deslocamento pedido engrossando ou adelgaçando a curva conforme o resultado do primeiro cálculo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, foi procurando o deslocamento igual ao da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano”, que eu verifiquei que não me era possível conservar o mesmo angulo á proa que nesse navio na linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com eleito a curva dá-me para a ordenada n. 20, 50,8 pés quadrados, e para obter essa área no sistema comum sou obrigado a dar a dita seção a forma Q. O. Ç. (fig- 2) que me dá para o angulo da linha d&#039;agua carregada com o plano diametral 27 graus e 30 minutos ao passo que o angulo correspondente no sistema “Trajano” é de 16&amp;quot; 30&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu poderia obter o mesmo angulo que na canhoneira &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039;, mas seria obrigado a engrossar a parte inferior da seção, caindo afinal na fôrma que pertence ao sistema “Trajano” e que não posso seguir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como acabo, pois, de dizer, a diferença do sistema “Trajano”, consiste, em que as linhas d&#039;agua têm quase o mesmo angulo, transportando o volume cuja secção é A O C, do ponto O para baixo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Somando os ângulos das diferentes linhas d&#039;agua, e tomando o termo médio nos dois navios, achamos para termo médio no sistema “Trajano” 14° 51&#039;, e no sistema comum 16° 51’ o que dá uma diferença de menos dois graus aproximadamente no sistema “Trajano”, diferença que exprime de quanto o navio é mais fino a proa n’esse sistema do que no outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Devo no entretanto fazer aqui uma observação. Essa diferença pode ser reduzida no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito para traçar o meu navio dei 7,36 pés quadrados menos de superfície na secção mestra, o que me obrigou a engrossar mais as linhas, para obter o mesmo deslocamento. Procedi d&#039;essa forma para não alterar o meu sistema de traçado, pois sigo o princípio de que o escoamento das águas deve fazer-se por uma superfície, cujo desenvolvimento principie o mais avante possível o que me obriga a colocar na secção mestra uma ordenada por ante avante do meio e dar-lhe mais pé de caverna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto a mesma diferença não poderá ser de menos de 36 minutos no delgado á proa, a favor do sistema Trajano,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sei se andarei acertadamente traçando os navios segundo esses princípios, ou se será mais conveniente dar mais superfície a secção mestra, colocá-la no meio do comprimento e afinar mais as linhas avante; só a experiência me poderá mostrar, no entretanto, qual desses processos oferece mais vantagens. O rebocador em construção no Arsenal de Marinha da Corte, o Cruzador a concluir-se na Ponta d&#039;Arêa, a canhoneira cujo modelo está presente, e duas lanchas que já estão navegando foram traçados por esse sistema, é segundo os resultados das experiências a que forem sujeitos esses navios, verei se convém modificar a minha opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passarei a fazer agora algumas considerações sobre a estabilidade dos dois sistemas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha pouco disse que no sistema “Trajano” transportava-se o volume cuja secção é A O C (fig. 2) do ponto O para baixo, e que por este meio conseguia-se no referido sistema obter-se linhas mais finas que no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, essa alteração que dá vantagem á velocidade é prejudicial, no meu entender, à estabilidade. Com efeito transportando-se o dito volume, ou por outra, engrossando a parte inferior d aquela quantidade e afinando a parte superior, não só abaixa-se o centro do impulso do líquido, mas diminui-se a superfície da linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, como se sabe, a alavanca da estabilidade de forma, depende da posição do centro de carona (centro de gravidade da massa deslocada) ou ponto de aplicação do impulso do líquido, e da altura metacêntrica, que é proporcional ao cubo das ordenadas da flutuação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estando pois o centro de carena mais abaixo no sistema “Trajano” e sendo menor a altura metacêntrica, menor será a estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Essas minhas previsões foram confirmadas pelos cálculos, pois que o centro de carena do navio que tracei está meia polegada acima do ponto correspondente no navio semelhante do sistema “Trajano”, e o metacentro está também 1 pé e 5 ½ polegadas mais elevado do que o do mesmo navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A teoria mostra ainda que o sistema “Trajano” não deve ser favorável ás evoluções de virar de bordo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, no princípio da evolução de virar por d&#039;avante, em virtude do leme e da manobra das velas a popa rabêa ou gira, e a proa fica quase estacionaria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Até aí a forma peculiar a esse sistema auxilia a manobra pela resistência da proa, e pelo escoamento da grande massa líquida que exerce sua pressão sobre a porta do leme.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas quando o navio chega á linha do vento, e que perde o seguimento, a manobra faz-se no sentido do contrário, orienta-se o pano de proa, a popa pouco muda de posição, e a proa gira até que se torne conveniente orientar o pano de ré.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então o sistema “Trajano” é desvantajoso, a proa do navio n&#039;esse movimento encontra a resistência devido à pressão F, como se vê na figura 2 onde QOVA é uma secção vertical transversal na proa da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano” e Q O C uma secção no mesmo Jugar na canhoneira que tracei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como se vê na dita figura, a pressão no caso do sistema “Trajano” é normal ao traço e no outro é oblíqua, decompondo-se por conseguinte o seu efeito em duas forças, uma normal ao traço QOC e outra tangente ao mesmo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, não tendo a roda de proa dos navios do sistema “Trajano” curvatura alguma (fig. n. 3) maior é a superfície de vante que se move transversalmente, maior, por conseguinte é a resistência a vencer na última parte da evolução de virar por d&#039;avante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra circunstância peculiar no sistema “Trajano” é a dificuldade que oferece a construção da pane de vante em navios de madeira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando as secções dos dois navios á proa (fig. 2) vemos que as casas do navio &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; requerem 2 curvas de raiz, e essas mesmas curvas de madeira requisitam outras de ferro laterais para garantir a solidez necessária por causa da forma brusca que tem as mesmas casas no ponto V.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Além d&#039;isso, o taboado exterior é composto de paus que devem ter a curvatura natural para serem trabalhados segundo as formas do taboado n&#039;esse lugar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outro tanto não acontece no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As casas de vante tendo a fôrma Q O C são feitas de paus direitos ou levemente curvos, e o taboado da mesma maneira é apenas obrigado com ou sem a estufa conforme as curvaturas são mais ou menos pronunciadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Avalio em 8 a 10 contos a diferença proveniente da configuração do sistema “Trajano” em um navio como o &#039;&#039;Parnahyba.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;À vista, pois, das considerações que acabo de expor sou levado a crer que em alguns casos o sistema “Trajano” é preferível e em outros é mais conveniente o sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A experiência, porém, melhor nos poderá esclarecer a respeito, e caso o Governo Imperial entenda conveniente a construção do navio cujo plano ordenou, teremos ocasião de chegar a algumas conclusões à vista dos resultados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No meu entender, porém, digo, desde já que para navio, de guerra mistos e navios à vela é mais conveniente o sistema comum, porque tendo os navios feitos por esse sistema maior estabilidade, maior velame se lhes pode dar, e maior artilharia se pode colocar nas suas baterias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao mesmo tempo julgo que se a diferença de velocidade entre os dois navios for 1 ½ milha ou mais a favor do sistema “Trajano”, convém esse sistema para paquetes, e todos os navios enfim onde não houver necessidade de grande estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se a diferença for apenas de uma milha creio ainda que será preferível o sistema “Trajano” para os navios que estiverem nas condições dos antecedentes, e cuja construção tiver de ser de ferro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal é, senhores, meu modo de pensar a respeito do sistema “Trajano”, porquanto não julgo que a experiência dê-lhe desvantagem quanto à velocidade, nem tão pouco vantagem superior a 1 ½ milha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Terminando, chamo ainda a vossa atenção para a nossa marinha mercante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse que os nossos marinheiros são obrigados a mendigar um serviço menos próprio para velhos servidores do Estado quando acabam o seu tempo de serviço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não pus ante vós a perspectiva de navios e nacionais, paquetes construídos no país, aparecendo na Europa e em outras partes, como os das companhias de Royal Mail, Messageries Maritimes, Lloyds, e outras, mostrando assim de perto ao mundo, que não somos selvagens, que temos indústria naval e comércio, e por consequência alguma civilização, finalmente, promovendo a emigração, porque esses povos veriam por aí que podem viver entre nós da mesma forma que entre si.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse outras muitas coisas, enfim, senhores, que aqui teriam cabimento; mas espero que vossa inteligência e patriotismo suprirão minha insuficiência. (&#039;&#039;Aplausos do auditório O orador é felicitado e cumprimentado por muitas das pessoas presentes&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 1&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO COMPARATIVO DA EXPERIÊNCIA DE DUAS LANCHAS SENDO UMA DO SISTEMA TRAJANO E OUTRA DO SISTEMA COMUM&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões e resultados das experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Comum&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pontal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à ré&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à vante&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado médio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1 ½&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deslocamento&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;25 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;24 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal na máquina&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Velocidade nas experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;11 milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9 ½ milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 2&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO DAS DIMENSÕES DAS CORVETAS “TRAJANO” E “FRUNDSBERG”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Frundsberg&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;200&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;193&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pontal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;19&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;19&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;16&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;8&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deslocamento&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1392,5 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1436,9 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Área de seção imersa&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;343,07 pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;106,88&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Artilharia&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3 canhões 70 em rodízio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4 canhões de calibre 6 polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;400 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;230 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dita indicada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1999 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1267 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Superfície do velame&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;12904,19&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;16,624 polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3287</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 190</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3287"/>
		<updated>2026-02-26T17:30:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;14/08/1876&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Herman Luiz Gade&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Algumas palavras sobre a marinha nacional e o sistema trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhores! - Grato vos sou por terdes comparecido!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Bem me pesa não poder deleitar-vos com frases amenas, bem me pesa não poder entreter-vos com pensamentos sublimes; o assumpto de que vou tratar é bastante ando, e por certo não me animaria a expô-lo a não ser a dedicação pelo interesse público e o amor pela ciência de que devem estar possuídos aqueles que me ouvem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No decurso de meus trabalhos deparei com alguns resultados que me parecerão dignos de ser apreciados pelo nosso mundo marítimo, e tendo-se felizmente iniciado entre nós a ideia das conferências populares para o esclarecimento de todas as classes, graças ao gemo criativo de alguns prestimosos cidadãos, resolvi inscrever-me para uma conferência, arrojei-me a fazer uma pequena preleção sobre construção naval, precedida de algumas palavras sobre o estudo da nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao empreender tão árdua tarefa para mim, sorrio-me a esperança de que tratando-se de uma questão mais ou menos científica, e que interessa uma arte, teria de um lado os artistas, de outro os homens da ciência ligados à nossa marinha. Contei mais com as entidades em cujas mãos está o futuro marítimo do Brasil, e finalmente com aqueles cujos interesses estão ligados ao desenvolvimento do nosso comércio marítimo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejo que minhas esperanças foram coroadas de sucesso; é, pois, com satisfação que entro em matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vou falar sobre a nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A alguém parecerá que o desenvolvimento de nossa Marinha mercante pouco interessa ao comércio. Para que, dirão, navios nossos, quando os estrangeiros conduzem os produtos por menos frete?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal poderá ser, senhores, o modo de pensar d&#039;aqueles costumam fazer inovações sem que consultar a história e a experiencia; mas é ele bastante errôneo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, se lançarmos um golpe de vista sobre as nações presentes, se remontarmos às épocas anteriores, veremos que de todos os tempos os povos enriquecerão e engrandecerão principalmente pela sua marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da Inglaterra não falarei, porque me dirão estar em uma posição excepcional; mas deixando de parte esse imenso empório comercial devido ao seu gênio marítimo e industrial tomarei como exemplos: a França, que empregou constantes esforços para tornar-se potência essencialmente marítima e ainda ultimamente nomeou uma comissão para propor providencias contra o decrescimento de sua marinha mercante; os Estados-Unidos, a Holanda, que, como sabem, teve a maior importância quando foi potência marítima de primeira ordem; a Itália ; a Rússia desde Pedro-o-Grande, que trabalhou em estaleiros de construção; a Hespanha e Portugal, que tanto florescerão no tempo em que seus galeões percorriam os mares longínquos ; e finalmente, a Fenícia, cuja história, ainda que remota-, nos legou a notícia de sua opulência, devida ao seu comércio marítimo. Eis o que nos ensina o passado; mas esses fatos, senhores, não deixam de ter explicação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma nação que possui marinha própria, dá-se a circunstância de quo os armadores são os próprios carregadores; quando estes, pois, não ganhão sobre o artigo, ganhão o frete.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;D’essa forma é mais difícil paralisar-se um negócio. Havendo falta tio um artigo o negociante que é armador é obrigado a especular sobre outros, a desenvolver um gênio empreendedor para utilizar o capital empregado em seus navios, e d&#039;essa atividade forçada colhe-se resultados que explicam em parte os factos que acabamos de citar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é que a Inglaterra, relativamente pobre, exporta continuadamente torro, carvão ou produtos de sua indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, a marinha mercante sendo nacional deixa mais vantagens ao país. A despesa feita com o custeio dos navios dá uma porcentagem ao Estado, e continua a frutificar no país. Outro tanto não acontece quando a nação não tem marinha própria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O dinheiro dos fretes e das despesas do custeio não fica no país nem da renda ao Estado, vai para a pátria dos armadores estrangeiros, é mais um escoadouro para os capitães nacionais, dos quais tanto precisamos, que o digam as nossas últimas catástrofes financeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém pode negar que a carência de numerário precipitou a sorte de muitas companhias e empresas cujos prospectos eram os mais lisonjeiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em summa, até agora tenho mostrado a vantagem de termos marinha mercante própria, e sabeis porque, senhores?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A marinha mercante nacional foi ferida mortalmente pelas leis n. 3631 de 29 de março de 1866 e n. 2348 de 25 de agosto de 1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A cabotagem de nossos portos é hoje feita quase exclusivamente por navios estrangeiros; os navios mercantes nacionais ou foram vendidos ou esperam sê-lo por qualquer preço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem isso poderia deixar de acontecer depois que se declarou livre a cabotagem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como podem os nossos armadores concorrer com os estrangeiros, quando estes se refazem de maruja por muito menor salário, e abastecem-se de gêneros e sobressalentes sem pagar frete e direitos, como passo a explicar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os navios estrangeiros que fazem a cabotagem de nossos portos, navegam nas costas do Brasil durante um a dois anos, depois arranjam um frete para fora e aí contratam nova maruja e refazem-se do que é necessário para outra campanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os nacionais pagam maiores salários, e tudo o que compram é sujeito aos direitos da Alfândega. Será possível haver concorrência n&#039;esses termos?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Está claro que não, e a prova nós a temos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos triênios precedentes à lei de 29 de março de 1866 a nossa marinha mercante aumentou pouco, mas continuadamente, ao passo que no primeiro triênio que compreendeu o ano em que se fez sentir os efeitos da mesma lei houve uma diminuição de 1.156 embarcações de todas as classes, e o decrescimento tem mais ou menos continuado até hoje, ainda em 1874 houve pois que uma diferença para menos de 688 navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, senhores, não necessitamos d&#039;estes algarismos eloquentes para demonstrar o efeito prejudicial d’essa lei basta recordarmo-nos que em época não muito remota via-se a nossa barra coalhada de velas de cabotagem, e hoje: &#039;&#039;apparent rari inantes in gurgite vasto&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-ão que os vapores supriram a marinha de vela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, quantos são os vapores nacionais que fazem a cabotagem?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aqui ainda é maior o agravo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concedeu-se aos navios nacionais isenção de direito de ancoragem (200 reis por tonelada de arqueação), ao passo que se lhe impôs o tributo das vistorias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aliviou-se os armadores nacionais de um imposto que regula 20$000 por ano em um navio de 100 toneladas, mas sobrecarregou-se os mesmos de uma contribuição de 17$000 mensais ou 204$000 anuais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há que duvidar, senhores, a situação de nossa marinha mercante é aflitiva, é preciso arrepiar carreira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entendo que se deve pensar seriamente em reerguê-la do abatimento em que se acha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não será no entretanto com as vantagens compreendidas no Decreto n. 5.585 de 11 de abril de 1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Enquanto importa, por exemplo, a isenção do imposto de ancoragem de que acabei de falar? Quando poderá ser concedido o prêmio de 50$000 por tonelada de arqueação que concede a mesma lei, se muitos navios de cabotagem têm menos do que as cem toneladas necessárias para obter esse prêmio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não, senhores, é necessário que esses favores sejam mais eficazes; para grandes males grandes remédios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sou do parecer que se deva recorrer a medidas odiosas, entendo que se deve conceder um prêmio aos armadores que mandarem construir no país navios que tiverem mais de 25 toneladas de deslocamento, e bem assim uma diferença nos direitos às mercadorias transportadas por navios construídos no país e de propriedade nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dó quantum d&#039;esse prêmio e isenção depende o futuro de nossa marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem será grande o sacrifício que fará a nação; pois que auferirá ela benefícios indiretos pelo desenvolvimento da marinha mercante nacional, percebendo mais os direitos do material importado para a construção e custeio dos navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É bem possível que, animados por essas vantagens, maiores capitães, e mesmo capitães estrangeiros, sejam empregados na construção de navios no Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto o governo poderá diminuir gradualmente essas vantagens quando estiverem terminados os prazos estipulá-los para essas concessões, e se elas não produzirem resultado, não se poderá dizer que não empregou ele as providências necessárias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em resumo, senhores, creio ter demonstrado a vantagem de termos marinha mercante nacional, a decadência em que esta hoje se acha, e a necessidade de dar-lhe um impulso; passo, pois, a segunda parte do meu programa; vou falar sobre o sistema “Trajano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E sabido que há cerca de seis anos o Sr. Capitão-Tenente Trajano Augusto de Carvalho apresentou ao governo imperial uma nova forma de fundo de navio da qual ele esperava vantagens reais para a navegação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Exmo. Sr. Conselheiro Manoel Antônio Duarte de Azevedo, então Ministro da Marinha, desejando que a experiência confirmasse esperanças baseadas em princípios conhecidos, ordenou a construção de duas lanchas a vapor, uma pelo sistema “Trajano” e outra pelo sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados, segundo consta, foram favoráveis ao sistema &amp;quot;Trajano” quanto à velocidade, como se depreende do mapa comparativo n. I, o qual indica que a experiência mostrou que havia diferença de uma milha e meia a favor do referido sistema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mais tarde, e em vista d&#039;esses resultados, ordenou o mesmo Sr. Conselheiro Duarte de Azevedo, ainda Ministro da Marinha, que se procedesse à construção de uma corveta de 200 pés de comprimento, a fim de que se pudesse reconhecer se o sistema “Trajano” também era vantajoso no Oceano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluída a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; pelas oficinas do Arsenal de Marinha da Corte, saiu ela em viagem de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não tendo eu ido a essa experiência, aceitarei os dados do relatório da comissão nomeada para dar parecer sobre o navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E para lastimar que não tenham ido na mesma experiência um construtor e um engenheiro maquinista, que tivessem obrigação de se responsabilizar pelas observações e resultados que dizem respeito a essas duas especialidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deixo de aceitar, no entretanto, as observações sobre a marcha do navio, não só pela reconhecida ilustração dos membros da comissão, como também porque os dados de que vou lançar mão não diferem de outros colhidos diversamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Diz o referido relatório que a marcha correspondente à força indicada de 1,210 cavalos com 48 libras de pressão e 78 rotações por minuto, foi 12,5 milhas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para esses dados, e segundo os valores:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 1 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem|nenhum]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;achamos que o coeficiente de utilização em relação a secção mestra e igual a 553, e que o mesmo coeficiente em relação ao deslocamento é 200.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparando esses coeficientes com os da corveta austríaca &#039;&#039;Frundsberg&#039;&#039;, navio quase idêntico, como mostra o mapa n. 2, e que tive ocasião de conhecer quando visitei os arsenais de Pola e Trieste com o meu colega o Sr. 1º Tenente J. C. Brasil, acho os seguintes resultados:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 2 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem|nenhum]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Observando-se os coeficientes de utilização dos dois navios vê-se que há uma diferença a favor da corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039;, diferença representada pelos algarismos 66 em relação ao deslocamento, e 123 em relação à secção mestra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma experiência a que assisti andou a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; 12 milhas, desenvolvendo a máquina a mesma força indicada que no caso precedente, o que mostra que não pode haver grande diferença na apreciação feita pela comissão de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Confrontando ainda esses resultados com os que nos fornecem as observações feitas pelo Sr. Io Tenente Manoel José Alves Barboza, engenheiro-maquinista e admitindo a velocidade de 14 milhas, como disseram as folhas, achamos que a corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; com uma força de 1.999 cavalos indicados, teve para coeficientes respectivamente 141 e 425, coeficientes estes inferiores aos precedentes, mas ainda assim superiores aos da &#039;&#039;Frundsherg&#039;&#039;. Essa diferença, cumpre dizer, não contradiz os dados colhidos do relatório da comissão e, antes, as observações do Sr. engenheiro Barboza vêm confirmá-los, pois é sabido que os coeficientes de utilização diminuem à medida que se caminha para as velocidades extremas em consequência de ser a resistência proporcional ao quadrado das mesmas velocidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tendo, pois, em vista o que acabo de expor, e a experiencia das duas lanchas, poderemos dizer que a pratica inclinasse a provar que o sistema “Trajano” é superior ao antigo - quanto à velocidade. Vejamos agora o que nos diz a teoria:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua Excelência o Sr. Conselheiro Luiz Antônio Pereira Franco, precisando construir canhoneiras para substituir muitas outras que têm desarmado, ordenou-me a confecção de um plano de navio com as mesmas dimensões que as da canhoneira &#039;&#039;Parnahyha&#039;&#039; do sistema “Trajano” que se acha em construção no Arsenal de Marinha. Procedendo a execução d’esse plano tive ocasião de fazer algumas comparações que dão uma ideia dos resultados que se devem esperar dos dois navios por um e outro sistema. O método que adoptei para traçar um navio, e que preciso descrever para estabelecer essas comparações consiste em tomar sobre uma reta A. B. (fig. 1) uma extensão igual ao comprimento do navio e dividir essa extensão em 20 espaços iguais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Partindo de que a resistência que encontra o navio para cortar a massa liquida no sentido longitudinal pode ser considerada nula ou representada por uma reta nas extremidades de vante, e que d’ali aumenta gradualmente até à resistência que oferece a superfície feita por uma secção vertical na roda de proa, e d&#039;aí até a maior superfície feita por uma secção também vertical no corpo do navio (secção mestra) d&#039;onde decresce até tornar-se nula ou representada também por uma reta na extremidade do cadaste exterior, raciocinei que a sucesso das resistências ou das áreas do navio fazem-se segundo uma certa ordem, a qual poderia muito bem ser representada por uma curva, e que desde que fizesse a boca (C-D) do navio representar o número de pés quadrados correspondentes á superfície da parte imersa da caverna mestra, as outras ordenadas da curva que passasse pelo ponto C e os pontos correspondentes (E. F ) que limitam as extensões que representam as superfícies da roda e cadaste, essas ordenadas, digo, me dariam a superfície em pés quadrados das outras secções do navio, secções necessárias para determinar a sua forma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No caso presente, isto é, tendo de traçar um navio com as mesmas dimensões, devo chegar a um deslocamento conhecido; devo, pois, traçar uma curva cujas ordenadas representaram as respectivas áreas do navio de forma que aplicando a essas áreas a fórmula de Simpson deverei achar o deslocamento pedido engrossando ou adelgaçando a curva conforme o resultado do primeiro cálculo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, foi procurando o deslocamento igual ao da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano”, que eu verifiquei que não me era possível conservar o mesmo angulo á proa que nesse navio na linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com eleito a curva dá-me para a ordenada n. 20, 50,8 pés quadrados, e para obter essa área no sistema comum sou obrigado a dar a dita seção a forma Q. O. Ç. (fig- 2) que me dá para o angulo da linha d&#039;agua carregada com o plano diametral 27 graus e 30 minutos ao passo que o angulo correspondente no sistema “Trajano” é de 16&amp;quot; 30&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu poderia obter o mesmo angulo que na canhoneira &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039;, mas seria obrigado a engrossar a parte inferior da seção, caindo afinal na fôrma que pertence ao sistema “Trajano” e que não posso seguir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como acabo, pois, de dizer, a diferença do sistema “Trajano”, consiste, em que as linhas d&#039;agua têm quase o mesmo angulo, transportando o volume cuja secção é A O C, do ponto O para baixo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Somando os ângulos das diferentes linhas d&#039;agua, e tomando o termo médio nos dois navios, achamos para termo médio no sistema “Trajano” 14° 51&#039;, e no sistema comum 16° 51’ o que dá uma diferença de menos dois graus aproximadamente no sistema “Trajano”, diferença que exprime de quanto o navio é mais fino a proa n’esse sistema do que no outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Devo no entretanto fazer aqui uma observação. Essa diferença pode ser reduzida no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito para traçar o meu navio dei 7,36 pés quadrados menos de superfície na secção mestra, o que me obrigou a engrossar mais as linhas, para obter o mesmo deslocamento. Procedi d&#039;essa forma para não alterar o meu sistema de traçado, pois sigo o princípio de que o escoamento das águas deve fazer-se por uma superfície, cujo desenvolvimento principie o mais avante possível o que me obriga a colocar na secção mestra uma ordenada por ante avante do meio e dar-lhe mais pé de caverna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto a mesma diferença não poderá ser de menos de 36 minutos no delgado á proa, a favor do sistema Trajano,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sei se andarei acertadamente traçando os navios segundo esses princípios, ou se será mais conveniente dar mais superfície a secção mestra, colocá-la no meio do comprimento e afinar mais as linhas avante; só a experiência me poderá mostrar, no entretanto, qual desses processos oferece mais vantagens. O rebocador em construção no Arsenal de Marinha da Corte, o Cruzador a concluir-se na Ponta d&#039;Arêa, a canhoneira cujo modelo está presente, e duas lanchas que já estão navegando foram traçados por esse sistema, é segundo os resultados das experiências a que forem sujeitos esses navios, verei se convém modificar a minha opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passarei a fazer agora algumas considerações sobre a estabilidade dos dois sistemas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha pouco disse que no sistema “Trajano” transportava-se o volume cuja secção é A O C (fig. 2) do ponto O para baixo, e que por este meio conseguia-se no referido sistema obter-se linhas mais finas que no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, essa alteração que dá vantagem á velocidade é prejudicial, no meu entender, à estabilidade. Com efeito transportando-se o dito volume, ou por outra, engrossando a parte inferior d aquela quantidade e afinando a parte superior, não só abaixa-se o centro do impulso do líquido, mas diminui-se a superfície da linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, como se sabe, a alavanca da estabilidade de forma, depende da posição do centro de carona (centro de gravidade da massa deslocada) ou ponto de aplicação do impulso do líquido, e da altura metacêntrica, que é proporcional ao cubo das ordenadas da flutuação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estando pois o centro de carena mais abaixo no sistema “Trajano” e sendo menor a altura metacêntrica, menor será a estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Essas minhas previsões foram confirmadas pelos cálculos, pois que o centro de carena do navio que tracei está meia polegada acima do ponto correspondente no navio semelhante do sistema “Trajano”, e o metacentro está também 1 pé e 5 ½ polegadas mais elevado do que o do mesmo navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A teoria mostra ainda que o sistema “Trajano” não deve ser favorável ás evoluções de virar de bordo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, no princípio da evolução de virar por d&#039;avante, em virtude do leme e da manobra das velas a popa rabêa ou gira, e a proa fica quase estacionaria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Até aí a forma peculiar a esse sistema auxilia a manobra pela resistência da proa, e pelo escoamento da grande massa líquida que exerce sua pressão sobre a porta do leme.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas quando o navio chega á linha do vento, e que perde o seguimento, a manobra faz-se no sentido do contrário, orienta-se o pano de proa, a popa pouco muda de posição, e a proa gira até que se torne conveniente orientar o pano de ré.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então o sistema “Trajano” é desvantajoso, a proa do navio n&#039;esse movimento encontra a resistência devido à pressão F, como se vê na figura 2 onde QOVA é uma secção vertical transversal na proa da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano” e Q O C uma secção no mesmo Jugar na canhoneira que tracei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como se vê na dita figura, a pressão no caso do sistema “Trajano” é normal ao traço e no outro é oblíqua, decompondo-se por conseguinte o seu efeito em duas forças, uma normal ao traço QOC e outra tangente ao mesmo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, não tendo a roda de proa dos navios do sistema “Trajano” curvatura alguma (fig. n. 3) maior é a superfície de vante que se move transversalmente, maior, por conseguinte é a resistência a vencer na última parte da evolução de virar por d&#039;avante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra circunstância peculiar no sistema “Trajano” é a dificuldade que oferece a construção da pane de vante em navios de madeira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando as secções dos dois navios á proa (fig. 2) vemos que as casas do navio &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; requerem 2 curvas de raiz, e essas mesmas curvas de madeira requisitam outras de ferro laterais para garantir a solidez necessária por causa da forma brusca que tem as mesmas casas no ponto V.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Além d&#039;isso, o taboado exterior é composto de paus que devem ter a curvatura natural para serem trabalhados segundo as formas do taboado n&#039;esse lugar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outro tanto não acontece no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As casas de vante tendo a fôrma Q O C são feitas de paus direitos ou levemente curvos, e o taboado da mesma maneira é apenas obrigado com ou sem a estufa conforme as curvaturas são mais ou menos pronunciadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Avalio em 8 a 10 contos a diferença proveniente da configuração do sistema “Trajano” em um navio como o &#039;&#039;Parnahyba.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;À vista, pois, das considerações que acabo de expor sou levado a crer que em alguns casos o sistema “Trajano” é preferível e em outros é mais conveniente o sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A experiência, porém, melhor nos poderá esclarecer a respeito, e caso o Governo Imperial entenda conveniente a construção do navio cujo plano ordenou, teremos ocasião de chegar a algumas conclusões à vista dos resultados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No meu entender, porém, digo, desde já que para navio, de guerra mistos e navios à vela é mais conveniente o sistema comum, porque tendo os navios feitos por esse sistema maior estabilidade, maior velame se lhes pode dar, e maior artilharia se pode colocar nas suas baterias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao mesmo tempo julgo que se a diferença de velocidade entre os dois navios for 1 ½ milha ou mais a favor do sistema “Trajano”, convém esse sistema para paquetes, e todos os navios enfim onde não houver necessidade de grande estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se a diferença for apenas de uma milha creio ainda que será preferível o sistema “Trajano” para os navios que estiverem nas condições dos antecedentes, e cuja construção tiver de ser de ferro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal é, senhores, meu modo de pensar a respeito do sistema “Trajano”, porquanto não julgo que a experiência dê-lhe desvantagem quanto à velocidade, nem tão pouco vantagem superior a 1 ½ milha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Terminando, chamo ainda a vossa atenção para a nossa marinha mercante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse que os nossos marinheiros são obrigados a mendigar um serviço menos próprio para velhos servidores do Estado quando acabam o seu tempo de serviço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não pus ante vós a perspectiva de navios e nacionais, paquetes construídos no país, aparecendo na Europa e em outras partes, como os das companhias de Royal Mail, Messageries Maritimes, Lloyds, e outras, mostrando assim de perto ao mundo, que não somos selvagens, que temos indústria naval e comércio, e por consequência alguma civilização, finalmente, promovendo a emigração, porque esses povos veriam por aí que podem viver entre nós da mesma forma que entre si.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse outras muitas coisas, enfim, senhores, que aqui teriam cabimento; mas espero que vossa inteligência e patriotismo suprirão minha insuficiência. (&#039;&#039;Aplausos do auditório O orador é felicitado e cumprimentado por muitas das pessoas presentes&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 1&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO COMPARATIVO DA EXPERIÊNCIA DE DUAS LANCHAS SENDO UMA DO SISTEMA TRAJANO E OUTRA DO SISTEMA COMUM&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões e resultados das experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Comum&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pontal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à ré&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à vante&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado médio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1 ½&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deslocamento&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;25 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;24 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal na máquina&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Velocidade nas experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;11 milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9 ½ milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 2&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO DAS DIMENSÕES DAS CORVETAS “TRAJANO” E “FRUNDSBERG”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Frundsberg&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;193&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;8&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deslocamento&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1392,5 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1436,9 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Área de seção imersa&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;343,07 pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;106,88&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Artilharia&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3 canhões 70 em rodízio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4 canhões de calibre 6 polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;400 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;230 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dita indicada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1999 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1267 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Superfície do velame&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;12904,19&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;16,624 polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3286</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 190</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3286"/>
		<updated>2026-02-26T17:28:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Desfeita a edição 3285 de Administrador (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;14/08/1876&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Herman Luiz Gade&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Algumas palavras sobre a marinha nacional e o sistema trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhores! - Grato vos sou por terdes comparecido!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Bem me pesa não poder deleitar-vos com frases amenas, bem me pesa não poder entreter-vos com pensamentos sublimes; o assumpto de que vou tratar é bastante ando, e por certo não me animaria a expô-lo a não ser a dedicação pelo interesse público e o amor pela ciência de que devem estar possuídos aqueles que me ouvem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No decurso de meus trabalhos deparei com alguns resultados que me parecerão dignos de ser apreciados pelo nosso mundo marítimo, e tendo-se felizmente iniciado entre nós a ideia das conferências populares para o esclarecimento de todas as classes, graças ao gemo criativo de alguns prestimosos cidadãos, resolvi inscrever-me para uma conferência, arrojei-me a fazer uma pequena preleção sobre construção naval, precedida de algumas palavras sobre o estudo da nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao empreender tão árdua tarefa para mim, sorrio-me a esperança de que tratando-se de uma questão mais ou menos científica, e que interessa uma arte, teria de um lado os artistas, de outro os homens da ciência ligados à nossa marinha. Contei mais com as entidades em cujas mãos está o futuro marítimo do Brasil, e finalmente com aqueles cujos interesses estão ligados ao desenvolvimento do nosso comércio marítimo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejo que minhas esperanças foram coroadas de sucesso; é, pois, com satisfação que entro em matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vou falar sobre a nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A alguém parecerá que o desenvolvimento de nossa Marinha mercante pouco interessa ao comércio. Para que, dirão, navios nossos, quando os estrangeiros conduzem os produtos por menos frete?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal poderá ser, senhores, o modo de pensar d&#039;aqueles costumam fazer inovações sem que consultar a história e a experiencia; mas é ele bastante errôneo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, se lançarmos um golpe de vista sobre as nações presentes, se remontarmos às épocas anteriores, veremos que de todos os tempos os povos enriquecerão e engrandecerão principalmente pela sua marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da Inglaterra não falarei, porque me dirão estar em uma posição excepcional; mas deixando de parte esse imenso empório comercial devido ao seu gênio marítimo e industrial tomarei como exemplos: a França, que empregou constantes esforços para tornar-se potência essencialmente marítima e ainda ultimamente nomeou uma comissão para propor providencias contra o decrescimento de sua marinha mercante; os Estados-Unidos, a Holanda, que, como sabem, teve a maior importância quando foi potência marítima de primeira ordem; a Itália ; a Rússia desde Pedro-o-Grande, que trabalhou em estaleiros de construção; a Hespanha e Portugal, que tanto florescerão no tempo em que seus galeões percorriam os mares longínquos ; e finalmente, a Fenícia, cuja história, ainda que remota-, nos legou a notícia de sua opulência, devida ao seu comércio marítimo. Eis o que nos ensina o passado; mas esses fatos, senhores, não deixam de ter explicação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma nação que possui marinha própria, dá-se a circunstância de quo os armadores são os próprios carregadores; quando estes, pois, não ganhão sobre o artigo, ganhão o frete.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;D’essa forma é mais difícil paralisar-se um negócio. Havendo falta tio um artigo o negociante que é armador é obrigado a especular sobre outros, a desenvolver um gênio empreendedor para utilizar o capital empregado em seus navios, e d&#039;essa atividade forçada colhe-se resultados que explicam em parte os factos que acabamos de citar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é que a Inglaterra, relativamente pobre, exporta continuadamente torro, carvão ou produtos de sua indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, a marinha mercante sendo nacional deixa mais vantagens ao país. A despesa feita com o custeio dos navios dá uma porcentagem ao Estado, e continua a frutificar no país. Outro tanto não acontece quando a nação não tem marinha própria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O dinheiro dos fretes e das despesas do custeio não fica no país nem da renda ao Estado, vai para a pátria dos armadores estrangeiros, é mais um escoadouro para os capitães nacionais, dos quais tanto precisamos, que o digam as nossas últimas catástrofes financeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém pode negar que a carência de numerário precipitou a sorte de muitas companhias e empresas cujos prospectos eram os mais lisonjeiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em summa, até agora tenho mostrado a vantagem de termos marinha mercante própria, e sabeis porque, senhores?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A marinha mercante nacional foi ferida mortalmente pelas leis n. 3631 de 29 de março de 1866 e n. 2348 de 25 de agosto de 1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A cabotagem de nossos portos é hoje feita quase exclusivamente por navios estrangeiros; os navios mercantes nacionais ou foram vendidos ou esperam sê-lo por qualquer preço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem isso poderia deixar de acontecer depois que se declarou livre a cabotagem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como podem os nossos armadores concorrer com os estrangeiros, quando estes se refazem de maruja por muito menor salário, e abastecem-se de gêneros e sobressalentes sem pagar frete e direitos, como passo a explicar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os navios estrangeiros que fazem a cabotagem de nossos portos, navegam nas costas do Brasil durante um a dois anos, depois arranjam um frete para fora e aí contratam nova maruja e refazem-se do que é necessário para outra campanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os nacionais pagam maiores salários, e tudo o que compram é sujeito aos direitos da Alfândega. Será possível haver concorrência n&#039;esses termos?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Está claro que não, e a prova nós a temos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos triênios precedentes à lei de 29 de março de 1866 a nossa marinha mercante aumentou pouco, mas continuadamente, ao passo que no primeiro triênio que compreendeu o ano em que se fez sentir os efeitos da mesma lei houve uma diminuição de 1.156 embarcações de todas as classes, e o decrescimento tem mais ou menos continuado até hoje, ainda em 1874 houve pois que uma diferença para menos de 688 navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, senhores, não necessitamos d&#039;estes algarismos eloquentes para demonstrar o efeito prejudicial d’essa lei basta recordarmo-nos que em época não muito remota via-se a nossa barra coalhada de velas de cabotagem, e hoje: &#039;&#039;apparent rari inantes in gurgite vasto&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-ão que os vapores supriram a marinha de vela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, quantos são os vapores nacionais que fazem a cabotagem?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aqui ainda é maior o agravo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concedeu-se aos navios nacionais isenção de direito de ancoragem (200 reis por tonelada de arqueação), ao passo que se lhe impôs o tributo das vistorias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aliviou-se os armadores nacionais de um imposto que regula 20$000 por ano em um navio de 100 toneladas, mas sobrecarregou-se os mesmos de uma contribuição de 17$000 mensais ou 204$000 anuais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há que duvidar, senhores, a situação de nossa marinha mercante é aflitiva, é preciso arrepiar carreira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entendo que se deve pensar seriamente em reerguê-la do abatimento em que se acha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não será no entretanto com as vantagens compreendidas no Decreto n. 5.585 de 11 de abril de 1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Enquanto importa, por exemplo, a isenção do imposto de ancoragem de que acabei de falar? Quando poderá ser concedido o prêmio de 50$000 por tonelada de arqueação que concede a mesma lei, se muitos navios de cabotagem têm menos do que as cem toneladas necessárias para obter esse prêmio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não, senhores, é necessário que esses favores sejam mais eficazes; para grandes males grandes remédios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sou do parecer que se deva recorrer a medidas odiosas, entendo que se deve conceder um prêmio aos armadores que mandarem construir no país navios que tiverem mais de 25 toneladas de deslocamento, e bem assim uma diferença nos direitos às mercadorias transportadas por navios construídos no país e de propriedade nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dó quantum d&#039;esse prêmio e isenção depende o futuro de nossa marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem será grande o sacrifício que fará a nação; pois que auferirá ela benefícios indiretos pelo desenvolvimento da marinha mercante nacional, percebendo mais os direitos do material importado para a construção e custeio dos navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É bem possível que, animados por essas vantagens, maiores capitães, e mesmo capitães estrangeiros, sejam empregados na construção de navios no Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto o governo poderá diminuir gradualmente essas vantagens quando estiverem terminados os prazos estipulá-los para essas concessões, e se elas não produzirem resultado, não se poderá dizer que não empregou ele as providências necessárias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em resumo, senhores, creio ter demonstrado a vantagem de termos marinha mercante nacional, a decadência em que esta hoje se acha, e a necessidade de dar-lhe um impulso; passo, pois, a segunda parte do meu programa; vou falar sobre o sistema “Trajano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E sabido que há cerca de seis anos o Sr. Capitão-Tenente Trajano Augusto de Carvalho apresentou ao governo imperial uma nova forma de fundo de navio da qual ele esperava vantagens reais para a navegação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Exmo. Sr. Conselheiro Manoel Antônio Duarte de Azevedo, então Ministro da Marinha, desejando que a experiência confirmasse esperanças baseadas em princípios conhecidos, ordenou a construção de duas lanchas a vapor, uma pelo sistema “Trajano” e outra pelo sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados, segundo consta, foram favoráveis ao sistema &amp;quot;Trajano” quanto à velocidade, como se depreende do mapa comparativo n. I, o qual indica que a experiência mostrou que havia diferença de uma milha e meia a favor do referido sistema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mais tarde, e em vista d&#039;esses resultados, ordenou o mesmo Sr. Conselheiro Duarte de Azevedo, ainda Ministro da Marinha, que se procedesse à construção de uma corveta de 200 pés de comprimento, a fim de que se pudesse reconhecer se o sistema “Trajano” também era vantajoso no Oceano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluída a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; pelas oficinas do Arsenal de Marinha da Corte, saiu ela em viagem de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não tendo eu ido a essa experiência, aceitarei os dados do relatório da comissão nomeada para dar parecer sobre o navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E para lastimar que não tenham ido na mesma experiência um construtor e um engenheiro maquinista, que tivessem obrigação de se responsabilizar pelas observações e resultados que dizem respeito a essas duas especialidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deixo de aceitar, no entretanto, as observações sobre a marcha do navio, não só pela reconhecida ilustração dos membros da comissão, como também porque os dados de que vou lançar mão não diferem de outros colhidos diversamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Diz o referido relatório que a marcha correspondente à força indicada de 1,210 cavalos com 48 libras de pressão e 78 rotações por minuto, foi 12,5 milhas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 1 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para esses dados, e segundo os valores:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;achamos que o coeficiente de utilização em relação a secção mestra e igual a 553, e que o mesmo coeficiente em relação ao deslocamento é 200.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparando esses coeficientes com os da corveta austríaca &#039;&#039;Frundsberg&#039;&#039;, navio quase idêntico, como mostra o mapa n. 2, e que tive ocasião de conhecer quando visitei os arsenais de Pola e Trieste com o meu colega o Sr. 1º Tenente J. C. Brasil, acho os seguintes resultados:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 2 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Observando-se os coeficientes de utilização dos dois navios vê-se que há uma diferença a favor da corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039;, diferença representada pelos algarismos 66 em relação ao deslocamento, e 123 em relação à secção mestra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma experiência a que assisti andou a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; 12 milhas, desenvolvendo a máquina a mesma força indicada que no caso precedente, o que mostra que não pode haver grande diferença na apreciação feita pela comissão de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Confrontando ainda esses resultados com os que nos fornecem as observações feitas pelo Sr. Io Tenente Manoel José Alves Barboza, engenheiro-maquinista e admitindo a velocidade de 14 milhas, como disseram as folhas, achamos que a corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; com uma força de 1.999 cavalos indicados, teve para coeficientes respectivamente 141 e 425, coeficientes estes inferiores aos precedentes, mas ainda assim superiores aos da &#039;&#039;Frundsherg&#039;&#039;. Essa diferença, cumpre dizer, não contradiz os dados colhidos do relatório da comissão e, antes, as observações do Sr. engenheiro Barboza vêm confirmá-los, pois é sabido que os coeficientes de utilização diminuem à medida que se caminha para as velocidades extremas em consequência de ser a resistência proporcional ao quadrado das mesmas velocidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tendo, pois, em vista o que acabo de expor, e a experiencia das duas lanchas, poderemos dizer que a pratica inclinasse a provar que o sistema “Trajano” é superior ao antigo - quanto à velocidade. Vejamos agora o que nos diz a teoria:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua Excelência o Sr. Conselheiro Luiz Antônio Pereira Franco, precisando construir canhoneiras para substituir muitas outras que têm desarmado, ordenou-me a confecção de um plano de navio com as mesmas dimensões que as da canhoneira &#039;&#039;Parnahyha&#039;&#039; do sistema “Trajano” que se acha em construção no Arsenal de Marinha. Procedendo a execução d’esse plano tive ocasião de fazer algumas comparações que dão uma ideia dos resultados que se devem esperar dos dois navios por um e outro sistema. O método que adoptei para traçar um navio, e que preciso descrever para estabelecer essas comparações consiste em tomar sobre uma reta A. B. (fig. 1) uma extensão igual ao comprimento do navio e dividir essa extensão em 20 espaços iguais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Partindo de que a resistência que encontra o navio para cortar a massa liquida no sentido longitudinal pode ser considerada nula ou representada por uma reta nas extremidades de vante, e que d’ali aumenta gradualmente até à resistência que oferece a superfície feita por uma secção vertical na roda de proa, e d&#039;aí até a maior superfície feita por uma secção também vertical no corpo do navio (secção mestra) d&#039;onde decresce até tornar-se nula ou representada também por uma reta na extremidade do cadaste exterior, raciocinei que a sucesso das resistências ou das áreas do navio fazem-se segundo uma certa ordem, a qual poderia muito bem ser representada por uma curva, e que desde que fizesse a boca (C-D) do navio representar o número de pés quadrados correspondentes á superfície da parte imersa da caverna mestra, as outras ordenadas da curva que passasse pelo ponto C e os pontos correspondentes (E. F ) que limitam as extensões que representam as superfícies da roda e cadaste, essas ordenadas, digo, me dariam a superfície em pés quadrados das outras secções do navio, secções necessárias para determinar a sua forma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No caso presente, isto é, tendo de traçar um navio com as mesmas dimensões, devo chegar a um deslocamento conhecido; devo, pois, traçar uma curva cujas ordenadas representaram as respectivas áreas do navio de forma que aplicando a essas áreas a fórmula de Simpson deverei achar o deslocamento pedido engrossando ou adelgaçando a curva conforme o resultado do primeiro cálculo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, foi procurando o deslocamento igual ao da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano”, que eu verifiquei que não me era possível conservar o mesmo angulo á proa que nesse navio na linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com eleito a curva dá-me para a ordenada n. 20, 50,8 pés quadrados, e para obter essa área no sistema comum sou obrigado a dar a dita seção a forma Q. O. Ç. (fig- 2) que me dá para o angulo da linha d&#039;agua carregada com o plano diametral 27 graus e 30 minutos ao passo que o angulo correspondente no sistema “Trajano” é de 16&amp;quot; 30&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu poderia obter o mesmo angulo que na canhoneira &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039;, mas seria obrigado a engrossar a parte inferior da seção, caindo afinal na fôrma que pertence ao sistema “Trajano” e que não posso seguir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como acabo, pois, de dizer, a diferença do sistema “Trajano”, consiste, em que as linhas d&#039;agua têm quase o mesmo angulo, transportando o volume cuja secção é A O C, do ponto O para baixo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Somando os ângulos das diferentes linhas d&#039;agua, e tomando o termo médio nos dois navios, achamos para termo médio no sistema “Trajano” 14° 51&#039;, e no sistema comum 16° 51’ o que dá uma diferença de menos dois graus aproximadamente no sistema “Trajano”, diferença que exprime de quanto o navio é mais fino a proa n’esse sistema do que no outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Devo no entretanto fazer aqui uma observação. Essa diferença pode ser reduzida no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito para traçar o meu navio dei 7,36 pés quadrados menos de superfície na secção mestra, o que me obrigou a engrossar mais as linhas, para obter o mesmo deslocamento. Procedi d&#039;essa forma para não alterar o meu sistema de traçado, pois sigo o princípio de que o escoamento das águas deve fazer-se por uma superfície, cujo desenvolvimento principie o mais avante possível o que me obriga a colocar na secção mestra uma ordenada por ante avante do meio e dar-lhe mais pé de caverna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto a mesma diferença não poderá ser de menos de 36 minutos no delgado á proa, a favor do sistema Trajano,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sei se andarei acertadamente traçando os navios segundo esses princípios, ou se será mais conveniente dar mais superfície a secção mestra, colocá-la no meio do comprimento e afinar mais as linhas avante; só a experiência me poderá mostrar, no entretanto, qual desses processos oferece mais vantagens. O rebocador em construção no Arsenal de Marinha da Corte, o Cruzador a concluir-se na Ponta d&#039;Arêa, a canhoneira cujo modelo está presente, e duas lanchas que já estão navegando foram traçados por esse sistema, é segundo os resultados das experiências a que forem sujeitos esses navios, verei se convém modificar a minha opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passarei a fazer agora algumas considerações sobre a estabilidade dos dois sistemas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha pouco disse que no sistema “Trajano” transportava-se o volume cuja secção é A O C (fig. 2) do ponto O para baixo, e que por este meio conseguia-se no referido sistema obter-se linhas mais finas que no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, essa alteração que dá vantagem á velocidade é prejudicial, no meu entender, à estabilidade. Com efeito transportando-se o dito volume, ou por outra, engrossando a parte inferior d aquela quantidade e afinando a parte superior, não só abaixa-se o centro do impulso do líquido, mas diminui-se a superfície da linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, como se sabe, a alavanca da estabilidade de forma, depende da posição do centro de carona (centro de gravidade da massa deslocada) ou ponto de aplicação do impulso do líquido, e da altura metacêntrica, que é proporcional ao cubo das ordenadas da flutuação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estando pois o centro de carena mais abaixo no sistema “Trajano” e sendo menor a altura metacêntrica, menor será a estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Essas minhas previsões foram confirmadas pelos cálculos, pois que o centro de carena do navio que tracei está meia polegada acima do ponto correspondente no navio semelhante do sistema “Trajano”, e o metacentro está também 1 pé e 5 ½ polegadas mais elevado do que o do mesmo navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A teoria mostra ainda que o sistema “Trajano” não deve ser favorável ás evoluções de virar de bordo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, no princípio da evolução de virar por d&#039;avante, em virtude do leme e da manobra das velas a popa rabêa ou gira, e a proa fica quase estacionaria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Até aí a forma peculiar a esse sistema auxilia a manobra pela resistência da proa, e pelo escoamento da grande massa líquida que exerce sua pressão sobre a porta do leme.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas quando o navio chega á linha do vento, e que perde o seguimento, a manobra faz-se no sentido do contrário, orienta-se o pano de proa, a popa pouco muda de posição, e a proa gira até que se torne conveniente orientar o pano de ré.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então o sistema “Trajano” é desvantajoso, a proa do navio n&#039;esse movimento encontra a resistência devido à pressão F, como se vê na figura 2 onde QOVA é uma secção vertical transversal na proa da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano” e Q O C uma secção no mesmo Jugar na canhoneira que tracei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como se vê na dita figura, a pressão no caso do sistema “Trajano” é normal ao traço e no outro é oblíqua, decompondo-se por conseguinte o seu efeito em duas forças, uma normal ao traço QOC e outra tangente ao mesmo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, não tendo a roda de proa dos navios do sistema “Trajano” curvatura alguma (fig. n. 3) maior é a superfície de vante que se move transversalmente, maior, por conseguinte é a resistência a vencer na última parte da evolução de virar por d&#039;avante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra circunstância peculiar no sistema “Trajano” é a dificuldade que oferece a construção da pane de vante em navios de madeira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando as secções dos dois navios á proa (fig. 2) vemos que as casas do navio &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; requerem 2 curvas de raiz, e essas mesmas curvas de madeira requisitam outras de ferro laterais para garantir a solidez necessária por causa da forma brusca que tem as mesmas casas no ponto V.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Além d&#039;isso, o taboado exterior é composto de paus que devem ter a curvatura natural para serem trabalhados segundo as formas do taboado n&#039;esse lugar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outro tanto não acontece no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As casas de vante tendo a fôrma Q O C são feitas de paus direitos ou levemente curvos, e o taboado da mesma maneira é apenas obrigado com ou sem a estufa conforme as curvaturas são mais ou menos pronunciadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Avalio em 8 a 10 contos a diferença proveniente da configuração do sistema “Trajano” em um navio como o &#039;&#039;Parnahyba.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;À vista, pois, das considerações que acabo de expor sou levado a crer que em alguns casos o sistema “Trajano” é preferível e em outros é mais conveniente o sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A experiência, porém, melhor nos poderá esclarecer a respeito, e caso o Governo Imperial entenda conveniente a construção do navio cujo plano ordenou, teremos ocasião de chegar a algumas conclusões à vista dos resultados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No meu entender, porém, digo, desde já que para navio, de guerra mistos e navios à vela é mais conveniente o sistema comum, porque tendo os navios feitos por esse sistema maior estabilidade, maior velame se lhes pode dar, e maior artilharia se pode colocar nas suas baterias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao mesmo tempo julgo que se a diferença de velocidade entre os dois navios for 1 ½ milha ou mais a favor do sistema “Trajano”, convém esse sistema para paquetes, e todos os navios enfim onde não houver necessidade de grande estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se a diferença for apenas de uma milha creio ainda que será preferível o sistema “Trajano” para os navios que estiverem nas condições dos antecedentes, e cuja construção tiver de ser de ferro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal é, senhores, meu modo de pensar a respeito do sistema “Trajano”, porquanto não julgo que a experiência dê-lhe desvantagem quanto à velocidade, nem tão pouco vantagem superior a 1 ½ milha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Terminando, chamo ainda a vossa atenção para a nossa marinha mercante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse que os nossos marinheiros são obrigados a mendigar um serviço menos próprio para velhos servidores do Estado quando acabam o seu tempo de serviço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não pus ante vós a perspectiva de navios e nacionais, paquetes construídos no país, aparecendo na Europa e em outras partes, como os das companhias de Royal Mail, Messageries Maritimes, Lloyds, e outras, mostrando assim de perto ao mundo, que não somos selvagens, que temos indústria naval e comércio, e por consequência alguma civilização, finalmente, promovendo a emigração, porque esses povos veriam por aí que podem viver entre nós da mesma forma que entre si.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse outras muitas coisas, enfim, senhores, que aqui teriam cabimento; mas espero que vossa inteligência e patriotismo suprirão minha insuficiência. (&#039;&#039;Aplausos do auditório O orador é felicitado e cumprimentado por muitas das pessoas presentes&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 1&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO COMPARATIVO DA EXPERIÊNCIA DE DUAS LANCHAS SENDO UMA DO SISTEMA TRAJANO E OUTRA DO SISTEMA COMUM&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões e resultados das experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Comum&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO DAS DIMENSÕES DAS CORVETAS “TRAJANO” E “FRUNDSBERG”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;193&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pontal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1392,5 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1436,9 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Área de seção imersa&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;343,07 pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Artilharia&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3 canhões 70 em rodízio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4 canhões de calibre 6 polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;400 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dita indicada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1999 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Superfície do velame&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;Insira o texto aqui&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
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{{padleft:&lt;br /&gt;
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  {{#iferror:{{#explode:{{PAGENAME}}|nº |1}}|{{PAGENAME}}}}&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3285</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 190</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_190&amp;diff=3285"/>
		<updated>2026-02-26T17:27:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;14/08/1876&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Herman Luiz Gade&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Algumas palavras sobre a marinha nacional e o sistema trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhores! - Grato vos sou por terdes comparecido!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Bem me pesa não poder deleitar-vos com frases amenas, bem me pesa não poder entreter-vos com pensamentos sublimes; o assumpto de que vou tratar é bastante ando, e por certo não me animaria a expô-lo a não ser a dedicação pelo interesse público e o amor pela ciência de que devem estar possuídos aqueles que me ouvem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No decurso de meus trabalhos deparei com alguns resultados que me parecerão dignos de ser apreciados pelo nosso mundo marítimo, e tendo-se felizmente iniciado entre nós a ideia das conferências populares para o esclarecimento de todas as classes, graças ao gemo criativo de alguns prestimosos cidadãos, resolvi inscrever-me para uma conferência, arrojei-me a fazer uma pequena preleção sobre construção naval, precedida de algumas palavras sobre o estudo da nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao empreender tão árdua tarefa para mim, sorrio-me a esperança de que tratando-se de uma questão mais ou menos científica, e que interessa uma arte, teria de um lado os artistas, de outro os homens da ciência ligados à nossa marinha. Contei mais com as entidades em cujas mãos está o futuro marítimo do Brasil, e finalmente com aqueles cujos interesses estão ligados ao desenvolvimento do nosso comércio marítimo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejo que minhas esperanças foram coroadas de sucesso; é, pois, com satisfação que entro em matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vou falar sobre a nossa indústria marítima.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A alguém parecerá que o desenvolvimento de nossa Marinha mercante pouco interessa ao comércio. Para que, dirão, navios nossos, quando os estrangeiros conduzem os produtos por menos frete?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal poderá ser, senhores, o modo de pensar d&#039;aqueles costumam fazer inovações sem que consultar a história e a experiencia; mas é ele bastante errôneo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, se lançarmos um golpe de vista sobre as nações presentes, se remontarmos às épocas anteriores, veremos que de todos os tempos os povos enriquecerão e engrandecerão principalmente pela sua marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da Inglaterra não falarei, porque me dirão estar em uma posição excepcional; mas deixando de parte esse imenso empório comercial devido ao seu gênio marítimo e industrial tomarei como exemplos: a França, que empregou constantes esforços para tornar-se potência essencialmente marítima e ainda ultimamente nomeou uma comissão para propor providencias contra o decrescimento de sua marinha mercante; os Estados-Unidos, a Holanda, que, como sabem, teve a maior importância quando foi potência marítima de primeira ordem; a Itália ; a Rússia desde Pedro-o-Grande, que trabalhou em estaleiros de construção; a Hespanha e Portugal, que tanto florescerão no tempo em que seus galeões percorriam os mares longínquos ; e finalmente, a Fenícia, cuja história, ainda que remota-, nos legou a notícia de sua opulência, devida ao seu comércio marítimo. Eis o que nos ensina o passado; mas esses fatos, senhores, não deixam de ter explicação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma nação que possui marinha própria, dá-se a circunstância de quo os armadores são os próprios carregadores; quando estes, pois, não ganhão sobre o artigo, ganhão o frete.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;D’essa forma é mais difícil paralisar-se um negócio. Havendo falta tio um artigo o negociante que é armador é obrigado a especular sobre outros, a desenvolver um gênio empreendedor para utilizar o capital empregado em seus navios, e d&#039;essa atividade forçada colhe-se resultados que explicam em parte os factos que acabamos de citar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é que a Inglaterra, relativamente pobre, exporta continuadamente torro, carvão ou produtos de sua indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, a marinha mercante sendo nacional deixa mais vantagens ao país. A despesa feita com o custeio dos navios dá uma porcentagem ao Estado, e continua a frutificar no país. Outro tanto não acontece quando a nação não tem marinha própria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O dinheiro dos fretes e das despesas do custeio não fica no país nem da renda ao Estado, vai para a pátria dos armadores estrangeiros, é mais um escoadouro para os capitães nacionais, dos quais tanto precisamos, que o digam as nossas últimas catástrofes financeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém pode negar que a carência de numerário precipitou a sorte de muitas companhias e empresas cujos prospectos eram os mais lisonjeiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em summa, até agora tenho mostrado a vantagem de termos marinha mercante própria, e sabeis porque, senhores?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A marinha mercante nacional foi ferida mortalmente pelas leis n. 3631 de 29 de março de 1866 e n. 2348 de 25 de agosto de 1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A cabotagem de nossos portos é hoje feita quase exclusivamente por navios estrangeiros; os navios mercantes nacionais ou foram vendidos ou esperam sê-lo por qualquer preço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem isso poderia deixar de acontecer depois que se declarou livre a cabotagem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como podem os nossos armadores concorrer com os estrangeiros, quando estes se refazem de maruja por muito menor salário, e abastecem-se de gêneros e sobressalentes sem pagar frete e direitos, como passo a explicar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os navios estrangeiros que fazem a cabotagem de nossos portos, navegam nas costas do Brasil durante um a dois anos, depois arranjam um frete para fora e aí contratam nova maruja e refazem-se do que é necessário para outra campanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os nacionais pagam maiores salários, e tudo o que compram é sujeito aos direitos da Alfândega. Será possível haver concorrência n&#039;esses termos?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Está claro que não, e a prova nós a temos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos triênios precedentes à lei de 29 de março de 1866 a nossa marinha mercante aumentou pouco, mas continuadamente, ao passo que no primeiro triênio que compreendeu o ano em que se fez sentir os efeitos da mesma lei houve uma diminuição de 1.156 embarcações de todas as classes, e o decrescimento tem mais ou menos continuado até hoje, ainda em 1874 houve pois que uma diferença para menos de 688 navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, senhores, não necessitamos d&#039;estes algarismos eloquentes para demonstrar o efeito prejudicial d’essa lei basta recordarmo-nos que em época não muito remota via-se a nossa barra coalhada de velas de cabotagem, e hoje: &#039;&#039;apparent rari inantes in gurgite vasto&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-ão que os vapores supriram a marinha de vela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, quantos são os vapores nacionais que fazem a cabotagem?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aqui ainda é maior o agravo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concedeu-se aos navios nacionais isenção de direito de ancoragem (200 reis por tonelada de arqueação), ao passo que se lhe impôs o tributo das vistorias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aliviou-se os armadores nacionais de um imposto que regula 20$000 por ano em um navio de 100 toneladas, mas sobrecarregou-se os mesmos de uma contribuição de 17$000 mensais ou 204$000 anuais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há que duvidar, senhores, a situação de nossa marinha mercante é aflitiva, é preciso arrepiar carreira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entendo que se deve pensar seriamente em reerguê-la do abatimento em que se acha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não será no entretanto com as vantagens compreendidas no Decreto n. 5.585 de 11 de abril de 1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Enquanto importa, por exemplo, a isenção do imposto de ancoragem de que acabei de falar? Quando poderá ser concedido o prêmio de 50$000 por tonelada de arqueação que concede a mesma lei, se muitos navios de cabotagem têm menos do que as cem toneladas necessárias para obter esse prêmio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não, senhores, é necessário que esses favores sejam mais eficazes; para grandes males grandes remédios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sou do parecer que se deva recorrer a medidas odiosas, entendo que se deve conceder um prêmio aos armadores que mandarem construir no país navios que tiverem mais de 25 toneladas de deslocamento, e bem assim uma diferença nos direitos às mercadorias transportadas por navios construídos no país e de propriedade nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dó quantum d&#039;esse prêmio e isenção depende o futuro de nossa marinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem será grande o sacrifício que fará a nação; pois que auferirá ela benefícios indiretos pelo desenvolvimento da marinha mercante nacional, percebendo mais os direitos do material importado para a construção e custeio dos navios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É bem possível que, animados por essas vantagens, maiores capitães, e mesmo capitães estrangeiros, sejam empregados na construção de navios no Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto o governo poderá diminuir gradualmente essas vantagens quando estiverem terminados os prazos estipulá-los para essas concessões, e se elas não produzirem resultado, não se poderá dizer que não empregou ele as providências necessárias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em resumo, senhores, creio ter demonstrado a vantagem de termos marinha mercante nacional, a decadência em que esta hoje se acha, e a necessidade de dar-lhe um impulso; passo, pois, a segunda parte do meu programa; vou falar sobre o sistema “Trajano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E sabido que há cerca de seis anos o Sr. Capitão-Tenente Trajano Augusto de Carvalho apresentou ao governo imperial uma nova forma de fundo de navio da qual ele esperava vantagens reais para a navegação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Exmo. Sr. Conselheiro Manoel Antônio Duarte de Azevedo, então Ministro da Marinha, desejando que a experiência confirmasse esperanças baseadas em princípios conhecidos, ordenou a construção de duas lanchas a vapor, uma pelo sistema “Trajano” e outra pelo sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados, segundo consta, foram favoráveis ao sistema &amp;quot;Trajano” quanto à velocidade, como se depreende do mapa comparativo n. I, o qual indica que a experiência mostrou que havia diferença de uma milha e meia a favor do referido sistema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mais tarde, e em vista d&#039;esses resultados, ordenou o mesmo Sr. Conselheiro Duarte de Azevedo, ainda Ministro da Marinha, que se procedesse à construção de uma corveta de 200 pés de comprimento, a fim de que se pudesse reconhecer se o sistema “Trajano” também era vantajoso no Oceano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluída a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; pelas oficinas do Arsenal de Marinha da Corte, saiu ela em viagem de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não tendo eu ido a essa experiência, aceitarei os dados do relatório da comissão nomeada para dar parecer sobre o navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E para lastimar que não tenham ido na mesma experiência um construtor e um engenheiro maquinista, que tivessem obrigação de se responsabilizar pelas observações e resultados que dizem respeito a essas duas especialidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deixo de aceitar, no entretanto, as observações sobre a marcha do navio, não só pela reconhecida ilustração dos membros da comissão, como também porque os dados de que vou lançar mão não diferem de outros colhidos diversamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Diz o referido relatório que a marcha correspondente à força indicada de 1,210 cavalos com 48 libras de pressão e 78 rotações por minuto, foi 12,5 milhas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para esses dados, e segundo os valores:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Imagem 1 Conferência Popular da Glória nº 190.png|miniaturadaimagem|nenhum]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;achamos que o coeficiente de utilização em relação a secção mestra e igual a 553, e que o mesmo coeficiente em relação ao deslocamento é 200.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparando esses coeficientes com os da corveta austríaca &#039;&#039;Frundsberg&#039;&#039;, navio quase idêntico, como mostra o mapa n. 2, e que tive ocasião de conhecer quando visitei os arsenais de Pola e Trieste com o meu colega o Sr. 1º Tenente J. C. Brasil, acho os seguintes resultados:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[index.php?title=Arquivo:Imagem_2_Conferência_Popular_da_Glória_nº_190.png|nenhum|miniaturadaimagem]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Observando-se os coeficientes de utilização dos dois navios vê-se que há uma diferença a favor da corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039;, diferença representada pelos algarismos 66 em relação ao deslocamento, e 123 em relação à secção mestra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em uma experiência a que assisti andou a &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; 12 milhas, desenvolvendo a máquina a mesma força indicada que no caso precedente, o que mostra que não pode haver grande diferença na apreciação feita pela comissão de experiência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Confrontando ainda esses resultados com os que nos fornecem as observações feitas pelo Sr. Io Tenente Manoel José Alves Barboza, engenheiro-maquinista e admitindo a velocidade de 14 milhas, como disseram as folhas, achamos que a corveta &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; com uma força de 1.999 cavalos indicados, teve para coeficientes respectivamente 141 e 425, coeficientes estes inferiores aos precedentes, mas ainda assim superiores aos da &#039;&#039;Frundsherg&#039;&#039;. Essa diferença, cumpre dizer, não contradiz os dados colhidos do relatório da comissão e, antes, as observações do Sr. engenheiro Barboza vêm confirmá-los, pois é sabido que os coeficientes de utilização diminuem à medida que se caminha para as velocidades extremas em consequência de ser a resistência proporcional ao quadrado das mesmas velocidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tendo, pois, em vista o que acabo de expor, e a experiencia das duas lanchas, poderemos dizer que a pratica inclinasse a provar que o sistema “Trajano” é superior ao antigo - quanto à velocidade. Vejamos agora o que nos diz a teoria:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua Excelência o Sr. Conselheiro Luiz Antônio Pereira Franco, precisando construir canhoneiras para substituir muitas outras que têm desarmado, ordenou-me a confecção de um plano de navio com as mesmas dimensões que as da canhoneira &#039;&#039;Parnahyha&#039;&#039; do sistema “Trajano” que se acha em construção no Arsenal de Marinha. Procedendo a execução d’esse plano tive ocasião de fazer algumas comparações que dão uma ideia dos resultados que se devem esperar dos dois navios por um e outro sistema. O método que adoptei para traçar um navio, e que preciso descrever para estabelecer essas comparações consiste em tomar sobre uma reta A. B. (fig. 1) uma extensão igual ao comprimento do navio e dividir essa extensão em 20 espaços iguais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Partindo de que a resistência que encontra o navio para cortar a massa liquida no sentido longitudinal pode ser considerada nula ou representada por uma reta nas extremidades de vante, e que d’ali aumenta gradualmente até à resistência que oferece a superfície feita por uma secção vertical na roda de proa, e d&#039;aí até a maior superfície feita por uma secção também vertical no corpo do navio (secção mestra) d&#039;onde decresce até tornar-se nula ou representada também por uma reta na extremidade do cadaste exterior, raciocinei que a sucesso das resistências ou das áreas do navio fazem-se segundo uma certa ordem, a qual poderia muito bem ser representada por uma curva, e que desde que fizesse a boca (C-D) do navio representar o número de pés quadrados correspondentes á superfície da parte imersa da caverna mestra, as outras ordenadas da curva que passasse pelo ponto C e os pontos correspondentes (E. F ) que limitam as extensões que representam as superfícies da roda e cadaste, essas ordenadas, digo, me dariam a superfície em pés quadrados das outras secções do navio, secções necessárias para determinar a sua forma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No caso presente, isto é, tendo de traçar um navio com as mesmas dimensões, devo chegar a um deslocamento conhecido; devo, pois, traçar uma curva cujas ordenadas representaram as respectivas áreas do navio de forma que aplicando a essas áreas a fórmula de Simpson deverei achar o deslocamento pedido engrossando ou adelgaçando a curva conforme o resultado do primeiro cálculo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, foi procurando o deslocamento igual ao da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano”, que eu verifiquei que não me era possível conservar o mesmo angulo á proa que nesse navio na linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com eleito a curva dá-me para a ordenada n. 20, 50,8 pés quadrados, e para obter essa área no sistema comum sou obrigado a dar a dita seção a forma Q. O. Ç. (fig- 2) que me dá para o angulo da linha d&#039;agua carregada com o plano diametral 27 graus e 30 minutos ao passo que o angulo correspondente no sistema “Trajano” é de 16&amp;quot; 30&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu poderia obter o mesmo angulo que na canhoneira &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039;, mas seria obrigado a engrossar a parte inferior da seção, caindo afinal na fôrma que pertence ao sistema “Trajano” e que não posso seguir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como acabo, pois, de dizer, a diferença do sistema “Trajano”, consiste, em que as linhas d&#039;agua têm quase o mesmo angulo, transportando o volume cuja secção é A O C, do ponto O para baixo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Somando os ângulos das diferentes linhas d&#039;agua, e tomando o termo médio nos dois navios, achamos para termo médio no sistema “Trajano” 14° 51&#039;, e no sistema comum 16° 51’ o que dá uma diferença de menos dois graus aproximadamente no sistema “Trajano”, diferença que exprime de quanto o navio é mais fino a proa n’esse sistema do que no outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Devo no entretanto fazer aqui uma observação. Essa diferença pode ser reduzida no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito para traçar o meu navio dei 7,36 pés quadrados menos de superfície na secção mestra, o que me obrigou a engrossar mais as linhas, para obter o mesmo deslocamento. Procedi d&#039;essa forma para não alterar o meu sistema de traçado, pois sigo o princípio de que o escoamento das águas deve fazer-se por uma superfície, cujo desenvolvimento principie o mais avante possível o que me obriga a colocar na secção mestra uma ordenada por ante avante do meio e dar-lhe mais pé de caverna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entretanto a mesma diferença não poderá ser de menos de 36 minutos no delgado á proa, a favor do sistema Trajano,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não sei se andarei acertadamente traçando os navios segundo esses princípios, ou se será mais conveniente dar mais superfície a secção mestra, colocá-la no meio do comprimento e afinar mais as linhas avante; só a experiência me poderá mostrar, no entretanto, qual desses processos oferece mais vantagens. O rebocador em construção no Arsenal de Marinha da Corte, o Cruzador a concluir-se na Ponta d&#039;Arêa, a canhoneira cujo modelo está presente, e duas lanchas que já estão navegando foram traçados por esse sistema, é segundo os resultados das experiências a que forem sujeitos esses navios, verei se convém modificar a minha opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passarei a fazer agora algumas considerações sobre a estabilidade dos dois sistemas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha pouco disse que no sistema “Trajano” transportava-se o volume cuja secção é A O C (fig. 2) do ponto O para baixo, e que por este meio conseguia-se no referido sistema obter-se linhas mais finas que no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, essa alteração que dá vantagem á velocidade é prejudicial, no meu entender, à estabilidade. Com efeito transportando-se o dito volume, ou por outra, engrossando a parte inferior d aquela quantidade e afinando a parte superior, não só abaixa-se o centro do impulso do líquido, mas diminui-se a superfície da linha d&#039;agua carregada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, como se sabe, a alavanca da estabilidade de forma, depende da posição do centro de carona (centro de gravidade da massa deslocada) ou ponto de aplicação do impulso do líquido, e da altura metacêntrica, que é proporcional ao cubo das ordenadas da flutuação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estando pois o centro de carena mais abaixo no sistema “Trajano” e sendo menor a altura metacêntrica, menor será a estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Essas minhas previsões foram confirmadas pelos cálculos, pois que o centro de carena do navio que tracei está meia polegada acima do ponto correspondente no navio semelhante do sistema “Trajano”, e o metacentro está também 1 pé e 5 ½ polegadas mais elevado do que o do mesmo navio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A teoria mostra ainda que o sistema “Trajano” não deve ser favorável ás evoluções de virar de bordo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito, no princípio da evolução de virar por d&#039;avante, em virtude do leme e da manobra das velas a popa rabêa ou gira, e a proa fica quase estacionaria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Até aí a forma peculiar a esse sistema auxilia a manobra pela resistência da proa, e pelo escoamento da grande massa líquida que exerce sua pressão sobre a porta do leme.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas quando o navio chega á linha do vento, e que perde o seguimento, a manobra faz-se no sentido do contrário, orienta-se o pano de proa, a popa pouco muda de posição, e a proa gira até que se torne conveniente orientar o pano de ré.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então o sistema “Trajano” é desvantajoso, a proa do navio n&#039;esse movimento encontra a resistência devido à pressão F, como se vê na figura 2 onde QOVA é uma secção vertical transversal na proa da &#039;&#039;Parnahyba&#039;&#039; do sistema “Trajano” e Q O C uma secção no mesmo Jugar na canhoneira que tracei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como se vê na dita figura, a pressão no caso do sistema “Trajano” é normal ao traço e no outro é oblíqua, decompondo-se por conseguinte o seu efeito em duas forças, uma normal ao traço QOC e outra tangente ao mesmo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, não tendo a roda de proa dos navios do sistema “Trajano” curvatura alguma (fig. n. 3) maior é a superfície de vante que se move transversalmente, maior, por conseguinte é a resistência a vencer na última parte da evolução de virar por d&#039;avante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra circunstância peculiar no sistema “Trajano” é a dificuldade que oferece a construção da pane de vante em navios de madeira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando as secções dos dois navios á proa (fig. 2) vemos que as casas do navio &#039;&#039;Trajano&#039;&#039; requerem 2 curvas de raiz, e essas mesmas curvas de madeira requisitam outras de ferro laterais para garantir a solidez necessária por causa da forma brusca que tem as mesmas casas no ponto V.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Além d&#039;isso, o taboado exterior é composto de paus que devem ter a curvatura natural para serem trabalhados segundo as formas do taboado n&#039;esse lugar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outro tanto não acontece no sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As casas de vante tendo a fôrma Q O C são feitas de paus direitos ou levemente curvos, e o taboado da mesma maneira é apenas obrigado com ou sem a estufa conforme as curvaturas são mais ou menos pronunciadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Avalio em 8 a 10 contos a diferença proveniente da configuração do sistema “Trajano” em um navio como o &#039;&#039;Parnahyba.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;À vista, pois, das considerações que acabo de expor sou levado a crer que em alguns casos o sistema “Trajano” é preferível e em outros é mais conveniente o sistema comum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A experiência, porém, melhor nos poderá esclarecer a respeito, e caso o Governo Imperial entenda conveniente a construção do navio cujo plano ordenou, teremos ocasião de chegar a algumas conclusões à vista dos resultados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No meu entender, porém, digo, desde já que para navio, de guerra mistos e navios à vela é mais conveniente o sistema comum, porque tendo os navios feitos por esse sistema maior estabilidade, maior velame se lhes pode dar, e maior artilharia se pode colocar nas suas baterias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao mesmo tempo julgo que se a diferença de velocidade entre os dois navios for 1 ½ milha ou mais a favor do sistema “Trajano”, convém esse sistema para paquetes, e todos os navios enfim onde não houver necessidade de grande estabilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se a diferença for apenas de uma milha creio ainda que será preferível o sistema “Trajano” para os navios que estiverem nas condições dos antecedentes, e cuja construção tiver de ser de ferro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal é, senhores, meu modo de pensar a respeito do sistema “Trajano”, porquanto não julgo que a experiência dê-lhe desvantagem quanto à velocidade, nem tão pouco vantagem superior a 1 ½ milha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Terminando, chamo ainda a vossa atenção para a nossa marinha mercante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse que os nossos marinheiros são obrigados a mendigar um serviço menos próprio para velhos servidores do Estado quando acabam o seu tempo de serviço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não pus ante vós a perspectiva de navios e nacionais, paquetes construídos no país, aparecendo na Europa e em outras partes, como os das companhias de Royal Mail, Messageries Maritimes, Lloyds, e outras, mostrando assim de perto ao mundo, que não somos selvagens, que temos indústria naval e comércio, e por consequência alguma civilização, finalmente, promovendo a emigração, porque esses povos veriam por aí que podem viver entre nós da mesma forma que entre si.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não vos disse outras muitas coisas, enfim, senhores, que aqui teriam cabimento; mas espero que vossa inteligência e patriotismo suprirão minha insuficiência. (&#039;&#039;Aplausos do auditório O orador é felicitado e cumprimentado por muitas das pessoas presentes&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 1&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO COMPARATIVO DA EXPERIÊNCIA DE DUAS LANCHAS SENDO UMA DO SISTEMA TRAJANO E OUTRA DO SISTEMA COMUM&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões e resultados das experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lancha do Sistema Comum&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;52&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pontal&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;5&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à ré&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;6&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado à vante&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Calado médio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;1 ½&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;4&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;3&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deslocamento&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;25 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;24 toneladas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Força nominal na máquina&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;15 cavalos&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Velocidade nas experiências&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;11 milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;9 ½ milhas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anexo 2&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;QUADRO DAS DIMENSÕES DAS CORVETAS “TRAJANO” E “FRUNDSBERG”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dimensões&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Trajano&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
| colspan=&amp;quot;2&amp;quot; |&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Corveta Frundsberg&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pés&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Polegadas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comprimento entre perpendiculares&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;200&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;193&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;10&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Boca moldada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;30&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;0&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;35&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<title>Modelo de Verbete de Conferências</title>
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<title>Modelo de Verbete de Conferências</title>
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		<updated>2026-02-25T17:07:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=CZERNIEWICZ,_PIOTR_LUDWIK_NAPOLEON&amp;diff=3275</id>
		<title>CZERNIEWICZ, PIOTR LUDWIK NAPOLEON</title>
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz nasceu em Lukov, na Polônia, em 11 de setembro de 1812. Iniciou seus estudos em Varsóvia, e em 1831 transferiu-se para a França. Doutorou-se pela Faculté de Médecine de Montpellier, em 24 de novembro de 1837, com a tese “Diagnostic spécial et différentiel des tumeurs du scrotum&amp;quot;. Veio para o Brasil em 1840, e se estabeleceu na cidade do Rio de Janeiro. Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz acabou por adotar o sobrenome “Chernoviz”, mais fácil para ser pronunciado. Clinicou no Rio de Janeiro, e escreveu o &amp;quot;Formulario ou Guia Medica&amp;quot; (1841) e o &amp;quot;Diccionario de Medicina Popular&amp;quot; (1842), importantes obras de vulgarização dos conhecimentos médicos. Em 1855 retornou à França com sua família, onde faleceu em 31 de agosto de 1881.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dados pessoais&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz nasceu em Lukov, província de Podlasie na Polônia, em 11 de setembro de 1812. Era filho de Tekla Przegalinska (1779-1845) e de François Czerniewicz, coronel que havia lutado no contexto da restauração da Polônia, sob o domínio de Napoleão Bonaparte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Casou-se, em 1846, com Julie Bernard (1826-1904), nascida no Brasil e filha de Louis Bernard e Claire Julie Deloziere, com quem teve os filhos: Amélie Chernoviz (1846 -?), Albert Chernoviz (1846-1864), Henri Chernoviz (1847- ?), Fernando Chernoviz, Louise Chernoviz (1849-1909), Mathilde Chernoviz (1851-1927), Alphonsine Chernoviz (1856-1926), Valentine Chernoviz (1859 -?), Gabrielle Chernoviz (1861-1894) e Paul Chernoviz (1864-1930) (PIERRE, 2025).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Imperador D. Pedro II lhe concedeu o título de médico da Corte, por seu estudo feito sobre as propriedades terapêuticas das águas termais. Em dezembro de 1841, recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem de Cristo, e em 1874 foi agraciado com a Comenda do Cruzeiro da Rosa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Faleceu em Paris, em 31 de agosto de 1881, tendo sido enterrado no Cimetière-de-Passy, Paris XVI°.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Trajetória profissional&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz cresceu em Varsóvia, onde frequentou uma escola administrada por uma Ordem de Escolas Pias, tendo concluído em 1829, quando ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Varsóvia (PEDRO, 2025). Porém, em 1831, a universidade foi fechada. tendo em vista o cenário político do país, quando as forças russas avançavam sobre o território polonês. Neste contexto, Czerniewicz ingressou no serviço militar, tendo alcançado o posto de sub-lugar-tenente de artilharia, e participado, em 1830, de um levante contra o domínio russo, alcançando o posto de posto de subtenente num batalhão de sapadores. Perante o risco de perseguição por autoridades russas, Czerniewicz resolveu deixar a Polônia, indo para a França, onde refugiou-se primeiro em Avignon, e depois foi para a cidade de Montpellier (KAWCA, 2011).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em Montpellier retomou seus estudos médicos, estudando inicialmente na escola de cirurgia e depois na Faculté de Médecine, na qual doutorou-se, em 24 de novembro de 1837, com a tese “Diagnostic spécial et différentiel des tumeurs du scrotum” (CZERNIEWIEZ, 1837). Foi chefe-interno em hospitais na cidade de Nimes, e em 1835 recebeu do governo francês uma medalha pelos cuidados prestados aos pacientes de cólera.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Czerniewicz, então coronel do exército polonês, participou da formação, juntamente com outros jovens, de uma Sociedade Democrática Polonesa, da qual foi presidente (KAWCA, 2011).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Exerceu medicina em Génolhac, uma comuna francesa, seguindo a recomendação de Cincinnatus Fontaine (1793-1868), da Académie de Nimes e da Université de Montpellier. Como a região de Génolhac era carente de médicos, Piotr Czerniewicz teve oportunidade de atuar, atendendo e medicando os pacientes mais pobres de forma gratuita. Em pouco tempo passou a ser conhecido como “o polonês”, tendo em vista a dificuldade dos franceses em pronunciar seu nome.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em Montpellier, Czerniewicz havia tido contato com médicos brasileiros, fazendo surgir um interesse em se mudar para o Rio de Janeiro. Estudou a língua portuguesa por alguns meses, e em posse de uma carta de recomendação do médico Cincinnatus Fontaine, procurou, em Paris, o primeiro-ministro francês, o Marechal Jean de Dieu Soult (1769-1851). Teve, então, conhecimento de que uma delegação francesa, que embarcaria para o Brasil, necessitava de um médico. Esta delegação acompanhou o Barão Achille Rouen, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do rei Louis Philippe 1º junto à Corte do Rio de Janeiro. Antes de embarcar para o Brasil, em 1837, trabalhou como doutor em medicina no hospital militar Val-de-Grâce, em Paris.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz desembarcou no Rio de Janeiro, no início de 1840 (GUIMARÃES, 2016). Estando já na cidade do Rio de Janeiro, buscou submeter ao exame de revalidação, com a apresentação da tese “O azoto argentico no tratamento das vias urinarias” (KAWCA, 2011). Realizou os exames exigidos pela &amp;lt;u&amp;gt;[[FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO|Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro]]&amp;lt;/u&amp;gt;, entre os dias 9 e 10 de dezembro de 1840 (RIO, 1840, p. 2). Estabelecido no Rio de Janeiro, Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz acabou por adotar o sobrenome “Chernowicz”, mais fácil para ser pronunciado. Seu nome começou a aparecer, também, escrito como “Chernoviz” ou “Czernowitz” (KAWCA, 2011). Nesta época, realizou os atendimentos médicos em sua residência, que ficava localizada na Rua do Hospício, nº7, como apareceu descrito em um anúncio no &#039;&#039;Jornal do Commercio&#039;&#039; (ANNUNCIOS, 1841, p.3). Na cidade do Rio de Janeiro, Chernoviz manteve, inicialmente, um consultório na Rua da Alfândega nº34, e entre 1847 e 1855, na Rua do Sabão nº135 (GUIMARÃES, 2016).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chernoviz, mesmo distante de sua terra natal, manteve correspondência com um amigo na Polônia, cujo nome não está muito claramente identificado (HERSON, 2003). Para alguns estudiosos da trajetória de Chernoviz, entretanto, as correspondências de Chernoviz teriam sido direcionadas para a sua mãe, Tekla Przegalinska (ARAÚJO, 1963). As “Cartas do Rio de Janeiro” (“Listy z Brazylii”), conjunto de correspondências escritos por Chernoviz, que se encontram na Biblioteka Warszawska, em Varsóvia, refletiam as impressões de Chernoviz sobre os problemas do Brasil, sobre o tráfico negreiro e a escravidão, assim como sobre a sua vida e as dificuldades pelas quais passou antes de conseguir os resultados com seu trabalho. Assim, se expressou em uma carta datada de 27 de novembro de 1840:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Minha situação de médico ainda continua insatisfatória, mas as perspectivas são boas. Nos primeiros dois meses de minha permanência aqui, não tive nenhum ganho; nos dois meses seguintes, consegui ganhar o necessário para a décima parte de minhas despesas; no quinto mês, para a quarta parte, no sexto e sétimo, a metade. Com este progresso, poder-se-á supor, que os ganhos logo cobrirão todos os gastos se o enigma do sucesso médico não fosse o mais difícil de compreender, porque não pode ser encaixado em nenhum cálculo matemático”. (CHERNOVIZ, &#039;&#039;Apud&#039;&#039; HERSON, 2003, p.402).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nas “Cartas do Rio de Janeiro”, Chernoviz apresentou a ideia de publicar uma obra sobre medicina que fosse de grande utilidade:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“(...) já há muito tempo empreendi um plano de um trabalho médico, que tenho a intenção de publicar. Várias ocupações não me permitiram realizar a publicação. Chegando aqui, percebi que este trabalho aplicado ao Brasil poderia ser de grande utilidade, porque preencheria a falta que existe do assunto na língua portuguesa. Dediquei a ele todo o meu tempo; a primeira parte está completamente pronta e há dois meses está na imprensa. Para a segunda parte falta um último retoque (...). Quando terminar a impressão deste trabalho, que pode realizar-se somente em dez meses, penso dedicá-lo ao imperador brasileiro, e espero que a venda desta obra cubra as despesas, às quais fui obrigado a ter no princípio desta difícil profissão. Neste trabalho apóio todas as minhas esperanças, porque bem ou mal, vai se falar e escrever dele, o que ajudará que o meu nome se torne conhecido. Com uma palavra: tenho fé no meu sucesso, mas preciso ser paciente e penso que no mínimo preciso de três anos para tornar-me conhecido” (CHERNOVIZ &#039;&#039;Apud&#039;&#039; HERSON, 2003, p. 402).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Embora não mencionasse claramente o título da obra, é bem provável que Chernoviz estivesse se referindo ao “Formulario ou guia medica, contendo a descripção de todos os medicamentos; suas propriedades; os casos em que se empregão; suas doses segundo as idades, sexos, etc, as substancias incompatíveis com elles; a indicação das plantas medicinais indígenas e das aguas minerais do Brazil;  a escolha das melhores formulas e das mais frequentemente empregadas; hum memorial therapeutico ou indicação dos meios usados no tratamento das molestias conhecidas na Europa e próprias só ao Brazil; dos socorros que devem se dar aos asphyxiados, afogados e envenenados; hum índice alphabetico, francez e portuguez das substancias medicinaes simples, etc”, publicado pela primeira vez em maio de 1841. Esta primeira edição, que tinha um volume e menos de 1.000 páginas, que vendeu trezentos exemplares nos primeiros três dias, foi dedicada ao Imperador D. Pedro II, de quem recebeu a medalha de condecoração de Cavaleiro da Ordem de Cristo. A segunda edição é de janeiro de 1851, dividida em três volumes. Ao todo, a obra até 1927 teve dezenove edições, e sua 19ª edição, em 1927, apresentava dois volumes e mais de 4.000 páginas (GUIMARÃES, 2005).  O “Formulario ou guia medica” era destinado aos iniciados na medicina, e foi estruturada a partir da divisão, em seções, das substâncias usadas para tratar moléstias, organizadas em ordem alfabética. Além disso, também descrevia as plantas medicinais indígenas e as águas minerais presentes no Brasil, assim como indicava fórmulas e receitas úteis na economia doméstica. No prólogo do “Formulario”, em sua edição de 1864, Chernoviz indicou a que público se destinava:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Este livro é destinado só aos medicos e pharmaceuticos. As pessoas estranhas á sciencia medica, se exporião a erros se se quizessem servir d’elle; para estas pessoas compuz outro livro: o &#039;&#039;Diccionario de medicina popular&#039;&#039;, onde podem achar preceitos salutares, tanto no estado de saude como no de moléstia”. (CHERNOVIZ, 1864, p. VII).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Após a publicação do “Formulario ou guia medica”, a situação profissional de Chernoviz se modificou, como descreveu nas “Cartas do Rio de Janeiro”&#039;&#039;:&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Nos primeiros três dias, foram vendidos trezentos exemplares que me permitiram não somente cobrir os gastos da impressão, como ainda sobrou algo pelo meu trabalho. Nestes dias estou mandando um bom número de exemplares para a Bahia, Pernambuco e outras cidades do Brasil e se lá a venda for tão boa como no Rio de Janeiro, vou ser obrigado a imprimir a segunda edição e mandar uma parte para Portugal. A minha prática, desde aquele tempo, cresceu enormemente; os meus rendimentos no último mês foram maiores do que no último ano inteiro. (...) O imperador D. Pedro, a quem tive a intenção de dedicar meu trabalho (...), aceitou a dedicatória, o que significa, por si, que tomou o autor sob sua proteção. Estive com ele duas vezes, Recebeu-me da melhor maneira”. (CHERNOVIZ, &#039;&#039;Apud&#039;&#039; HERSON, 2003, p.406).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A partir da ideia dos editores Eduardo e Henrique Laemmert, Chernoviz lançou, em 1842, o “Diccionario de medicina popular, em que se descrevem, em linguagem acommodada ás pessoas estranhas á arte de curar, os signaes, as causas e o tratamento das moléstias, os socorros que se devem prestar nos accidentes graves e subitos, como aos afogados, aos asphixiados, fulminados de raios, ás pessoas mordidas por cobras venenosas, nas perdas de sangue, et. etc.”. Esta obra buscava facilitar o entendimento da ciência médica por pessoas de distintas categorias sociais e profissionais. Em dois volumes e vendida ao custo de 9$000, os editores imprimiram três mil exemplares, uma tiragem quase sem precedentes para a época.  Foi ampliada para três volumes na segunda edição, a de 1851, com 1620 páginas e cinco pranchas com ilustrações, ao preço de 15$000. Ao todo, a obra teve seis edições entre os anos de 1842 e 1890. Tendo em vista seu valor, o “Diccionario” foi traduzido para a língua espanhola e circulou por vários países latino-americanos, especialmente no México e na Colômbia (KAWCA, 2011). No prólogo da quinta edição, reproduzido em 1878 no &#039;&#039;Jornal das Familias.&#039;&#039; &#039;&#039;Publicação Illustrada Recreativa, Artistica, etc,&#039;&#039; editado por Baptiste-Louis Garnier (1823-1893), Chernoviz destacou o público ao qual a obra se destinava:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Esta obra é destinada a difundir noções exactas sobre a sciencia medica, entre as pessoas estranhas á medicina; mas será tambem util aos medicos e sobretudo aos medicos novos; os estudantes de medicina, acharão n’ella noções elementares que os hão de preparar aos assumptos mais elevados da sciencia” (CHERNOVIZ, 1878).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chernoviz também teria introduzido inovações, como o sistema decimal de pesos, incorporado a partir da terceira edição do “Diccionario de Medicina Popular”, em 1862 (GUIMARÃES, 2016). Nesta edição teria sio inserida uma tabela para auxiliar na conversão dos pesos e medidas utilizados no Brasil - libras, onças, oitavas, escrúpulos, grãos - em pesos decimais. Além disso, reconhecendo a necessidade de se obter medições precisas com fins comerciais ou médicos, nesta mesma edição foram incluídos verbetes que tratavam de alguns instrumentos, como o areômetro - responsável por medir a densidade dos líquidos em graus - e o termômetro. O “Diccionario de Medicina Popular” aconselhava os seus leitores a possuírem uma botica doméstica, que portaria 67 medicamentos considerados imprescindíveis ao uso doméstico. Chernoviz especificou a quantidade necessária de cada substância e o preço de cada uma delas e explicitou o valor total necessário para montar uma botica, que seria o de 20.520 réis. O desenho do projeto de uma botica portátil foi apresentado na quinta edição do “Diccionario de Medicina Popular”, de 1878. De sua própria autoria, a botica deveria ser de madeira, com 44, 5cm de altura e de largura, e 34cm de profundidade. Enfeitada em relevo, a caixa era dividida em pequenos compartimentos e gavetas, onde deveriam ser dispostas as substâncias, além de instrumentos e objetos para curativos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Interessante registrar a preocupação de Chernoviz em atualizar suas obras, em suas sucessivas edições. No anúncio do lançamento da 4ª edição de seu “Formulario ou guia medica”, veiculado no &#039;&#039;Correio da Tarde&#039;&#039;, em 1856, apareceu explicitada esta preocupação:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Publiquei a primeira edição d´este Formulario no Rio de Janeiro em 1841, a segunda em 1846, a terceira em 1853, ...... a quarta edição, que hoje apresento é o fructo de quinze anos do continuo trabalho e de incessantes pesquizas com que me esforcei por aperfeiçoar este livro, e augmental-o, ajuntando-lhe as novas descobertas da sciencia. Tendo decretado o governo imperial do Brasil, em 29 de setembro de 1851 que para a composição dos medicamentos officiaes servisse de norma o Codigo Pharmaceutico Francez, necessário se tornava o fazer grandes modificações e muitos accrescimos na presente edição. Com efeito acham-se transcriptas do Codigo Francez n´este livro não só as formulas e as manipulações mais importantes dos medicamentos officiaes, taes como extractos, emplastros, xaropes, etc (....)”  (SAHIU, 1856, p.4).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eram veiculados anúncios de suas publicações nos principais jornais, tanto do Rio de janeiro como de outras cidades do país. Além disso, também circulavam publicações com artigos extraídos de suas obras, como a “Folhinha de saúde com artigos extrahidos do dicionário de medicina popular do Dr. Chernoviz”, e a “Folhinha da Roça com artigos sobre Medicina Popular e Domestica do Dr. Chernoviz” (FOLHINHAS, 1856, p.4).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Conforme noticiado no &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada Recreativa, Artistica, etc,&#039;&#039; as obras de Chernoviz eram vendidas nas principais livrarias e casas editoriais do país, contemplando Bahia, Campos, Ceará, Cuiabá, Goiás, Juiz de Fora, Maceió, Manaus, Maranhão, Ouro Preto, Pará, Paraíba do Norte, Paraíba do Sul, Pelotas, Pernambuco, Pindamonhangaba, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Gabriel, São Paulo e Teresina (AS OBRAS, 1878).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Suas obras, “Formulario ou guia medica” e “Diccionario de medicina popular”, tornaram-se referências ao longo do século XIX, sendo amplamente citadas, e muito utilizadas pela população. Era uma referência bastante presente no cotidiano das cidades e vilas brasileiras, mesmo anos depois do retorno de Chernoviz à Europa, como demonstra as páginas do romance “Innocencia”, do escritor e engenheiro Alfredo Maria Adriano d´Escragnolle Taunay (Visconde de Taunay), com o pseudônimo Sylvio Dinarte, publicado em 1872:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Toda sua sciencia afirmava-se no Chernoviz. (....) Chernoviz, dizem os entendidos, tem muito erro, muita lacuna, muita cousa inútil; entretanto no interior do Brasil é obra que incontestavelmente presta bons serviços, e cujos artigos têm força de evangelho” DINARTE, 1872, p.44).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra referência de Chernoviz na literatura podemos encontrar, posteriormente, no poema “Doutor Mágico” de Carlos Drummond de Andrade, publicado em seu livro intitulado “Boitempo II - Menino Antigo” (Rio de Janeiro: José Olympio, 1.ed., 1973). Drummond, que se graduou farmacêutico, em 1925, na então Escola Livre de Odontologia e Farmacia de Belo Horizonte, assim descreveu a atuação do médico Chernoviz, neste poema:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“DOUTOR MÁGICO&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dr. Pedro Luís Napoleão Chernoviz&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;tem a maior clientela da cidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não atende a domicílio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;nem tem consultório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém lhe vê a cara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Misterioso doutor de capa preta&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;ou invisível,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;esse que cura todas as moléstias&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(de preferência as incuráveis)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;recorre presto os afogados&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;asfixiados&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;assombrados de raio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;sem desprezar defluxo, catapora,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;sapinho, panariz, cobreiro,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;bicho-de-pé, andaço, carnegão&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;e não cobra nada&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;e não cobra nada,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;nem no fim do ano?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É só abrir o livro, achar a página”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As obras de Chernoviz, publicadas no Brasil, foram, também, bem recebidas e avaliadas na Europa, como atestaram os comentários do professor J. Mayer publicados, em 1843, no VI Rocznik Wydziału Nauk Medycznych Uniwersytetu Jagiellońskiego (VI Anuário do Departamento de Ciências Médicas da Universidade Jagiellônica), e o do médico Ludwik Gąsiorowski (1807-1863), em “Zarys historyczny nauk medycznych w Polsce (Esboço histórico das ciências médicas na Polônia), publicado no ano de 1854 (KAWCA, 2011).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em 29 de outubro de 1840, Chernoviz requisitou seu ingresso na Academia Imperial de Medicina, apresentando o trabalho intitulado “Memoria sobre o emprego de nitrato de prata nas moléstias das vias genito-urinarias”. O relator nesta ocasião, o médico Jean Maurice Faivre, que havia sido um dos fundadores daquela associação, em 1829, destacou em seu relatório a utilidade de tal estudo e a importância de sua admissão como sócio (FAIVRE, 1841). Em 12 de novembro de 1840, Chernoviz foi eleito membro titular da seção médica daquela associação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foi membro, igualmente de sociedades estrangeiras, como da Société Médico-Chirurgicale de Montpellier, e membro correspondente da sociedade cirúrgica da mesma cidade.  Foi condecorado com uma medalha de mérito pelo governo francês, em 1836, pelos serviços prestados durante uma epidemia de cólera, e em junho de 1844, recebeu uma medalha pelos serviços prestados no hospital militar Val-de-Grâce, em Paris.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;[[ARAÚJO, CARLOS BENJAMIN DA SILVA|Carlos Benjamin da Silva Araújo]]&amp;lt;/u&amp;gt;, farmacêutico e autor de vários estudos sobre a história da medicina no Brasil, comentou sobre Chernoviz e suas obras, na edição de 1963, da &#039;&#039;Revue d&#039;histoire de la pharmacie&#039;&#039;:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;quot;Dans ce vaste pays où l&#039;on vivait en dehors des villes sous un régime plus ou moins patriarcal, où le fermier, le curé, le fonctionnaire de justice ou d&#039;administration devaient porter assistance dans les problèmes de santé, il est facile de comprendre l&#039;immense utilité de ces guides, qui ont également servi de vrai codex pharmaceutique pour les professionnels de la médecine et de la pharmacie. Le Formulaire est connu simplement par le nom de son auteur. « Chernoviz » est devenu un nom commun. Même dans le texte des règlements de la santé publique, il est mentionné « le Chernoviz ». Très juste était donc le mot de notre grand professeur et écrivain Afranio Peixoto quand il écrivit qu&#039;il y avait plus de «Chernoviz » que de bibles répandus dans tout le pays&amp;quot;. (ARAUJO, 1963, p.219)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em 7 de fevereiro de 1855, Chernoviz prestou juramento de obediência e fidelidade à constituição do Império, naturalizando-se como brasileiro (ILLMª CAMARA, 1855). Mas, tendo em vista a epidemia de febre amarela que abateu a cidade do Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1855, Chernoviz, sua esposa e os cinco filhos menores, embarcaram de volta à França. Foi noticiado, em 28 de março de 1855, no &#039;&#039;Diario do Rio de Janeiro,&#039;&#039; a realização de um leilão do mobiliário, dos bens e de cinco escravos de propriedade de Chernoviz, que se encontravam em sua residência, na Rua do Sabão nº135 (LEILÃO, 1855).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chegando em Paris, Chernoviz adquiriu um hotel que ficava em frente a um estabelecimento de águas termais, e montou uma empresa gráfica, destinada principalmente a imprimir, em língua portuguesa, suas obras (GUIMARÃES, 2016). Em Paris, passou a residir na Rue Raynouard nº 24, a qual, em 1906, recebeu o nome de Rue Chernoviz, em sua homenagem (RUE, 2025).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Produção intelectual&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &amp;quot;Diagnostic spécial et différentiel des tumeurs du scrotum: tribut académique présenté et publiquement soutenu à la Faculté de médecine de Montpellier, le 24 novembre 1837&amp;quot;. Montpellier, Jean Martel Aîné, Imprimeur de la Faculté de Médecine, 1837.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Da cauterização da bexiga na cystite chronica”. Memoria do Dr. P. Louis Czerniewicz, antigo interno dos hospitais civis da França. &#039;&#039;Revista Medica Fluminense&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n.2, v.6, p.63-67, maio de 1840.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Duas observações de hydrocele de natureza particular, pelo Dr. M. Louis Czerniewicz, medico clinico no Rio de Janeiro”. &#039;&#039;Revista Medica Fluminense&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n. 3, v.6, p.97-101, jun. 1840.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Memoria sobre o emprego de nitrato de prata nas moléstias das vias genito-urinarias, apresentada á Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, pelo Dr. Luis Chernoviz. &#039;&#039;Revista Medica Brasileira,&#039;&#039; Rio de Janeiro, v.I, n.4, p.211-221, agosto 1841.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Tratamento dos envenenamentos, pelo Dr. Chernoviz”. &#039;&#039;Revista Medica Fluminense&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n. 11, v.6, p.449-452, fev. 1841.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Estudos scientificos. Combustão humana espontanea”. &#039;&#039;Museo Universal: Jornal das familias brasileiras&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n.15, p.117, 7 out. 1843.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Formulario ou guia medica, contendo a descripção de todos os medicamentos; suas propriedades; os casos em que se empregão; suas doses segundo as idades, sexos, etc, as substancias incompatíveis com elles; a indicação das plantas medicinais indígenas e das aguas minerais do Brazil;  a escolha das melhores formulas e das mais frequentemente empregadas; hum memorial therapeutico ou indicação dos meios usados no tratamento das molestias conhecidas na Europa e próprias só ao Brazil; dos socorros que devem se dar aos asphyxiados, afogados e envenenados; hum índice alphabetico, francez e portuguez das substancias medicinaes simples, etc”. 1. ed. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1841.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Diccionario de medicina popular, em que se descrevem, em linguagem acommodada ás pessoas estranhas á arte de curar, os signaes, as causas e o tratamento das moléstias, os socorros que se devem prestar nos accidentes graves e subitos, como aos afogados, aos asphixiados, fulminados de raios, ás pessoas mordidas por cobras venenosas, nas perdas de sangue, et. etc.”. Rio de Janeiro: Typographia Laemmert, 1851.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Historia natural recreativa para meninos e meninas de sete a quinze annos, ou conversação de um pai com seus filhos ácerca de muitos animaes e plantas”. Paris: Livraria de Rey e Belhatte, 1862.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Modo de conhecer a idade do cavallo, do burro, das bestas muares, do boi, do carneiro, da cabra e do porco; fundado nas observações mais modernas de medicos veterinarios, com 52 figuras”. Paris, 1866.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Da cauterisação da bexiga na cystite chronica. Memoria do Dr. P. Louis Czerniewicz, antigo interno dos hospitais civis da França”. &#039;&#039;Revista Medica Fluminense&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n.2, v.6, p.63-67, mai. 1840.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Memoria sobre o emprego de nitrato de prata nas molestias das vias genito-urinarias, apresentada á Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, pelo Dr. Luis Chernoviz”. &#039;&#039;Revista Medica Brasileira&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n. 4, v. I, p.211-221, ago. 1841.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Meio de evitar queimaduras quando o fogo pega nos vestidos”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo IV, p.246, 1866.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Signaes do cão damnado”.  &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo IV, p.217, 1866.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Assucar aromatizado e acidulado para bebidas refrigerantes. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo IV, p.346, novembro 1866.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Modo de tirar as nodoas de tinta de escrever”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo IV, p.25, dezembro de 1867.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Enjoo do mar”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro: B.L. Garnier, tomo VI, p.28-30, 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Linimento contras queimaduras”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo V, p.125, 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Trichina”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo VI, p.188-190, junho 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicina Popular. Ladraria dos porcos”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo VI, p.214, julho de 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Perfumes”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo VI, p.251-252, 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Venenos para a destruição dos ratos e outros animaes damninhos”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo VI, p.281, 1868.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Adagios hygienicos”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, anno VIII, n.2, p.60, fev. 1870.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Maçadura”. &#039;&#039;Gazeta Medica da Bahia&#039;&#039;, Bahia, v.4, n.76, p.40-43, 30 de setembro de 1869; v.4, n.77, p.51-52, 15 de outubro de 1869; v.4, p.64-66, n.78, 31 de outubro de 1869; v.4, n.79, p.75-76, 15 de novembro de 1869; v.4, n.80, p.88-90, 30 de novembro de 1869.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Raio. Seus efeitos. Modo de soccorrer as pessoas assombradas pelo raio, pelo Dr. Chernoviz”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, n.10, p.314-316, 1872.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Eucalypto, pelo Dr. P. L. Napoleão Chernoviz”. &#039;&#039;Gazeta Medica da Bahia&#039;&#039;, Bahia, anno V, n.118, p.340-342, 30 jun. 1872.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Pastas ou massas de amendoas para as mãos”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo XIII, p.26-27, janeiro 1875.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Agua dentífricia”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo XIII, p.58, fevereiro 1875.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Economia domestica. Receitas das pomadas para o cabello”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, tomo XIII, p.119-121, abril 1875.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Carta do Sr. Dr. P. L. N. Chernoviz, ao redactor dos Annaes de Medicina”. &#039;&#039;Annaes Brasilienses de Medicina&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n.2, tomo XXVIII, p.86-87, julho 1876.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Araroba, pelo Dr. P. L. N. Chernoviz”. &#039;&#039;Annaes Brasilienses de Medicina&#039;&#039;, Rio de Janeiro, n.2, tomo XXVIII, p.87-88, julho 1876.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Medicamentos novos, pelo Dr. P. L. N. Chernoviz”. &#039;&#039;Gazeta Medica da Bahia. Publicação mensal&#039;&#039;, Bahia, anno VIII, n.4, p.175-180, abr. 1876; anno XIII, n.10, p.465-468, abril 1881.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Prologo do autor para esta quinta edição”. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, anno XVI, n.9, p. II-III, setembro de 1878.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Formulas novas, pelo Dr. P. L. N. Chernoviz”. &#039;&#039;Gazeta Medica da Bahia&#039;&#039;, Bahia, anno XIII, n.1, p.25-28, julho 1881.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- “Memorial Therapeutico ou Breve Indicação de varias formulas empregadas com inexcedivel exito no decurso de mais de trinta annos de exercicio pratico de clinica e pharmacia no Imperio do Brazil. Acompanhado como additamento de uma exposição botanica das plantas medicinaes brazileiras, cujos usos vão indicados no texto d&#039;esta obra”. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Q. Antunes, Impressor da Casa Real, 1873. [trabalho publicado sob anonimato, considerado autoria de Chernoviz].&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fontes&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- ANNUNCIOS. &#039;&#039;Jornal do Commercio&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno XVI, n.46, p.3, 19 de fevereiro de 1841. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 11 fev. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_03/1553&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- ARAUJO, Carlos da Silva. Chernoviz, le Dorvault brésilien, était Polonais d&#039;origine, Français d&#039;éducation : Carlos da Silva Araujo, (d&#039;après la communication par lui faite au Congrès international d&#039;Histoire de la médecine, Varsovie, sept. 1962). &#039;&#039;Revue d&#039;histoire de la pharmacie&#039;&#039;, 51ᵉ année, n°179, p. 218-219, 1963. Capturado em 31 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://www.persee.fr/doc/pharm_0035-2349_1963_num_51_179_8860_t1_0218_0000_2&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- ARAÚJO, Carlos da Silva. Sesquicentenário do nascimento do acadêmico Chernoviz e seu papel na prática da medicina e na farmácia no Brasil. &#039;&#039;Boletim da Academia Nacional de Medicina&#039;&#039;, Rio de Janeiro, ano 134, n.8, p.761-778, jun. 1963.   (&amp;lt;u&amp;gt;[[Fontes de informação#BCOC|BCOC]]&amp;lt;/u&amp;gt;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- AS OBRAS do Dr. Chernoviz achão-se á venda nas principais livrarias do Brasil, e, em particular, nas casas dos Srs. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, anno XVI, n.9, p.III, setembro de 1878. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 31 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/339776/6037&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão. Formulario ou guia medica que contem a descripção dos medicamentos, suas doses, as molestias em que elles se empregão. As aguas mineraes mais usadas, o breve tratamento das molestias, a escolha das melhores formulas, etc.”. Pariz: Em Casa do Autor, 6ª ed., 1864.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão. Prologo do autor para esta quinta edição. &#039;&#039;Jornal das Familias. Publicação Illustrada. Recreativa, Artistica, etc.&#039;&#039; Rio de Janeiro, anno XVI, n.9, p. II-III, setembro de 1878. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 11 fev. 2025. Online. Disponível na Internet:  &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/339776/6035&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- CZERNIEWIEZ, Pierre. &#039;&#039;&#039;Diagnostic spécial et différentiel des tumeurs du scrotum: tribut académique présenté et publiquement soutenu à la Faculté de médecine de Montpellier, le 24 novembre 1837&#039;&#039;&#039;. In: WELLCOME COLLECTION. Capturado em 28 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://iiif.wellcomecollection.org/pdf/b22360451&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- DINARTE, Sylvio. &#039;&#039;&#039;Innocencia.&#039;&#039;&#039; Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1872. In: BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN. &#039;&#039;&#039;BBM Digital&#039;&#039;&#039;.  Capturado em 30 mar.2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4865&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- EDLER, Flávio Coelho; GUIMARÃES, M. Regina Cotrim. Chernoviz e a medicina no Império. &#039;&#039;Insight. Inteligência&#039;&#039;, Rio de Janeiro, ano VI, n. 23, p.128-146, out.-nov.-dez. 2003. Capturado em 2 abr.2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://www.academia.edu/23521658/Chernoviz_e_a_medicina_no_Imp%C3%A9rio&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- FAIVRE. Relatorio do Sr. Dr. Faivre sobre a memoria do Sr. Dr. Chernoviz, a cerca do uso do nitrato de prata nas moléstias das vias genito-urinarias. &#039;&#039;Revista Medica&#039;&#039;, Rio de Janeiro, v.I, n.4, p.206-210, agosto 1841. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 31 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/146366/205&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- FOLHINHAS de Laemmert para o anno de 1856. &#039;&#039;Correio da Tarde&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno I, n.79, p.4, 12 de novembro de 1855. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 11 fev. 2025. Online. Disponível na Internet:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090000/302&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- GUIMARÃES, Maria Regina Cotrim. Chernoviz e os manuais de medicina popular no Império. &#039;&#039;História, Ciências, Saúde-Manguinhos&#039;&#039;, Rio de Janeiro, v.12, n.2, p.501-514, mai.-ago.2005. Capturado em 28 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://www.scielo.br/j/hcsm/a/J7rTR5VG7YXS8jWRfvBZMZm/?format=pdf&amp;amp;lang=pt&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- GUIMARÃES, Maria Regina Cotrim. &#039;&#039;&#039;Civilizando as artes de curar: Chernoviz e os manuais de medicina popular do Império&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2016. ([[Fontes de informação#BCOC|&amp;lt;u&amp;gt;BCOC&amp;lt;/u&amp;gt;]])&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- HERSON, Bella. &#039;&#039;&#039;Cristãos-novos e seus descendentes na medicina brasileira (1500-1850).&#039;&#039;&#039; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003.    (&amp;lt;u&amp;gt;[[Fontes de informação#BCOC|BCOC]]&amp;lt;/u&amp;gt;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- ILLMª CAMARA Municipal. 4ª sessão em 7 de fevereiro de 1855. &#039;&#039;Diario do Rio de Janeiro&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno XXXIV, n.170, p.2, 21 de junho de 1855. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 30 mar. 2025. Online. Disponível na Internet:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/41465&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- KAWKA, Mariano. O Bicentenário do nascimento do Dr. Czerniewicz, eminente pioneiro da imigração polonesa no Brasil&#039;&#039;. Polonicus: revista de reflexão Brasil-Polônia&#039;&#039; / Missão Católica Polonesa no Brasil, Curitiba, ano 3, n.5, p.108-115, jan.-jun. 2011. Capturado em 28 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://www.polonicus.com.br/arquivos/pdf-pt-2012-08-20%2015-23-29.pdf&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- LEILÃO de trastes, dous pianos e de cinco escravos pertencentes ao Illm. Sr. Dr. Chernoviz. &#039;&#039;Diario do Rio de Janeiro&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno XXXIV, n.86, p.2, 28 de março de 1855. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 11 fev. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_01/41128&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- PEDRO Luiz Napoleão Chernoviz. In: BLAKE, Sacramento. &#039;&#039;&#039;Diccionario Bibliographico Brazileiro.&#039;&#039;&#039; Setimo volume. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902. p.46-48. In: BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN. &#039;&#039;&#039;BBM Digital&#039;&#039;&#039;.  Capturado em 30 mar.2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/5452&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- PEDRO Luiz Napoleão Chernoviz. In: WIKIPEDIA. Wolna encyklopedia. Capturado em 31 mar.2025. Online. Disponível na Internet:  &amp;lt;u&amp;gt;https://pl.wikipedia.org/wiki/Pedro_Luiz_Napole%C3%A3o_Chernoviz&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- PIERRE Louis Napoléon Chernoviz. In: GENEANET. Capturado em 28 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://gw.geneanet.org/pierfit?lang=fr&amp;amp;n=chernoviz&amp;amp;p=pierre+louis+napoleon&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- RUE Chernoviz. In: WIKIPEDIA. L´Éncyclopedie libre. Capturado em 30 mar. 2025. Online. Disponível na Internet:  &amp;lt;u&amp;gt;https://fr.wikipedia.org/wiki/Rue_Chernoviz&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- SAHIU a luz. &#039;&#039;Correio da Tarde&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno II, n.6, p.4, 8 de janeiro de 1856. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. &#039;&#039;&#039;Hemeroteca Digital Brasileira&#039;&#039;&#039;. Capturado em 30 mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090000/485&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pesquisa - Aline de Souza Araújo França, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Redação - Aline de Souza Araújo França, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Forma de citação&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/dicionario&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
[[Category:Verbetes]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_09&amp;diff=3274</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 09</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_09&amp;diff=3274"/>
		<updated>2026-02-25T17:05:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;28/12/1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Afonso Celso de Assis Figueiredo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Em que condições pode ser instituído o ensino obrigatório no Brasil&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Agita-se, levanta-se entre nós animada propaganda em favor da instrução pública. Ainda bem, senhores!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É uma agitação benéfica e salutar, é um movimento auspicioso, que produzirá os mais profícuos resultados para o Brasil, assegurando-lhe em futuro próximo a verdadeira liberdade, que não tem, e um lugar distinto entre as nações civilizadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim esse movimento não se entorpeça, e todos, cidadãos e governo, que dirigem ou aspiram dirigir a opinião pública, se compenetrem de que o desenvolvimento da instrução pública é um programa digno de ser adoptado por todos os partidos, e que assinala um terreno neutro, onde, sem desconfianças recíprocas, podem congregar-se os sectários de todas as crenças políticas, para prestarem à pátria comum serviços relevantes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sim! É preciso que do Império se possa dizer o que a respeito dos Estados Unidos dizia o ilustre Horacio Mann: “na atualidade, não é digno dos foros de estadista aquele que não se propõe a difundir a instrução por todas as classes sociais; - possua embora vastos conhecimentos como jurisconsulto, diplomata e financeiro, seja embora eloquente; - em qualquer outro país poderá exercer a autoridade, mas na América nunca será reputado capaz de bem desempenhá-la”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entre os sintomas reveladores d’essa crise salvadora, que se vai operando no seio da sociedade brasileira, destaca-se e avulta a geral aceitação que encontra a ideia do &#039;&#039;ensino obrigatório&#039;&#039;. Sua necessidade é proclamada por toda a parte, no recinto da representação nacional como nas assembleias provinciais, no grêmio das associações particulares, na imprensa, onde quer enfim que se debatam os vários e importantes problemas que se prendem à instrução do povo; e, senhores, a julgar pelo acolhimento que de altos personagens merece esta tribuna, que desprendeu com a sua primeira palavra um brado eloquente em prol d’essa ideia, é lícito crer que o ensino obrigatório é já resolução assentada nos conselhos do governo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu aplaudo essa resolução, se de feito foi tomada. De todas as desgraças que podem afligir uma nação, nenhuma é pior que o seu atraso intelectual, e entre os direitos do homem e da sociedade não reconheço o direito à ignorância. Também sou parditista do ensino obrigatório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, se o meu coração alvoroça-se jubiloso com a esperança de ver consagrada na legislação tão acertada providência, esse jubilo não é isento dos receios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É preciso ser franco, senhores; - ao contrário esta tribuna seria inabordável. Eu temo que na prática se estrague a utilíssima ideia; temo que os meios adoptados para sua execução convertam-na em novo mal, quando é e deve ser um grande benefício.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foi o que sucedeu com outras instituições igualmente proveitosas. Se não tivera de cingir-me ao programa adoptado (aliás acertadamente), para as manifestações d’esta tribuna, eu provaria com exemplos colhidos na nossa própria história, que as mais belas concepções, destinadas a acelerar o progresso, adulteradas e viciadas na prática, transformaram-se em outros tantos obstáculos a esse mesmo progresso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da instrução publica depende a aspiração suprema das sociedades modernas, – a liberdade consorciada com a ordem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustre orador, a quem cabe a iniciativa das conferências, demonstrou com a lógica dos algarismos a verdade do seguinte pensamento de Lavelley: - “a criação da escola importa a supressão da cadeia; o Estado que não instrui carece amedrontar, porque os dois grandes mantenedores da ordem social são – o carrasco e o professor público”. Não pode haver hesitação na escolha, senhores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, o direito de votos, ou de sufrágio, é a mais importante revelação da liberdade, pois é por meio d’ele que o cidadão concorre e influi na governação do Estado. Como, porém, realizará esse direito quem não souber ler nem escrever? Apelará para alguém de sua confiança, que o iludirá a mór parte das vezes, porque infelizmente são raros os exemplos dos que se prestem a escrever a própria condenação, - tão raros que conservando a história apenas um nome &#039;&#039;Aristides&#039;&#039; -, não faltam nem faltarão nunca numerosos exemplos dos que votam em si mesmos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para conseguir-se o duplo &#039;&#039;desideratum&#039;&#039; de que falei é mister que ninguém, pai ou tutor, possa impunemente condenar à ignorância aqueles de quem seja apoio ou guia, nos primeiros anos de vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se o pai degenerado, que priva seus filhos dos alimentos, é responsável perante a lei, que intervindo em favor das miseras crianças pede-lhe severas contas e obriga-o a cumprir tão sagrado dever, não há razão para que não seja igualmente responsável, não preste as mesmas severas contas, quando deixa de satisfazer necessidades muito mais importantes que as físicas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Demais, senhores, as conveniências gerais, o interesse de todos exigem por vezes a sujeição da vontade individual à vontade da lei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O serviço militar é obrigatório e não há cidadão que d’ele se possa eximir, até uma certa idade, em alguns países. Mesmo entre nós ele o é em circunstâncias extraordinárias, e elabora-se um projeto, que adoptando a conscrição como meio de preencher o exército, torná-lo obrigatório, ainda nas condições normais da nossa sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, se ninguém contesta ao Estado o direito de decretar essa medida, e todos serão coagidos a dedicar-se, durante um período mais ou menos longo, ao serviço das armas, como contestar-lhe o direito de exigir que também durante uma certa quadra da vida a criança se aplique exclusivamente ao desenvolvimento de suas faculdades?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ensino obrigatório é, pois, uma necessidade, e o direito de impô-lo tão incontestável e imprescindível, como qualquer outra regalia indispensável ao Estado, para a consecução dos seus nobres fins.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É um direito, e, direi mais, - um direito do qual urge usar desde já, em bem de nossos mais caros interesses, o nosso nível é inferior não só ao das nações mais adiantadas, como ao da atrasadíssima Turquia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois, se nos não apressarmos, esse nível mais descerá; as cores mais sombrias d’esse quadro mais se carregarão, em pouco tempo!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se não cuidarmos de proporcionar os meios para a educação dos libertos, teremos em poucos anos um crescido número de brasileiros, que vegetando na ignorância e na miséria, irão povoar as enxovias ou os hospitais, depois de terem sido um elemento de desordem e perversão no seio da sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não nos esqueçamos de que a lei de 18 de setembro, estancando a fonte da escravidão, aumentou consideravelmente a massa da população carecedora de ensino, fornecendo-lhe avultado contingente, até hoje não atendido nos cálculos para a satisfação d’essa necessidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sirva-nos de advertência o procedimento dos nossos conterrâneos do norte. A guerra separatista custou aos Americanos sacrifícios enormes, estupendos; ella devastava ainda o país absorvendo quase todos os recursos, e já o governo e os particulares não se poupavam os esforços, nem despesas, para liberalizar a instrução aos novos libertos. Já em 1862 funcionavam 1.000 escolas expressamente criadas para eles, e em menos de dez anos esse número sextuplicou. Logo após os exércitos do norte penetrava nas cidades vencidas, diz um escritor, a falange de professores e professoras, &#039;&#039;combatentes da paz,&#039;&#039; que se apressavam em abrir os olhos da inteligência aos que haviam deixado os ferros da escravidão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Só, por tal preço, conseguirão os Estados Unidos absorver na massa da população, sem desorganizar-se os elementos, esses milhões de libertos que pouco a pouco se foram tornando uteis cidadãos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, vós bem o compreendeis, senhores, - se há pais que descuidem-se de fornecer a seus filhos a instrução mais elementar, certo não será grande o número de proprietários que espontaneamente mandem à escola os filhos de suas escravas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há aí um sério perigo, que só pode remover o ensino obrigatório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, como estabelecê-lo, ou antes, - &#039;&#039;em que condições póde ser instituído no Brazil o ensino obrigatório?&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esta é a grande questão, cuja solução envolve o motivo dos seus receios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustrado orador, a quem já me referi, opinou que aos pais e tutores, que não fação instruir seus filhos e pupilos, sejam impostas as penas de multa e prisão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aceito a multa, mas decididamente não vou até a prisão. Decretem-na e a lei da instrução publica transmutar-se-á em meio de perseguição e violência, em terrível arma política!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E, senhores, quando os delegados e subdelegados de polícia já não dispõem dos recursos imensos que deu-lhes a lei de 3 de dezembro, e de que tanto abusarão; quando a farda da guarda nacional já não é a camisola de força que absolutamente tolhia os movimentos do cidadão, ainda que a ambos os respeitos muito reste por fazer-se; quando trata-se de substituir a barbara lei do recrutamento por outra mais racional, mais equitativa e própria d’este século, não é admissível que, a pretexto de difundir-se o ensino, fique o cidadão brasileiro sujeito a ir parar à cadeia de um momento para outro?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Consagrar na lei tal medida é torná-la desde logo tão odiosa, como as que mais tem contribuído para amordaçar o espírito público e asfixiar a opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mudar-se-ão os nomes, mas os abusos serão os mesmos, sob iguais pretextos e com resultados idênticos. O delegado de polícia, o coronel ou capitão da guarda nacional, encontrarão dignos substitutos nos diretores da instrução, nos inspectores das escolas, fiscais do ensino, ou como quer que se eles chamem, e os mesmos vícios que, com mágoa profunda de todos os homens de boa fé, até hoje tem impedido o jogo regular do sistema representativo entre nós, continuarão a exerce sua influência perniciosa e fatal.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Arme-se a autoridade do direito de prender, no interesse de derramar a instrução, faculte-se-lhe o poder de enviar às aulas os filhos, cujos pais olvidem esse dever, e se não tivermos mais recrutamento para o exército ou para a armada, tê-lo-emos para a escola, mais terrível e assustador, porque exercer-se-á sobre as cordas mais sensíveis do coração humano, e as prisões hão de atulhar-se, não de suspeitos ou pronunciados em crimes inafiançáveis; mas de &#039;&#039;pais recalcitrantes;&#039;&#039; e então senhores, se algum estrangeiro, observador superficial, quiser avaliar o sentimento da paternidade entre nós pelo espetáculo que oferecerem as nossas cadeias, principalmente em vésperas de eleições, fará de nós tristíssima ideia e julgar-se-á autorizado a proclamar – que os brasileiros são &#039;&#039;pais desnaturados!&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não! A cadeia não pode, nem deve ser meio de promover o ensino público.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se não aceito tal medida, adoptada em outros países, também não me conformo com outra providência, aliás consagrada em França no tempo em que os princípios liberais tiveram a mais larga expansão, infelizmente não escoimada de excessos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Refiro-me à privação dos direitos políticos, imposta aos pais e tutores faltosos por uma lei do segundo ano da república.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anos depois Girardin tentou restaurá-la, e ainda em 1864 um dos mais distintos liberais, que conseguirão entrar no corpo legislativo francês, Havin, propôs a sua adoção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Penso, porém, que a privação dos direitos políticos é uma penalidade tão forte, que só deve ser aplicada a crimes graves, e não me parece que convenha ampliá-la além dos casos em que a Constituição a admitiu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mostra a experiencia de outros países que a prisão e a privação dos direitos políticos não são os únicos meios eficazes para garantir a obrigatoriedade do ensino.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há, por exemplo, a advertência feita pela autoridade aos que não cumprirem seu dever; punição moral que não será improfícua para um povo dócil e brioso como somos nós.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já disse que aceitava multa, que pode ser duplicada e triplicada nas reincidências, castigo suficiente para os avarentos, que por mal-entendida da economia privarem seus filhos da instrução.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Decrete-se, como na Bélgica, onde segundo autorizado testemunho tem esse meio produzido excelentes resultados, a privação dos socorros públicos para os pais e tutores, que não tenham presente evangélico – o homem não vive só de pão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, e, pois, se cuida de substituir o recrutamento pela conscrição, entrem de preferência no sorteio, para o serviço militar, os que não souberem ler nem escrever, como propôs Carnôt em França, e reduza-se o tempo d’esse serviço para os que provarem ter feito com aproveitamento a sua educação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na Prússia, país essencialmente militar, vigora esse princípio: o prazo para o serviço das armas é reduzido a um ano em favor dos moços ilustrados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis-aí já um complexo de medidas capazes de assegurar a execução da lei, que estabelecer o ensino obrigatório. Outros meios podem ser lembrados para o mesmo fim. Indicarei dois.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Têm os pais o usufruto dos bens dos filhos enquanto menores. Pois bem; prive a lei d’esse benefício aos que d’ele se mostrem indignos, condenando seus filhos ao embrutecimento. Eu não duvidarei chegar até decretar a perda da herança do filho, contra os pais que cometam tão grande falta. Se perde a herança paterna o filho que abandona seu pai na enfermidade, não lhe procurando os remédios necessários, porque não perderá a herança do filho o pai que o condena a ignorância, que o atrofia do espírito?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pertence a outra ordem de ideias o segundo meio, que considero muito mais eficaz que outro qualquer, e vem a ser – não se qualificar como votante quem não souber ler, nem escrever. D’est’arte ao interesse dos pais de que seus filhos gozem tão importante direito, virá juntar-se o interesse dos candidatos, que opera tantos milagres. O cabalista que quiser dispor de grande número de votantes, ver-se-há obrigado a mandar educar a expensas suas os filhos da gente pobre, e assim dará ao seu dinheiro uma aplicação proveitosa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-hão que é isto uma incapacidade política, e sem dúvida que o é, mas incapacidade que pode desaparecer pelo esforço único do indivíduo, e, portanto, sem grandes inconvenientes. Um homem de boa vontade pode aprender a ler e escrever corretamente em seis meses, e assim o que não puder concorrer para uma eleição, habilitar-se-ha para a seguinte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sob o domínio das ideias que venho de expor ligeiramente, eu aplaudirei com toda a sinceridade a lei que decretar o ensino obrigatório no país, fora d’aí, porém, entendo que todos quantos desejam libertar o espírito público dos meios de compressão, que obstam a sua genuína manifestação, devem contra ela protestar com a maior energia, pois será um novo mal acrescido aos muitos que já contribuem para o atraso da sociedade brasileira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, compreende-se bem que não basta decretar o ensino obrigatório, nem estabelecer uma sanção penal, para que toda a população se instrua. É necessário alguma coisa mais, que não é fácil realizar, sobretudo nas condições especiais do Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos Estados de população condensada, em que os habitantes se aglomeram em cidades, vilas ou aldeias, e pequenas distancias mediam entre os povoados e os estabelecimentos rurais, não é nenhum absurdo exigir que todos os pais mandem seus filhos à escola.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, nas nossas vastas províncias, onde dizem-se &#039;&#039;vizinhos&#039;&#039; indivíduos residentes a 5 e mais légua uns dos outros e fazendas há que ficão a 10 e 20 das povoações mais próximas, claro é que uma tal exigência seria impossível.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim, é de absoluta necessidade aplicar a lei tão somente aos centros de população, exceptuando de suas prescrições os que residirem pelo menos a uma légua de distância. Mais tarde, quando melhorarem e multiplicarem-se as nossas vias de comunicação, e novos núcleos de população se forem organizando, ir-se-á estendendo o círculo de sua aplicação; por ora contentemo-nos com o que se pode obter, e bem felizes seremos se dentro de alguns anos verificarmos que nas nossas cidades mais populosas não há uma só criança em idade de aprender, que efetivamente não aprenda.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há mesmo dificuldades quase invencíveis para alcançarmos mais, não só agora, senão n’estes dez ou vinte anos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deve ser extensiva unicamente aos pais a lei do ensino obrigatório, mas também a todos aqueles que, por qualquer título, tenham crianças sob sua dependência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, se nossos fazendeiros são já, por assim dizer, tutores da prole de suas escravas; e, portanto, ou o Estado subvencionará uma escola ao lado de cada fazenda, o que não é possível, ou seus donos ver-se-ão forçados a considerável despesa, o que mais agravará sua tão precária sorte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda limitada às cidades e povoações, senhores, a execução da lei do ensino obrigatório não é problema de fácil solução. Pois que de todos se exige que mandem seus filhos, pupilos ou dependentes à escola, é mister que hajam escolas ao alcance de todos, e d’ahi para o Estado o dever de criar, a expensas suas, e onde os não houver, estabelecimentos em que a instrução se distribua gratuitamente, porque nem todos podem pagar mestres, e nem a impor despesas a quem não pode fazê-las.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Verdade é que a Constituição liberalmente garantiu o ensino gratuito (e é só d’este que se trata quando se cura de torná-lo obrigatório), e o ato adicional deixou-o a cargo de assembleias provinciais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, se províncias há, como a minha, a de Minas, que despendem com a dotação da instrução publica, o &#039;&#039;terço de sua renda,&#039;&#039; outras existem que não podem aplicar a esse mister senão quantias absolutamente insuficientes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aquelas mesmas que, como Minas, fazem com a instrução publica os maiores sacrifícios, mas assim conseguem corresponder às necessidades de seus habitantes, e é bem de ver que uma vez obrigatório o ensino, esses sacrifícios devem agravar-se, sendo aliás certo que os limites da respectiva despesa não podem ser excedidos, sem preterição de outros serviços não menos imprescindíveis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Qual a conclusão? É que o Estado, os cofres gerais serão inevitavelmente sobrecarregados com uma nova despesa, que até hoje não figura nos orçamentos – a subvenção da instrução primária das províncias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estaremos nós em condições de fazer face a esse dispêndio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, eu sei que a despesa do Império cresceu extraordinariamente n’estes últimos anos; se me não engano a diferença para mais da última lei do orçamento é de 10.000:000$; eu sei que a fonte única de nossa receita, a lavoura, tende a escassear, se os poderes públicos não correrem em seu auxílio proporcionando-lhe braços e dinheiro a prêmio reduzido e prazo longo; todavia não hesito em dizer: Sim! O Brasil está em posição de ocorrer a esse acréscimo de despesa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há circunstâncias na vida dos povos, como na dos indivíduos, em que não é lícito calcular os sacrifícios necessários para o cumprimento de certos deveres, nem recuar ante o gravame do futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há muitos anos que a desafronta do pundonor nacional arremessou-nos inesperadamente ao vórtice de despesas imensas. Ellas se fizeram: gastamos mais de 60.000:000//000, e cumpre reconhecer que nem por isso ficou o país mais pobre, antes progrediu a olhos vistos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quem, ao começar a luta colossal que sustentamos, acreditaria que tivéssemos recursos para manter uma guerra durante cinco anos e pôr em armas 100.000 homens?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto, eles se armarão, e não somos a nação que mais impostos pague.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se hoje ou amanhã fôr preciso empenharmo-nos em novas despesas, e afim de desagravar a nossa honra e defender os nossos direitos, não 600.000 contos, mas o duplo, o triplo, e mais, e quanto necessário seja, que desprenderemos de animo forte e sobranceiro, sacando confiadamente sobre o futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois bem: Há um inimigo interno que deve ser combatido com igual esforço, - é a ignorância, para cujo extermínio não há despesas excessivas, porque, como dizia o ilustre Penn, tudo quanto se poupa no aumento da instrução pública é absolutamente perdido.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se há despesas para as quais não devemos ter escrúpulos de onerar as gerações vindouras, é sem dúvida uma delas que reclama a difusão do ensino, porque é justamente às gerações vindouras, não a nós, que mais hão de aproveitar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Repito: - sem embargo do crescimento de nossas despesas, pode o Estado ocorrer às que exigir a instituição de ensino obrigatório. Para isso basta que tenhamos apenas um pouco de audácia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Empenhemo-nos embora na atualidade, - mas rasguem-se novas estradas, faça-se ouvir o silvo da locomotiva nas quebradas de nossas serras; explorem-se essas grandes artérias fluviais que a Providencia espalhou pelo nosso território, dando-nos assim caminhos largos e desimpedidos, &#039;&#039;caminhos que marchão&#039;&#039;, e por onde devemos ir buscar e conduzir aos mercados as incalculáveis riquezas de nossas florestas; proclame-se a liberdade de cultos, não se exija que ninguém se oculte para adorar a Deus conforme lhe ditar sua consciência; abram-se escolas em todos os povoados; honre-se o professor; incuta-se no povo o amor do estudo, por meio da biblioteca e do jornal, pela palavra escrita e pela falada, e, senhores, oneremos embora as gerações do porvir; elas, mais prosperas, mais ricas, mais felizes que nós, honrarão os nossos saques e abençoarão a nossa audácia!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, o preceito do ato adicional, a que aludi, encerra para muitos um sério embaraço ao estabelecimento do ensino obrigatório em todo o império, porque é para isso indispensável o concurso das assembleias provinciais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este embaraço não tem para mim importância alguma: a ideia tanto se recomenda por si, e a opinião se pronuncia a tal respeito com tanta força e unanimidade, que uma vez dado o exemplo no município da Corte todas as assembleias provinciais apressar-se-ão em segui-lo. Algumas já o tem decretado; a questão é, pois, simplesmente de tempo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com relação à instrução publica, e ao ensino obrigatório, levantam-se múltiplos problemas cada qual mais importante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é, por exemplo, assunto digno do mais acurado estudo a questão de saber se a autoridade deve limitar-se a influir diretamente no regime e disciplina das escolas que subvencionar, ou se a sua inspeção e fiscalização deve estender-se ainda às que criar a iniciativa particular.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é também objeto para largas considerações a questão da educação da mulher, o preparo das futuras mães da família, objeto momentoso e grave, a respeito do qual grande é infelizmente o nosso atraso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não é a França o país da Europa que mais se avantaja na instrução publica, e no entanto, causou sensação ali a declaração feita no parlamento de que contava ela uma aldeia em que nenhuma mulher sabia ler. Quantas não possuiremos nós que estejam no mesmo caso?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra questão não menos importante é a da organização das escolas primárias, ou por outra, quais as matérias que aí se deve ensinar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quisera tratar detidamente de todos estes pontos, mas sou obrigado a deixá-los para outra oportunidade, ocupando-me agora só de dois, e ainda assim sem grande desenvolvimento afim de não fatigar-vos por demais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Geralmente entende-se entre nós que a instrução primaria deve consistir unicamente em saber o catecismo, ler, escrever e contar, o que a amesquinha extremamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nossas aspirações não devem circunscrever-se a tão pouco: tal ensino seria muito incompleto e defletivo n’este país, onde, para assim dizer, todas as forças da natureza estão desaproveitadas, e não pedem mais do que algum esforço do homem para enriquecê-lo e felicitá-lo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não falando já dos Estados Unidos, não há país nenhum, que dando a esta mateira o devido valor, reduza a instrução primaria a tão acanhados limites.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em toda a parte tem-se reconhecido que n’ela devem entrar também noções de química, física, mecânica, geometria, etc. No próprio Portugal ensina-se nas escolas primárias a geometria aplicada à indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por mais elementares que sejam, tais noções são de uma incalculável utilidade na prática. Tenho d’isso uma prova, que folgo de exibir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Um meu comprovinciano distinto, a quem este país muito deve já, o Sr. Dr. Couto de Magalhães, com um pequeno compendio de noções gerais de mecânica que escreveu, e que é pena não esteja vulgarizado, conseguiu organizar no presidio de Leopoldina um corpo de maquinistas, que lhe tem prestado excelentes serviços na sua árdua navegação de Araguaia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E quereis saber, senhores, quem são esses maquinistas? Descendem pela mór parte dos selvagens, que vagão por aqueles longínquos sertões!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Façamos votos, portanto, para que a instrução primaria em nosso país seja dada nas condições admitidas em outros, e sobretudo para que d’ela não se exclua a educação física, que tem por base a ginástica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Europa, diz o notável escritor português, D. Antonio da Costa, reconhecendo que não há nação robusta sem educação física, e que esta depende da ginástica, adotou-a resolutamente e declarou-a obrigatória nas escolas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados obtidos por toda a parte foram imensos, e d’eles se pode avaliar por um exemplo apresentado por esse escritor.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Existia um estabelecimento literário em Lisboa, denominado - &#039;&#039;Casa-pia.&#039;&#039; Foi incumbido de dirigi-lo um homem ilustrado, o Sr. Simões Raposo, que n’elle introduziu a ginastica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tanto bastou para em pouco tempo aumentar sensivelmente o aproveitamento nos estudos e melhorarem as condições higiênicas d’aquella casa, desaparecendo mesmo muitas enfermidades que anteriormente affligião os alunos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Póde-se afirmar, perguntou-se ao Sr. Raposo, que a gynnastica produz resultados satisfatórios na modificação dos temperamentos! &#039;&#039;Póde-se jurar,&#039;&#039; respondeu o ilustre professor”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A ginástica, senhores, é tão proveitosa na educação primária, que eu ouso dirigir às distintas senhoras, que me fazem a honra de ouvir, a mesma exortação que às suas compatriotas dirigiu D. Antonio da Costa em um de seus preciosos livros:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Oh! Mães, que dais vida às gerações humanas, iniciai a reforma nacional da educação que faz forte o soldado, inteligente o estudioso, e vigorosa a mulher, para o seu divino encargo; e se a educação física se demorar em ser oficialmente organizada, com esquecimento da evidência europeia, organizai-a vós, pedindo-a à escola livre, instalando-a dentro do próprio lar, e entranhando-a com a influência do vosso conselho e do vosso exemplo nos costumes nacionais. Oh! Mães, tomai o peito de todas as veras d’alma a questão da ginastica na escola, e apresse ao menos o amor materno o que a razão social devera ter há muito resolvido.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, a par do ensino obrigatório cumpre assegurar a liberdade no ensino e a liberdade de ensino. Chamo liberdade no ensino o direito que tem os pais de escolherem para seus filhos o estabelecimento ou o professor que lhes merecer confiança, ou menos de instrui-los em sua própria casa, se o julgarem conveniente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esse direito ninguém o contestará. O que a sociedade pode exigir é tão somente que a criança se instrua, mas o lugar, o modo d’essa instrução pertencem ao livre arbítrio dos pais. Priva-los d’ele seria uma tirania, um absurdo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chamo liberdade de ensino a faculdade ampla que todos devem ter de abrirem escolas e leccionarem as matérias em que se julgarem habilitados, sem dependência do &#039;&#039;placet,&#039;&#039; ou autorização do governo. Ensino quem souber, quem quiser e como lhe aprouver. Nada tem com isso a autoridade. Se o professor pregar doutrinas errôneas, imorais ou perigosas, aí estão o poder judiciário para puni-lo e as famílias para resolverem se seus filhos devem ou não continuar a ouvi-las.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esta fiscalização do pai e da família é mil vezes mais útil e eficaz que a dos agentes oficiais do Estado, porque inspira-se no sincero e natural interesse pelos progressos do filho e do parente, interesse que não sentem, nem podem sentir tais agentes, que na maioria dos casos apenas querem salvar as aparências, preenchendo formalidades vãs, ou levantam questiúnculas, que desgostão e desanimam quantos estão sujeitos à sua inspeção, a qual por isso mesmo nada produz de bom.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Inspecione e fiscalize o Estado as escolas que subvencionar e deixe as demais entregas à iniciativa, que as houver criado. Limite-se a observar o que n’ellas se passar, adoptando nas suas o que lhe parecer aproveitável, e esclarecendo o público sobre os inconvenientes do que lhe parecer abusivo e perigoso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A não ser isto, não lhe reconheço outro direito, e a sua intervenção é sempre esterilizadora, quando excede d’esses limites.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por mais que os poderes do Estado, senhores, se esforcem em prol da instrução, nunca atingem aos resultados que a esse respeito só e alcançar a iniciativa particular. É que quando uma nação, compenetrando-se das vantagens de um cometimento capaz de melhorar as suas condições internas, empreende realizá-lo, pondo em contribuição todos os seus recursos e meios de ação, não há obstáculos que não supere, não há dificuldades que não vença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já vos falei hoje dos Estados Unidos, e a eles vou novamente referir-me, porque n’estas matérias, como em outras, podem servir de modelo ao mundo inteiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Desde os primeiros anos de sua independência compreenderão os Norte-americanos que, diante dos benefícios da universalidade da instrução, não há sacrifícios exagerados, e dedicaram-se à sua propagação com uma energia e tenacidade, que não encontram iguais na história de nenhum povo antigo ou moderno.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mesmo durante a guerra da separação, ao tinir das armas e no meio dos sobressaltos d’esta luta espantosa, eles duplicaram as somas consagradas a instrução do povo, convencidos de que ilustra-lo era o melhor meio de fazer triunfar a causa santa, a que se tinham votado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Procedimento magnifico, exclama Lavelley, - nobre confiança na força de vontade, porque realmente para vencer a rebelião escravagista não bastava a espada, era, necessário o livro, para desenraizar a iniquidade não bastava constranger, era preciso esclarecer!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas também esse país, que não tendo ainda um século de existência, assombra o universo com os progressos maravilhosos que tem feito em todos os ramos de atividade humana, conta nada menos de 30.000 escolas primárias, frequentadas por sete milhões de alunos, e com as quais despende todos os anos 180.000:000//000!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não menos pomposamente dotada está ali a instrução superior, porque as universidades sobem ao número de 290, lecionadas por 3.000 professores, e existem 83 seminários teológicos, 51 escolas de medicina, 22 de direito e 22 de agricultura e ciências aplicadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E tudo isto é quase exclusivamente devido à iniciativa particular! É que ali ninguém acredita prejudicar seus herdeiros, legando um terço ou a metade de sua fortuna à instrução publica; é que ali aparecem homens como um Peabody, que de uma só vez fazem-lhe donativos de 2.000 contos de réis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há Peabodys no Brasil, nem as nossas circunstâncias comportam essas magnificências. Mas, por razão, nos limites de nossos recursos, não imitaremos os nossos vizinhos do norte na dedicação com que se consagram ao desenvolvimento da instrução pública? O que nos falta para isso? Confiança em nós mesmos, alguma força de vontade – nada mais! O segredo da superioridade dos Americanos é que lá o indivíduo conta consigo mesmo, calcula só com os seus recursos pessoais, centuplicados, multiplicados pelo princípio da associação, entretanto que nós tudo esperamos do governo, nada acreditamos conseguir sem ele, e menos contra ele.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pode muito o governo entre nós, sem dúvida alguma; porém muito mais que ele, poderíamos nós, cidadãos, se nos uníssimos, ligados pelo mesmo pensamento e a mesma vontade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se bem que modestos, o Brasil apresenta já belos resultados da iniciativa popular. Vêde a província de S. Paulo: ela tem já uma rede de estradas de ferro, construídas com capitais seus e graças ao patriotismo de alguns distintos cidadãos. A instrução primária é ali liberalizada de dia e de noite às classes desfavorecidas pelo mesmo influxo benéfico d’essa iniciativa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Visitei em 1871, na sua capital, uma escola noturna, montada a expensas de uma loja maçônica, e tive a satisfação de ver ao lado do escravo adulto o velho operário, folheando com as mãos calosas o livro, em que aprendiam os primeiros rudimentos de gramática.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vêde ainda Pernambuco, senhores. Os triunfos, porque o são, da iniciativa particular, revestem-se de verdadeiro brilhantismo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há um ano apenas alguns cidadãos lembraram-se de organizar na cidade de Recife uma associação denominada &#039;&#039;Propagadora da Instrução Pública.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não foram muitos, - sete somente, e sinto não conhecer os nomes de todos para decliná-los d’esta tribuna, como faço ao do distinto Sr. Dr. Buarque de Macedo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assenta esta sociedade em um princípio acertadíssimo: a escola paroquial, criada e mantida com os recursos paroquiais, fiscalizada e dirigida por habitantes da paróquia. D’est’arte aquele que fornece o seu dinheiro vê, com os seus olhos, o modo como ele se aplica, aprecia e verifica por si, osesultados do seu concurso, nos progressos de seu filho, ou do filho de seu vizinho.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A quota com que contribui cada um dos membros d’esta patriótica associação é insignificante: reduz-se a uma joia de 10//000 e a uma mensalidade de 1//000.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois bem; quereis saber o que tem conseguido em um ano de existência?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fundou um Curso Normal para senhoras, primeiro estabelecimento d’esse gênero que, sem subvenção do governo, se tem criado no império e talvez na America do Sul. Frequentaram-no assiduamente cem senhoras, das quais algumas já se mostraram habilitadas para a nobre missão do professorado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fundou uma biblioteca, uma &#039;&#039;Revista,&#039;&#039; criou e mantem uma aula de frances e oito escolas mais, diurnas ou noturnas, em diversas freguesias. É admirável! (Pausa)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda há pouco eu vos exortava a que imitássemos a energia dos Americanos; - pois façamos coisa mais fácil, imitemos o exemplo dos Pernambucanos e já teremos conseguido alguma coisa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Creemos também, sobre as mesmas bases da do Recife, uma sociedade propagadora de instrução no município neutro, e creemo-la aqui, já, sem mais tardar. (Applausos)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;N’esta brilhante reunião faltaram acaso cem ou duzentos cavalheiros que se prestem a tão exígua retribuição para um fim tão útil? Não; não faltam (Aplausos)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A minha ideia será uma realidade, eu o espero, se o nobre iniciador d’estas conferências, quiser encarregar-se de executá-la. Coloco-a, pois, sob sua proteção, assim como sob a de todas as ilustres senhoras e senhores que me escutam. (Muitos apoiados, muito bem)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O acolhimento que as minhas palavras recebem, os aplausos com que sou honrado, permitem-me terminar a minha tosca oração com uma frase eloquente: está criada a &#039;&#039;Sociedade Propagadora da Instrução Pública na Côrte!&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, dentro de poucos dias inaugura-se um grande melhoramento; a palavra vai ser transmitida, com a rapidez do pensamento, da Corte à extrema septentrional do império. Seja esse o dia da instalação da nossa sociedade, e enviemos pelo telégrafo elétrico aos nossos irmãos de Pernambuco a mais grata saudação, que lhes poderíamos dirigir, anunciando-lhes que o seu nobre exemplo vai produzindo sazonados frutos! (Apoiados, muito bem)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(O orador é abraçado e vivamente felicitado.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares,&#039;&#039; Rio de Janeiro, nº 7, 28 dez., 1873, 99-117 (na integra). Capturado em 16 de mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DOCREADER/278556/815&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_09&amp;diff=3273</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 09</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_09&amp;diff=3273"/>
		<updated>2026-02-25T17:04:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;28/12/1873.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Afonso Celso de Assis Figueiredo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Em que condições pode ser instituído o ensino obrigatório no Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Agita-se, levanta-se entre nós animada propaganda em favor da instrução pública. Ainda bem, senhores!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É uma agitação benéfica e salutar, é um movimento auspicioso, que produzirá os mais profícuos resultados para o Brasil, assegurando-lhe em futuro próximo a verdadeira liberdade, que não tem, e um lugar distinto entre as nações civilizadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim esse movimento não se entorpeça, e todos, cidadãos e governo, que dirigem ou aspiram dirigir a opinião pública, se compenetrem de que o desenvolvimento da instrução pública é um programa digno de ser adoptado por todos os partidos, e que assinala um terreno neutro, onde, sem desconfianças recíprocas, podem congregar-se os sectários de todas as crenças políticas, para prestarem à pátria comum serviços relevantes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sim! É preciso que do Império se possa dizer o que a respeito dos Estados Unidos dizia o ilustre Horacio Mann: “na atualidade, não é digno dos foros de estadista aquele que não se propõe a difundir a instrução por todas as classes sociais; - possua embora vastos conhecimentos como jurisconsulto, diplomata e financeiro, seja embora eloquente; - em qualquer outro país poderá exercer a autoridade, mas na América nunca será reputado capaz de bem desempenhá-la”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entre os sintomas reveladores d’essa crise salvadora, que se vai operando no seio da sociedade brasileira, destaca-se e avulta a geral aceitação que encontra a ideia do &#039;&#039;ensino obrigatório&#039;&#039;. Sua necessidade é proclamada por toda a parte, no recinto da representação nacional como nas assembleias provinciais, no grêmio das associações particulares, na imprensa, onde quer enfim que se debatam os vários e importantes problemas que se prendem à instrução do povo; e, senhores, a julgar pelo acolhimento que de altos personagens merece esta tribuna, que desprendeu com a sua primeira palavra um brado eloquente em prol d’essa ideia, é lícito crer que o ensino obrigatório é já resolução assentada nos conselhos do governo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu aplaudo essa resolução, se de feito foi tomada. De todas as desgraças que podem afligir uma nação, nenhuma é pior que o seu atraso intelectual, e entre os direitos do homem e da sociedade não reconheço o direito à ignorância. Também sou parditista do ensino obrigatório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, se o meu coração alvoroça-se jubiloso com a esperança de ver consagrada na legislação tão acertada providência, esse jubilo não é isento dos receios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É preciso ser franco, senhores; - ao contrário esta tribuna seria inabordável. Eu temo que na prática se estrague a utilíssima ideia; temo que os meios adoptados para sua execução convertam-na em novo mal, quando é e deve ser um grande benefício.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foi o que sucedeu com outras instituições igualmente proveitosas. Se não tivera de cingir-me ao programa adoptado (aliás acertadamente), para as manifestações d’esta tribuna, eu provaria com exemplos colhidos na nossa própria história, que as mais belas concepções, destinadas a acelerar o progresso, adulteradas e viciadas na prática, transformaram-se em outros tantos obstáculos a esse mesmo progresso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da instrução publica depende a aspiração suprema das sociedades modernas, – a liberdade consorciada com a ordem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustre orador, a quem cabe a iniciativa das conferências, demonstrou com a lógica dos algarismos a verdade do seguinte pensamento de Lavelley: - “a criação da escola importa a supressão da cadeia; o Estado que não instrui carece amedrontar, porque os dois grandes mantenedores da ordem social são – o carrasco e o professor público”. Não pode haver hesitação na escolha, senhores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, o direito de votos, ou de sufrágio, é a mais importante revelação da liberdade, pois é por meio d’ele que o cidadão concorre e influi na governação do Estado. Como, porém, realizará esse direito quem não souber ler nem escrever? Apelará para alguém de sua confiança, que o iludirá a mór parte das vezes, porque infelizmente são raros os exemplos dos que se prestem a escrever a própria condenação, - tão raros que conservando a história apenas um nome &#039;&#039;Aristides&#039;&#039; -, não faltam nem faltarão nunca numerosos exemplos dos que votam em si mesmos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para conseguir-se o duplo &#039;&#039;desideratum&#039;&#039; de que falei é mister que ninguém, pai ou tutor, possa impunemente condenar à ignorância aqueles de quem seja apoio ou guia, nos primeiros anos de vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se o pai degenerado, que priva seus filhos dos alimentos, é responsável perante a lei, que intervindo em favor das miseras crianças pede-lhe severas contas e obriga-o a cumprir tão sagrado dever, não há razão para que não seja igualmente responsável, não preste as mesmas severas contas, quando deixa de satisfazer necessidades muito mais importantes que as físicas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Demais, senhores, as conveniências gerais, o interesse de todos exigem por vezes a sujeição da vontade individual à vontade da lei.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O serviço militar é obrigatório e não há cidadão que d’ele se possa eximir, até uma certa idade, em alguns países. Mesmo entre nós ele o é em circunstâncias extraordinárias, e elabora-se um projeto, que adoptando a conscrição como meio de preencher o exército, torná-lo obrigatório, ainda nas condições normais da nossa sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, se ninguém contesta ao Estado o direito de decretar essa medida, e todos serão coagidos a dedicar-se, durante um período mais ou menos longo, ao serviço das armas, como contestar-lhe o direito de exigir que também durante uma certa quadra da vida a criança se aplique exclusivamente ao desenvolvimento de suas faculdades?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ensino obrigatório é, pois, uma necessidade, e o direito de impô-lo tão incontestável e imprescindível, como qualquer outra regalia indispensável ao Estado, para a consecução dos seus nobres fins.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É um direito, e, direi mais, - um direito do qual urge usar desde já, em bem de nossos mais caros interesses, o nosso nível é inferior não só ao das nações mais adiantadas, como ao da atrasadíssima Turquia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois, se nos não apressarmos, esse nível mais descerá; as cores mais sombrias d’esse quadro mais se carregarão, em pouco tempo!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se não cuidarmos de proporcionar os meios para a educação dos libertos, teremos em poucos anos um crescido número de brasileiros, que vegetando na ignorância e na miséria, irão povoar as enxovias ou os hospitais, depois de terem sido um elemento de desordem e perversão no seio da sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não nos esqueçamos de que a lei de 18 de setembro, estancando a fonte da escravidão, aumentou consideravelmente a massa da população carecedora de ensino, fornecendo-lhe avultado contingente, até hoje não atendido nos cálculos para a satisfação d’essa necessidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sirva-nos de advertência o procedimento dos nossos conterrâneos do norte. A guerra separatista custou aos Americanos sacrifícios enormes, estupendos; ella devastava ainda o país absorvendo quase todos os recursos, e já o governo e os particulares não se poupavam os esforços, nem despesas, para liberalizar a instrução aos novos libertos. Já em 1862 funcionavam 1.000 escolas expressamente criadas para eles, e em menos de dez anos esse número sextuplicou. Logo após os exércitos do norte penetrava nas cidades vencidas, diz um escritor, a falange de professores e professoras, &#039;&#039;combatentes da paz,&#039;&#039; que se apressavam em abrir os olhos da inteligência aos que haviam deixado os ferros da escravidão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Só, por tal preço, conseguirão os Estados Unidos absorver na massa da população, sem desorganizar-se os elementos, esses milhões de libertos que pouco a pouco se foram tornando uteis cidadãos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, vós bem o compreendeis, senhores, - se há pais que descuidem-se de fornecer a seus filhos a instrução mais elementar, certo não será grande o número de proprietários que espontaneamente mandem à escola os filhos de suas escravas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há aí um sério perigo, que só pode remover o ensino obrigatório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, como estabelecê-lo, ou antes, - &#039;&#039;em que condições póde ser instituído no Brazil o ensino obrigatório?&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esta é a grande questão, cuja solução envolve o motivo dos seus receios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustrado orador, a quem já me referi, opinou que aos pais e tutores, que não fação instruir seus filhos e pupilos, sejam impostas as penas de multa e prisão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aceito a multa, mas decididamente não vou até a prisão. Decretem-na e a lei da instrução publica transmutar-se-á em meio de perseguição e violência, em terrível arma política!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E, senhores, quando os delegados e subdelegados de polícia já não dispõem dos recursos imensos que deu-lhes a lei de 3 de dezembro, e de que tanto abusarão; quando a farda da guarda nacional já não é a camisola de força que absolutamente tolhia os movimentos do cidadão, ainda que a ambos os respeitos muito reste por fazer-se; quando trata-se de substituir a barbara lei do recrutamento por outra mais racional, mais equitativa e própria d’este século, não é admissível que, a pretexto de difundir-se o ensino, fique o cidadão brasileiro sujeito a ir parar à cadeia de um momento para outro?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Consagrar na lei tal medida é torná-la desde logo tão odiosa, como as que mais tem contribuído para amordaçar o espírito público e asfixiar a opinião.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mudar-se-ão os nomes, mas os abusos serão os mesmos, sob iguais pretextos e com resultados idênticos. O delegado de polícia, o coronel ou capitão da guarda nacional, encontrarão dignos substitutos nos diretores da instrução, nos inspectores das escolas, fiscais do ensino, ou como quer que se eles chamem, e os mesmos vícios que, com mágoa profunda de todos os homens de boa fé, até hoje tem impedido o jogo regular do sistema representativo entre nós, continuarão a exerce sua influência perniciosa e fatal.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Arme-se a autoridade do direito de prender, no interesse de derramar a instrução, faculte-se-lhe o poder de enviar às aulas os filhos, cujos pais olvidem esse dever, e se não tivermos mais recrutamento para o exército ou para a armada, tê-lo-emos para a escola, mais terrível e assustador, porque exercer-se-á sobre as cordas mais sensíveis do coração humano, e as prisões hão de atulhar-se, não de suspeitos ou pronunciados em crimes inafiançáveis; mas de &#039;&#039;pais recalcitrantes;&#039;&#039; e então senhores, se algum estrangeiro, observador superficial, quiser avaliar o sentimento da paternidade entre nós pelo espetáculo que oferecerem as nossas cadeias, principalmente em vésperas de eleições, fará de nós tristíssima ideia e julgar-se-á autorizado a proclamar – que os brasileiros são &#039;&#039;pais desnaturados!&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não! A cadeia não pode, nem deve ser meio de promover o ensino público.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se não aceito tal medida, adoptada em outros países, também não me conformo com outra providência, aliás consagrada em França no tempo em que os princípios liberais tiveram a mais larga expansão, infelizmente não escoimada de excessos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Refiro-me à privação dos direitos políticos, imposta aos pais e tutores faltosos por uma lei do segundo ano da república.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anos depois Girardin tentou restaurá-la, e ainda em 1864 um dos mais distintos liberais, que conseguirão entrar no corpo legislativo francês, Havin, propôs a sua adoção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Penso, porém, que a privação dos direitos políticos é uma penalidade tão forte, que só deve ser aplicada a crimes graves, e não me parece que convenha ampliá-la além dos casos em que a Constituição a admitiu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mostra a experiencia de outros países que a prisão e a privação dos direitos políticos não são os únicos meios eficazes para garantir a obrigatoriedade do ensino.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há, por exemplo, a advertência feita pela autoridade aos que não cumprirem seu dever; punição moral que não será improfícua para um povo dócil e brioso como somos nós.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já disse que aceitava multa, que pode ser duplicada e triplicada nas reincidências, castigo suficiente para os avarentos, que por mal-entendida da economia privarem seus filhos da instrução.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Decrete-se, como na Bélgica, onde segundo autorizado testemunho tem esse meio produzido excelentes resultados, a privação dos socorros públicos para os pais e tutores, que não tenham presente evangélico – o homem não vive só de pão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por outro lado, e, pois, se cuida de substituir o recrutamento pela conscrição, entrem de preferência no sorteio, para o serviço militar, os que não souberem ler nem escrever, como propôs Carnôt em França, e reduza-se o tempo d’esse serviço para os que provarem ter feito com aproveitamento a sua educação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na Prússia, país essencialmente militar, vigora esse princípio: o prazo para o serviço das armas é reduzido a um ano em favor dos moços ilustrados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis-aí já um complexo de medidas capazes de assegurar a execução da lei, que estabelecer o ensino obrigatório. Outros meios podem ser lembrados para o mesmo fim. Indicarei dois.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Têm os pais o usufruto dos bens dos filhos enquanto menores. Pois bem; prive a lei d’esse benefício aos que d’ele se mostrem indignos, condenando seus filhos ao embrutecimento. Eu não duvidarei chegar até decretar a perda da herança do filho, contra os pais que cometam tão grande falta. Se perde a herança paterna o filho que abandona seu pai na enfermidade, não lhe procurando os remédios necessários, porque não perderá a herança do filho o pai que o condena a ignorância, que o atrofia do espírito?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pertence a outra ordem de ideias o segundo meio, que considero muito mais eficaz que outro qualquer, e vem a ser – não se qualificar como votante quem não souber ler, nem escrever. D’est’arte ao interesse dos pais de que seus filhos gozem tão importante direito, virá juntar-se o interesse dos candidatos, que opera tantos milagres. O cabalista que quiser dispor de grande número de votantes, ver-se-há obrigado a mandar educar a expensas suas os filhos da gente pobre, e assim dará ao seu dinheiro uma aplicação proveitosa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dir-me-hão que é isto uma incapacidade política, e sem dúvida que o é, mas incapacidade que pode desaparecer pelo esforço único do indivíduo, e, portanto, sem grandes inconvenientes. Um homem de boa vontade pode aprender a ler e escrever corretamente em seis meses, e assim o que não puder concorrer para uma eleição, habilitar-se-ha para a seguinte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sob o domínio das ideias que venho de expor ligeiramente, eu aplaudirei com toda a sinceridade a lei que decretar o ensino obrigatório no país, fora d’aí, porém, entendo que todos quantos desejam libertar o espírito público dos meios de compressão, que obstam a sua genuína manifestação, devem contra ela protestar com a maior energia, pois será um novo mal acrescido aos muitos que já contribuem para o atraso da sociedade brasileira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, compreende-se bem que não basta decretar o ensino obrigatório, nem estabelecer uma sanção penal, para que toda a população se instrua. É necessário alguma coisa mais, que não é fácil realizar, sobretudo nas condições especiais do Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nos Estados de população condensada, em que os habitantes se aglomeram em cidades, vilas ou aldeias, e pequenas distancias mediam entre os povoados e os estabelecimentos rurais, não é nenhum absurdo exigir que todos os pais mandem seus filhos à escola.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, nas nossas vastas províncias, onde dizem-se &#039;&#039;vizinhos&#039;&#039; indivíduos residentes a 5 e mais légua uns dos outros e fazendas há que ficão a 10 e 20 das povoações mais próximas, claro é que uma tal exigência seria impossível.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim, é de absoluta necessidade aplicar a lei tão somente aos centros de população, exceptuando de suas prescrições os que residirem pelo menos a uma légua de distância. Mais tarde, quando melhorarem e multiplicarem-se as nossas vias de comunicação, e novos núcleos de população se forem organizando, ir-se-á estendendo o círculo de sua aplicação; por ora contentemo-nos com o que se pode obter, e bem felizes seremos se dentro de alguns anos verificarmos que nas nossas cidades mais populosas não há uma só criança em idade de aprender, que efetivamente não aprenda.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há mesmo dificuldades quase invencíveis para alcançarmos mais, não só agora, senão n’estes dez ou vinte anos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não deve ser extensiva unicamente aos pais a lei do ensino obrigatório, mas também a todos aqueles que, por qualquer título, tenham crianças sob sua dependência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, se nossos fazendeiros são já, por assim dizer, tutores da prole de suas escravas; e, portanto, ou o Estado subvencionará uma escola ao lado de cada fazenda, o que não é possível, ou seus donos ver-se-ão forçados a considerável despesa, o que mais agravará sua tão precária sorte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda limitada às cidades e povoações, senhores, a execução da lei do ensino obrigatório não é problema de fácil solução. Pois que de todos se exige que mandem seus filhos, pupilos ou dependentes à escola, é mister que hajam escolas ao alcance de todos, e d’ahi para o Estado o dever de criar, a expensas suas, e onde os não houver, estabelecimentos em que a instrução se distribua gratuitamente, porque nem todos podem pagar mestres, e nem a impor despesas a quem não pode fazê-las.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Verdade é que a Constituição liberalmente garantiu o ensino gratuito (e é só d’este que se trata quando se cura de torná-lo obrigatório), e o ato adicional deixou-o a cargo de assembleias provinciais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, se províncias há, como a minha, a de Minas, que despendem com a dotação da instrução publica, o &#039;&#039;terço de sua renda,&#039;&#039; outras existem que não podem aplicar a esse mister senão quantias absolutamente insuficientes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aquelas mesmas que, como Minas, fazem com a instrução publica os maiores sacrifícios, mas assim conseguem corresponder às necessidades de seus habitantes, e é bem de ver que uma vez obrigatório o ensino, esses sacrifícios devem agravar-se, sendo aliás certo que os limites da respectiva despesa não podem ser excedidos, sem preterição de outros serviços não menos imprescindíveis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Qual a conclusão? É que o Estado, os cofres gerais serão inevitavelmente sobrecarregados com uma nova despesa, que até hoje não figura nos orçamentos – a subvenção da instrução primária das províncias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estaremos nós em condições de fazer face a esse dispêndio?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, eu sei que a despesa do Império cresceu extraordinariamente n’estes últimos anos; se me não engano a diferença para mais da última lei do orçamento é de 10.000:000$; eu sei que a fonte única de nossa receita, a lavoura, tende a escassear, se os poderes públicos não correrem em seu auxílio proporcionando-lhe braços e dinheiro a prêmio reduzido e prazo longo; todavia não hesito em dizer: Sim! O Brasil está em posição de ocorrer a esse acréscimo de despesa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há circunstâncias na vida dos povos, como na dos indivíduos, em que não é lícito calcular os sacrifícios necessários para o cumprimento de certos deveres, nem recuar ante o gravame do futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há muitos anos que a desafronta do pundonor nacional arremessou-nos inesperadamente ao vórtice de despesas imensas. Ellas se fizeram: gastamos mais de 60.000:000//000, e cumpre reconhecer que nem por isso ficou o país mais pobre, antes progrediu a olhos vistos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quem, ao começar a luta colossal que sustentamos, acreditaria que tivéssemos recursos para manter uma guerra durante cinco anos e pôr em armas 100.000 homens?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto, eles se armarão, e não somos a nação que mais impostos pague.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se hoje ou amanhã fôr preciso empenharmo-nos em novas despesas, e afim de desagravar a nossa honra e defender os nossos direitos, não 600.000 contos, mas o duplo, o triplo, e mais, e quanto necessário seja, que desprenderemos de animo forte e sobranceiro, sacando confiadamente sobre o futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois bem: Há um inimigo interno que deve ser combatido com igual esforço, - é a ignorância, para cujo extermínio não há despesas excessivas, porque, como dizia o ilustre Penn, tudo quanto se poupa no aumento da instrução pública é absolutamente perdido.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se há despesas para as quais não devemos ter escrúpulos de onerar as gerações vindouras, é sem dúvida uma delas que reclama a difusão do ensino, porque é justamente às gerações vindouras, não a nós, que mais hão de aproveitar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Repito: - sem embargo do crescimento de nossas despesas, pode o Estado ocorrer às que exigir a instituição de ensino obrigatório. Para isso basta que tenhamos apenas um pouco de audácia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Empenhemo-nos embora na atualidade, - mas rasguem-se novas estradas, faça-se ouvir o silvo da locomotiva nas quebradas de nossas serras; explorem-se essas grandes artérias fluviais que a Providencia espalhou pelo nosso território, dando-nos assim caminhos largos e desimpedidos, &#039;&#039;caminhos que marchão&#039;&#039;, e por onde devemos ir buscar e conduzir aos mercados as incalculáveis riquezas de nossas florestas; proclame-se a liberdade de cultos, não se exija que ninguém se oculte para adorar a Deus conforme lhe ditar sua consciência; abram-se escolas em todos os povoados; honre-se o professor; incuta-se no povo o amor do estudo, por meio da biblioteca e do jornal, pela palavra escrita e pela falada, e, senhores, oneremos embora as gerações do porvir; elas, mais prosperas, mais ricas, mais felizes que nós, honrarão os nossos saques e abençoarão a nossa audácia!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, o preceito do ato adicional, a que aludi, encerra para muitos um sério embaraço ao estabelecimento do ensino obrigatório em todo o império, porque é para isso indispensável o concurso das assembleias provinciais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este embaraço não tem para mim importância alguma: a ideia tanto se recomenda por si, e a opinião se pronuncia a tal respeito com tanta força e unanimidade, que uma vez dado o exemplo no município da Corte todas as assembleias provinciais apressar-se-ão em segui-lo. Algumas já o tem decretado; a questão é, pois, simplesmente de tempo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com relação à instrução publica, e ao ensino obrigatório, levantam-se múltiplos problemas cada qual mais importante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é, por exemplo, assunto digno do mais acurado estudo a questão de saber se a autoridade deve limitar-se a influir diretamente no regime e disciplina das escolas que subvencionar, ou se a sua inspeção e fiscalização deve estender-se ainda às que criar a iniciativa particular.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim é também objeto para largas considerações a questão da educação da mulher, o preparo das futuras mães da família, objeto momentoso e grave, a respeito do qual grande é infelizmente o nosso atraso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não é a França o país da Europa que mais se avantaja na instrução publica, e no entanto, causou sensação ali a declaração feita no parlamento de que contava ela uma aldeia em que nenhuma mulher sabia ler. Quantas não possuiremos nós que estejam no mesmo caso?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra questão não menos importante é a da organização das escolas primárias, ou por outra, quais as matérias que aí se deve ensinar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quisera tratar detidamente de todos estes pontos, mas sou obrigado a deixá-los para outra oportunidade, ocupando-me agora só de dois, e ainda assim sem grande desenvolvimento afim de não fatigar-vos por demais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Geralmente entende-se entre nós que a instrução primaria deve consistir unicamente em saber o catecismo, ler, escrever e contar, o que a amesquinha extremamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nossas aspirações não devem circunscrever-se a tão pouco: tal ensino seria muito incompleto e defletivo n’este país, onde, para assim dizer, todas as forças da natureza estão desaproveitadas, e não pedem mais do que algum esforço do homem para enriquecê-lo e felicitá-lo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não falando já dos Estados Unidos, não há país nenhum, que dando a esta mateira o devido valor, reduza a instrução primaria a tão acanhados limites.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em toda a parte tem-se reconhecido que n’ela devem entrar também noções de química, física, mecânica, geometria, etc. No próprio Portugal ensina-se nas escolas primárias a geometria aplicada à indústria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por mais elementares que sejam, tais noções são de uma incalculável utilidade na prática. Tenho d’isso uma prova, que folgo de exibir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Um meu comprovinciano distinto, a quem este país muito deve já, o Sr. Dr. Couto de Magalhães, com um pequeno compendio de noções gerais de mecânica que escreveu, e que é pena não esteja vulgarizado, conseguiu organizar no presidio de Leopoldina um corpo de maquinistas, que lhe tem prestado excelentes serviços na sua árdua navegação de Araguaia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E quereis saber, senhores, quem são esses maquinistas? Descendem pela mór parte dos selvagens, que vagão por aqueles longínquos sertões!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Façamos votos, portanto, para que a instrução primaria em nosso país seja dada nas condições admitidas em outros, e sobretudo para que d’ela não se exclua a educação física, que tem por base a ginástica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Europa, diz o notável escritor português, D. Antonio da Costa, reconhecendo que não há nação robusta sem educação física, e que esta depende da ginástica, adotou-a resolutamente e declarou-a obrigatória nas escolas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os resultados obtidos por toda a parte foram imensos, e d’eles se pode avaliar por um exemplo apresentado por esse escritor.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Existia um estabelecimento literário em Lisboa, denominado - &#039;&#039;Casa-pia.&#039;&#039; Foi incumbido de dirigi-lo um homem ilustrado, o Sr. Simões Raposo, que n’elle introduziu a ginastica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tanto bastou para em pouco tempo aumentar sensivelmente o aproveitamento nos estudos e melhorarem as condições higiênicas d’aquella casa, desaparecendo mesmo muitas enfermidades que anteriormente affligião os alunos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Póde-se afirmar, perguntou-se ao Sr. Raposo, que a gynnastica produz resultados satisfatórios na modificação dos temperamentos! &#039;&#039;Póde-se jurar,&#039;&#039; respondeu o ilustre professor”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A ginástica, senhores, é tão proveitosa na educação primária, que eu ouso dirigir às distintas senhoras, que me fazem a honra de ouvir, a mesma exortação que às suas compatriotas dirigiu D. Antonio da Costa em um de seus preciosos livros:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Oh! Mães, que dais vida às gerações humanas, iniciai a reforma nacional da educação que faz forte o soldado, inteligente o estudioso, e vigorosa a mulher, para o seu divino encargo; e se a educação física se demorar em ser oficialmente organizada, com esquecimento da evidência europeia, organizai-a vós, pedindo-a à escola livre, instalando-a dentro do próprio lar, e entranhando-a com a influência do vosso conselho e do vosso exemplo nos costumes nacionais. Oh! Mães, tomai o peito de todas as veras d’alma a questão da ginastica na escola, e apresse ao menos o amor materno o que a razão social devera ter há muito resolvido.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, a par do ensino obrigatório cumpre assegurar a liberdade no ensino e a liberdade de ensino. Chamo liberdade no ensino o direito que tem os pais de escolherem para seus filhos o estabelecimento ou o professor que lhes merecer confiança, ou menos de instrui-los em sua própria casa, se o julgarem conveniente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esse direito ninguém o contestará. O que a sociedade pode exigir é tão somente que a criança se instrua, mas o lugar, o modo d’essa instrução pertencem ao livre arbítrio dos pais. Priva-los d’ele seria uma tirania, um absurdo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chamo liberdade de ensino a faculdade ampla que todos devem ter de abrirem escolas e leccionarem as matérias em que se julgarem habilitados, sem dependência do &#039;&#039;placet,&#039;&#039; ou autorização do governo. Ensino quem souber, quem quiser e como lhe aprouver. Nada tem com isso a autoridade. Se o professor pregar doutrinas errôneas, imorais ou perigosas, aí estão o poder judiciário para puni-lo e as famílias para resolverem se seus filhos devem ou não continuar a ouvi-las.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esta fiscalização do pai e da família é mil vezes mais útil e eficaz que a dos agentes oficiais do Estado, porque inspira-se no sincero e natural interesse pelos progressos do filho e do parente, interesse que não sentem, nem podem sentir tais agentes, que na maioria dos casos apenas querem salvar as aparências, preenchendo formalidades vãs, ou levantam questiúnculas, que desgostão e desanimam quantos estão sujeitos à sua inspeção, a qual por isso mesmo nada produz de bom.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Inspecione e fiscalize o Estado as escolas que subvencionar e deixe as demais entregas à iniciativa, que as houver criado. Limite-se a observar o que n’ellas se passar, adoptando nas suas o que lhe parecer aproveitável, e esclarecendo o público sobre os inconvenientes do que lhe parecer abusivo e perigoso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A não ser isto, não lhe reconheço outro direito, e a sua intervenção é sempre esterilizadora, quando excede d’esses limites.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por mais que os poderes do Estado, senhores, se esforcem em prol da instrução, nunca atingem aos resultados que a esse respeito só e alcançar a iniciativa particular. É que quando uma nação, compenetrando-se das vantagens de um cometimento capaz de melhorar as suas condições internas, empreende realizá-lo, pondo em contribuição todos os seus recursos e meios de ação, não há obstáculos que não supere, não há dificuldades que não vença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já vos falei hoje dos Estados Unidos, e a eles vou novamente referir-me, porque n’estas matérias, como em outras, podem servir de modelo ao mundo inteiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Desde os primeiros anos de sua independência compreenderão os Norte-americanos que, diante dos benefícios da universalidade da instrução, não há sacrifícios exagerados, e dedicaram-se à sua propagação com uma energia e tenacidade, que não encontram iguais na história de nenhum povo antigo ou moderno.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mesmo durante a guerra da separação, ao tinir das armas e no meio dos sobressaltos d’esta luta espantosa, eles duplicaram as somas consagradas a instrução do povo, convencidos de que ilustra-lo era o melhor meio de fazer triunfar a causa santa, a que se tinham votado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Procedimento magnifico, exclama Lavelley, - nobre confiança na força de vontade, porque realmente para vencer a rebelião escravagista não bastava a espada, era, necessário o livro, para desenraizar a iniquidade não bastava constranger, era preciso esclarecer!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas também esse país, que não tendo ainda um século de existência, assombra o universo com os progressos maravilhosos que tem feito em todos os ramos de atividade humana, conta nada menos de 30.000 escolas primárias, frequentadas por sete milhões de alunos, e com as quais despende todos os anos 180.000:000//000!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não menos pomposamente dotada está ali a instrução superior, porque as universidades sobem ao número de 290, lecionadas por 3.000 professores, e existem 83 seminários teológicos, 51 escolas de medicina, 22 de direito e 22 de agricultura e ciências aplicadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E tudo isto é quase exclusivamente devido à iniciativa particular! É que ali ninguém acredita prejudicar seus herdeiros, legando um terço ou a metade de sua fortuna à instrução publica; é que ali aparecem homens como um Peabody, que de uma só vez fazem-lhe donativos de 2.000 contos de réis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há Peabodys no Brasil, nem as nossas circunstâncias comportam essas magnificências. Mas, por razão, nos limites de nossos recursos, não imitaremos os nossos vizinhos do norte na dedicação com que se consagram ao desenvolvimento da instrução pública? O que nos falta para isso? Confiança em nós mesmos, alguma força de vontade – nada mais! O segredo da superioridade dos Americanos é que lá o indivíduo conta consigo mesmo, calcula só com os seus recursos pessoais, centuplicados, multiplicados pelo princípio da associação, entretanto que nós tudo esperamos do governo, nada acreditamos conseguir sem ele, e menos contra ele.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pode muito o governo entre nós, sem dúvida alguma; porém muito mais que ele, poderíamos nós, cidadãos, se nos uníssimos, ligados pelo mesmo pensamento e a mesma vontade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se bem que modestos, o Brasil apresenta já belos resultados da iniciativa popular. Vêde a província de S. Paulo: ela tem já uma rede de estradas de ferro, construídas com capitais seus e graças ao patriotismo de alguns distintos cidadãos. A instrução primária é ali liberalizada de dia e de noite às classes desfavorecidas pelo mesmo influxo benéfico d’essa iniciativa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Visitei em 1871, na sua capital, uma escola noturna, montada a expensas de uma loja maçônica, e tive a satisfação de ver ao lado do escravo adulto o velho operário, folheando com as mãos calosas o livro, em que aprendiam os primeiros rudimentos de gramática.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vêde ainda Pernambuco, senhores. Os triunfos, porque o são, da iniciativa particular, revestem-se de verdadeiro brilhantismo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há um ano apenas alguns cidadãos lembraram-se de organizar na cidade de Recife uma associação denominada &#039;&#039;Propagadora da Instrução Pública.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não foram muitos, - sete somente, e sinto não conhecer os nomes de todos para decliná-los d’esta tribuna, como faço ao do distinto Sr. Dr. Buarque de Macedo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assenta esta sociedade em um princípio acertadíssimo: a escola paroquial, criada e mantida com os recursos paroquiais, fiscalizada e dirigida por habitantes da paróquia. D’est’arte aquele que fornece o seu dinheiro vê, com os seus olhos, o modo como ele se aplica, aprecia e verifica por si, osesultados do seu concurso, nos progressos de seu filho, ou do filho de seu vizinho.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A quota com que contribui cada um dos membros d’esta patriótica associação é insignificante: reduz-se a uma joia de 10//000 e a uma mensalidade de 1//000.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois bem; quereis saber o que tem conseguido em um ano de existência?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fundou um Curso Normal para senhoras, primeiro estabelecimento d’esse gênero que, sem subvenção do governo, se tem criado no império e talvez na America do Sul. Frequentaram-no assiduamente cem senhoras, das quais algumas já se mostraram habilitadas para a nobre missão do professorado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fundou uma biblioteca, uma &#039;&#039;Revista,&#039;&#039; criou e mantem uma aula de frances e oito escolas mais, diurnas ou noturnas, em diversas freguesias. É admirável! (Pausa)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda há pouco eu vos exortava a que imitássemos a energia dos Americanos; - pois façamos coisa mais fácil, imitemos o exemplo dos Pernambucanos e já teremos conseguido alguma coisa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Creemos também, sobre as mesmas bases da do Recife, uma sociedade propagadora de instrução no município neutro, e creemo-la aqui, já, sem mais tardar. (Applausos)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;N’esta brilhante reunião faltaram acaso cem ou duzentos cavalheiros que se prestem a tão exígua retribuição para um fim tão útil? Não; não faltam (Aplausos)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A minha ideia será uma realidade, eu o espero, se o nobre iniciador d’estas conferências, quiser encarregar-se de executá-la. Coloco-a, pois, sob sua proteção, assim como sob a de todas as ilustres senhoras e senhores que me escutam. (Muitos apoiados, muito bem)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O acolhimento que as minhas palavras recebem, os aplausos com que sou honrado, permitem-me terminar a minha tosca oração com uma frase eloquente: está criada a &#039;&#039;Sociedade Propagadora da Instrução Pública na Côrte!&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, dentro de poucos dias inaugura-se um grande melhoramento; a palavra vai ser transmitida, com a rapidez do pensamento, da Corte à extrema septentrional do império. Seja esse o dia da instalação da nossa sociedade, e enviemos pelo telégrafo elétrico aos nossos irmãos de Pernambuco a mais grata saudação, que lhes poderíamos dirigir, anunciando-lhes que o seu nobre exemplo vai produzindo sazonados frutos! (Apoiados, muito bem)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(O orador é abraçado e vivamente felicitado.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares,&#039;&#039; Rio de Janeiro, nº 7, 28 dez., 1873, 99-117 (na integra). Capturado em 16 de mar. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DOCREADER/278556/815&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_83&amp;diff=3272</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 83</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_83&amp;diff=3272"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;27/09/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[CORREIA, MANOEL FRANCISCO|Manoel Francisco Correia]]&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;União do Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“No dia 27 realizou-se a quadragésima quarta conferência de domingo. O orador o Sr. Conselheiro &amp;lt;u&amp;gt;[[CORREIA, MANOEL FRANCISCO|Manoel Francisco Correia]]&amp;lt;/u&amp;gt;, demonstrou com argumentos que nos pareceram de muito peso a imperiosa necessidade e as grandes vantagens de manter a &#039;&#039;união do Império.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na próxima quinta-feira, à hora de costume, efetuar-se-á a decima terceira conferência do útil &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que encarregou-se o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que vai tratar da &#039;&#039;família&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na sexta-feira, 2 de outubro, haverá, às 6 horas da tarde, uma conferência extraordinária no mesmo salão do edifício das escolas públicas da freguesia da Glória.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;S. M. o Imperador digna-se de assistir a essa conferência, na qual falará o Sr. Capitão-tenente Freitas sobre &#039;&#039;a batalha o Riachuelo&#039;&#039;”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 270, 29 set. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 20 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9544&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_59&amp;diff=3271</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 59</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_59&amp;diff=3271"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;05/07/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Manuel Jesuíno Ferreira&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Instrucção Publica II.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Minhas senhoras, meus senhores. — Não espereis de mim rasgos de eloquência; um discurso que prime pelos ornatos da retórica; meu fim, encarregando-me de falar sobre a tese que foi anunciada, consiste tão somente em apresentar algumas ideias práticas que tenho sobre a matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Da primeira vez que subi a esta tribuna e tive a honra de entreter vossa ilustrada e benévola atenção, versou o meu discurso sobre a instrução em geral; expendi o meu modo de pensar relativamente à influência que ela exerce na vida dos homens e nos destinos; das nações, e disse que havia cinco elementos principais adequados ao seu desenvolvimento os quais classifiquei da maneira seguinte:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A vulgarização do ensino.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O mestre.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O livro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A emulação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A escola.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparei estes elementos a um maquinismo, e acrescentei que um sem o concurso dos outros estorvaria a marcha regular do todo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Fiz considerações sobre o ensino obrigatório em sua aplicação ao nosso país, à vista das nossas condições geográficas, sem contudo contestar à sociedade o direito de exigir que seus membros sejam entes moralizados e inteligentes, obrigando-os a se instruírem; direito que considero originar-se da mesma fonte dos que ela tem quando reclama dos cidadãos os seus serviços, a sua propriedade e até a sua vida; direito enfim mais nobre por ser mais humanitário em seu exercício que o de punir, que até hoje não lhe foi contestado por criminalista algum.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Agora venho tratar d&#039;esses elementos, que, repito, considero os mais profícuos para desenvolver e firmar a instrução, base de todo o progresso social.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, um dos nossos mais notáveis homens de Estado disse outr&#039;ora:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Os governos despóticos são os que amam e promovem a ignorância como um elemento de sua existência e duração, e, no delírio de embrutecer os povos, assemelham-se ao louco que pretendesse arrancar a luz do astro do dia para cobrir de trevas o mundo; mas os governos livres, que se sustentam sobre a teoria das obrigações e deveres do homem social, não receiam, antes protegem os progressos de todos os conhecimentos humanos”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há já quarenta anos, que esse venerável ancião proclamara que a vulgarização do ensino era uma necessidade pública nos países livres. E sobre essa vulgarização que baseio o primeiro elemento da instrução publica&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É intuitivo que quanto mais escolas forem criadas, tanto maior devem ser as vantagens obtidas, porque aproveitarão ao maior número de cidadãos; mas como o governo, em um país tão vasto como o nosso, e onde há uma população tão diminuta, não pode fundar escolas em qualquer lugar onde existam dois analfabetos, porque isso iria muito além das forças do tesouro nacional, quanto mais dos recursos dos cofres provinciais, já tão sobrecarregados de ônus, não vejo outro meio de remediar o mal senão fazendo o ensino livre onde porventura o governo ou entidades conhecidas não tiverem fundado ainda escolas suas. Em tais lugares tolere-se, permita-se que ensine quem souber e o que souber, pouco ou muito, porque a instrução sempre aproveita ao homem, ainda que ela seja a mais acanhada e limitada possível.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não se ponha estorvos em tais condições ao ensino, por que é preferível saber pouco a não saber nada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Saber escrever ainda que mal para dar o voto nos comícios populares; saber assignar o nome apenas para firmar o depoimento como testemunha, para autenticar a obrigação do negócio, para autorizar a vontade extrema, é preferível a não saber fazer isso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É bem provável que esse ensino livre nos sertões das nossas províncias se circunscreva o mais das vezes a uma escrita de caracteres desiguais e sem as regras da ortografia, e que abranja apenas a quatro operações simples da aritmética. Não julgueis que seja pouco. Em falta do mais é o suficiente, se atenderdes às condições do mundo limitado em que vive quem o recebe; se atenderdes à vastidão de aspirações circunscritas a uma vida de aldeia, à satisfação de deveres que a bem pouco se reduzem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não aquilatemos as necessidades daqueles que moram em tais lugares pelas nossas, porque vivemos em uma sociedade espírituosass exigências onde precisamos de outros recursos da inteligência e da ilustração, e com receio de sermos desiguais na decretação dos meios de instrução para todos, não caiamos nos seguintes extremos – &#039;&#039;tudo&#039;&#039; ou &#039;&#039;nada&#039;&#039; – porque o &#039;&#039;tudo&#039;&#039; é impossível, e o &#039;&#039;nada&#039;&#039; em matéria de instrução é para o espirito o que é a ausência de luz para a vida animal, isto é, o resfriamento, as trevas, o caos, finalmente a morte!”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Haja liberdade, dadas essas condições; mas onde o Estado ou aquelas entidades tiveram escolas suas com um pessoal profissional moralizado e instruído, com o ensino distribuído sobre boas bases e meios de transmiti-lo, e melhor qualidade, quanto às matérias que compuserem o seu assumpto, nada de liberdade ampla. Seja a instrução recebida nas suas escolas, porque aí se deve ensinar o respeito às leis, o amor às instruções, e o temor, tão necessário, a Deus; há confiança na instrução que aí se transmite ao menino, o depositário das crenças de seus antepassados, o herdeiro das glorias de seus pais, o defensor da pátria e das instituições juradas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem se diga que essas precauções são desnecessárias por parte do Estado, porque ninguém melhor de que um velar sobre a felicidade pai pode de um filho; ninguém melhor do que um pai pode ser juiz da moralidade do mestre ; pode conhecer finalmente dos demais predicados do ensino, porque a isso responderei que a ignorância por um lado, os labores e ocupações pelo outro, as condescendências aqui, acolá as falsas apreciações, e enfim os ódios da política podem transtornar as mais bem intencionadas vontades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nem se diga mais, senhores, que todos estes receios desapareceriam à vista de uma cuidadosa inspeção da parte do Estado, porque a isso responderei, que é tão vasto o nosso país porquanto abrange uma zona de cerca de treze milhões de quilômetros quadrados, e os núcleos de população estão tão disseminados e distantes, que seria preciso um grande pessoal, muito trabalho e fadiga para conseguir-se alguma coisa, gastando-se grandes somas, a que não corresponderia por certo o resultado obtido. Essa fiscalização havia de consumir uma grande verba, que tendo outra aplicação necessariamente produziria mais seguras vantagens. E o pessoal habilitado para isso, onde o governo iria achar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Atendei, senhores, que todas as ponderações que deixo expostas têm por ponto objetivo o nosso país, onde nem o elemento local, nem o município, nem mesmo as associações auxiliam ainda o Estado no desenvolvimento da instrução; por quanto, se existissem tais elementos e associações, outras seriam as minhas ideias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Convençamo-nos de que por muitos anos ainda é do Estado que têm de partir todos os esforços para o desenvolvimento da instrução até porque é o que ele dá a mais popular e cômoda, porque é a gratuita.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E não será possível, não se deve mesmo desconfiar que uma ampla liberdade de ensino traga também uma propaganda de ideias subversivas, sem um corretivo eficaz? Para os que podem correr na imprensa há o corretivo da mesma imprensa, mas para os que forem inoculadas no espírito das crianças não há remédio: durarão para sempre como impressões da infância.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;Temei o veneno oculto&#039;&#039;— disse o imortal Fénélon; contra o perigo conhecido o homem tem força; ninguém receia o mal e o engano inopinados. Quando Proudhon atacou às descobertas a propriedade, Thiers o fulminou; quando as mais extravagantes ideias atacarão a religião, Lacordaire e Ventura de Raulica fizeram a luz e firmarão a verdade católica em muitos espíritos em dúvida. Poder-se-á conseguir isto contra o erro que é ensinado às escondidas ao menino? Não! O inocente há de beber até as fezes a raça da cicuta cujas bordas são besuntadas de mel, ainda que a sociedade se veja para depois obrigada a lançar mão de todos os recursos de que pode dispor para contê-lo no meio de suas ideias extravagantes. O que poderá conseguir é problemático.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O granito pôde ser talhado-d elo ferro, o ferro pôde voar em estilhaços pelo fogo, mas contra as convicções feitas desde os mais tenros anos não valem nem o ferro nem o fogo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A prova é o amor da pátria pela qual damos a última gota do nosso sangue, é a dedicação dos mártires, fundada em crença gerada na infância, desenvolvida na adolescência e robustecida na idade viril.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vem a propósito repetir o que há dias foi desta mesma tribuna dito pelo ilustrado Sr. Conselheiro Pereira da Silva:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“As instituições sociais não se improvisam. Para durarem, carecem de estar enraizadas nos usos, na educação, nas tendências, na alma do povo: de outra sorte desapareceram como o sonho do poeta”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Diz Belime: « II peut se faire que les lois soient paralysées quand les moeurs ne les soutiennent pas ».&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sobre todos os homens deixam os acontecimentos dos verdes anos impressões que repercutem na mais avançada idade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foram essas impressões que formarão Homero e Virgílio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chateaubriand falando d&#039;eles disse:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“O poeta cego pinta de preferência os costumes da Jonia, onde recebeu a luz do dia, e o Cysne de Mantua não se entretém senão com as saudades de seu sítio natal. Nascido em uma choupana, expelido da herança de seus avós, estas duas circunstâncias parecem ter singularmente influído para seu gênio: elas deram-lhe esta tinta de tristeza que constitui um de seus principais encantos. Ele recorda sem cessar esses acontecimentos e vê-se que frequentes vezes lembra-se d&#039;essa Ârgos onde passou a sua mocidade”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Um escritor inglês assim se exprimiu:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Os sentimentos que durão sempre são aqueles nascem ao redor que do berço, e a voz dos velhos nos repete a todo o instante que as nossas primeiras emoções são também as nossas ultimas lembranças”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Disse um orador moderno: «O homem é um ente ensinado”.  Anteriormente Leibnitz se havia pronunciado d&#039;este modo: “Dai-me a direção do ensino durante um século e eu mudarei a face do mundo”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;À vista de tão judiciosas advertências e opiniões devemos em um país novo como o nosso entregar o ensino à mais ampla liberdade? Creio que não.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis, senhores, como penso sobre a vulgarização do ensino ou antes sobre a liberdade do ensino: creio que só com as cautelas de que falei pode ela produzir benéficos resultados para a nossa sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Poderia tirar argumentos ainda a favor da minha opinião de muitas leis justa e louvavelmente repressivas e cautelosas que temos sobre diversos assumptos, e que são de todos vós conhecidas; mas isso me levaria muito longe n&#039;esta minha exposição, e por tanto passo a falar do outro elemento. — O mestre.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É incontestavelmente o mestre um dos principais elementos do ensino, porque é o seu princípio ativo, é o elemento vivo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se a instrução é uma instituição social, deve ter um representante, que não é nem o aluno, nem o delegado da instrução, nem o inspector, nem o governo, mas sim o mestre, que conseguintemente deve ser instruído, morigerado, exemplar e respeitável; e como não tereis arvores sem raízes, nem edifícios sem alicerces, assim então tereis mestres sem escolas normais. Cumpre por portanto formar a corporação dos professores instruídos e moralizados, nomeados em concurso, fazendo-se do magistério uma carreira, sendo tudo regulado pelos princípios da restrita justiça, equidade e merecimento real.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não me demorarei tratando da necessidade da criação das escolas normais, porque d&#039;este assumpto já se ocupou um dos mais distintos talentos, o iniciador d&#039;estas conferências; mas o que digo tão somente é que não devemos parar na que foi inaugurada há dias; vejamos que a Inglaterra tem 34 escolas normais, a França 69, a Áustria 96, e a Itália 91, com as quais despendem esses Estados centenas de contos de réis, como assevera o Sr. D. Antônio da Costa no seu precioso livro intitulado — &#039;&#039;A instrução nacional.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O mestre sempre foi considerado como o mais poderoso órgão do desenvolvimento da instrução, portanto todos os esforços para que elle esteja na altura de sua missão são poucos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não penseis, senhores, que eu venho aparecer as habilitações e merecimentos d’esse professorado a quem está no presente confiada em todo o Brasil a instrução da nossa mocidade, e apontar defeitos imaginários que reclamem ponto remédio. Não. Eu entendo que com os meios de educação e de instrução que esse professorado teve em uma quadra em que tudo estava por fazer, como foi essa dos primeiros anos do império, é ele digno dos maiores elogios, merece todos os louvores pelos meios porque habilitou-se tornando-se instruído e respeitável; e, ainda mais entendo que deve ser aproveitado convenientemente em todas as províncias para a criação de escolas normais: serve para satisfazer já essa tais palpitante necessidade, esperando-se o mais do tempo e das reformas que se forem fazendo. Confiamos nele, porque as escolas normais não têm somente de criar instrutores da mocidade, têm também de fazer educadores, e ele pela sua experiencia, estudo, e moralidade dá todas as garantias desejadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Uma outra condição para ter bom mestre é a retribuição do seu trabalho. O mestre deve ser condignamente retribuído, afim de que a sua dedicação não arrefeça adiante das necessidades de uma vida cujo futuro consiste na formação de um nome glorioso no conceito daqueles que foram seus discípulos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E o pessoal empregado na instrução pública é suficientemente retribuído? A resposta não pode ser afirmativa. Na corte e em algumas províncias os ordenados são mais avultados, mas aí os meios de vida são também muito caros, no resto do império a retribuição é muito pequena.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Desculpai-me se não vos digo quanto gastamos. (Pausa.) Para que reticências? Os cofres quais gastam apenas 600 contos e os provinciais três mil e tantos! Os Estados Unidos gatão 180 mil contos, isto é, quase duas vezes a renda do Brasil; a Alemanha, a França, A Suécia, a Itália e a Suíça consignam grandes somas nos seus orçamentos para auxiliar a instrução.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os inspectores de instrução na Inglaterra têm mais de seis contos; a França gasta com esse serviço mais de 200 contos, a pequena Bélgica mais de 80. Nos Estados-Unidos o diretor de uma escola de mais de 500 alunos tem 6 contos de ordenado, e cada professor de 150 alunos mais de 3 contos; cada mestra um conto e quinhentos mil réis. Os vencimentos de um superintendente de escola em New York são de 10 contos; de um subintendente de mais de 6, e de um diretor de escola normal de mais de 10.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já ouço, senhores, dizerem-me que se assim é nesse país, e nos outros, é porque, como deixei referido, o Estado é apenas auxiliar; já vejo citarem-me que na França o município dá para a instrução cinco vezes mais do que o Estado, na Itália doze vezes, na Baviera três, na Suissa e na Holanda nove, na Áustria oito, e finalmente na Prússia dez vezes mais. Isto é verdade; n&#039;esses países as despesas da instrução não pesam só sobre o Estado; mas se nada esperamos dos municípios por pobres em geral e sem rendas para tanto; se nada esperamos das associações, porque, ou não as há ainda, ou tudo reclamão do Estado; se pouco podemos esperar das províncias, cujos orçamentos estão sujeitos a enormes compromissos, todos eles têm déficits, o remédio qual é, se tanto se confia na instrução nacional, confiança que ela merece? É convencermos-nos de nossa posição excepcional adiante da questão e procurarmos solver pelos recursos dos cofres as gerais dúvidas do assumpto. Diz Laveleye falando da intervenção dos poderes públicos: “Onde ela falta o ensino primário é quase nenhum, e a ignorância extrema: não se citará um único país onde os indivíduos, mesmo formando poderosas associações, tenham conseguido abrir um número suficiente de escolas”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se são despesas gerais as que se fazem com a diplomacia, com o exército e armada, com as justiças civil e criminal, com a representação nacional, com o culto e com a administração, porque não há de ser também geral a despesa necessária à instrução, esse foco de luz que aquece e ilumina, como um sol explendente, todas as instituições que n&#039;ela se baseiam, e que d&#039;ela precisão ? Porque havemos de deixá-la entregue às apreciações de presidentes pouco estáveis de vice-presidentes menos estáveis ainda, e de orçamentos depauperados de recursos?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Julgais porventura que em desejo esse professorado habilitado, bem retribuído e exemplar, para que ele se encarregue da instrução do menino desde os seus mais tenros anos? Não: eu o considero improprio para isso. O instrutor do menino nessa idade deve ser a mulher: a ideia não é nova. Na Itália, na Suécia e nos Estados-Unidos, há muito está em execução; n&#039;este que último país as mestras estão para os mestres na razão de 70 para 100, e na Suécia de 80; há mesmo Estados da União, como diz Laveleye, onde só as mulheres ensinam.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ensino, senhores, deve ser dividido por grãos, o elemento que compreende o ler, o escrever, o contar, o catecismo, a música, o desenho, o conhecimento do sistema métrico, lições das causas, e geografia, deve ser dado pela mulher ao menino de 6 a 10 anos; a escola de gramática nacional deve ser regida pelo professor e deve compreender aqueles mesmos estudos com maior aplicação e desenvolvimento acrescentando-se a caligrafia, definições etimológicas, análises, aritmética, princípios de anatomia geral e história; finalmente a escola superior onde o aluno vá estudar as matérias precisas para a sua admissão em uma academia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Senhores, o menino que na mais tenra idade se afasta da família para ir para a escola não deve sofrer os abalos da transição rápida; esta deve ser suave e natural. Se todas as mais de família pudessem dispor de tempo e habilitações para e encarregarem da educação de seus filhes a causa da instrução estava salva. A beleza da mulher, a suavidade ao sexo, os carinhos de mãe produziriam resultados espantosos. Se o ponto objetivo dos labores e aspirações do homem é a mulher, se a sua influência é uma lei da natureza, porque é fato observado desde a queda do primeiro homem até hoje; se como diz Aimé-Martin “quaisquer que sejam os costumes e as leis de um país, as mulheres decidirão sempre de tudo”, que prodígios não obrarão se nós lhes entregarmos a missão espinhosa da instrução e da educação do homem na primeira quadra da vida?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ouçamos o que diz o superintendente do ensino em New York a seu respeito:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A elevação de seu espírito se comunica naturalmente aos educandos que estão em relação quotidiana com elas; graciosas, brandas, puras, elas os tornam brandos, puros, graciosos. A mulher, muito mais penetrante que o homem, conhece melhor do que elle o coração humano e particularmente o dos meninos. Ella os mantém no dever pela afeição, melhor do que o fazem os professores com os seus regulamentos e sistemas de repressão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As advertências ternas produzem mais efeito do que as ameaças e a fria lógica dos homens. Enfim, podemos estar certos de que todo o menino, educado por professoras capazes, sairá de suas mãos cheio de sentimentos incompatíveis com uma existência viciosa; terá coração sensível, inclinações delicadas, espírito puro e subtil”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As mulheres são as principais depositárias do afeto, e muitas vezes amam até por piedade. Esta é a opinião de Shakespeare e de Virgílio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Othelo, no senado de Veneza, declara que o único artificio que tinha empregado para seduzir Desdêmona havia sido a narração dos perigos a que se tinha exposto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No princípio do 4° canto da Eneida, depois da narração feita por Enéas, de suas infelicidades e perigos, Dido diz a sua irmã Anna:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Heu quibus ille&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Jactatus fatis! quas bella exhausta canebat!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Solus hic inflexit sensus, animumque labantem&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Impulit: agnosco veteris vestigia flammae.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Odorico Mendes traduziu estes versos do modo seguinte:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dos fados jogo,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ai I qu&#039;exhaustas batalhas decantava!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este único abalou-me, eu t&#039;o confesso,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E a vontade impellio-me titubante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sinto os vestígios da primeira chamma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E quem merecerá, quem precisará de mais piedade para ser amado, porque a educação e a instrução são o amor do que o menino?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu o comparo ao tenro arbusto que se desenvolverá e dará saborosos frutos se tiver terra fértil e os cuidados de um agricultor amigo, ou que se fanará se esses elementos lhe faltarem, ou não lhe forem proporcionalmente aplicados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ninguém contestará que nos verdes anos o homem seja só sentimento, e então como não há de ser profícua a ação da mulher, o ensino dado por ela, atuando sobre o coração tenro do menino, sobre as suas faculdades em flor!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“O menino e a mulher são naturezas que se assemelham, diz D. Antônio da Costa: a inocência, a curiosidade, a bondade, o sentimento, as lagrimas, os sorrisos, e até a voz, tudo se harmoniza na mulher e no menino. Todas as leis do coração levam o menino para a mulher e não para o homem; o admira isto, se que foi nas entranhas femininas que ele recebeu já uma ante vida”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não devemos continuar a entregar exclusivamente o ensino do menino ao homem, senão aparelhai as pequenas peças de um maquinismo com um instrumento impróprio e vereis o resultado. Se alguém tentar aplicar um pequeno parafuso servindo-se de uma chave muito pesada, aquele vergará e jamais será colocado no lugar competente, e até, quiçá, pôde ser atirado fora por imprestável; no entretanto o deleito não foi seu, mas sim da inabilidade do maquinista.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Qual de vós está esquecido da catadura carregada de seu primeiro mestre? Como tímidos e humildes ficáveis adiante desse homem que vos incutia mais medo do que um fantasma, e de cuja presença procuráveis fugir invocando para isso a piedade de vossas mais, e até dos fâmulos que vos acompanhava à escola? É verdade que essas cenas têm minorado muito, mas ainda as há, e cumpre terminar de todo com elas. Em muitos lugares é ainda a escola um objeto de horror para o menino. Só o ensino pela mulher poderá melhorar eficazmente este estado de coisas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E não é, senhores, somente sobre o menino que a influência da mulher se impõe, é também sobre os homens e objetos inanimados; senão dizei-me o que é Florença sem Dante e Dante sem Beatriz; o que é Vauclusa sem Petrarcha e Petrarcha sem Laura ; o que é Sorrento sem Tasso e Tasso sem Leonor ; o que seria de Abeillard sem Heloísa, e mesmo de Rousseau sem Mme. de Warrens? Vozes sem ecos, sítios sem almas — no pensar de Lamartine.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Minhas senhoras, vós possuis um talismã admirável. Vós não animais somente o homem, vivificais a natureza inteira. Se olhais, ilumina-se o mundo, e surgem como por encanto os prodígios das indústrias e das artes; se mandais movem-se, como faria a lira de Orpheu, os penedos, e os leões se aquietam; se andais, rolão em vossa esfera de atração os homens, e os objetos inanimados sem que desejeis e até sem que saibais. O que admira isto, se sois vós, como diz Michelet, que dais á sociedade as suas duas maiores preciosidades — a civilização e o menino.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dizia a mulher de Leonidas, segundo refere Plutarcho:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Não somos senão nós as Lacedemonias que comandamos nossos maridos, porque não somos senão nós que formamos os homens”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejo, senhores, que não poderei hoje expender todas as observações sobre os outros elementos, que considero profícuos para desenvolver a instrução. Ainda, contando com a vossa bondade, me proponho a tratar da matéria em outra conferencia; mas, antes de deixar esta tribuna, permiti-me que laça uma ponderação ligeira sobre o ensino misto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não contesto, que nos países onde a civilização está mais adiantada se possa tirar resultado d’esse modo de ensino; creio, porém, que no nosso haveria grande repugnância, pelo menos nos lugares centrais, de mandar meninas para as escolas frequentadas também por meninos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda há entre nós um elemento que contraria a educação doméstica, é o escravo. Comumente o menino sofre mais a perniciosa influência d’essa aberração social que as meninas, porque sem contestação pais e mães de família prendem mais a atenção a estas do que àqueles; e como não justificar essa justa repugnância da convivência de sexos, que além de instintos diversos, de diversos sentimentos, de aspirações também diversas recebem desigualmente as atenções de seus diretores e educadores? Todas as reformas têm a sua época própria: a inoportunidade da medida pode matar a ideia. Desbrave-se o terreno d’essas repugnâncias, dessas dificuldades, e a instituição dará satisfatórios resultados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tenho a maior fé que essa lei que decretou – que mais ninguém nasce escravo no Brasil – é depois da independência a maior conquista que temos feito em prol da civilização, porque, como nova aurora de liberdade, derramará mais brilhantes clarões sobre os vastos campos da moralidade nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(&#039;&#039;Muito bem, muito bem&#039;&#039;).”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares&#039;&#039;, Rio de Janeiro, nº5, mai., 1876, p. 62-76 (na integra) Capturado em 18 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/540&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_56&amp;diff=3270</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 56</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;25/06/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de Pedagogia: considerações gerais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A primeira conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, realiza-se quinta-feira na augusta presença de S. M. o Imperador e diante de um numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador estabeleceu com grande superioridade as bases da &#039;&#039;pedagógica,&#039;&#039; que é uma ciência, apontando as diferenças entre essa ciência de princípios certos e invariáveis, e a pedagogia, que é uma arte, a qual tem pôr fim a aplicação de tais princípios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador, mais de uma vez aplaudido durante o seu discurso, foi muito felicitado ao terminá-lo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, ocupará pela primeira vez a tribuna o Sr. Dr. Rozendo Muniz Barreto, que fará &#039;&#039;considerações sobre a nossa&#039;&#039; agricultura”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, 27 jun., 1874. Anno 52, n. 176, p.4 (resumo). Capturado em 18 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/8881&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_82&amp;diff=3269</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 82</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se quinta-feira, em presença de S. M. o Imperador, a décima segunda conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que concluiu o estudo das leis supremas da sciencia pedagógica, tratando das duas últimas a da &#039;&#039;conveniência&#039;&#039; e da &#039;&#039;progressão decrescente&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A lei da conveniência, que deduz-se das duas já estudadas, a &#039;&#039;variedade&#039;&#039; e a graduação, consiste em adaptar a educação às foças, circunstâncias, caráter e destino especial de cada indivíduo tomado em concreto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A lei de progressão decrescente consiste na limitação constante da ação educadora à proporção do desenvolvimento do educado. São, diz o orador, dois movimentos em sentido inverso: quando torna-se mais pronunciada a elevação do espírito do aluno. Assim o discípulo chega naturalmente ao termo de sua educação e passa de modo quase imperceptível da dependência em que estava com a completa emancipação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O numeroso auditório aplaudiu devidamente o distinto orador ao terminar seu importante discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a quadragésima quarta da conferência de domingo&#039;&#039;”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 267, 26 set. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 20 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9523&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_97&amp;diff=3268</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 97</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_97&amp;diff=3268"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Misael Ferreira Penna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Imperial Senhor, Exmas senhoras e meus senhores. - Sei, meus senhores, que n’este momento minha palavra se dirige à aristocracia literária d&#039;esta corte; conheço que falo perante vultos proeminentes, representantes do talento, do saber, da ilustração e de outras honrosas insígnias, que recomendam o homem impondo-o ao respeito público. Mas se, por esses motivos, minha palavra, na presente conferência, deve correr indecisa, desanimada e sem os atavios da poesia; se por essas razoes meus passos erradios e trêmulos não podem conduzir-me com segurança até os pórticos da eloquência, anima-me, no entanto, a convicção em que me acho de que, subindo a esta tribuna, cumpro um dever de gratidão para com a província do Espírito Santo. Representante d&#039;essa briosa província, onde se tem honrado a minha individualidade com uma cadeira em duas de suas legislaturas provinciais, e tendo n&#039;ela o coração e a família, os dois mais queridos penhores que ligam o homem à terra — estimulando-o as fadigas do trabalho, corre-me a obrigação de propugnar sempre pelo seu incremento e de consagrar-lhe devotado meus serviços, ainda que valha mais o sentimento, que me inspira, do que os meios e ação de que disponho.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assistindo, meus - senhores, a uma d&#039;estas conferências, que aqui se celebram com justo e merecido aplauso de todo o país, ouvi um distinto orador[1] manifestar-vos o desenvolvimento da província de S. Paulo, d&#039;essa rica e florescente província, que, sendo a primeira em erguer o hino de nossa soberania de nação livre e independente também vai sendo a primeira em levantar o hino de sua incontestada grandeza econômica. Então, lembrei-me que também a província do Espirito Santo, embora pequena, sem a opulência da terra paulistana e talvez desconhecida para muitos dos que se acham presentes, tinha o direito de ter uma voz que aqui se levantasse em seu favor, falando do seu presente e do seu futuro, porque ela, segundo uma imagem vulgar, mas expressiva, também constitui uma das mais resplandecentes estrelas, brilham na coroa que do Império do Cruzeiro Essa voz fraca, mas verdadeira, simples, mas sincera, rude, mas conscienciosa, é a do orador, que está ocupando a vossa atenção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Demais, senhores, além do cumprimento do dever, que vos apontei e cuja nobreza em satisfaze-lo já me deve assegurar o concurso de vossa benevolência, acresce que eu também venho falar-vos em nome do sentimento da pátria, me referve no coração, e em obediência ao entusiasmo da mocidade, que ainda me domina a alma: - a pátria, meus senhores, que é o nosso lar, a nossa família, aqueles nossos cerros azuis, aquelas nossas verdejantes montanhas que presenciarão os dias de nossa infância ; e a mocidade, que também é aquele nosso sonhar, que encerra o encanto de douradas ilusões; aquele sacrário dos grandes princípios; aquele viver-se do futuro; aquele embalar-se nos voos da imaginação, em que nosso espirito, deixando-se levar nas azas dó pensamento, sobe até os pés da Divindade para adorar-lhe a majestade!..&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois bem, em nome da pátria, deixai falia, o cidadão, e em homenagem às esperanças,1ª juventude consenti que o moço despretensioso e apenas no primeiro estádio da romagem da vida, venha hoje provocar a vossa condescendência. Ouvi-me, pois.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Antes, porém, de tratar do presente e futuro da província do Espírito Santo, objeto principal d&#039;esta conferência, devo pedir-vos permissão para lançar uma vista retrospectiva sobre o movimento geral do Império relativamente ao progresso. A razão, obvia para vosso -Ilustrado entendimento, e que se não pôde truta,- da parte sem se referir ao todo; do particular sem o geral; da província sem o Estado. Fa-lo-ei, portanto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para o observador, que com justa imparcialidade quiser examinar a seiva que corre abundante no seio d’este país, inquestionavelmente ressalta uma grande verdade: - é que o Brasil vai apressado na senda do progresso. Assim: as estradas de ferro, umas já em trafego, outras em construção e muitas projetadas, cortando nosso fertilíssimo território em todas as direções , formando hoje uma verdadeira aspiração nacional; o telégrafo devassando o espaço, ligando as províncias entre si, com o centro comum deste Império e com o resto do Universo; a navegação sulcando todos os nossos mares; o comércio patenteando de dia a dia mais incremento em suas relações; a lavoura, desenvolvendo-se maneira a por trazer ao mercado maior quantidade de produtos tudo isso revela que o nosso progredir material se manifesta de modo verdadeiramente imponente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto, senhores, notai que não é somente o desenvolvimento material que vai se operando no país, mas também o progresso moral, que se exibe na reconstituição de nossos costumes, na organização de nossas leis e na reforma de nossas instituições.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim também: a lei do elemento servil, que é um decidido preito rendido ao princípio da igualdade evangélica; a reforma judiciaria, que, apesar de seus senões, é um monumento erguido à liberdade individual; a lei da guarda nacional, que é uma reverencia ás garantias do cidadão • a lei da garantia de juros ás estradas de ferro, providencia do maior alcance para o desenvolvimento da lavoura, e portanto da riqueza das províncias; a criação das relações, que tanto vale para a descentralização em matéria de distribuição de justiça; tudo isso ocorre para que possamos dizer com a seguridade de quem tem por si o testemunho irrecusável dos factos, que o país caminha com firmeza na senda do progresso e da verdadeira civilização.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E o progresso intelectual, meus senhores, tão necessário para dar luz ao espírito, espancar as sombras do erro e fazer o homem conhecer e praticar o seu dever, esse, mostrando-se animado n&#039;esta corte, propaga-se por todas as províncias do Império. Prova bem frisante e expressiva tendes n&#039;este soberbo e majestoso edifício[2] que a solicitude do poder público aqui levantou inscrevendo nas suas portadas as significativas palavras - &#039;&#039;Ao povo o governo&#039;&#039; -, palavras em que muito alto se traduz que o governo quer que o povo se instrua, para que bem conheça o seu direito, entenda a sua lei e saiba ser livre soberano, como é indispensável para que seja grande feliz! Nas províncias, a prova também a tendes nessas escolas noturnas, que se abrem a cada passo, nas bibliotecas populares, que se criam, nas conferências públicas, que se celebram propagando-se n&#039;elas, como aqui, conhecimentos de incontestada utilidade prática. E como não ser assim, quando a palavra mágica — instrução publica - esse verbo sedutor, esse princípio simpático partiu do preclaro cidadão que dirige o leme da governação do Estado, e que sabendo mostrar-se à frente dos batalhadores quando se trata da defesa do país sabe também apresentar-se na vanguarda do progresso do Império sul-americano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Brasil, senhores, assim caminhando, obedece a lei fatal da civilização, aqui inaugurada quando ele se desvendou ao mundo antigo. Como já algum dia o disse: - quando Pedro Alvares Cabral, em 1500, afastava-se das plagas lusitanas em busca de louros para sua terra natal; quando, desfraldando as quinas de Portugal, dirigia suas naves em procura de novas glorias para a bandeira de sua pátria, já tão opulentada; quando, no devassar de um mundo novo, surpreendeu este abençoado torrão que hoje pisamos, trazia como símbolo  de sua fé e animação aos cometimentos que planejara a Cruz do Calvário, que foi o primeiro monumento que ele aqui ergueu, essa cruz que, sendo o símbolo da redenção humana, é também a síntese majestosa e sublime do poema da civilização!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E, assim, o Brasil para progredir não tem mais do que acordar, olhar para esse monumento imorredouro e caminhar desassombrado na conquista de sua grandeza futura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;D&#039;esse modo, meus senhores, podemos dizer: cale-se o espírito partidário e a paixão política; contenha-se o vozear da turba, que não quer ver nem ouvir, e reconheça-se que este país, fadado e abençoado pelo Criador para ser o primeiro das Américas, há de indubitavelmente galgar o pedestal de sua futura grandeza.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Expressas estas considerações sobre o movimento geral do Império respectivamente ao seu progresso, passarei a ocupar-me da província do Espírito Santo, estudando-a debaixo de dois pontos de vista: território e população.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O território d&#039;essa província compreende seis comarcas judiciarias-. Itapemirim, Iriritiba, Victoria, Santa-Cruz, Serra e S. Matheus.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Limita-se a oeste com a província de Minas Gerais: a leste com o Oceano; ao norte com a Bahia, e ao sul com o Rio de Janeiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tem uma superfície de 820 léguas quadradas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando-se a natureza de seu território, vê-se que é de admirável uberdade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim; na comarca de Itapemirim os fertilíssimos vales do Rio-Novo, Castello, Aldeamento Imperial-Affonsino, Rio-Pardo, Veado, Calçado, Alegre, Itabapoana, e Muqui; em Iriritiba as margens dos riachos Juêba, lconha e Itapuan; na Vitoria os vales de Santa-Leopoldina e Santa-Izabel, onde existem duas colônias, uma já emancipada e outra desenvolvendo-se sob a tutela do governo; na Serra, o morro d&#039;este nome e os terrenos do Timbuhy; em Santa-Cruz, grande parte das margens do Rio-Doce; em S. Matheus, todo o terreno marginal d&#039;este rio e do de Itaúnas; em todos esses lugares a Providencia manifestou-se pródiga de seus mais ricos dons, sobressaindo o de um solo, que se presta excelentemente às mais importantes espécies de cultura, sobretudo as do café, açúcar, fumo, algodão, e em geral a de todos os cereais. E não é somente a uberdade, que por si só vale muito, mas que não basta; é sim a uberdade auxiliada pelo concurso de grandes rios, que, como o de Itabapoana, Itapemirim, Iriritiba, Santa-Maria, Reis Magos, Doce e S. Matheus oferecem inteiro e fácil acesso para uma mais ou menos extensa navegação fluvial, destinada a transportar as produções da província do centro para o seu litoral. D&#039;esses rios, força é dizê-lo, só se acha aproveitado o rio Itapemirim pela empresa Deslandes, que é de esperar se mantenha e prospere, graças aos esforços d&#039;esse laborioso cidadão, auxiliados pelos distintos representantes da província, Conselheiro Costa Pereira e Dr. Heleodoro Silva.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E se por um lado sobressai a admirável uberdade do solo Espírito - Santense, por outro manifesta-se não menos admirável sua riqueza mineralógica representada por grande parte dos metais conhecidos, sobretudo ouro, prata, chumbo e ferro. E para mostrar-vos que minha palavra não é efeito de pura fantasia, nem de orgulhoso patriotismo, peço-vos licença para ler um documento autêntico que tenho em meu poder, do qual se verifica ser de longa data conhecido pelos poderes públicos o que acabo de enunciar. Refiro-me ao decreto de 17 de Setembro de 1824, de nossos primeiros dias de independência, o qual assim se exprime:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Tendo-se novamente descoberto ricas minas de ouro na província de S. Pedro do Sul, e em tal abundância que grossas partidas de vagabundos se têm d&#039;elas apossado, trabalhando clandestinamente e sem regra, d&#039;onde resulta grande perda para o Estado, ruina aos proprietários das terras e perturbação da ordem pública; e achando-se outrossim, &#039;&#039;totalmente livre e desembaraçada a rica serra denominada do Castelo, na província do Espirito-Santo&#039;&#039;, para ser regularmente minerada, em virtude das providencias que recentemente. Houve por bem dar para o aldeamento e civilização dos Índios Botocudos que a infestavam; requerendo os povos de ambas estas províncias que se lhes facilitem os meios para poderem extrair com sistema e boa ordem o ouro e metais preciosos, que o Criador lhes oferece com tanta abundância; e considerando eu os grandes proveitos que pôde tirar este nascente Império de se promover um ramo tão importante da indústria nacional: Hei por bem ordenar que, nas ditas duas províncias, e em quaisquer outras em que se descobrir grande riqueza, se proceda à repartição, medição e concessão dos terrenos descobertos, na fôrma dos regimentos e ordens antigas e modernas e pelas quais se regem as províncias ora mineiras, devendo n&#039;ela servir de intendentes os ouvidores das comarcas, e em falta d&#039;eles os juízes de fora, e nomeando os presidentes das províncias guardas-mores para a medição e partilha, na forma do seu regimento, obrigados os mineiros a manifestarem o ouro extraído para a dedução do quinto nas juntas de fazenda respectivas ou nas câmaras mais antigas próximas, d&#039;onde deverá passar para as mesmas juntas, e tendo os ditos presidentes todo o cuidado sobre este tão importante negócio para darem as providencias que julgarem convenientes e pedirem decisão d&#039;aquilo que depende da minha Imperial Resolução. — &#039;&#039;João Severiano Maciel da Costa&#039;&#039;. — Paço, em 17 de setembro de 1824, 3° da independência e do Império. Com a rubrica de S. M. o Imperador.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em relação a este mesmo assumpto também temos em nosso apoio parte de uma Memória, escrita a anos por pessoa que se deu ao trabalho de investigar a riqueza da província a que me refiro. Diz ela: “Minas— No Rio-Castello e no córrego Rico existem minas de ouro, de que foram remetidas pela presidência algumas amostras para a Corte em setembro de 1820, em 12 de março de 1834, e em 1847, com a informação do sitio e seus veeiros. Por portaria da secretaria do Império de 1 de outubro de 1832 se concedeu ao tenente-coronel Ignacio Pereira Duarte Carneiro que pudesse lavrar n&#039;estas minas, a que se dava o nome de SantAnna, e por ordem do governo supremo se recomendou ás autoridades todo o auxílio em favor dos naturalistas Jorge Guilherme Freyreiss, o alemão Baumer, e Eduard Jacob Bridgess, que em dezembro de 1825 e Abril de 1826 visitarão a província e se dirigirão pro- ao exame d&#039;aquelas minas, sendo o último pertencente a uma companhia inglesa que obteve tal graça. Também no sertão de Itabapoana, entrando pelo Rio Muqui, se encontrão terrenos auríferos. No município de Linhares, à margem direita do Rio Mainassú, descobriu-se em 1780 um terreno aurífero. Quando governador Luiz de Brito e Almeida se descobrirão pedras preciosas, como esmeraldas e safiras, no lugar das Escadinhas do Rio Doce como escreve o padre Simão de Vasconcellos. No sítio denominado -Lavrinha -, seis léguas distante do Aldeamento Imperial Affonsino, descobriu o naturalista Theodoro Descourlitz uma riquíssima mina de ouro. No mesmo sítio descobriu ele uma mina de ferro, que considerou muito importante pela quantidade do metal, como pela extensão. Nas margens dos rios do Meio e da Fumaça, do distrito de Mangarahy, do município da Victoria, se tem extraindo já abundância de ouro sem ser com os preceitos da arte, e a Theodoro Klett, por decreto n. 1243 de 3 de outubro de 1853, foi concedida a faculdade por tempo de dois anos, de que ainda não usou, para proceder por si ou por meio de uma companhia aos exames e explorações nos terrenos devolutos existentes à margem e entre aqueles rios, ficando-lhe garantido qualquer resultado de seus trabalhos, que devia ser apresentado para, à vista do mesmo, ter lugar a concessão e demarcação de datas minerais. O primeiro ouro denunciado no Brasil foi três oitavas, que em 1693 apresentou, perante o capitão-mor João de Velasco Molina e a câmara da Victoria, um Antônio Rodrigues Arzão, natural de Taubaté, na província de S. Paulo, que desceu n&#039;aquele ano da Casa da Casca, nome de uma aldeia sobre a margem do Rio Doce, distrito da Capitania de Minas Geraes. Nas serras do mestre Álvaro, da vila da Serra, é tradição que existem minas de salitre e enxofre. Á margem do Rio Grande, em Guarapary, descobriu-se em 1854 uma mina de gesso, de que se tem usado como cal.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis, portanto, confirmado o que dissemos:- que a província do Espírito Santo, além de uma liberdade de solo verdadeiramente prodigiosa, possuo igualmente variadíssima riqueza mineralógica, o que também foi reconhecido pelo governo atual quando fez concessão de privilégios para lavra de minas ao súdito britânico, Thomaz Dutton Junior, bem como ao Dr. Maximiano de Souza Bueno.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com a riqueza mineralógica concorre a florestal, tão considerável que a província do Espírito Santo, por si só, fornece ao mercado d’esta corte a maior parte das madeiras que n’ele se empregão em obras de construção e de marcenaria. N’ este ponto não posso deixar de notar, ainda que de passagem, quanto é digno de censura o modo, verdadeiramente bárbaro e desolador, como os mercadores d&#039;este gênero devastam as matas da província.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A semelhança do que se observa em outros países, parece-me que não seria desacertado expedir o governo um regulamento que dirigisse este trabalho, de modo que evitasse o enorme detrimento que se pôde causar com o atual sistema de corte de madeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para quem a aprecie devidamente, estudando-a com a atenção que merece, é fora de toda a dúvida que a província do Espírito Santo, rica em todo o sentido, ocupa proeminente lugar entre suas irmãs mais favorecidas da natureza. É meu dever confessar que alguns administradores, que têm dirigido os destinos da província, não têm deixado de reconhecer e apregoar esta verdade, e de chamar para ela a atenção do governo central. Entre eles recordo o nome do Sr. Conselheiro Costa Pereira, que julgo haver sido o primeiro presidente da província que, em documentos oficiais, reconheceu do modo mais explicito a grandeza d&#039;esta e quanto dependia o futuro da sua população do desenvolvimento da lavoura. Já em seu relatório, apresentado à assembleia provincial em 1861, dizia S. Ex. que a província do Espírito Santo, &#039;&#039;para quem a natureza havia sido mãe desvelada na distribuição de seus dons&#039;&#039;, tinha todo o seu risonho porvir dependente do desenvolvimento que porventura desse á sua agricultura. Também o Exmo. Sr. Dr. Luiz Eugênio Horta Barbosa, a quem rendo sincero preito de homenagem pelo modo honroso porque tem dirigido os destinos da província, foi um dos seus administradores compreendeu o que quanto vale o Espírito Santo. É por isso que não posso furtar-me ao prazer de ler uma parte de seu importante relatório, apresentado à assembleia legislativa provincial no ano próximo findo, no qual, calculando a riqueza da província, S. Ex. usa com muito critério dos seguintes termos: &#039;&#039;Calculando o valor oficial dos produtos exportados em 4,000:000$000, e supondo esta quantia prêmio de um capital a razão de 6%, pode-se sem exageração avaliar a riqueza agrícola da província em 66,000:000$000. Estes ligeiros dados estatísticos habilitam-nos a conhecer os recursos de que dispõe a província do Espírito Santo e a soma de riqueza com que pôde garantir a aquisição de capitais por meio de empréstimos, afim de serem aplicados aos seus melhoramentos materiais.&#039;&#039; Pelo que acabamos de ler vê-se que S. Ex. lembra a conveniência de um empréstimo para melhorar o estado atual da província, que foi confiada à sua direção. E uma ideia que eu sinceramente desejava ver inaugurada. Estou intimamente convencido que para minha província desenvolver-se precisa contrair um empréstimo avultado, embora pareça que se arrisca seu futuro. Sem isto só lentamente se irá conseguindo o que de outra sorte poderá ser obra de poucos anos. E tanto mais devo assim exprimir-me quanto sinceramente me causa profunda mágoa ver na província do Espírito Santo tanta seiva desprezada, tanta riqueza desconhecida, que estão continuamente aclamar pelo concurso de braços audazes e pelo emprego dos meios que a ciência aconselha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ocupando-me agora da. população da província, segunda parte de minha conferência, posso afirmar que, conforme o recenseamento ultimamente realizado, é ela não menor de 82.137 almas, das quais 59.478 são livres e 22.659 escravas, sendo que entre os homens livres encontra-se 19.415 solteiros, 9.298 casados e 891 viúvos; entre as mulheres livres 19.251 solteiras, 9 449 casadas e 1 171 viúvas; entre os homens escravos 10.163 solteiros, 1 157 casados e 239 viúvos, e finalmente entre as mulheres escravas 9.252 solteiras, 1.395 casadas e 213 viúvas. D&#039;essa população sete a oito mil almas são escravos, que se acham empregados na comarca de Itapemirim, onde o grande incremento que tem tido a lavoura exige maior número de braços.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vejamos qual o espírito ou pensamento que domina a população da província do Espírito Santo, apreciação que faremos, segundo nos cumpre, com toda a imparcialidade. A este respeito póde-se dizer que há notável diferença no seio da população, manifestando-se em certos pontos um espírito ousado, empreendedor e ativo, e em outros resistindo ainda à rotina dos tempos coloniais. A ousadia em quaisquer cometimentos e a iniciativa manifestam-se no seio da população das comarcas de Itapemerim e de S. Matheus.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Provém isto em grande parte da emigração, que, para aqueles pontos, afluiu das províncias de Minas, Rio de Janeiro e Bahia, emigração composta de homens que não trazem somente o concurso material de seu braço, mas principalmente o do espírito, que pensa, vê e enxerga o futuro de longe. Na Victoria, porém, e nas comarcas adjacentes em geral não se manifesta, no mesmo grau, igual tendência para os grandes cometimentos da indústria. Há ali, como nas comarcas de ltapemirim e S. Matheus, espírito de ordem, mas certa quietação e falta de iniciativa que de alguma sorte prejudicam.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em referência à capital provém isto em grande parte da tendência, aliás não exclusiva d&#039;esse lugar, para os empregos públicos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Limitando as suas aspirações, desejos e trabalhos à posse de um emprego mais ou menos lucrativo, inteligências que poderiam servir vantajosamente à indústria, sobretudo a agrícola, deixam de entregar-se a empreendimentos com melhor que poderiam servir a si e ao país.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pesa-me exprimir-me nestes termos; mas, como já disse, só devo aqui repetir a verdade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Cumpre-me acrescentar que o fato a que me refiro relativamente à cidade da Victoria mui contribui para que a província não progrida com a rapidez que fora para desejar. E a razão, bem a compreendeis, senhores, é que não pode a vitalidade estender-se por todo o corpo da província quando o abatimento e o desanimo apoderam-se de seu coração; quando d&#039;ele não parte o impulso e o salutar exemplo com que se devera ativar o espírito público no resto do território provincial.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dói-me, como disse, confessar este facto, e maiores magoas vem causar-me quando n&#039;ele vejo, em parte, a razão ela qual geralmente os presidentes, que são nomeados para o Espírito Santo, não se demoram na província durante o tempo preciso para ali deixarem seus nomes gravados em qualquer melhoramento de incontestada utilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Chegados à capital, sentindo-se sem os meios de ação que resultam do concurso eficaz da atividade particular, notando as dificuldades praticas que se lhes sugere quando exibem qualquer ideia nova e útil à província, pesando os tropeços que na capital se lhes apresenta relativamente à tentativa de qualquer cometimento em vantagem do público, e, constrange-me dize-lo, avaliando que o resto da população da província equipara-se, também com este sombrio e desanimador quadro, que vêm na capital, os presidentes deixam-se logo apoderar pelo desanimo, tratando, após alguns meses de exercício, de se retirarem de uma província onde entendem que não há por toda a parte pessoal que seja apto para o auxilio de um grande impulso, que, porventura, se queira dar aos melhoramentos materiais e morais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis, meus senhores, uma das mais salientes causas do lento progresso da província: é que na sua capital quase não existe vida; é que no seu coração não corre ardente o sangue que deve alentar o corpo; é que na sua cabeça não dominam, tendendo a pronta e feliz realização, as ideias que governam e adiantam os povos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Repito, penosa me é a confissão d&#039;este facto; mas não devo omiti-la, uma vez que me propus fazer esta conferência com o único intuito de, dizendo a verdade, mostrar como a província do Espírito-Santo vai, o que ela é hoje e o que pôde ser amanhã.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entanto, meus senhores, apesar d&#039;esses tropeços que se levantam ao desenvolvimento a que a minha província tinha direito, vai ela, todavia, recebendo hoje algum incremento, posto que lento seja seu caminhar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este fato revela-se no orçamento da sua receita, a qual tem progressivamente aumentado, como se poderá ver das respectivas leis provinciais. Assim é que, desde o ano financeiro de 1846, em que a receita da província era computada na diminuta quantia de 32:992#452, têm as rendas provinciais subido na razão anual de 10% até que hoje chega a 300:000#000.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esse movimento ascendente, digno por certo de todo o aplauso, tem sua origem em duas circunstâncias, que passo a enunciar. A primeira é o espírito de progresso que anima o Império e a que me referi há pouco, afirmando que todo este país progride indubitavelmente para atingir à grandeza a que o destina a providência prendando-o com tantos elementos de riqueza e prosperidade. Desse modo é que, de par com outras províncias do império, também o Espírito Santo recebe, posto que tênues, os raios brilhantes d&#039;essa civilização que se nos desponta imponente em todo o território brasileiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A outra causa do desenvolvimento que vai adquirindo a província do Espírito Santo, deve-se ao seu ilustrado representante, n&#039;esta corte, o Exm. Sr. Conselheiro José Fernandes do Costa Pereira Júnior, a quem o sentimento da gratidão tem, naturalmente, inspirado a benéfica atenção que S. Ex. dispensa aos negócios da província que o elegeu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Exprimindo-me por esta forma devo dizer a S. Ex., que me honra com sua presença n&#039;esta conferência, que lhe faço inteira justiça, não me deixando levar pelas considerações da amizade e muito menos pelas da política.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Convicto de que aqui devo usar da palavra com toda a franqueza e imparcialidade; certo de que, afastando-me d&#039;este programa, não prestarei á província os serviços que intento prestar-lhe; e compenetrado do respeito que devo a esta tribuna e ao ilustrado e numeroso auditório que me ouve, rendo a S. Ex, o Sr. Conselheiro Costa Pereira sincero e verdadeiro preito de homenagem pelos seus serviços à província do pro- Espirito-Santo, que S. Ex. já administrou e que hoje mui dignamente representa no seio de nosso parlamento. E títulos, meus senhores, d&#039;este preito de justiça que ora rendo ao Conselheiro Costa Pereira, exibirei nas seguintes obras que se fazem atualmente na província pelo protetor auxílio de S. Ex., na qualidade de Ministro da Agricultura, Comercio e Obras Públicas; tais são : a estrada da colônia de Santa Leopoldina à capital, a que justamente se dá o nome de estrada Costa Pereira; a do Batatal; a de Santa-lzabel; a que vai de Piuma ao Rio-Novo; a ponte do rio Santa-Maria; a aquisição e preparo do terreno preciso para a povoação de Santa-Leopoldina; os trabalhos para se adoptar o melhor traçado de uma estrada que comunique a província com a de Minas Gerais, e a passagem dos paquetes a vapor da linha do norte pelo porto da Victoria ; todos esses melhoramentos são penhores do direito de gratidão que S. Ex. está conquistando para com a província do Espirito-Santo, a qual estou certo de que há de reconhecer o seu dever distinguindo-o sempre com a sua estima e aplausos. Um assumpto, porém, sobre todos merece a solicitude do Exm. Sr. Conselheiro Costa Pereira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De palpitante necessidade para a província muito se deve esperar das acertadas providencias com que S. Ex. cumpre cuidar d&#039;esta matéria. Falo da colonização oficial do Espírito Santo, a qual atualmente circunscreve-se às colônias do Rio Novo e de Santa Leopoldina, achando-se aquela em muito bom estado de prosperidade, devido em parte à atividade de seu atual diretor o Dr. Pinto Pacca, e esta (a de Santa Leopoldina) em vias de poder conseguir o bem-estar a que aspira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passando agora a outro ponto, que julgo ser a parte mais importante d&#039;esta conferência, direi quais as medidas capitães que, em meu humilde pensar, podem muito concorrer para a prosperidade da província do Espírito Santo. Uma d&#039;essas medidas, além de outras semelhantes, é a colonização oficial estabelecida em muitas fazendas da província, as quais acham-se completamente abandonadas por falta de meios dos respectivos proprietários. Animo-me em manifestar esta opinião, por isso que me baseio no princípio da facilidade de recepção e estabelecimento com que o imigrante deve ser acolhido no país.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Compreende-se que não convém estabelecer um imigrante recém-chegado no meio de matas e fora de povoados que só se comunicam por estradas péssimas. N&#039;essas circunstâncias vem facilmente o desanimo ao ponto de, às vezes, abandonar-se qualquer trabalho. Pelo contrário o mesmo não poderá suceder em estabelecimentos agrícolas, já convenientemente montados, onde o imigrante encontra a terra meio preparada, e onde aprende a lavrar com o exemplo e contacto de trabalhadores nacionais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Outra ideia, cuja realização reputo muito conveniente a província, é a da abertura de uma estrada que dê pronta e comunicação com a de Minas Gerais. E uma das medidas a que a população do Espírito Santo liga maior atenção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;São obvias para quem conheça a atuação do Espírito Santo e a de Minas as vantagens que a ambas devem resultar d&#039;essa obra, sendo que no litoral daquela província esta o porto por onde naturalmente tem de se exportar a produção de grande parte do território mineiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Várias são as tentativas que se tem feito para levar avante a abertura d&#039;esta grande via de comunicação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;N&#039;estas condições se acham as que se referem à estrada de Santa-Thereza e á de S. Pedro de Alcântara. No mesmo caso está a que se pretende abrir pelo vale do Rio-Doce. No entanto até hoje pode-se dizer que a comunicação não está feita, sendo que d&#039;ela depende em grande parte, como já observei, o futuro e bem-estar da província do Espírito Santo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De perfeito acordo com a opinião do ilustrado engenheiro Dr. André Rebouças, entendo que, na direção da rede geral dos caminhos de ferro do Império, fôrma a linha do Espírito Santo a Minas um dos traçados mais importantes. Praz-me, porém, reconhecer que hoje, graças ao patriótico empenho de S. Ex. o Sr. Conselheiro Costa Pereira, Ministro da Agricultura, a estrada do Espírito Santo a Minas vai ser uma realidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim afirmo, convencido de que a comissão, dada por S. Ex. ao distinto engenheiro Dr. Miguel de Teive e Argollo, há de necessariamente, reconhecendo a utilidade da medida a que me refiro, mostrar o melhor traçado que se deve adoptar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Das observações que hei feito até aqui, colhe-se que no presente o progredir da província- do Espirito-Santo é lento e moroso; mas que a extraordinária uberdade de seu solo, sua riqueza mineral e florestal, sua posição geográfica nas proximidades d&#039;esta Corte, de Minas e Bahia, e a posse de rios navegáveis e de um litoral onde se encontrão alguns portos de fácil acesso, são garantias do brilhante futuro que a aguarda.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por uma fatalidade, porém, d&#039;essas que não se explicam, por uma circunstância que não tem razão de ser, o Espírito Santo que se acha próximo d&#039;esta Corte, e, portanto, da luz, civilização e vitalidade que d&#039;aqui se irradiam, parece ter visto essa luz passar sobre seu céu para ir iluminar as províncias mais distantes do Norte, deixando-a na sombra do abatimento. Para arredar esse mal uma só cousa é necessária:- o concurso decidido dos homens sinceros e dedicados, que convencidos dos poderosos elementos de prosperidade de que dispõe a província, saibam colocar-se fora do estreito círculo da mesquinha política, para com ardor trabalharem em favor do território a que tanto beneficiou a natureza.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E se porventura, senhores, esse meu ardente desejo não se tornar uma realidade, a mim, que me alisto entre estes homens sinceros e dedicados, restará, ao menos, a consolação de haver n&#039;esta tribuna proclamado o muito que vale e o muito que pode esperar do futuro a província em que tenho lar, família e as mais caras afeições, e de haver solicitado para ela os esforços dos poderes públicos, falando perante o primeiro cidadão chefe do grande Império de Santa Cruz!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(&#039;&#039;O orador e aplaudido geralmente e felicitado por seus amigos&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;[1] Refere-se ao Dr. França Leite quando incumbiu-se de tratar da província de S. Paulo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;[2] Fala do grande edifício das escolas municipais da Glória onde se realizam as Conferências Populares.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares,&#039;&#039; Rio de Janeiro, nº6, jun. 1876, p. 83-99 (na integra). Capturado em 28 agos. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/679&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina’ de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_70&amp;diff=3267</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 70</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_70&amp;diff=3267"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&#039;&#039;&#039;13/08/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Felix Belly&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Histoire des projects de percement de ‘isthme américain, et des grandes trapés inter-oceaniques&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Na presença de SS. MM. Imperiais, realizou-se quinta-feira a conferência de que se encarregou o ilustre economista francês o Sr. Felix Belly.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Referendo com exatidão e minuciosidade todas as tentativas que se tem feito para realização da grandiosa ideia da abertura do isthmo do Panamá, deu testemunho dos extraordinários esforços pessoais que fez durante dez anos para não retardar-se a conclusão de um melhoramento de tanta importância.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As guerras sucessivas que nestes últimos tempos tem enlutado a Europa, prejudicando as obras que exigem o emprego de avultados cabedais, tornarão infrutíferos todos os seus trabalhos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador confiar, porém, que eles não serão de todo perdidos, e que o seu plano será o final adotado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ocupando a tribuna durante hora e meia, o Sr. Belly foi devidamente aplaudido pelo numeroso auditório ao terminar seu interessante e instrutivo discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a 38ª conferência de domingo. Far-se-a ouvir pela segunda vez o distinto professor da escola politécnica, o Sr. Dr. José de Saldanha Gama.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O assunto da Conferência é: &#039;&#039;Legendas das plantas”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 225, 15 ago. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 28 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9222&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_84&amp;diff=3266</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 84</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_84&amp;diff=3266"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;01/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: a família.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Foi honrada com a presença do S. M. o Imperador a décima terceira conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia, de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que dissertou sobre um interessante assunto, a &#039;&#039;família,&#039;&#039; considerando-a como principal instrumento da educação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quanto mais perfeita for a organização da família tanto maiores serão os benefícios que se hão de colher para a formação daqueles que tem de influir nos destinos da sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por isso essa questão de organização é do mais elevado alcance. Muito imperfeita é ela sob o regime da poligamia. A superioridade da família crista, que assenta por meio do sacramento, é manifesta. O sentimento do amor em que ela se funda estende-se aos filhos, cuja educação é objeto da solicita vigilância dos pais. As impressões da primeira infância não se apagam, e essas impressões são as mais fecundas em resultados felizes, quando recebidas no seio de uma família verdadeiramente cristã. Geram-se, aí as nobres qualidades que vão depois refletir brilhantemente na vasta cena da sociedade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A ação do pedagogo se facilita e torna-se mais proveitosa; tanto mais que não cessa o benéfico influxo do lar doméstico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É o egoísmo o deplorável sentimento que prejudica a união conjugal. Se o marido não considera a esposa, se esta pouco se embaraça com a sorte daquele, se um e outro não cuidam senão em si, a educação dos filhos padece, com grave risco de seu futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao retirar-se da tribuna, depois de hora e meia, foi o orador merecidamente aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A quadragésima quinta conferência de domingo terá lugar amanhã, às 11 horas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Far-se-á ouvir o ilustrado Sr. Conselheiro João Manoel Pereira da Silva, que, continuando a tratar da poesia épica, falará sobre &#039;&#039;Dante Alighieri e Luiz de Camões&#039;&#039;”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 274, 03 out. 1874. p.4 (aviso). Capturado em 21 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9574&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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  {{#iferror:{{#explode:{{PAGENAME}}|nº |1}}|{{PAGENAME}}}}&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_90&amp;diff=3265</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 90</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_90&amp;diff=3265"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;18/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;João Manoel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Milton: Paraíso Perdido.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Minhas senhoras e senhores. — Das plagas meridionais da Europa saíram os cinco primeiros poetas épicos, de cuja vida e obras nos ocupamos. O sexto gênio, que com eles emparelha e rivaliza, nasceu ás ribas do Tâmisa, na fria e nebulosa Inglaterra, sob um céu diverso do da Itália, de Portugal, da Grécia, onde a natureza, o horizonte, o mar, as montanhas, os golfos e as flores, tudo convida ao repouso do corpo e ao cismar do espírito.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;João Milton veio ao mundo em 1608, e na cidade de Londres. Esmerou-se seu pai em educá-lo. Aos trinta anos não era Milton somente um dos mais ilustrados vultos ingleses nas ciências filosóficas e políticas; sabia todas as línguas modernas e vivas, que falava corretamente; conhecia o grego, o hebraico e o latim, e até versos latinos escrevia com facilidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Faltando-lhe ar e espaço na pátria, passou-se à França, e d&#039;aí à Itália, que percorreu quase toda. Em Ferrara visitou a prisão de Tasso, em Florença quiz ver Galileu encarcerado pela inquisição por ter descoberto o movimento da terra, que até aquela época os sábios do tempo consideravam firme e fixa. Escreveu a este respeito uns versos em italiano, sustentando que os governos absolutos civis protegiam as letras e artes, toleravam as ciências e perseguiam só a independência de caráter: mas que o regime eclesiástico admitia as letras e artes para ornamento, mas nem as ciências tolerava; a prova estava em que Galileu, apesar de protegido por príncipes italianos, não pudera escapar ás garras do tribunal do Santo-Oficio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não houve na Itália literato ilustre que Milton não procurasse, academia artística ou cientifica a que não fosse apresentado. Itália era a nação mais nomeada então nas ciências, nas letras e nas artes; marchava na dianteira da Espanha, Portugal e Inglaterra, cuja literatura começara no século XVI, e sobretudo da França, que não conta sua história literária senão do século XVII em diante, apenas podendo gloriar-se em época anterior com alguns escritores isolados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Inglaterra até o tempo de Milton possuía uma tal qual literatura, ou instrução literária; mas em todos os ramos inferior às de Itália, Espanha e Portugal principalmente, salvo no dramático. Parece que o povo inglês foi sempre mais que nenhum propenso à poesia dramática. Não cede n&#039;ela palmas a nenhum outro. A findar o século XVI, o teatro inglês brilhava literariamente quase só, apenas alguns raros espanhóis às vezes fulguravam no horizonte, como prelúdios de Calderon de Ia Barca que viveu no século XVII. Shakespeare, que abrilhantava o reinado de Izabel, Shakespeare, o primeiro, ainda hoje o mais elevado e admirável poeta trágico dos tempos modernos, tivera antecessores e contemporâneos quase rivais na sua própria pátria. Marlowe, Fletcher, Lilly, e outros autores competirão com ele no favor público, posto que, com gênio mais possante e esplendido, atraísse Shakespeare as vistas exclusivas da posteridade e os deixasse ficar injustamente esquecidos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em Nápoles soou aos ouvidos de Milton a notícia de que Inglaterra se revolucionara, que entre o rei Carlos I e o povo se encetara uma luta terrível, que os primeiros golpes da guerra haviam sido já feridos. Milton abandonou a Itália incontinente, e regressou a Londres, no intuito de atirar-se ao campo da batalha, e partilhar a sorte dos combatentes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As armas, porém, que empregava Milton, não erão as militares, sim a dos literatos; era a pena, e Milton tinha consciência d&amp;quot; valor da sua pena, que no meio de agitações apaixonadas e de excitações revoltas, devia produzir efeito, criar prosélitos e coadjuvar a vitória.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os partidos políticos ingleses nessa época misturavam e baralhavam princípios religiosos. O luteranismo se dividira em seitas, que às vezes se combati ao com ódio e até rancor, e acompanhavam estes e aqueles grupos políticos. Milton tomou lugar entre os presbiterianos. Escreveu e publicou panfletos sustentando os direitos do povo e do parlamento contra as pretensões da coroa. É notável que já então Milton suscitasse princípios até ali desconhecidos, a respeito das liberdades civis e políticas, e que vigoram hoje na nova ara como axiomas inconcussos, devendo ser por este motivo considerado o precursor das ideias liberais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Carlos I lutou, resistiu às justas exigências do parlamento: a batalha passou para a ação material, para a guerra civil. O parlamento venceu, Carlos I foi preso. Cromwell que se fizera chefe dos adversários do rei, teve medo de que o parlamento denominado o longo, que já tinha dado provas de tanta independência, se negasse à condenação do rei, e dissolveu-o para organizar um que fosse cego instrumento de sua política. O rei foi condenado então á morte por esse novo e improvisado parlamento; executado no patíbulo, no meio da Inglaterra atônita e em frente da Europa espantada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A república foi declarada. Milton serviu a república, aceitando o cargo de secretário latino perante o conselho de estado. As reclamações diplomáticas da época se redigiam na língua latina.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas conquanto se chamasse republicano o regime inglês, Cromwell se fizera, com o título de protetor, mais absoluto e mesmo despótico que os antigos reis, e o próprio desgraçado Carlos I, que regara o cadafalso com seu sangue. Sem entrar na questão se é responsável como qualquer particular o soberano, embora declarado inviolável, quando excede a esfera das suas atribuições, e comete atos contra os direitos e liberdades públicas ou privadas, cumpre-me dizer que erro foi, é grande erro político e social, a condenação e morte de Carlos I; de que serviu à Inglaterra para o regime liberal o despotismo de Cromwell, seguido quase logo depois de uma restauração reacionária de Carlos II e de um governo louco e estúpido como de Jacques II? Se não fora a revolução posterior de 1688 com Guilherme III, o que seria do sistema representativo em Inglaterra? Nada se deve praticamente aos revolucionários de Cromwell; a revolução não alego que seja direito, mas é um fato causado por graves erros e acontecimentos fatais; é às vezes providencial, porque salva as nações, conquanto na ocasião as balance e perturbe seriamente; muitas vezes, porém, origem de grandes calamidades, e da ruína geral dos povos. Cumprir benefícios por meios pacíficos e regulares preferível é sempre em minha opinião, lutando-se dentro da esfera legal para encontrar apoio e alcançar a vitória das ideias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E como é que Milton, espírito pensador, claro e livre, que adotava e defendia doutrinas sãs de liberdade, que proclamava o princípio da liberdade da imprensa como indispensável, como é que Milton passou do serviço da república para o de Cromwell. dedicou-se ao lord protetor, tornou-se mesmo fanático seu, quando Cromwell não passava de um déspota, de um Maomé do norte, iludindo o povo e ganhando-lhe os afetos com hipocrisia até ridícula, porque só lhe falava em Inglaterra e Evangelho, dando a entender que estava por Deus incumbido de uma missão sobre a terra, e jejuava, rezava e chorava diante do povo, batendo nos peitos? (&#039;&#039;Risadas&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como conseguira Cromwell que o ânimo esclarecido de Milton, o caráter livre e nobre de Milton se lhe curvasse a tirania, que ostentasse mesmo garbo de apoiá-la e servi-la? E duro dizer, mas cumpre falar sempre a verdade, Milton tanto se prostrou a Cromwell, que escreveu um panfleto em resposta a outro intitulado &#039;&#039;Eikon Basilike&#039;&#039;, e n&#039;ele defendendo a condenação de Carlos I, lançou injurias á memória do rei infeliz, insultou-lhe a família e a honra. Tinha-se tornado Milton o publicista mais distinto com as suas publicações do iconoclasta, do episcopado, das defesas do povo inglês e da areopagetica, panfletos notáveis pelos princípios liberais e generosos, e ao mesmo tempo repletos de paixões incendiarias, de incentivos revolucionários.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Seduzia-o, impunha-lhe sem dúvida Cromwell pela energia de caráter, pela vontade de ferro, pelo respeito que sob seu governo curvou os povos estrangeiros, de modo a alçar a reputação inglesa acima da das outras nações, pela hipocrisia talvez do procedimento, que fanatizava de certo o poeta. Milton não teve ação ou parte nos atos e crimes da república, ou de Cromwell; seu único feito foi defendê-los pelos seus escritos. Sua influência adquirida pelo talento, ou pelas qualidades da alma, era sempre empregada em favor dos perseguidos, embora aderentes a causa que ele combatia como escritor e publicista.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A morte de Cromwell acabou com a improvisada ditadura. Seu filho Ricardo não tinha ombros para sustentar o peso do edifício, posto que Milton fizesse ainda em panfletos apelo ao povo inglês convidando-o a defender a liberdade e a república. A reação fizera-se nos espíritos, Carlos II voltou para Inglaterra, e sem encontrar resistência empunhou o cetro, cobriu-se com a coroa de Isabel e exerceu o governo da nação, menos contrariado do que seu pai o fora, ou seu avô, que nos parlamentos deparavam com repulsas contínuas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Carlos II, rei medíocre e dissoluto, despido de qualidades notáveis públicas ou particulares, inspirou-se, todavia, de uma ideia feliz, para salvar-se de responsabilidade perante os pósteros. Deixou que o parlamento que o chamara á Inglaterra castigasse os seus inimigos, sem que o rei aparecesse como vingador das injurias e feitos contra seu pai. O parlamento não poupou prisões, processos, deportações, exílios, sentenças condenatórias, e execuções contra os que mais se haviam ilustrado durante a república e o protetorado de Cromwell, Milton, posto que se ocultasse ao público, não foi esquecido: uma ordem de prisão lavrada pelo parlamento foi contra ele mandada cumprir.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Felizmente para Milton, como procedera sempre na ventura com generosidade, encontrou entre os seus compatriotas generosidade e gratidão na época da desgraça. Milton salvara, durante o governo de Cromwell, o poeta monarquista Davenant, condenado pelos juízes. Davenant, que gozava de influxo com a restauração de Carlos II, lembrou-se do benefício, foi grato a Milton, acudiu em seu socorro, e alcançou que fosse solto, e abandonada toda a ideia de processo contra ele.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas Milton achou-se isolado, abandonado, desprezado e odiado pela geração que o rodeava. Seus amigos republicanos tinham todos desaparecido, mortos em guerras ou patíbulos presos, expatriados, escondidos. Recolheu-se Milton á vida intima de família. Tinha perdido a vista no tempo de Cromwell, ficara de todo cego. Três filhas que tinha, e sua terceira mulher, pois que enviuvara das duas primeiras, serviam-lhe de secretários para as obras que ele ditava, e cuja publicação lhe rendia para as necessidades da vida, pobre como ficara com a queda da república, sua favorita e predileta. Assim mesmo tão pouco produziam seus escritos, que nos últimos dias de vida até os livros de sua biblioteca foi compelido a vender para sustentar-se e a família.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lembrou-se Milton que era poeta, e não publicista e admirável prosador somente. Aos cinquenta e nove anos de idade é que compôs o poema do Paraizo Perdido. Às vezes, às noites, acordava a mulher ou filhas para imediatamente escreverem versos, que no repouso lhe erão inspirados. Concluído o poema, quase não achou livreiro que o quisesse comprar para o publicar. Ou o ódio político, que lhe perseguia a memória, ou a ideia de que só era publicista, e não podia ter valor um poema por ele feito, trouxeram-lhe dificuldades, até que por fim um livreiro apareceu que lhe aceitou a compra da propriedade do Paraizo Perdido por dez libras esterlinas! (&#039;&#039;Sensação.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Publicou-se o poema; sete anos viveu ainda Milton. O poema ficou guardado na livraria sem quase ninguém o procurar, sem quase ninguém o ler. A literatura do tempo era representada particularmente por Dryden, e movida por Waller, Rochester, e Wincherley, poetas estimados do governo de Carlos II, e mais dados a gêneros ligeiros e licenciosos que a grandes concepções. O povo que acompanha sempre as ideias predominantes das esferas superiores, não podia também apreciar as esplendidas imagens, e a magnificência severa do &#039;&#039;Paraíso Perdido&#039;&#039;, quando a mais desenfreada licença e devassidão influía na corte de Carlos II, e, portanto, na literatura, que era quase toda oficial.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Milton morreu no abandono e desprezo dos seus compatriotas; pobre e isolado no seio intimo e único que lhe restava da família; reputado só como publicista, odiado sempre como republicano, desconhecido inteiramente como poeta. Teria 66 anos de idade, quando faleceu em 1674. Muito tempo depois de sua morte é que se deu apreço ao poema esquecido e desprezado do &#039;&#039;Paraizo Perdido&#039;&#039; (&#039;&#039;Sensação&#039;&#039;). Ao descer ao tumulo ficaria convencido Milton ou que não o dotara a Providência para a poesia, ou que a sua gente e a sua geração lhe desconheciam o estro poético?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Cuidemos agora de apreciar o poema de Milton. Serve a história do poeta, a descrição do seu caráter, a percepção dos seus sentimentos e paixões, o conhecimento da situação social e civil, em que ele se encontrou e de que foi parte, para melhor se examinar suas obras, e descobrir-lhe as tendências e qualidades. Não tratarei de outros escritos, e só do &#039;&#039;Paraiso Perdido&#039;&#039;, porque meu fim é unicamente estudar a poesia épica, e demonstrar sua superioridade entre os vários gêneros de poesia. Assim o pratiquei com os cinco grandes poetas, de que tive a honra de entreter vossa benévola atenção, assim o praticarei a respeito de Milton.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Inspirar-se-ia Milton com uma comedia sacra italiana do século XVII, que ele confessa haver visto representar em Milão, tendo por base a criação do mundo? Assim muitos comentadores o acreditam. O que é certo é que Milton, ao pensar no assumpto, tencionou ao princípio aplicá-lo a uma tragédia, que chegou a-esboçar e regularizar em plano. Depois exaltou-se com o assumpto grandioso, e achou-o superior a uma tragédia, digno de um poema épico, e escreveu então o &#039;&#039;Paraizo Perdido&#039;&#039;, aos cinquenta e nove anos de idade, quando já o corpo humano começa a gastar-se, tende à sua ruína, e marcha para a sepultura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há quem pense que as mais inspiradas e encantadoras composições do espírito cabem só ás idades verdes, frescas robustas e fortes do homem: particularmente em relação aos produtos da imaginação, aos voos da fantasia, às criações poéticas. Erro é e notável, e a prova se depara em Milton em Milton, como e não só em Rousseau, em Bossuet, em Luiz de Souza, em Calderon de la Barca, e em muitos outros escritores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O corpo pode estar decadente, e a inteligência, o espírito, a imaginação conservar-se elevada, sublime, e até mais fortalecida pelo estudo, meditação e experiência. Há inspirações poéticas da velhice, que não cedem a nem um vôo ou arroubo da mocidade. (&#039;&#039;Muito bem.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A mocidade tem mais fogo talvez; menos razão, todavia; mais imagens alterosas, às vezes, porém, excessivas, profusas, desordenadas; menos método, menos gosto sobretudo, menos natural e simplicidade, que é o que mais vezes toca ao sublime, ferindo a corda própria da harmonia e da verdadeira graça. (&#039;&#039;Muito bem.&#039;&#039;) O que é mister é não estragar a imaginação, aperfeiçoá-la antes, robustecê-la, e guardá-la para obra de grande fôlego, que é a que, findo o seu presente, única pode chegar à posteridade. (&#039;&#039;Muito bem.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O assunto do &#039;&#039;Paraiso Perdido&#039;&#039; é majestosamente épico, posto que diverso dos da &#039;&#039;Ilíada&#039;&#039;, Jerusalém, &#039;&#039;Divina Comedia&#039;&#039;, &#039;&#039;Eneida&#039;&#039; e &#039;&#039;Lusíadas&#039;&#039;. Nestes há um fato gigantesco histórico, ornado de maravilhoso. No &#039;&#039;Paraíso Perdido&#039;&#039; brilha o grande quadro da criação do mundo, segundo as santas Escrituras, com o aparelho do maravilhoso cristão, que é o mais belo de todos. Os outros poemas são nacionais, cavalheirosos; o de Milton é o da humanidade, e, portanto, de superior interesse para todas as almas, porque apresenta o mundo invisível, como a religião no-lo pinta, e a consciência no-lo confirma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As personagens do poema de Milton são poucas, mas admiráveis, e encantadoramente desenhadas. Deus, todo pode- roso, é descrito com toda a sabedoria nessa região elevadíssima e sublime, onde não chega o homem, rodeado de nuvens, transmitindo suas ordens naquela linguagem mística, e por meio de parábolas, conforme a Bíblia, afim de produzir todo o efeito maravilhoso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O filho de Deus, todo ternura nunca desmentida, contendo em si a divindade e a humanidade, de essência divina protetor da criatura feita à imagem de seu Pai, Raphael e Miguel, anjos fiéis e devotos. Satanás, personificação magnifica do gênio do mal, mais gigantesco que os Titãs da fábula, com sua consorte de anjos decaídos por desobedientes e rebeldes, apoiando-se no caos, no pecado e na morte, como companheiros de suas maldades. Adão e Eva, tipos puros e gerais da humanidade, com seus caracteres e qualidades verdadeiras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Adão adora Deus por Deus, mas extasia-se diante da mulher que era carne de sua carne, osso de seu osso, sangue de seu sangue. Eva adora Deus pelo homem, mas admira-se em sua formosura, nela deposita sua força e influência Adão, grave, meditativo, pensador; Eva, ligeira, curiosa e cheia de graças e atrativos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Começa o poema pelo acordar de Satanás no meio de um lago de fogo. Chama a conselho os anjos decaídos e perversos. Anuncia-lhes um novo mundo e uma nova raça criada por Deus. Já que os entes malvados não podem afrontar o próprio Deus, cumpre vingar-se dele nas suas obras. Todos os anjos caídos o aplaudem e animam nos intentos. Satanás atravessa o abismo, e à luz do sol descobre o Paraiso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deus percebeu o plano de Satanás, e a perda do homem. O filho oferece-se-lhe para salvar e remir a humanidade, qualquer que seja o sacrifício necessário. Deus aceita a ideia do filho, e manda a Adão o anjo Raphael, afim de aconselha-lo e  explicar-lhe o seu destino. Raphael chama Adão a uma conversa particular. Eva oculta-se para ouvi-los. Raphael narra a Adão a história da revolta de Satanaz e seus comparsas, e o castigo que Deus lhes infringe. Aconselha-o a obedecer a Deus, a servi-lo, a adorá-lo, empregando a força que lhe foi dada para resistir ás tentações que o hão de procurar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Adão confia a Raphael seu agradecimento a Deus por lhe haver dado o melhor presente possível em Eva, que ele presa e adora. Mostra-se extasiado diante da graça que tem seus passos, do céu, que seus olhares apresentam, do amor que inspiram todos os seus movimentos. Sabe que deve ser soberano, e Eva obediente; sabe que recebeu a contemplação e a coragem, quando Eva foi só dotada de graças atrativas; sabe que, sendo desiguais os sexos, diversas devem ser as suas qualidades; mas ele vendo Eva sente que lhe desaparece toda a sabedoria, escurece-lhe a razão, some-se-lhe a autoridade que deve sobre ela exercer, e aceita de preferência a do império de Eva. O que seria para ele a natureza, apesar de esplendida, os céus, o paraíso, as arvores, os perfumes das flores, as delícias do mundo, sem Eva, que única vale mais que tudo quanto existe, quanto ele presencia, e sente. Raphael aconselha-o a resistir a esse amor imenso que o abraça e que pôde perdê-lo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eva, satisfeitíssima com a confissão de Adão, corre a colher flores. Não tarda Adão a ir procura-la, apenas se despede do anjo. Eva diz-lhe que quando nasceu para o Paraizo, observou uma fonte, e ali uma imagem arrebatadora pela formosura a acompanhar-lhe os olhares e os movimentos; ouviu estática, depois, uma voz que lhe dizia - és tú - mas encontrarás quem mais te admire, é Adão. Adão cada vez se deixa mais cativar pelas seduções da companheira, e aconselhando a Eva para a vida, explica-lhe que Deus, permitindo-lhe o gozo de todos os objetos espalhados no Paraiso, proibiu-lhe todavia, sob a pena de ficarem perdidos, que provassem dos frutos da arvore da sabedoria, cujos pomos agradam espantosamente à vista.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Satanás que descera ao Paraiso, ouviu-lhes o diálogo: compreendeu logo que Eva dominava Adão, e que a perda de ambos estava na arvore da sabedoria. Senhor, assim, do principal segredo e mistério da criação, coloca-se em cima da arvore da vida, e vê aproximar-se-lhe Eva só, sorrindo e cheia de graças.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Satanás quase se arrepende de seus planos. A presença de um ente tão perfeito e encantador como é a mulher, que ele nunca vira, o seduz e fascina. Mas, lembrando-se logo depois de Deus, de quem quer vingar-se, abafa no seio o sentimento de êxtase e admiração que o assaltara, converte-se em serpente, e dirige-se a Eva, levantando-se, e cumprimentando-a. Eva espanta-se de que a serpente deixe de arrastar-se chão e tome pela posição gentil e elegante. Satanás, pela boca da serpente, entoa hinos à beleza esplendida de Eva, à sua singular formosura: é digna, não do Paraizo, mas de estar no Céu ao lado de Deus. Lá subirá quando queira.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eva encanta-se com a linguagem poética da serpente; com o veneno da lisonja que ela distila tão doce e harmoniosamente; com a proclamação da sua formosura. Nada agrada tanto as mulheres como gabos à sua beleza. (&#039;&#039;Risadas&#039;&#039;) A serpente declara-lhe que obteve os predicados novos que Eva lhe observa, provando dos frutos da arvore da sabedoria; são eles que abrem voos à inteligência, dão formas mais lindas e encantadoras à criatura, e preparam-lhe os meios e elementos de ir ao Céu. Eva não pôde mais resistir-lhe. Aspira os bons que a serpente lhe vaticina, acredita n’ela porque a seduziu pela lisonja, corre à arvore da sabedoria, arranca-lhe um galho carregado de frutos, come um d’eles, e procura Adão para convidá-lo a comer os outros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Satanás, repleto de prazer e certo da vitória abandona o Paraíso e procura as trevas do abismo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A cena entre Adão e Eva, quando esta lhe apresenta o pomo, e traçada com a maior graça possível, a mais admirável maestria. É talvez a bela do poema. Adão recusa-se aos pedidos de Eva para provar o fruto da arvore da sabedoria, porque Deus Iho proibira. Desespera-se de que ela se deixasse tentar pela serpente. Resiste-lhe com energia, porque antes de tudo devem obedecer a Deus. Eva lhe confessa que ela já tinha comido o fruto. Percebe Adão a enormidade do pecado cometido por Eva, entra em exclamações de furor, considera-a perdida, mas pensa ao menos em salvar-se a si. Eva chora, lamenta-se de ficar abandonada por aquele que ela ama sobretudo, e exclusivamente. Adão reflete então. Eva está perdida. O que cumpre a ele fazer? Que vida ou existência será a sua sem Eva? Arroja-se ao sacrifício, come o pomo, abraçando Eva e exclamando – Já que tu te perdeste, perco-me eu contigo! (&#039;&#039;Muito bem, Muito Bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O mundo se transtorna. Ouvem-se trovões. Os horizontes mudam-se. O homem pecou, a humanidade perdeu-se!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deus envia então o anjo Miguel a Adão. Aparece-lhe no alto da montanha, vestido de guerreiro, com uma espada, chamejante sustentada na mão. Fala Miguel a Adão, anuncia-lhe a sua desgraça irreparável. Desenha-lhe as infelicidades futuras da sua raça. Historia-lhe o futuro que lhe está reservado. Abel, Caim, Abrahão, lhe aparecem, depois todos os acontecimentos, até a vinda do Messias. O gênero humano será só salvo pelo filho de Deus feito homem que pelo homem se ha de sacrificar, ser perseguido, insultado condenado e por fim morto na cruz desonradamente, mas ressurgirá depois para remissão e salvação da humanidade. Anuncia-lhe em último lugar que deixe o Paraizo, e vá com Eva habitar a terra, condenando Deus o homem a viver no trabalho e na miséria e a acabar na morte, a mulher a conceber na dor, e a serpente a arrastar-se sempre pelo chão; saíram do pó, a pó reverterão. Cumpre-se a ordem de Deus, e finda o poema do &#039;&#039;Paraíso Perdido&#039;&#039;. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É uma obra portentosa de poesia e de graças deslumbrantes. A linguagem é mística às vezes, outras vezes simples e enternecida. No meio de blasfêmias e suplícios dos anjos decaídos, cânticos em honra de Deus, hinos de amor, eletrizam os leitores. Como é inimitável a cena da reconciliação de Adão e Eva! Dir-se-hia que aí vasou a alma do poeta todos os sentimentos que o assaltavam quando reconciliou-se com sua primeira mulher, que o havia abandonado por ser ele republicano e ela de família monarquista, e que arrependida o procurara depois e fora por ele perdoada Os acontecimentos Íntimos da vida quando reproduzidos nos poemas tomam mais verdadeiras proporções, repercutem mais espontaneidade de sentimento, e excedem a tudo quanto pode criar a imaginação, porque a fantasia não vale a realidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A invocação à luz por um cego que encantos saudosos derrama! Dir-se-hia que na noite que cercava a Milton a luz da divina presença brilhava com fulgor mais vivo, e Deus o olhava com mais compaixão e ternura, porque ele não podia mais ver senão a Deus.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A vida inocente e pura de nossos pais, seus colóquios amorosos, seus devaneios pelo Paraizo, estáticos um e outro, enlevados pelo prazer e pela admiração; os cânticos das aves, o colorido das flores, o ruido da cascata, o balançar das arvores, o murmúrio do zephiro, o declive do morro, o viço da relva, o verde das campinas, o dourado das frutas, como pôde Milton, cego, tudo isto desenhar em vivo painel e tão naturalmente quando lhe faltava a vista? Fá-lo entretanto e demonstra que se o mundo invisível se desenvolvia à sua alma com toda a sua sublimidade, o visível lhe aparecia também ainda pelas reminiscências com toda a sua grandeza. A imaginação de quem vê tem um espaço apertado. A do cego parece que não tem limites nem horizonte, porque penetra através dos abismos da imensidade, das profundezas do infinito. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas há ocasiões em que Milton se torna tão místico que se faz ininteligível; na maior parte d&#039;elas contenta-se com esboçar a ideia deixando-a incompleta ao leitor para que lhe dê formas, a desenvolva e compreenda. Fica assim o pensamento no vago, carece o leitor de completá-lo. Dá o poeta apenas o tom, cumpre que se lhe descubra a melodia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É esta uma das diferenças essenciais entre Milton e os outros poetas épicos, até com Dante, que é o que emprega por vezes frases e imagens difíceis de serem entendidas. Qualquer pessoa de mediana inteligência compreende tudo quanto pintam e recontam Homero, Tasso, Virgílio e Camões; com algum trabalho entende Dante nas passagens dificultosas. A Milton custa-lhe muito rasgar aquela fôrma mística e zibelina, que o poeta emprega em vários trechos do seu poema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Temos visto e notado as diferenças dos caracteres e vidas dos poetas épicos, todos infelizes, menos Virgílio: temos analisado as diferenças entre os assumptos que escolherão para cantar; as diferenças entre o método, desenho, colorido, descrição, partes dramáticas ou líricas, empregadas nos seus poemas; apreciações e execuções de cada um e de todos, aqui acordes, lá contrários, cada um com seu gênio especial, suas qualidades raras e particulares, suas tendências próprias. Conhecemo-los pessoal e literariamente. Podemos combinar e resumir um juízo sobre suas obras. Podemos considerar como primando os poemas de Homero pelo heroísmo e grandioso; de Virgílio pela ternura e maviosidade; de Dante pela energia e a vingança; de Camões pelo patriotismo e a melancolia; de Tasso pela imaginação e a cavalaria; de Milton pela vasta ideia da humanidade e misticismo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao despedir-me, portanto, agora d&#039;esta tribuna, resta-me fazer ao ilustrado e numeroso auditório, que me tem sempre honrado, uma declaração, e é que não se me riscará do espírito a reminiscência da sua simpatia e favor, conquanto me acompanhe um sentimento doloroso. Desejava ter podido corresponder a tanta benignidade como ela merecia: aspirara dizer como o poeta português aos monarcas, à nação, ao povo, a este auditório composto de senhoras tão belas e espirituosas e de homens tão entendidos:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para servir-vos braço às armas feito,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para cantar-vos mente às musas dada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas faltando-me os meios, falecendo-me os dotes precisos, peço e espero da benevolência de todos, que se contentem com os esforços que empreguei, e o zelo e dedicação de que, estou profundamente convencido, exibi provas manifestas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(&#039;&#039;Estrondosos aplausos cobrem estas últimas palavras do orador, que recebe felicitações numerosas do auditório&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares,&#039;&#039; Rio de Janeiro, nº4, abr.1876, p. 43-57. (na integra). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/407&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina’ de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_64&amp;diff=3264</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 64</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Teve lugar quinta-feira a quarta conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna&#039;&#039;.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Depois de desenvolver com toda a proficiência a lei da unidade, a primeira da ciência pedagógica, o distinto orador passa a tratar da educação cristã; e pintando com vivas cores o que seria uma sociedade sem religião, foi muitas vezes aplaudido pelo numeroso auditório&#039;&#039;”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 204, 25 jul., 1874. p.4 (resumo). Capturado em 20 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9078&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_80&amp;diff=3263</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 80</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_80&amp;diff=3263"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Foi honrada com a augusta presença de S. M. o Imperador, a 11ª conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que tratou de um interessante assunto, a &#039;&#039;linguagem&#039;&#039; na qual se vê perfeitamente a aplicação da lei pedagógica da &#039;&#039;graduação,&#039;&#039; que fizera objeto da conferência anterior.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A palavra, a princípio difícil, vai gradualmente tornando-se fácil, até que chega à maior perfeição.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador expos as opiniões que a acerca da origem da linguagem. Foi ela uma concessão divina? É um invento do homem?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Qualquer que seja a opinião sobre este ponto, é incontestável a importância da linguagem, que é o meio por que se transmite o pensamento, com o qual mantém a mais estreita relação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foi por isso que o Sr. Dr. Ferreira Vianna, mostrando o interesse que devem inspirar os surdos-mudos, que parecem filhos de um mundo desconhecido que caem atordoados na terra, pintou a dolorosa situação daqueles que não podem exprimir seus pensamentos pela palavra, que vivem isolados no meio de seus semelhantes, espécie de escuridão mais acabrunhado que a das trevas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A importância da palavra, que tanto renome deu a Demosthenes, a Cicero, a Mirabeau, foi devidamente assinalada. Ela influi poderosamente no regime das sociedades livres, onde está sempre aberta a tribuna do parlamento.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os mestres devem fazer dela o mais discreto uso, para dirigir e não para afligir os discípulos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os alunos devem emprega-los para mostrar seu respeito aquele a quem devem o ser, e aqueles que os conduzem ao templo da ciência; devem pô-lo ao serviço da verdade e da pátria, a quem tem de servir como filhos carinhosos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É assim que se manifesta o reconhecimento ao Ente Supremo que dotou o homem de tão sublime faculdade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar seu importante discurso, foi o Sr. Dr. Ferreira Vianna muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, realiza-se a quadragésima terceira conferência de domingo. Subirá à tribuna o ilustrado o Sr. Conselheiro João Manoel Pereira da Silva. É de muito interesse o assunto de que vai tratar: &#039;&#039;Da poesia épica, e dos seis mais notáveis poetas heróicos: Homero, Virgilio, Dante, Camões, Tasso e Milton”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 260, 19 set. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 20 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9479&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_88&amp;diff=3262</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 88</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_88&amp;diff=3262"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;11/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;João Manoel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Torquato Tasso e João Milton.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhor! Senhora! Minhas senhoras e senhores: — O fim d&#039;estas conferências não é propriamente esboçar vida de poetas, e nem analisar-lhes as obras; consiste antes em apreciar o que seja poesia épica, e demonstrar quanto é ela distinta e superior aos outros gêneros de poesia, como a mais vasta produção harmônica do espírito, cuja essência se pôde dizer a unidade na imensidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A poesia lírica encanta, extasia, eletriza tanto mais quanto exprime os variados movimentos d&#039;alma, os arroubos inefáveis do entusiasmo: a dramática enternece, comove, pela vida em ação, pela realidade dos acontecimentos postos diante dos olhos, pelo jogo das paixões reais e interessantes; a poesia épica eleva, porém, muito mais o espirito, porque concentra um fundo importante, histórico, rodeado de episódios maravilhosos, sob o regime das grandes leis simétricas, que embelezam e divinizam o todo, e as suas partes relativas, e derramam ao mesmo tempo o interesse, não lhe escapando nem a instrução nem o maior grau de imaginação, quer na descrição, quer no desenho, quer no colorido, quer na melodia, quer na magnificência, quer no grandioso. Admirais um edifício gótico um palácio mourisco, um templo moderno; mas quem, aparecendo-lhe aos olhos o Coliseu, ou a igreja de S. Pedro de Roma, aquele com suas massas gigantescas, tão harmonicamente colocadas, proporções grandiosas, mas ajustadas entre si que se diriam montanhas sobrepostas e continuadas; esta rasgando os ares com sua cúpula principal, que desafia emparelhar com as nuvens, embelezando o horizonte outras mais pequenas, menos majestosas, mas tão .harmônicas, um todo igual, completo, perfeito, debaixo de todos os pontos de vista, todas as partes admiráveis por serem ligadas e entrelaçadas; quem não dirá, estes São os poemas épicos da arquitetura! Na pintura vossos olhos se deliciam diante de muitos painéis de Raphael, Murillo, ou Corregio, mas quanto vos não exalta a vista o gigantesco monumento do juízo eterno de Miguel Ângelo? Eis-ahi o poema épico da pintura como aqueles são os da arquitetura! Fazendo estas imagens por uma ideia poética da epopeia, consenti agora que eu continue a aprecia-la, quer na análise de cada um poeta, quer na comparação entre suas obras, para perceberdes as&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;semelhanças e dessemelhanças, as qualidades distintas e superiores ou inferiores, e os diversos aspectos sob que eles, inspirados cada ura por seu gênio particular, empreenderam e executaram sua nobre missão literária.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Toca-nos hoje Torquato Tasso. Nasceu em Sorrento; às ribas do golfo de Nápoles, no ano de 1544. Seu pai, militar e poeta, sofreu exílio e perseguições que o separarão da mulher e filhos. Levou consigo Torquato para educá-lo convenientemente, e serviu a soberanos estrangeiros para poder sustentar a existência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Itália, por esse tempo, andava ainda dividida, como se acostumara desde o desmoronamento do império romano A antigas influências estranhas acrescentava-se ainda a de Hespanha, senhora de vários territórios, e não menos tirânica. Cada pequeno Estado tinha sua corte, seu príncipe ou chefe, rivais entre si, senão de todo pelas armas, pelos desejos ao menos de emular e sobressair pelo brilho, magnificência e esplendor de capitães e cortes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os papas procuravam concentrar em Roma, os Medicis em Florença, os Estes em Ferrara, os Gonzagas em Mantua, assim vários príncipes em seus outros Estados, uma corte luzida de poetas, pintores, arquitetos, estatuários, músicos, sábios, enfim de espíritos cultos, que derramassem brilho e gloria, e mostrassem quanto os soberanos animavam as artes, as letras e as ciências.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em cada uma dessas cortes notavam-se também princesas, senhoras de grandes talentos, de instrução, de gosto literário, protetoras igualmente das artes. O sexo feminino, em Itália, no século XVl, dedicava-se ao estudo, á poesia, à pintura; quantas brilharão ao lado, ou rivalizando com Victoria Colomna em Roma, que reunia em seu palácio o que havia de superior nas ciências, letras e artes, representadas então por grandes gênios? Era assim a Itália uma especialidade, e gloriosa, no meio da Europa. Já que não tinha unidade de governo e de território, já que estava avassalada por estranhos, cativa de ambiciosos espanhóis, franceses, alemães, vingava-se vencendo as outras nações pelo cultivo e desenvolvimento das letras, das artes e das ciências, mostrando-se muito superior a seus dominadores pelo espírito e pela inteligência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A casa de Este, que tinha por chefe Affonso II de Ferrara, conseguiu chamar para seu serviço e sua corte a Torquato Tasso, ainda bem jovem, mas já conhecido por várias canções, odes, até por um poema romanesco com o título de Reinaldo, Affonso deu-lhe aposentos no palácio e uma pensão pecuniária. Suas duas irmãs Leonor e Lucrécia acompanharam-no na proteção a Tasso, e esmeraram-se em provar estima a seus talentos. Eram ambas engenhosas, ilustradas, artistas, e apreciadas geralmente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim, no meio dessa corte de Ferrara, escreveu Tasso e concluiu aos 31 anos de idade o seu poema de Jerusalém libertada, que dedicou em 1575 a Affonso de Este.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Anterior a ele foram os Lusíadas, e Tasso apreciava tanto o gênio de Camões, que dirigindo a Vasco da Gama versos inspirados, assim exclamou:—Por mais longe, porém, oh! Vasco, que vão tuas naus audaciosas, por mais alto que subam tuas aspirações, não chegaram tão alto nem tão longe como os vôos do gênio do grande Camões. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na Itália Trissino pretendera formar um poema épico com fatos históricos da pátria. Mas não merecera apreço a sua obra, e fora logo esquecida. Os poemas que se espalhavam, e sorriam ao público, erão só romanescos, aventurosos, de cavalherias, sobre Carlos Magno, seus paladinos e suas legendas e torneios d&#039;armas. Boiardo, Puci, Poliziano, e particularmente o divino Ariosto encantavam Itália com esses poéticos devaneios e deliciosas loucuras, que cintilam tão agradavelmente no Orlando furioso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tasso se separara dessa escola, e executara o terceiro poema épico moderno. A família de Este encheu-se dedicatória do poema, conservando o seu serviço de corte. Tasso foi d&#039;aí por diante mais considerado, honrado e estimado em Ferrara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas ou porque Tasso, infeliz na juventude, quer por sequer por sua família, guardara sempre indelével a reminiscência dos seus infortúnios, e com ela o influxo das passadas desventuras sobre o seu caráter, ou porque, o que me parece sinais provável, excessiva de mais fosse sua imaginação, falhando-lhe o equilíbrio necessário com as outras faculdades do espirito, e tudo o que na organização humana não é harmonia é desordem, certo é que seu ânimo se mostrava sempre enevoado, abatido por sofrimentos Íntimos, e, o que é mais, seu procedimento como particular era sujeito a censuras merecidas pelas irregularidade de vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua imaginação exuberante não pra contrabalançada pela razão, seu entusiasmo pelo bom senso, suas paixões pelo dever; e nem sabia resignar-se a dores da vida, ou resistir a contratempos, que todos suportamos no correr da existência terrestre.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;N&#039;aquele cérebro só a imaginação era superior. A razão lhe não faltava á poesia, mas sim á vida. A inteligência estava sã, mas o caráter transviado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O gênio não é senão a vibração de uma das cordas intelectuais do homem. A razão é que forma a harmonia de todas. Uma corda pode conservar-se intacta, sonora, perfeita mesmo, e faltar todavia a harmonia no concerto geral. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não se pense que assim são todos os grandes poetas, como muitos o propalam. Não. Tem havido gênios superiores, até enciclopédicos, e ao mesmo tempo gloriosos em vários e distintos ramos dos conhecimentos humanos, e que fazem marchar de acordo as faculdades do seu espírito, de modo a nada faltar-lhes para se conservar ao nível da sociedade, prestar serviços a pátria e a humanidade, e produzir obras portentosas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E que n’eles a imaginação, ainda que possante e vigorosíssima, estava em relação exata com uma razão infalível.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tasso, porém, tornava-se triste, hipocondríaco, suspeitoso e desconfiado de tudo e de todos Ora espalhava que era traído por quantos se diziam seus amigos e admiradores ; ora que era vigiado por invejosos de seus talentos ; ora que a inquisição se preparava a persegui-lo por suas opiniões religiosas, e foi preciso para o apaziguar n&#039;este incidente que Affonso de Este obtivesse dos inquisidores de Ferrara uma declaração assignada de que o consideravam verdadeiro católico e apostólico romano; ora enfim Tasso procurava esconder-se, dizendo que o queriam matar, ou deixava de comer, receando que o tentassem envenenar. Assim tornava-se um ente desgraçado, e até sujeito ao ridículo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Uma vez achando-se nos aposentos da princesa Lucrécia a ler versos perante uma sociedade escolhida, e entrando um criado do paço, Tasso atirou-se de repente sobre ele, pretendendo feri-lo com um punhal, apelidando-o seu assassino. Foi logo preso por louco, e recolhido á casa reservada aos desgraçados que padeciam d&#039;esta moléstia terrível.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas Affonso pouco tempo o deixou aí, e mandou-o curar-se no convento dos franciscanos, com ordem de ser tratado com todo o carinho. Cumprirão bem sua missão os dignos monges. Tasso pareceu melhorar, e recuperou a razão. Eis porém que uma noite desapareceu do convento, abandonou repentinamente Ferrara, fugiu para o sul da Itália, só, sem a roupa precisa, sem os meios necessários.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deixando de parte as cidades como Bolonha, Florença, Arezzo, Roma e Nápoles, atravessando na maior miséria os Apeninos e os Abruzzos, seguiu caminho para Sorrento, sua pátria, procurando a casa onde nascera, e onde ainda morava pobremente uma sua irmã viúva, Cornelia, com dois filhos menores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apresentou-se à irmã com a fisionomia mudada, trajos de pastor infeliz, e declarou-lhe que Tasso o mandara lhe dizer para que vivia no meio dos maiores riscos e perigos, e te- mia ser assassinado a cada momento por seus inimigos. Attonita Cornelia, manifestou as mais pungentes dores, e, banhando-se em pranto, ofereceu-se ao desconhecido para fazer tudo quanto coubesse em suas forças, afim de salvar o irmão Então Tasso se descobre pedindo, todavia, a Cornelia que o receba e acolha em sua casa, mas a ninguém, nem a seus famulos e filhos, declare que com ela se acha seu irmão, porque seus inimigos podem, sabendo onde está, ir procurá-lo para lhe arrancar a vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Cornelia reconheceu o desarranjo mental de Tasso, e cuidou de sossega-lo e trata-lo com todo o carinho. Alguns meses se conservou Tasso em sua companhia, e dir-se-hia que melhorava a olhos vistos, graças ou aos cuidados da irmã, ou aos ares pátrios, que aos grandes talentos sobretudo falam sempre como amigos e consoladores, ou pela vista d&#039;esse admirável panorama do Golfo de Nápoles, que sorri com suas ilhas frescas e verdes, seus cabos de Myseno e Pausilipo, seu Vesuvio a iluminar o horizonte constantemente com lavas de fogo, suas cidades de Baia, Torre dei Grego, e em particular a majestosa Parthenope, banhando-se como odalisca nas águas tranquilas e alegres da magnífica bahia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tasso não se pôde, todavia, habituar a vida calma e solitária de Sorrento. Um dia abandonou a irmã, a casa de seu berço, a arvore que na infância o cobrira de sombra, sem mostrar o menor sentimento. Dirigiu-se para Roma, procurou alguns cardeais e personagens ilustres a pedir-lhes conseguissem de Affonso de Este licença para ele voltar para Ferrara, mostrando-se arrependido da sua fuga d&#039;ali, e confessando-se transviado da mente quando a praticara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Affonso resistiu ao principio, mostrando quanto desagrado lhe causara o procedimento do poeta; mas instâncias tão repetidas foram empregadas que cedeu, impondo condições a Tasso para voltar a Ferrara, e reentrar no serviço de sua corte: deveria tratar-se da moléstia que lhe acabrunhava o cérebro, e cuidar de proceder com mais discernimento.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ei-lo, pois, de regresso a Ferrara, acompanhado desde Roma por um diplomata de Affonso, e cercado de toda a consideração. Acolhido pelo príncipe e pelas duas princesas com provas de amizade, alojou-se em palácio, e continuou a Viver como antes de sua fuga.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ânimo de Tasso estava, no entanto, arruinado demais para ele resignar-se a uma existência quieta e pacífica. No fim de alguns meses, queixando-se de que era desprezado e ridicularizado, fugiu segunda vez de Ferrara sem dar satisfações aos príncipes seus protetores, e seguiu para Mantua, Milão e depois Turim.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na capital do Piemonte, foi muito bem acolhido pelas principais personagens, e quem não receberia carinhosamente o maior gênio poético italiano da época, cuja fama e nome voavam por toda a parte, cujas canções e poema erão lidos com entusiasmo por todo o povo? Tasso ocupou-se, todavia, não em repousar e reganhar saúde, mas em escrever e publicar versos, ora contra Affonso de Este, ora de amorosas missivas a uma Leonor, de quem se mostrava extremamente apaixonado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Affonso irritava-se, de certo, com as notícias de Turim, e tanto mais se trocava em seu peito a estima que consagrava a Tasso em furor e desespero, quanto se propalava em Itália que a Leonor cantada pelo poeta era sua irmã, a princesa de Este, que tanto protegera a Tasso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não pôde Tasso parar ainda em Turim; abandono do Piemonte, e sem suplicar licença de Affonso, regressou a seus Estados e entrou em Ferrara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Affonso, ao saber a nova mandou-o recolher preso ao hospício de Sant’Anna, em um quarto baixo, úmido, estreito, quase inabitável.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não há viajante que passe por Ferrara e deixe de ir visitar essa miserável célula, onde jazeu por um ano ou mais o desgraçado poeta. Milton, Montaigne, Lamartine, Chateaubriand, Goethe, falam da prisão de Tasso, que eles foram examinar. Affonso passou-o depois para uma sala melhor e arejada do hospício, deu-lhe mais cômodo tratamento, consentiu-lhe receber visitas dos admiradores de seu gênio, e no fim de sete anos o mandou soltar, e sair de Ferrara e de seus Estados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Todos os literatos têm unisonamente censurado Affonso de Este por este ato de violência e despotismo. Uns o imputam a que Affonso se receava de que o poeta abandonasse sua corte para se passar para a dos seus rivais, os Medicis de Florença, que muito desejavam honrar sua pátria com a presença de Tasso. Outros o atribuem ao boato dos amores de Tasso com Leonor de Este, como castigo de ousar o poeta erguer suas vistas e dirigir sua paixão a uma princesa. Há quem pense também que a loucura reconhecida de Tasso, e o ódio de Affonso pelas suas sátiras, deram motivo verdadeiro à prisão do poeta.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinemos estas três opiniões para reconhecer a verdade histórica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Affonso dedicara Tasso o seu poema, e n&#039;ele o elogiara lisonjeiramente. A glória estava adquirida para Ferrara e sua corte e família. Que receio poderia ter mais de que o poeta preferisse a residência de Florença?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E se Affonso o queria sempre em Ferrara, porque com dificuldade lhe permitira licença para voltar, quando de Roma lhe fora ela suplicada?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amores com Leonor de Este! E este um incidente de que os poetas dramáticos posteriores e os romancistas se têm servido para ornar a vida de Tasso, e torná-la pitoresca e poética; é uma verdadeira lenda, que agrada, seduz e cumpre reduzir à sua expressão verdadeira,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O que a história nos diz é que houve em Ferrara duas Leonores, na corte de Este, a princesa, e Leonor condessa de Scandinavo: aquela passou sempre por muito virtuosa, ilustrada, amante e protetora das artes e letras, caritativa e estimada do povo: tinha maior idade além d&#039;isto do que Tasso. A segunda foi uma das mais formosas mulheres que se tem notado. Os poetas do tempo e de Ferrara, Ariosto e Guarini, falam de sua beleza com assombro, o próprio Tasso dedicou-lhe um soneto encomiástico com seu nome por extenso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora Tasso, em seus versos a Leonor, nunca declarou e nem deixa adivinhar qual das duas Leonores lhe inspirava os afetos. Se a suspeita subiu a Leonor de Este foi pela proteção que ela deu ao poeta, ou pela perseguição que centra ele moveu Affonso?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se Tasso a amava, o que pode ser, foi ou não correspondido? Se foi, porque o poeta duas vezes fugiu de Ferrara&#039;&#039;&#039;,&#039;&#039;&#039; e ambas quando estava no auge do favor da corte e nas boas graças de Affonso de Este? Se não foi, então essa paixão tornou-se um martírio paria q desgraçado, e, o que é de admirar, só ele se lembrou de a decantar quando em Turim, depois de fugido duas vezes de Ferrara; ainda mais, depois de o ter assim publicado, ousa regressar a Ferrara, devendo supôr que não poderia ali mais encontrar proteção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Acresce ainda uma circunstância notável. Tasso da sua prisão endereçou uma ode a Leonor e Lucrecia de Este, implorando-lhes a intercessão para ser solto. Ai declara o poeta que se confessa criminoso, porque sofre de padecimentos mentais, que é culpado porque é louco, e que elas, como dois anjos que são, e duas virtuosíssimas senhoras, tivessem d&#039;ele compaixão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim trataria. Leonor de Este se sua amante ela houvesse sido?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Seria a loucura de Tasso, causa da sua prisão, ou já despeitos de Affonso? Essa sim me parece a verdadeira. Affonso aborrecera-se do poeta desde que o satirizara. Como quer que seja, sobre Affonso lança a história, imprime a posteridade uma nodoa, um estigma indelével, que lhe desdoura os créditos e desonra a vida. Para que reteve sete anos preso o desditoso poeta? Não sabia que os infortúnios dos grandes talentos e gênios são a eterna acusação dos príncipes e das nações? Que um príncipe, uma nação, desdoura-se por preferir a mediocridade, a lisonja, a humilhação, ao talento, à altivez, a independência? Não gera sempre simpatia no povo e na posteridade o fato de um grande gênio, ou talento notável? E quão atroz e excessiva não foi uma prisão por sete anos, qualquer que fosse o delito do poeta?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Maltratado do corno, do espírito, partiu Tasso de Ferrara e acolheu-se a Roma, esse asilo outrora de todos os grandes infortúnios e decepções da vida. O cardeal Cyntio o quis alojar em seu palácio. Tasso preferiu a companhia dos monges de Santo Onofrio. cujo convento edificado sobre uma eminência do arrabalde ocidental de Roma, domina toda a cidade e goza do mais admirável panorama. Cyntio lembrou-se que Petrarcha havia sido coroado no Capitólio como grande poeta; pediu e obteve do papa que a mesma honraria se concedesse à Tasso. Preparou-se o cerimonial, fixou-se o dia. Tasso; porém, minado de repente por uma febre maligna, expirou nos braços do cardeal Cyntio, em Vésperas do seu triunfo e coroação, na idade de 51 anos e no ano de 1595.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O cardeal Cyntio mandou ornar o cadáver, leva-lo em carro triunfal ao Capitólio, receber aí a coroação devida ao grande poeta, praticando-se a cerimônia como se vivo ainda estivesse Tasso. Terminada a cerimônia, voltou o cadáver para Santo Onofrio, é no centro da igreja se depositou em perpetuo jazigo, cobrindo-o uma larga pedra de mármore com este simples dístico em letras de bronze - Torquato Tasso. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O poema de Tasso não é só notável pelo assunto, é ainda, particularmente para os Italianos, um monumento de gosto elevado e fino no estilo, metrificação e rima. Dante fizera do italiano uma língua forte, enérgica, varonil, mas Petrarcha à afeminara de modo a parecer só prestar-se a afetos doces e suaves. Todos os poetas posteriores de Itália, à exceção de Alfieri, preferiram a escola de Petrarcha. Tasso adotou-a, e pode-se dizer, aperfeiçoou-a ainda, tornando a frase, o verso, mais harmonioso, se e possível, mais eufônico, mais musical.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tasso e Camões descendem de Virgílio, criador da escola estilista, e artista perfeito. Homero e Dante fizeram apenas da linguagem o instrumento da ideia, da imagem grandiosa, e nunca subordinaram o pensamento à expressão plástica do metro. Nem todos os que fazem versos são poetas; nem mesmo todos os que fazem bons, excelentes versos, o são. Os versos tornam-se apenas a fôrma, em que a poesia se traduz e dilui as vestes com que ela se cobre e mostra; a poesia provém da imaginação. O verso é o instrumento que vibra o som que ela pretende fazer ecoar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A metrificação de Tasso é tão perfeita, que no seu tempo e até nossos dias todas as classes do povo aprendem de cór as estrofes do seu poema e as recitam extasiadas da melodia do verso. Os gondoleiros de Veneza, ao clarão do luar, no meio das lagunas, no canal do Rialto, ao balançar do remo que conduz o ligeiro batei, murmuram sempre e cantão estrofes da Jerusalém libertada. Os pescadores de Nápoles, os pastores de Arezzo, repetem-nas, lançando as redes ao mar, ou guardando o gado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O assunto não podia ser mais bem escolhido; é a guerra das Cruzadas; é a luta entre cristãos e maometanos. A religião anima uns e outros combatentes; a religião não tem pátria, forma uma só nação com povos de diversos idiomas, diferentes governos civis, costumes vários, distantes solos, sem a menor liga ou interesse entre si, que não seja a do culto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As Cruzadas são um episódio notabilíssimo na história da Europa. Durou dois a três séculos. Começou no século XI. Sabe-se que toda a Europa era cristã, e a Ásia maometana. Os árabes se haviam assenhoreado da cidade de Jerusalém, que continha o túmulo de Jesus Cristo, desde o desmoronamento do império romano. Ora, era crença geral e antiga na Europa que uma viagem, peregrinação ou romaria a Jerusalém, remia os pecados, salvava as almas do inferno e até do purgatório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Constantemente era a terra santa frequentada por peregrinos a fazer penitência. Aos milheiros ou isolados, ou em grupos numerosos, lá iam, homens, mulheres, velhos, moços. Os muçulmanos de Jerusalém começarão a maltratá-los, insultá-los, obstar-lhes as romarias. Queixas dos cristãos ecoavam por toda a parte contra a tirania muçulmana. O papa Gregório VII, no século XI, lembrou aos povos europeus formar exércitos, e restaurar o domínio cristão em Jerusalém. Sua voz foi ouvida pelas várias nações da Europa. Mais de sessenta mil homens apresentarão França e Alemanha. O sumo pontífice era, todavia, mais político e estadista que representante da santa religião, que só deve cuidar de interesses espirituais, falar à consciência e propagar os verdadeiros dogmas. Pela política abandonou Gregorio Vil seus primeiros intentos, preferindo ser soberano temporal poderoso, e impor seu predomínio aos reis cristãos da terra. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao findar o século, porém, apareceu um monge a pregar pela Europa uma guerra santa contra os maometanos, afim de salvar o túmulo de Jesus Cristo, sevandijado, insultado, como ele o observara por si, pelos sectários do Islamismo. Chamava-se Pedro, autorizava-se com licença do papa, incitava o movimento pela religião, e pela palavra—Deus o quer. O ermitão Pedro conseguiu fazer partir uma primeira cruzada, ou reunião de guerreiros, por terra, em 1097. Mas todos eles foram desbaratados, destruídos pelos muçulmanos ao deixarem Constantinopla e ao se internarem na Ásia. Segunda Cruzada se levantou, mas esta séria, e com chefes habilitados, em 1098. Goffredo de Buillon conduziu os cruzados à Terra Santa, bateu os muçulmanos, tomou á força de armas Jerusalém, e aí criou um reino que foi efêmero, durou pouco tempo, mas que contou entre seus soberanos Goffredo, seu irmão, e outros guerreiros. Os turcos, que começavam a sobressair, e que curvarão sob seu jugo os árabes até então dominadores, e cuja decadência principiara, coadjuvados por outros povos da Ásia, expeliram por fim os cristãos de Jerusalém, resistiram por dois a três séculos a novas cruzadas, restaurarão sob seu jugo toda a Ásia oriental e África, e por fim se apoderarão de Constantinopla no século XV, extinguido o império do oriente ou grego, e ousando vir à Europa atacar seus inimigos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis o fato histórico escolhido por Tasso para assunto de seu poema, que começa com a nomeação de Goffredo para chefe dos cristãos, e acaba com a tomada de Jerusalém, conservada assim a ação em limites regulares.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O acontecimento preferido prestava-se a um verdadeiro poema épico. Bastava orná-lo com episódios maravilhosos para sustentar o interesse. Mas Tasso não foi tão simples como seus antecessores. Predominava nele a imaginação. Nenhum poeta o igualava nessa faculdade do espírito. Tasso fez um verdadeiro romance, em vez de um poema épico, com o assumpto das Cruzadas. Nenhuma condição lhe falta da epopeia, mas tão romanesco, tão dramático, tão repleto de peripécias e intrigas enamoradas, como ele é, distingue-se dos demais poemas épicos. Agrada mais aos moços, às donzelas, aos apaixonados, mas diminui de valor, por isso mesmo, perante o gosto e a razão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Começa o poema descrevendo o campo cristão em Tortosa. Goffredo, Tancredo da Sicília, o conde de Tolosa, são guerreiros históricos: outros de imaginação, como Reynaldo, do qual faz Tasso descender a família dos Estes de Ferrara, passão suas tropas em revista. Delibera-se nomear Goffredo chefe, e atacar Jerusalém.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passa depois a Jerusalém. Aladin a governa. Argante e outros chefes mouros o sustentam. No campo cristão juntam-se e pintam-se franceses, ingleses, alemães, escandinavos, húngaros, espanhóis, italianos, portugueses, gregos; de toda a parte da Europa saem os cruzados. No campo muçulmano reúnem-se os árabes, turcos, drusos, beduínos e outros povos da Ásia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tasso pinta com as mesmas cores e desenhos os guerreiros cristãos e muçulmanos. São todos bravos, cavalheiros, valerites, generosos e denodados. Não distingue cristãos de mouros o cantor das Cruzadas: e as pinturas não nos dão tipos particulares, individuais, distintos um do outro, como são os de Homero, Camões e Dante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Depois nota-se ainda que Tasso imaginou três tipos de mulher para organizar a intriga do seu poema. Não quiz nem urna cristã. Procurou-as todas entre as maometanas. Pois não haveria mulheres nos acampamentos, nas comitivas dos cruzados? Hermínia o poeta descreve apaixonada por Tancredo, que ela quando prisioneira dos cristãos vira e conhecera, devotada a seu amor, capaz de sacrifícios por ele: Clorinda, sem paixões ou instintos femininos, só guerreira, combatente e dedicada aos seus e à pátria: Arminda, uma fada, mágica, encantadora, revolvendo-se em feitiços e bruxarias, linda como tudo o que pôde a natureza produzir de mais admirável, verdadeira cópia da Vênus de Camões.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tancredo em um combate singular com Clorinda, ao despedaçar lhe o elmo e descobrir o rosto, reconhece-lhe o sexo, fascina-se com sua formosura, enamora-se em um instante, não a ataca mais, e deixa-se bater. Felizmente para ele estendera-se a luta aos dois exércitos, e Tancredo e Clorinda foram assim separados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os demônios, que são todos do partido dos maometanos, incitados por Satanás, espalham-se por entre os muçulmanos, e os animam a perseguir os cristãos. Resolve-se Armida a seduzir guerreiros no campo de Goffredo, magnetizando-os com seus encantos femininos. Atônitos os guerreiros cristãos com o deslumbrante de tão esquisita beleza, que a eles se dirige, querem todos acompanhá-la, e a salvar-lhe o trono, que ela diz pertencer-lhe e lhe fôra usurpado por um parente bárbaro. Goffredo os contém, mas, a bem pesar seu, concede que dez a sigam, afim de auxiliá-la. Não dez somente, esse foi o número permitido, muitos, porém, mais correm após a formosura divina que os fascina e cativa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha perto de Jerusalém uma floresta, de onde podem os cristãos tirar elementos para a guerra. O mágico Ismenio a encanta, assim a fecha aos inimigos de Mahomet. Alli vai ter Armida com os guerreiros cristãos que a acompanharão, e estes ficam encantados pela moura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Reinaldo, que matara em duelo um chefe cristão, fugindo também do campo, penetra na floresta, é visto, e amado por Armida, que o arrebata, leva para as ilhas afortunadas, e entrega-se com ele a todos os prazeres no meio dos jardins magníficos, e dentro de um palácio de fadas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entanto Herminia, desesperada por ver Tancredo, toma as armas de Clorinda, cobre-se com elas, e corre ao campo cristão. Pensão todos que é Clorinda, a terrível, a valentíssima guerreira, e precipitam-se contra Herminia. Tancredo trata logo de defendê-la, e ei-lo que a procura. Herminia, fugindo, recolhe-se entre pastores. Tancredo cai na floresta encantada, e fica prisioneiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Terrível posição dos cruzados! Faltam-lhes os melhores guerreiros, são açoutados pela peste e dizimados pelo ferro muçulmano Goffredo sofre as mais pungentes dores, e não sabe como vencer os perigos que o cercam.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Um ermitão aparece, cristão e mágico, que noticia onde está Reinaldo, e que só ele pode destruir o encantamento da floresta. Dois mensageiros são então mandados às ilhas afortunadas. Reinaldo os vê, arrepende-se. do que faz, toma as armas, abandona Armida, e corre ao campo cristão. A desesperação de Armida é pintada com cores admiráveis, ao abandoná-la o amante por quem tudo sacrificara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Reinaldo penetra na floresta encantada, não faz caso das imagens de Armida, com que é recebido, combate os espíritos infernais, e reduz a floresta ao serviço dos cristãos, tirando-lhe os encantamentos. Corre depois a salvar Tancredo-e os demais guerreiros, e os conduz ao campo de Goffredo. Começa o sítio de Jerusalém com vigor e energia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Clorinda delibera destruir as máquinas de madeira que junto aos muros da cidade levantam os cruzados. Não encontrando suas armas pretas, que Herminia levara, toma outras de côr diversa. Ela e o terrível Argante conseguem os seus intentos. Cai dão os cristãos de defender-se, e salvar suas obras entregues ao incêndio. Tancredo encontra-se com Clorinda. Combate renhido travão. Tancredo traspassa o peito de Clorinda com sua cortante espada. Cai Clorinda ao chão, Tancredo tira-lhe o capacete, reconhece-a, desespera-se, pede-lhe perdão, declarando-lhe seu amor, sua paixão extremada, Clorinda enternecida pela primeira vez em sua vida, ela, que nunca sentira emoções e afetos amororos, roga-lhe a batize para morrer cristã.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assalta-se Jerusalém; são vencidos os muçulmanos, levanta-se a bandeira dos cruzados sobre seus muros e torres, salva-se o túmulo de Jesus Cristo. Acaba o poema com uma derradeira vitória contra Solimão, do Egypto, que acudira em auxilio dos maometanos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não se pode deixar de elogiar o maravilhoso cristão de que se serviu Tasso, abandonando de todo o da mitologia grega, quando Camões e Dante o haviam desacertadamente empregado, mesclando-o com o da religião moderna. Não se pode deixar também de sentir um êxtase, um prazer indefinível, quer diante de um episódio solto no poema, o de Olinda e Simphronio, que se não liga à ação, quer perante cenas de amor, de combate, de paixão, de encantamentos, de fadas, com que nos enleva o gênio de Tasso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas ao mesmo tempo sentimos que haja ali imagens de mais, e o que é pior, que parecem só produtos da imaginação, e não do sentimento real e patético: que um tão belo poema se tivesse convertido em quase romance; que contra os costumes, usos, e religião dos maometanos se mulheres pintassem tão europeias de ideias, de sentimentos, de paixões, de gênio empreendedor e ativo! Aqui é Tasso inferior aos seus rivais na epopeia, porque falta á verdade histórica, e á verdade da natureza cujas leis se devem respeitar e cumprir escrupulosamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A pompa excessiva da Jerusalém a faz mais artificial que patética. Posto que superior em imaginação aos demais poetas heroicos, não os iguala na simplicidade da ação, como o belo ideal a exige.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já deu a hora para esta conferência. Paro com Tasso, declarando apenas que lhe faltam a melancolia de Camões, a ciência profunda de Dante, o misticismo austero e gracioso de Milton, a sublimidade de Homero, a suavidade e doce efusão de afetos de Virgílio, posto que mais ornado, imaginoso, repleto de pompa, e de aventuras interessantes e dramáticas, seja de certo o poema de Jerusalém. (&#039;&#039;Muitos e repetidos aplausos partem de todos os lados&#039;&#039;).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares,&#039;&#039; Rio de Janeiro, nº4, abril 1876, p. 25-41 (na integra). Capturado em 28 agos. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/390&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina’ de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<title>Modelo de Verbete de Conferências</title>
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		<title>Conferência Popular da Glória nº 76</title>
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Na quinta-feira, às 6 horas da tarde, verificou-se em presença de S. M. o Imperador, a nona conferência do &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia, que tomou a si o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna. O orador exemplificou as usas doutrinas sobre a grandeza d’ala, com aplicação da lei pedagógica da harmonia, e por isso dissertou sobre o imperador Marco Aurélio, filosofo da escola estoica, e que deu exemplos de grandes qualidades, tanto na vida pública, como na vida particular.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Do erudito discurso do ilustre orador ficou plenamente justificada a preferência por ele dada ao estudo de tão notável vulto da história, a quem não recusaram justiça e elogios os próprios padres da Igreja.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O numeroso auditório aplaudiu muito o orador ao retirar-se da tribuna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a quadragésima primeira conferência de domingo, fazendo-se ouvir o Sr. Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Bello. A tese de que se ocupará é a seguinte: &#039;&#039;A America e sua civilização”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 246, 05 set. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 19 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9376&amp;lt;/u&amp;gt;  &amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_78&amp;diff=3259</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 78</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Teve lugar, quinta-feira, às 6 horas da tarde, na augusta presença de S. Majestade, a décima conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia, de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que tratou desenvolvidamente da quarta lei da ciência pedagógica, a &#039;&#039;graduação&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador mostrou a grande importância dessa lei para a boa educação tanto intelectual, como física.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Deve-se fixar bem o ponto de partida para ir sucessivamente desenvolvendo as faculdades, não exigindo mais do que aquilo que a natureza pode dar. A educação deve operar-se como o crescimento físico, insensivelmente, partindo do conhecido para o desconhecido, de modo que a ideia seguinte saia naturalmente da anterior. A verdadeira educação não se faz por saltos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar seu importante discurso, foi o Sr. Dr. Ferreira Vianna muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, realizar-se-á a quadragésima segunda conferência do domingo, ocupando- pela primeira vez a tribuna o Sr. Dr. Thomaz Alves, que falar sobre &#039;&#039;Mme. de Stael.”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 253, 12 set. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 19 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9426&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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  {{#iferror:{{#explode:{{PAGENAME}}|nº |1}}|{{PAGENAME}}}}&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_s._n.&amp;diff=3258</id>
		<title>Conferência Popular da Glória s. n.</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_s._n.&amp;diff=3258"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;17/03/1878&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[CORREIA, MANOEL FRANCISCO|Manoel Francisco Correia]]&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Conveniência de manter a Escola de Humanidades criada pelo Instituto Farmacêutico (conferência especial)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“O orador disse que foi um dos seus fins, na conferência de 10 do corrente mês, demonstrar que só o concurso da iniciativa particular poderia, nos dias que correm e nos tempos mais próximos, fazer com que a nobre causa da instrução popular tivesse, entre nós, sensível progresso; não permitindo os recursos oficiais dar-lhe de outra forma o impulso aliás indispensável para que o Brasil represente, como deve, papel conspícuo no século transformador que se avizinha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dependendo dos cidadãos, observou n’essa ocasião o orador, libertar o Brasil do infortúnio de ficar estacionário em matéria que tanto interessa ao futuro, era de esperar que eles não se mostrariam surdos aos clamores da pátria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Acaso fomos os brasileiros feridos de alguma inferioridade no que respeita à dedicação pela causa pública?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto inquietava-se já o orador com a possibilidade de um fato, que será um extremo lastimável, o fechamento de um estabelecimento de instrução popular, devido à iniciativa particular, que ia entrar no quinto ano de existência, e que se tem assinalado por serviços relevantes à instrução primária e secundária de jovens talentosos e aplicados, mas pouco favorecidos da fortuna. Refere-se à &#039;&#039;Escola de Humanidades&#039;&#039; criada e mantida pelo benemérito &amp;lt;u&amp;gt;[[INSTITUTO FARMACÊUTICO DO RIO DE JANEIRO|Instituto Pharmacêutico do Rio de Janeiro]]&amp;lt;/u&amp;gt;, onde se distribuía &#039;&#039;gratuitamente&#039;&#039; até o ensino necessário para a matrícula nos cursos superiores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Só motivos de força maior podem impelir o patriótico instituto à desesperação d’esta medida extrema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com sacrifícios não pequenos manteve ele, durante quatro anos, a escola de humanidades, que fez com que muitos jovens prestimosos pudessem apresentar-se nos exames gerais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Faltam agora os recursos. A existência da escola de humanidades está seriamente ameaçada, triste é dizê-lo. Seus devotados sustentadores empenham os derradeiros esforços para salvar das ruínas o protetor edifício que tão custosamente levantaram. Estendem a mão ao teatro em nome do alfabeto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nunca se viu pedinte envolto em mais meritório manto. Se as almas generosas que se deleitam ligando à própria folgança o benefício estranho acudirem ao seu reclamo, o instituto farmacêutico terá aulas, livros, papel, penas; munições de que necessita para prosseguir na gloriosa luta travada contra a ignorância, que desgraçadamente possui vastos domínios n’este grande império, e que paga ao cárcere tão abundante quanto daninho tributo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Professores desinteressados não lhe hão de falar. É título de honra para esta ilustrada capital, o de não ter-se n’ela fechado estabelecimento algum de ensino por falta de professores que sirvam gratuitamente.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Suponhamos, porém, que o Instituto vê-se tolhido de realizar a sua ideia, ou d’ela não colhe suprimentos suficientes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estaremos em frente de um mal irremediável? Não haverá como salvar a existência preciosa da escola de humanidades? Ficarão privados do alimento do espírito os jovens que a frequentavam?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador não quer crer que esta nódoa venha manchar a história do ensino na cidade do Rio de Janeiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pois que! O instituto farmacêutico deseja manter, dirigir e auxiliar na medida de suas posses um estabelecimento de ensino de provada utilidade; os professores não recusam a continuação de seus valiosos serviços; afluem à matrícula alunos necessitados; e todas estas felizes e honrosas disposições hão de estacar esmorecidas por falta de salas para as aulas, de livros, mesas, papel e luz?! Esconder-se-á por desventura a mão poderosa que, estendendo-se, fará cair o orvalho vivificador sobre a arvore frutífera que a secura do indiferentismo ameaça destruir?! Estará extinta, como raça fóssil, a classe dos cidadãos ilustres que ainda proximamente chamavam sobre seus nomes as bençãos de pátria por valiosos donativos à instrução pública? Necessita acaso o instituto farmacêutico para manter a escola de humanidades de soma tão avultada que, diante do fabuloso algarismo, se petrifiquem os generosos incitamentos dos que buscam dignamente, pelo imã eficacíssimo da prática do bem, atrais sobre si e sobre os seus a proteção do céu?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não; basta a quantia, relativamente pequena, que tantos varões piedosos louvavelmente despendem para custeamento de hospitais de beneficência durante um ou dois meses. Sobram um tesouro para larga messe de melhoramentos o que se tem despendido com festejos públicos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Correrão caudalosas as águas para inundação dos prazeres, e desviar-se-ão esquivas do tênue regato para não alimentarem a fonte de atos que engrandecem e dignificam as nações?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A que deplorável estado de enervação houvéramos chegado de si tal sucedera! Se já faltassem os ímpetos viris que arrastam as almas elevadas à prática de ações promotoras do bem geral, daríamos o contristador espetáculo de uma nacionalidade nova infeccionada pelo vírus corrosivo dos povos em decadência. Se, indiferente ao mais cada um contrair-se ao que particularmente lhe toca, que sorte estará reservada aos interesses coletivos da sociedade?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E que ecos repetirão a voz queixosa do que sentir-se agravado?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sem o laço elétrico que faz estremecer a comunhão quando ferido a direito de um despedaça-se a força das garantias sociais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não; não está, não pode estar extinto o sentimento do bem comum. As dificuldades com que luta o instituto farmacêutico para manter uma escola de manifesta e publica utilidade provém de não serem conhecidos os apuros em que se ele acha, e da modéstia com que oculta os bons serviços que tem prestado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não é numerosa a corporação dos farmacêuticos; e, entretanto, ocupa lugar distinto nas fileiras dos combatentes pela prosperidade da causa nacional, dando assim nobre exemplo, que o orador não dirá que importa censura ou exprobação, a outras classes mais numerosas e que dispõem de mais poderosos meios de ação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Criou o &#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[INSTITUTO FARMACÊUTICO DO RIO DE JANEIRO|Instituto Pharmacêutico]]&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039;, que tanto recomenda o nome de seus fundadores e mantenedores; promove o adiantamento e advoga a causa de sua classe em uma bem redigida &#039;&#039;Revista&#039;&#039; mensalmente publicada, que dá testemunho e sua ilustração e amor ao trabalho; fundou a &#039;&#039;Escola de Humanidades&#039;&#039;, que é um dos seus padrões de glória; e levantou uma tribuna de conferências públicas que tem sido e há de continuar a ser instrumento de progresso nacional.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Que outros títulos mais honrosos podem ser invocados para merecer o favor público?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se, porém, todos os ouvidos ensurdecem diante de tão justos clamores; se todos os braços se conservarem inertes sob a opressão de algum gênio maléfico; se a nobre aspiração do &#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[INSTITUTO FARMACÊUTICO DO RIO DE JANEIRO|Instituto Pharmacêutico]]&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039; não puder escapar à desventura da condenação à impotência, o orador atribuirá o fato à funestas circunstâncias de ocasião, não podendo capacitar-se de que tenha por origem o desanimador amesquinhamento do sentimento público.[[Conferência Popular da Glória s. n.#%20ftn1|[1]]]&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Será o sinistro augúrio de que ficaram sem substituição, depois da extinção da Ordem, as aulas gratuitas que hão de tornar saudosamente lembrado o Mosteiro de São Bento. Será o receio pelo desenvolvimento do patriótico Lyceu de Artes e Ofícios, instrumento de nosso progresso industrial e artístico. Mas não poderá significar a ameaça de permanente inércia e abandono, sem que sejam profundamente abaladas as lisonjeiras e altivas esperanças no futuro brilhante do Brasil, que lhe parece reservado pelo fato providencial de ter tomado o domínio português na América tão extraordinária extensão; de não ter podido ser quebrada essa majestosa unidade nos dias luxuosos para a metrópole; e de notável exceção! Conservar-se unido, depois da independência, todo o vasto território americano em que se fala a língua portuguesa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não se dirá ao menos que, em presença da mais que legítima pretensão do &#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[INSTITUTO FARMACÊUTICO DO RIO DE JANEIRO|Instituto Pharmacêutico]]&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039; estão em questão três princípios salutares, alavancas poderosas para a grandeza do império; a iniciativa particular, o espírito de associação, a instrução popular.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O malogro de pretensão, tão favorecida por sua natureza, desalentará a crença no valor dos esforços individuais, na eficácia da iniciativa particular, que aliás a outros Estados tem cumulado de benefícios; tirará incentivos ao espírito de associação, que realiza prodígios na sociedade moderna; e fará retrogradar a instrução popular, um dos mais fortes esteios da civilização.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador regozija-se com o instituto por haver hasteado a bandeira d’essa trindade bendita. Sustente-a com denodo, animado pelo fogo d’aquele sentimento vivaz tão brilhantemente assinalado no último número da &#039;&#039;Tribuna Pharmacêutica,&#039;&#039; a coragem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se sucumbir abraçado com tão glorioso estandarte cairá heroicamente ao lado dos intrépidos trabalhadores que tem pelejado pela causa da humanidade.”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;[[Conferência Popular da Glória s. n.#%20ftnref1|[1]]] A &#039;&#039;Escola de Humanidades&#039;&#039; continua a ser mantida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Cardoso, José A. dos S. &#039;&#039;Conferências e outros trabalhos do Cons. Manoel Francisco Correia.&#039;&#039; Rio de Janeiro, Tip. Perseverança: Rio de Janeiro,1885, pp. 279- 284 (resumo). Capturado em 27 jan. 2026. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242774&amp;lt;/u&amp;gt;  &amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca, Yolanda Lopes de Melo da Silva.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_67&amp;diff=3257</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 67</title>
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;O surdo-mudo, tanto pelo lado físico, como sob o ponto de vista moral e intelectual.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se ante-hontem a trigésima sexta conferência de domingo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tratando o surdo-mudo sob o ponto de vista físico, moral e intelectual, o ilustrado Sr. Dr. Menezes Vieira revelou estudo aprofundado na matéria. Sendo ele um dos dignos professores do Instituto dos Surdos-Mudos trouxe, em apoio de suas opiniões, factos ocorridos no mesmo instituto; e, lembrando que no Brasil há mais de dez mil surdos-mudos, pediu instantemente que se tomassem a bem da instrução deles medidas de que o país só colheria vantagens.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador foi merecidamente aplaudido pelo numeroso auditório, ao terminar o seu erudito discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 da tarde, terá lugar a quinta conferência do &#039;&#039;curso de&#039;&#039; pedagogia de que encarregou o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 214, 04 ago. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 25 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9144&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_71&amp;diff=3256</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 71</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Em presença de SS. MM. Imperiais, realizou-se anteontem a trigésima oitava conferência de domingo, ocupando a tribuna o ilustre professor da Escola Politécnica, o Sr. Dr. José de Saldanha da Gama, que tratou das &#039;&#039;legendas das&#039;&#039; plantas, começando pelos tempos mitológicos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Depois de ocupar-se com os vegetais celebres do Egito, passou a tratar minuciosamente daqueles que se ligam à história de nossa religião. Não foi esquecido o Brasil, merecendo no escudo das armas nacionais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador foi muito aplaudido, ao terminar seu discurso, pelo grande número de ouvintes que assistiram a conferência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, terá lugar à última conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou o ilustrado Sr. Dr. Ferreira Vianna, que se ocupará com a terceira lei da ciência pedagógica, &#039;&#039;a harmonia.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Consta que domingo 22 volta a esta tribuna o Sr. Conselheiro pereira da Silva, arredado dela há mais de dois meses. Concluirá suas preleções acerca da história comparada das colônias americanas, uma sobre a poesia, particularmente a épica, representada pelos seis grandes gênios, Homero, Virgílio, Dante, Camões, Tasso e Milton; e a outra nobre eloquência, particularmente à política, quer nos tempos antigos, quer nas épocas modernas”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 228, 18 ago. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 28 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9246&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_87&amp;diff=3255</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 87</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;08/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: o enjeitado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Os &#039;&#039;enjeitados&#039;&#039;, eis o delicado assunto de que tratou o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna na 14ª Conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que se encarregou.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Confirmando em termos justamente severos o ato, repugnante à natureza, do abandono dos filhos pelos pais nos primeiros momentos da existência daqueles, o orador observou que esse ato não revela sempre o mesmo grau de perversidade. Há dolorosas circunstâncias que às vezes arrastam a mãe desnaturada a dar um passo tão lastimável; o que atenua a gravidade de sua culpa, mas não a justifica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Rotos pela mão do crime, ou do infortúnio os laços que o prendem ao passado, o enjeitado pode ser o princípio, mas não é a constituição de uma família.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Criatura amputada, procura em vão no meio da sociedade em que nasceu aqueles que lhe deram o ser.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É fácil compreender a influência que este triste facto deve exercer em seu espírito. Dificulta-se por isso a ação do pedagogo. Como inspirar-lhes os elevados e nobres sentimentos que todos lhe faltaram no alvorecer da vida?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não é, porém, motivo para desesperar. Trabalho mais insano, gloria mais completa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dando o merecido apreço aos serviços memoráveis que, em sua insaciável caridade, prestou Vicente de Paulo às crianças abandonadas ao rigor do tempo, procurando-as em toda a parte, acalentando-as, restituindo à vila e à sociedade, o orador aplaude a existência desses pios estabelecimentos destinados ao amparo e educação dos enjeitados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Sr. Dr. Ferreira Vianna não partilha a opinião dos que entendem que deve extinguir-se as &#039;&#039;rodas dos enjeitados&#039;&#039;. Se faltar a roda, aí estão os adros das igrejas, os corredores das casas, a estrada pública. A roda diminui o número dos infanticídios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador foi muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a quadragésima sexta conferência de domingo. Subirá à tribuna o ilustrado Sr. Conselheiro João Manoel Pereira da Silva, que, continuando a tratar do interessante assunto da poesia épica, falará sobre &#039;&#039;Torquato Tasso e João Milton”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 281, 10 out. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9622&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina’ de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_94&amp;diff=3254</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 94</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_94&amp;diff=3254"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;José de Saldanha da Gama&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Modo de viver das plantas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Efetuou-se ante-ontem, na augusta presença de Suas Majestades Imperiais, a quadragésima nona conferência do domingo, ocupando a tribuna o ilustrado professor da Escola Polytechnica, o Sr. Dr. José Saldanha da Gama, que, tratando &#039;&#039;do modo de viver das plantas,&#039;&#039; ocupou-se principalmente com o interessante estudo das parasitas. Dividiu-os em verdadeiras e falsas, e analisou miudamente umas e outras, revelando profundo conhecimento da matéria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Sr. Dr. Saldanha da Gama terminou seu importante discurso comparando o parasitismo vegetal com o social, e demonstrando a perfeita semelhança entre um e outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao deixar a tribuna foi merecidamente aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, terá lugar a decima sétima conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 305, 03 nov. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9781&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_77&amp;diff=3253</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 77</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_77&amp;diff=3253"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Luiz Alves Leite de Oliveira Bello&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;América e sua civilização.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Anteontem teve lugar, na presença de S. M. o Imperador, a quadragésima primeira conferência de domingo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Subiu à tribuna o jovem orador o Sr. Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Bello, que desenvolveu eloquentemente a sua tese: &#039;&#039;A América e sua civilização.&#039;&#039; Ao importantíssimo serviço prestado por Colombo, o descobridor do novo mundo, rendeu o orador a devida homenagem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O grandioso futuro reservado à América inspirou ao Sr. Dr. Oliveira Bello frases animadas, que excitaram os aplausos de um dos mais numerosos auditórios que tem assistido às conferências. O vasto salão esteve completamente cheio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, fará o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna a décima conferência do útil &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que se encarregou. O distinto orador tratará da quarta lei da ciência pedagógica, a da &#039;&#039;graduação”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 249, 08 set. 1874. p.1 (resumo). Capturado em 19 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9397&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_89&amp;diff=3252</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 89</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_89&amp;diff=3252"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Efetuou-se quinta-feira a décima quinta conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna. &#039;&#039;O Estado e a escola,&#039;&#039; era o assunto dessa conferência.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador não exclui a interferência do Estado, que é órgão do direito, na escola, que é órgão da instrução. O Estado, que tem uma missão protetora, sobretudo em relação aos fracos, que por si não podem zelar seus direitos, não deve ser privado de inspeção nas escolas, que entretanto cumpre não sejam convertidas em instrumentos de política no sentido de nelas só receberem os meninos educação apropriada, para o desempenho de um determinado fim, como por exemplo, o serviço militar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Reconhecendo que a instrução não é um favor, uma concessão, mas um direito da infância, necessário ao seu desenvolvimento, o Sr. Dr. Ferreira Vianna proclamou logicamente o princípio do ensino obrigatório. Ao direito corresponde uma obrigação. Os que se obstinam em não cumpri-la devem ser constrangidos. Inscrito na lei o princípio, deve haver e necessário corretivo para os que a violarem. Mas é também consequente que o Estado forneça os meios de frequentarem as escolas aqueles que os não tiverem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Descendo da região da teoria para a dos fatos, o Sr. Dr. Ferreira Vianna demonstra que no Brasil não pôde a lei firmar, como um preceito geral, o ensino obrigatório. Há pontos do território em que a medida seria impraticável. Não há escolas, ou estão a grandes distancias. Como impor a todos, sem distinção, obrigação de frequentá-las?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Convém, entretanto generalizar a instrução primaria: a superioridade do que dela dispôs sobre aquele que não a possui é incontestável.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em presença do professor primário todas as condições se nivelam. Diante do alfabeto não há desigualdades: a necessidade de conhecê-lo é comum, e mesma para todos. O professor não deve nunca esquecer esta verdade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao concluir seu importante discurso foi o orador muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, realiza-se a 47ª conferência de domingo. Será a última do Sr. Conselheiro João Manoel Pereira da Silva, antes de sua partida para a Europa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Continuando na apreciação da poesia épica, o orador tratará particularmente de &#039;&#039;Milton e do Paraíso Perdido”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 288, 17 out. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9671&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina’ de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_98&amp;diff=3251</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 98</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_98&amp;diff=3251"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Joaquim Nabuco&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Veneza e arte veneziana.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A quinquagésima primeira conferência de domingo, que foi honrada com a presença de SS. MM. Imperiais. O numeroso auditório enchia completamente o vasto salão. Subiu à tribuna o Sr. Joaquim Nabuco para tratar de Veneza e a arte veneziana.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador começou dizendo que ocupava-se com a arte veneziana não por preferi-la à florentina ou à romana, mas por ser a de que guarda mais viva impressão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aludindo à Florença, disse que para quem vem de Roma, ela não é senão o berço de uma arte cujos mais perfeitos modelos acham-se no Vaticano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ocupou-se largamente com a Renascença e mostrou quanto mais tardia a aparição da pintura veneziana, cujo desenvolvimento estudou desde os Bellinis até Paulo Veronese.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para mostrar como essa pintura saiu do estado de Veneza no século XVI falou do governo e da vida dessa cidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estudando o caráter dessa pintura fez um paralelo entre a capela Cistina e o palácio dos Doges e descreveu com grande desenvolvimento as duas tendencias contrárias da arte de que esses dois monumentos são a melhor expressão. Pintando a decadência de Veneza, disse que a arte veneziana tinha revivido com Rubens e Delacroix e que se os holandeses se tivessem estabelecido no Recife talvez essa cidade justificasse hoje o seu título de Veneza da América.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na conclusão do seu discurso o talentoso orador mostrou que um país não precisa de um grande território nem de grande população para viver na história, e aconselhandoO Sr. Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira tratou de dois grandes poetas, &#039;&#039;Dante e&#039;&#039; Goethe, e mais uma vez revelou os dotes de seu espírito cultivado e os mais sólidos estudos literários.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não compartilhando a opinião de Mazzini, que entende não se poder estabelecer confronto entre o ilustre poeta florentino do século 14º e o celebre poeta alemão do século 19º, o Sr. Dr. Duque-Estrada Teixeira, que tem de continuar a tratar em outras conferências de tão importante assunto, reservou para outra ocasião a comparação que há de fazer entre as obras de um e outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Narrando a vida de Dante apontou as circunstâncias que servem para explicar as suas composições poéticas, uma das quais, &#039;&#039;A Divina Comédia,&#039;&#039; abriu brilhantemente o caminho aos poetas e literatos italianos da idade moderna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O tempo não permitiu se havia ao instruído orador senão o apreciar em largos traços o imortal poema de Dante, mas fê-lo com mão segura, demonstrando cultivada e primorosa crítica literária.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na mesma tribuna se havia qualificado &#039;&#039;A Divina Comédia&#039;&#039; como o &#039;&#039;poema de vingança.&#039;&#039; Não a considera a gloriosa e genuína expressão do tempo em que Dante viveu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O imortal poema do sublime poeta foi valioso auxílio para as obras justamente apreciadas de Miguel Angelo e Raphael.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O auditório aplaudiu vivamente o hábil orador ao terminar seu importante discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, fará o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, a decima sétima conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que se encarregou. Essa conferência será a última do distinto orador no corrente ano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 319, 17 nov. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 25 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9876&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_72&amp;diff=3250</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 72</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:26Z</updated>

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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Tem lugar hoje, às 6 horas, da tarde, a 7ª conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna. O assunto: &#039;&#039;a harmonia,&#039;&#039; terceira lei da ciência pedagógica”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_81&amp;diff=3249</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 81</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_81&amp;diff=3249"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:26Z</updated>

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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;João Manuel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Homero e Virgílio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhor, senhora, minhas senhoras e senhores. Demos tréguas, por algum tempo, aos estudos de história. Troque-mol-os hoje por um rápido passeio através dos jardins encantadores da poesia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A variedade deleita. A concorrência de tão seleto auditório neste recinto, provém não só de que ocupam a tribuna oradores diferentes, como que estes tratam de assumptos variados e diversos. Permiti-me, portanto, que não vos ocupe os momentos presentes com as considerações começadas acerca da historia das colônias americanas, mas com outro objeto, não tão instrutivo, de certo, nem tão severo, mais agradável aos sentidos todavia, mais risonho ao espírito. Perdoai-me se não corresponder neste novo campo á vossa expectativa e curiosidade como pela animação e aplauso com que me honrastes, quando em outras ocasiões ocupei a tribuna, suponho que vos ganhara a atenção e simpatia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Conversando sobre poesia, tendes direito a perguntar-me o que ela é, e o que constitui. Mas eu não posso, e nem sei que ninguém possa defini-la.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Poesia não se define — sente-se. Nasce-se poeta, não se aprende a ser poeta. (Muito bem.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A poesia emana da imaginação, faculdade do espirito; é uma das faces admiráveis por que a imaginação humana se manifesta; poesia, música, pintura, história, eloquência, até a filosofia, como a poesia, recebem suas inspirações nessa faculdade vasta, criadora, fantástica, luzente, que se pode comparar a ninfa dos Contos Escandinavos, que, lançando sobre as trevas olhares de ternura e amor, arrancava do seu seio átomos invisíveis, que se convertiam logo em luz brilhante, em criaturas reais, em objetos animados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Do estudo não provém, portanto, o gênio, sim e somente o gosto que se adquire e aperfeiçoa. O gênio cria, o gosto apura e traduz em realidade profícua. O gosto é o bom senso do gênio. Sem ele o gênio não passaria de uma sublime loucura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O gosto reproduz o pensamento, o voo do gênio, com as imagens convenientes, o colorido próprio, o desenho correto, a fisionomia viva; tira da lira os sons harmoniosos, e os vibra com a arte precisa e a melodia conveniente, afim de conservar a ordem, e a regularidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A poesia, meus senhores e senhoras, foi cultivada desde o começo do mundo, desde a infância dos povos. É o ramo literário mais antigo. Nasceu espontaneamente do vagido do infante, das cenas do lar doméstico, da solidão, das alegrias, do raiar da aurora, do levantar do sol, do ciciar das arvores, do empolar dos mares, do murmurar do zephyro, do cair da tarde, do escurecer da noite, do brilhar das estrelas e dos astros, da imensidade, enfim, do espaço e do horizonte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ainda os homens não conheciam a escrita, e já para contar seus prazeres, publicar suas sensações, queixar-se de suas magnas, manifestar seu entusiasmo, usavam da poesia, formando canções improvisadas, que como tradições e reminiscências passavam de homens para homens, de séculos para séculos, guardadas na memória, e repetidas no seio das famílias.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quantos cânticos pastoris, amorosos, elegíacos, quantas fábulas, provérbios, parábolas, gêneros poéticos tão conformes ao caráter dos povos primitivos, se perderão por não haverem sido escritos!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quantos nos restam ainda dos antigos Persas, Hindus, Chins, que ultimamente traduzidos se têm espalhado pela Europa moderna, e que provão o engenho e tendências literárias daquelas nações, desaparecidas umas da terra, outras continuando com seus próprios nomes ou diversas denominações?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como não resplendece entre os monumentos antigos da poesia, a Bíblia, obra magnífica do povo patriarca, a Bíblia, tesouro extraordinário de imaginação, a Bíblia, em que tantos obreiros trabalharão, Moysés, o poeta legislador e homem de Estado, David, o poeta lírico, Izaias, o poeta descritivo, Job, superior a todos pela elevação, variedade e profundeza das imagens?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Job procedia de família patriarcal e pastoril da lduméa, e Job escreveu um poema que é verdadeira epopeia d&#039;alma, drama íntimo do pensamento, filosofia lírica, gemido elegíaco do coração. Esse poema é uma parte da Bíblia, sem dúvida a mais preciosa pelo sentimento complexo e variado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Começa Job por cantar suas felicidades públicas e particulares dramatiza depois suas desgraças, dores, abandono e miséria. Narração, drama, hino, dor, desesperação, furores, apóstrofes, ironias, tudo aí há. Depois sucede a prostração, a resignação, a piedade. Termina pela adoração. E o rugido do leão, a braços com as torturas da vida, da morte, da dúvida, que se arroja a interrogar Deus, e só depois de convencido, curva-se e submete-se contrito á misericórdia do Eterno.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apareceram numerosos poemas na antiguidade; todos os povos de que falei contão poetas. Nenhuma, porém, de suas composições, ainda que grandiosas, sublimes, quer dos hindous, os poemas de Ramayanna e Mabaharat, quer dos árabes, os de Antar, quer dos hebreus, os de David, Moysés, Job, nem uma dessas composições se pode denominar épica; dividem-se todas em líricas, elegíacas, pastoris, didáticas, em parábolas e fábulas reduzidas a contos poéticos. Outros gêneros e espécies de poesia se notão assim ou só por si, ou misturados e aglomerados. É que a poesia épica fora desconhecida em tão longínqua antiguidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A poesia épica nasceu na Grécia, e foi criada por Homero. Compõe-se de um facto ou fundamento histórico, ornado de episódios de imaginação, de maravilhoso fantástico para captar o interesse. Deve conservar a unidade da ação, ligando-se-lhe como partes delia as aventuras de invenção, marchando par e passo e conjuntamente. O poeta deve narrar, mas embelezando a composição, cantando-a, elevando-a ao grau mais sublime; é-lhe portanto o verso indispensável para se formar uma harmonia de pensamentos e palavras, uma melodia sonora e igual de frases e imagens, uma música, enfim, que acompanhe o murmúrio das ondas da poesia, que devem brotar da exposição do assumpto. Deve ser o monumento enciclopédico de uma época ou período histórico, com suas crenças religiosas, suas ideias predominantes, seus costumes particulares; não é um romance em verso, é uma grande ação representada ao vivo, e sob o seu assunto majestoso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim, o poema épico é a mais elevada, a mais difícil, a mais sublime de todas as composições, porque, além de ser sua missão mais vasta e larga, e mais particular que a dos outros poemas, reflete e dispara igualmente emoções dramáticas, arroubos líricos, entusiasmos, êxtases, que o realçam e aformoseiam, com a pintura grandiosa dos feitos heroicos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É por isso que só poucos poetas épicos existem, que mereçam os lugares de honra e de primor; encontrais na história das letras da antiguidade número extenso de líricos, descritivos, dramáticos, elegíacos, filosóficos, didáticos; só vos aparecem dois épicos, Homero, grego, e Virgílio, latino. Folheai os anais dos povos modernos, quantos de todo o gênero e espécie na Alemanha, França, Inglaterra, Hespanha, Itália, Portugal, Holanda, Dinamarca? Só quatro vultos se levantam para serem aceitos como sucessores de Homero e Virgílio, Dante e Tasso, italianos, Camões, português, e Milton, inglês.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quem foi Homero, e o que era a Grécia fio seu tempo? E o primeiro ponto que nos cumpre investigar, porque sobre ele se têm suscitado contradições e dúvidas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Toda a antiguidade acreditou na existência de Homero; Heródoto escreveu sua vida, que chegou intacta aos nossos tempos. Platão, desterrando a poesia do seu mundo social e político, exceptua Homero quanto à Odisseia. Aristóteles cita a cada momento Homero; numerosos escritos falam dele, e tratam de sucessos de sua vida. Estatuas se levantarão em várias cidades, monumentos, bustos, tudo em sua glória. Ninguém na Grécia suscitou dúvidas sobre sua existência. Nascera cerca de 180 a 200 anos depois da guerra de Tróia, e cerca de mil antes de Jesus Cristo. Nos tempos romanos, de Homero falam todos os escritores. A história de Homero chegou até o século XVIII pura, e aceita geralmente, sem que ninguém a contestasse, posto que algumas das tradições que legendas, de que andava ornada, não pudessem ser acreditadas na sua integridade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas no século XVIII, dois grandes literatos e filósofos, Wolff e Vico, publicarão que Homero era um mito, porque nunca existira; e os poemas espalhados com seu nome não passavam de rapsódias, ou extratos de muitos autores, como o era a Bíblia, e vários poemas antigos. Encontrarão muitos adeptos em favor desta alegação. Não admira. No século XVI, todo de ceticismo, duvidou-se até da existência de Deus, por que se não duvidaria da existência de Homero?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas o século XIX, escrupuloso nas suas indagações históricas e filológicas, desfez fogo às ideais do seu antecessor. Os profundos estudos sobre a Grécia e a antiguidade, os descobrimentos de muitas obras desconhecidas até agora, e que só em nossos dias apareceram, quer gregas, quer latinas, uma crítica mais apurada e filosófica, sem preconceitos e sem partidos, provão que a antiguidade toda teve razão, que Homero existiu, que Homero escreveu, os dois poemas da Ilíada e da Odisseia, e que podem algumas legendas inventadas haver sido introduzidas na sua biografia, sem que o fundo deixe de ser exato e real.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Viço e Wolff perderão seu tempo, pretendendo roubar á Grécia, e ao mundo todo, bem como á literatura de todas as nações antigas e modernas, o prestígio dessa gloria que a todos cabe, de contar Homero á frente da poesia épica, como seu criador e seu primeiro representante.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O que dizem os antigos acerca da vida de Homero? Difícil será joeirar o que há de verdadeiro e o que há de fantasia. Qual a nação, qual o vulto célebre, e principalmente de tempos remotos, escapa a que em sua história se misturem lendas, inventos, o maravilhoso, enfim, que sempre inspiram as grandes ações, e os grandes acontecimentos?  Sofreu-as a memória de Homero, mas não foi ele só. Suportou-as Grécia, Roma, mas nem Espanha, e nem a própria Inglaterra padecem porque sua história primitiva está recheada de factos inventados, de tradições falsas, de lendas como as de Bernardo dei Carpio, Rei Arthur e tantos outros, nascidas do entusiasmo nacional, e da imaginação do povo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Narram todos os escritos gregos que sete cidades reclamarão a glória de ter sido o berço de Homero, mas que Smyrna, na Eólia, tem o direito de preferência, porque seu nome primitivo era Melesigeno por haver nascido nas ribas do rio Meles, que banha a cidade de Smyrna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Acrescentam que em seu tempo havia pelas cidades da Grécia numerosos poetas, que viviam cantando poesias e canções sobre a guerra de Troia e Grécia, e sobre os grandes eventos e infelicidades dos seus guerreiros. Chamavam-se rapsodas. Um Phenix existia em Smyrna com escola aberta, e que foi o padrasto de Melesigeno e seu mestre. Depois da morte de Phenix, Melesigeno viajou pela Ásia menor, examinou os restos de Tróia, correu as ilhas gregas, e diversos Estados. Perdeu a vista em Colophon, e vivia do que lhe davam, recitando e cantando seus versos, corno antes dele o haviam feito seus contemporâneos Phomion e Demodoco, e seus antecessores Musêo, Amphion e Orfêo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Achando-se em Cymêa, pretenderão alguns cidadãos, encantados pela poesia, retê-lo na sua cidade, dando-lhe uma pensão para viver. Mas o conselho ou diretório declarou que, a passar a ideia. não haveria cego que não quisesse pensão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Cego, no dialeto Cymêo, diz-se — Homero. D&#039;aí por diante Melesigeno foi chamado Homero, isto é, cego, por todos os seus coevos, e os posteros não o conhecerão senão por esse nome.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Por esse tempo já se usava a escrita na Grécia; as letras, caracteres e papiros tinham sido descobertas na Ásia, e as relações dos egípcios e fenícios os haviam transferido para a Grécia. Assim Homero, escrevendo a Ilíada e Odisseia, os repetia e cantava, vendendo copias de cantos e versos, que se espalhavam pela Grécia, e se tornavam conhecidos e populares. Não se passarão muitos anos depois da sua morte na Ilha DeIfos, que várias cidades da Grécia lhe não levantassem esta tuas, tão grande era já a reputação dos poemas do cego, ou de Homero.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Lycurgo e Pisistrato foram os que tratarão posteriormente de reunir os cantos dispersos, e de organizar cada um dos dois poemas completo e regular, como os conheceu a Grécia nos tempos da sua literatura bela e gloriosa, como os conheceu Roma e nós os conhecemos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Cumpre também dizer que em Alexandria vários sofistas e gramáticos antigos levantaram dúvidas sobre ser Homero o autor de ambos os poemas. Parecia-lhes impossível que o mesmo homem os compusesse pela diversidade de seus assumptos, e pela diferença e divergência que notarão na linguagem e no estilo plástico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Esses gramáticos foram chamados chorisontes porque tratavam de separar os dois poemas do mesmo autor; chorisonte sendo sinônimo de separatista.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O exame aprofundado, porém, dos dous poemas quer nas suas vestes, quer no seu fundo, prova que os chorisontes se não baseavam em razão nenhuma plausível. Decidiam-se mais por palavras que por ideias, pela versificação que pela poesia. Como não encontrar algumas divergências, e disparates mesmo nos versos, quando eles correram manuscritos pelos rapsodas, e só depois de muito tempo foram coligidos, apurados, e reunidos em os dois poemas?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Basta notar que a elocução é a mesma, iguais e semeIhantes as frases; que o colorido, os movimentos oratoricos os pensamentos na sua expressão, e fórmulas, se parecem com ar de família tal que não podem deixar de ser atribuídos ao mesmo gênio, que concebera e escrevera um e outro poema Demais, notai e comparai o plano de ambos. A Ilíada tem por base a história desde que Achilles brigara com Agamenon por causa de Briseis, até que morre Heitor e seu cadáver se entrega a Príamo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não compreende a guerra de Tróia toda, já ela começara quando principia o poema, e continuou muito tempo ainda depois de terminada a llíada. Na Odisseia começa-se com as aventuras de Ulysses, depois que deixou Tróia, até que chega à sua pátria, Ithaca, e se reúne á esposa Penelope. Ulysses vivera antes, e o poema termina deixando ainda Ulysses vivo. Ha, portanto, em ambos, um só facto, um plano idêntico concentrado em um período histórico. Observai ainda. Em ambos os poemas há uma unidade de ação, sem a menor discrepância; há episódios tão ligados à ação, como partes concomitantes delia, com idênticas maravilhas. Há uma abundância e variedade de retratos de personagens, heróis, heroínas, guerreiros, pastores, servos, escravos, tão modelados pelo mesmo sistema, que não é possível que se possa deixar de crer que ambos os poemas pertencem ao mesmo autor. O mesmo facto se não encontra em os outros poemas épicos conhecidos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Será razão plausível sustentar-se que sendo os assuntos diversos, o mesmo homem não poderia possuir, dispor de tal imensidade de gênio, que os pudesse conceber e executar?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não equivale essa opinião a ignorância da historia. Napoleão I não foi grande gênio na guerra, na política, na ciência militar, na eloquência, até como jurisconsulto? Miguel Angelo Buonarotti não foi engenheiro, pintor, escultor, arquiteto, poeta, e tudo em grau elevadíssimo?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Custa a crer, mas é verdade que o gênio que concebeu e levantou a cúpula da igreja de S. Pedro em Roma, foi o mesmo que executou a estátua colossal de Moysés, e pintou afresco do juízo eterno no Vaticano, foi o mesmo que arrancou do mármore a imagem da Piedade e as figuras do túmulo dos Medicis, que desenhou admiráveis telas de cenas domésticas e históricas que ornam os museus da Itália. Raphael não pintou a escola de Athenas, as guerras de Constantino, as belíssimas Virgens de Folino e da cadeira, assumptos tão diferentes?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como, portanto, não seria Homero capaz de escrever dois poemas épicos, de assumptos diversos? Poemas parecidos entre si, que se diria um o complemento do outro, ainda que em objetos diferentes, mas com a mesma ordem e método?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Comparemos agora os dois poemas&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Ilíada é o poema da mocidade; a Odisseia da velhice. A Ilíada é o poema guerreiro, a Odisseia doméstico. Um pinta a vida pública, o outro a vida intima. Um descreve heróis, o outro homens. Um é o símbolo da gloria, o outro do lar e ninho da família. Um tem, portanto, acentos, expressões mais deslumbrantes, mas a natureza as possui mais ternas e ticas; e a Odisseia se patéticas não é tão sublime como a Ilíada, é, todavia, mais interessante, se não falia como aquele à imaginação, corresponde porém, mais ao sentimento do coração.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ressoa na Ilíada o tinir das espadas, o ranger dos ferros o gemido da agonia, o furor da guerra, o ódio dos combates salpicar o do sangue; sentem-se na Odisseia a ondulação suave das vagas sobre o flanco do navio, o bater dos remos nas águas respingando chuvas de prata liquida, o murmúrio da brisa nos ciprestes, o cantar rios pássaros, o balar do gado, a alegria da família, as cenas do lar doméstico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na Ilíada que belos episódios de Helena a abrir seu coração a Heitor, que admiráveis colóquios de Andrômaca que cenas intimas da casa de Príamo? E os combates seguidos entre guerreiros que se parecem deuses pelo conselho e valor! Na Odisseia que lindas pinturas da ilha de Calipso, de Circe dos cânticos de Demodoco, dos trabalhos e inquietações de Penelope! Se a guerra é descrita em um poema do modo o mais interessante, atraente e terrível ao mesmo tempo as virtudes domésticas da Odisseia formam hinos verdadeiros, que deliciam a alma dos leitores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O método de excitar o interesse, de desenhar as paixões de mover os afetos, de suspender a atenção de modo a não poder distrair-se para outro objeto, tudo revela o mesmo gênio, o mesmo cérebro criador.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na pintura dos caracteres nenhum poeta inalou ainda Homero; é o grande conhecedor do coração e da vida humana. E que multiplicidade e variedade em ambos os poemas! Achiles com suas paixões ardentes, Heitor com Seu heroísmo, Priamo com suas virtudes paternais, Ajax com sua valentia. Ulysses com sua prudência, tino e perspicácia, cada um e completo, e cada um diferente; formão uma magnífica ria gale- que mostra a natureza e a alma nas suas diversas nuanças. Se da llíada brota poesia em flama ardente, da Odisseia correm ondas de sentimento.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A mulher, particularmente, como a sabe Homero descrever animada, viva, poética, entretanto! Calypso e Circe, apesar de deusas, não se esquecem que são mulheres; Helena, Andromaca, Penelope, Nausica, são entes encantadores, ternos, patéticos, verdadeira e puríssima imagem da companheira, que Deus concedeu ao homem sobre a terra, cada uma com suas qualidades particulares, seu tipo real, seus caracteres distintos e sempre agradáveis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A mulher, no tempo de Homero, não era ainda a que depois se mostrou na própria Grécia, na época de Péricles, dotada de inteligência igual ao homem; na Ásia a mulher era uma escrava, na Grécia de Homero era uma companheira do homem, brilhando pelo coração, não pelo espírito, bela, enternecedora, dedicada, cuja substância era a sensibilidade, e não a arte. Deus depositara na cabeça do homem a flama para esclarecer o mundo exterior das ideias; o calor na da mulher para revelar o mundo interior do sentimento.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Desejo ainda fazer-vos conhecer Homero sob dois aspectos aprazíveis. E&#039; o primeiro que se denuncia o homem virtuoso, o coração terno, a alma cândida e leal. Dir-se-hia que a Odisseia fôra concebida e escrita para provar a sua gratidão. Pobre, cego, mendigando o pão para viver, errando de cidade em cidade, de povoação em povoação, de ilha em ilha, recebera umas vezes, benefícios, outras vezes, maus tratos. Destes se esquece, dos benefícios se lembra sempre. Ao passo que na Odisseia se pinta a fidelidade em todas as suas variadas feições; Ulysses, fiel marido e pai, arrostando todos os perigos, desprezando todas as felicidades para rever sua casa e sua consorte; Penelope, fiel esposa, que, conquanto acredite que e morto o marido, para se não casar com outro, e ganha tempo, desfazendo de noite a tela que bordava de dia, visto que prometera casar-se logo que terminasse seu trabalho; Telêmaco, o filho fiel e leal; Eumeo, o escravo dedicado, Euracleá, a serva fiel, e até o velho cão Argos, já comido de bichos, e curvado sob moléstias, abandonado e atirado a um canto, e reconhecendo e festejando a seu dono Ulysses, posto que em trajes de mendigo (muito bem); eis que Homero, ao lado dessas admiráveis personagens, coloca Nausica, que o beneficiara, Glauco que o protegera, Mentor de Ithaca, que o salvara e asilara, Demodoco, seu mestre, em poesia, para legar seus nomes á posteridade, pagando-lhes a dívida da gratidão (muito bem).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A outra particularidade de Homero, que o faz subir acima dos outros poetas, é o método com que descreve e pinta a natureza, a beleza física e moral dos seus personagens. Não perde palavras, torna-se conciso. Não desenha miudamente os sítios, os montes, os rios, os corpos, as figuras; traça-os largamente, e em poucas frases os apresenta, vivos, animados, marchando por si, saindo o ideal e do vago tornando-se reais, desde o primeiro até o último desde os herdes personagem, e heroínas até as figuras secundarias, que em outros poetas passão como sombras, e nos de Homero deixam muito distintos os seus traços.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quereis um exemplo? Depois de nas conversas, nas cenas, vos fazer conhecer Helena na parte moral, pecadora, mas terna e sentimental, arrependida, e ao mesmo tempo grata a Príamo, seu novo sogro, a Heitor seu novo cunhado, carece de dizer-nos que beleza é esta tão grandiosa, cujo rapto do poder de Menelau, seu primeiro marido, pelo troiano Paris, seu segundo consorte, causou a longa guerra e luta de dois povos, até que um foi pelo outro destruído e aniquilado; como pratica Homero?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Descreve uma reunião dos principais guerreiros troianos, após tão porfiados combates; ocupa-os a luta, parecem desanimados; desesperam-se com tantas desgraças e mortes de valentes chefes e prestimosos cabos. Passa por perto deles Helena. Outro qualquer poeta pintaria logo os cabelos os olhos, as faces, as ondulações airosas do corpo daquela beleza inexcedível. Homero não diz palavra a respeito. Contenta-se com dizer que os chefes troianos ficarão assombrados á vista daquela mulher, e que, virando-se uns para os outros eles, velhos atletas e combatedores, disseram-se mutuamente: “- Como é bela esta mulher! Com razão dois povos combatem e trucidam-se por sua causa. Dir-se-ia uma deusa do Olimpo.»&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não está aí a pintura mais admirável e verdadeira? (&#039;&#039;Muito bem! muito bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis aí, minhas senhoras e senhores, o que era Homero, o que era o seu gênio, o que era a sua imaginação! Eis aí o que são esses dois poemas de assumpto diverso, mas de fórmulas, de sistema, de plano, com tal parecença que só um&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;homem os podia compor, para aparecer como apareceu a unidade, a perfeição, o acabado de cada um e de ambos; tanto a Odisseia como a Ilíada são enciclopédias das crenças religiosas, dos prejuízos populares, das legendas históricas, dos costumes, dos usos, das ideias da Grécia do seu tempo, os monumentos que mais nos ensinam sobretudo quando pensa- vão e faziam os gregos. Passemos agora a outro povo e a outro poeta. Vamos a Roma e entretenhamo-nos com Virgílio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nasceu Virgílio em um arraial perto de Mantua, setenta anos antes de Jesus Cristo. Descendia de família da classe média e de lavradores. Foi mandado por seus pais estudar em Milão e Cremona.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao acabar a República Romana, ao dominar Julio César exclusivamente, a conspiração de Brutos e outros cidadãos, que assassinaram o ditador, recomeçara a guerra civil Octavio&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Augusto deu cabo dos seus rivais, apoderou-se do governo. Entre seus soldados, como despojo de vencidos, e prêmio de seus serviços, repartiu terras públicas, propriedades particulares, sem examinar o direito, e nem dispor só do que era da República.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Virgílio veio a Roma reclamar a restituição de terras, que assim lhe haviam sido arrancadas do domínio. Encontrando protetor em Mecenas, favorito de Augusto, conseguiu do Imperador deferimento à sua súplica. Merecendo a amizade de Mecenas, e o apoio de Augusto, fixou sua residência em Roma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sua reputação estabeleceu-se como poeta, escrevendo ao princípio as Bucólicas, descrições de fantasia, lisonjas ao senhor de Roma e depois as Georgicas, poema que à harmonia de versos, à forma admirável, junta pensamentos elevados, ciência, estudo, e imaginação fecunda em imagens.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Augusto o estimava, Mecenas o tratava como amigo, o povo romano o aplaudia, os poetas contemporâneos o admiravam. Augusto deu-lhe propriedades, quintas, bens de fortuna. Pressentia que o poeta lhe ornaria a fama na posteridade com seus cânticos sonoros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A vida, portanto, de Virgílio, correu tranquila, feliz, venturosa. Mas ele folgava mais de residir fora de Roma longe do movimento e rumor da cidade, no seio dos bosques e das flores, respirando o ar livre dos campos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Grécia dominara o mundo pela inteligência; posto que caída, postrada à Roma, colônia de Roma sem liberdade sem independência, sua língua era a dos literatos e sábios de Roma, porque no idioma grego encontravam os escritos mais importantes de filosofia, história crítica e poética; na Grécia os monumentos mais grandiosos de arquitetura, de escultura, de pintura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os romanos que se dedicavam às ciências, às letras, às artes, iam aprender na Grécia; muitos mandavam buscar a Athenas preceptores para seus filhos ou parentes, que abundavam em Roma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Roma dominava o mundo pela força das armas, pelas suas cortes, pelas suas legiões, pelos seus proconsules. Tudo avassalava física e politicamente, invejavam, todavia, os romanos a glória grega, que influía sobre o espírito.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O estudo das ciências, letras e artes foi, pois, fundado em Roma. À literatura romana tentou, imitando a grega, acompanhar-lhe os passos, excedei-a se possivel fosse.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Infelizmente, minhas senhoras e senhores, infelizmente para Roma, muito aquém ficou da Grécia, nas letras, nas ciências, nas artes. Foi uma cópia da Grécia, e uma cópia nunca atingiu a beleza admirável do original. Nas ciências o que conseguiu diante das que se cultivavam na Grécia? Nem Seneca, nem Cicero, poderão emparelhar-se com Sócrates, Platão e Aristóteles. Na poesia o que são Catullo, Lucrecio, Propercio, Plauto, Ovidio, Seneca, o mesmo Terêncio, o próprio Horacio, em comparação com Anacreonte, Pindaro, Eschylo, Sophocles, Euripedes, Aristophanes?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na eloquência, é Cicero um dos maiores gênios romanos, admirável, comovedor, insinuante, lógico, elegante, mas, sem falar em Eschino, e outros oradores gregos, inferiores a Demosthenes, possui Cicero aqueles arrebatamentos entusiásticos, aquelas frases concisas em palavras, mas opulentíssimas em ideias e pensamentos, aqueles acentos e vôos que arrastão e exaltam, e que são o característico de Demosthenes?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pondo de parte Tácito, que é uma especialidade, um talento particular de historiador, porque soube pintar o coração humano, mais até que qualquer poeta, e se tornou o terror dos tiranos, nos seus escritos, o elegante Tito Livio não sobressai a Herodoto, César e Salustio não chegam à altura de Tulcídides, Velleio Paterculo muito longe dista de Xenophonte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ergueram-se monumentos em Roma gigantescos, colunas, palácios, termas, templos, arcos grandiosos; mas o que são em belezas artísticas perante os que Athenas possuía, e que causarão sempre o espanto do mundo, até do mundo moderno? De que estatuas e pinturas se gloriam os romanos para opôr às obras semi-divinas de Praxiteles, de Phidias, de Zeuxis?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A Grécia tinha um poema épico; Roma quiz ter também o seu poema épico. Augusto considerou Virgílio capaz de ombrear com Homero. Augusto encarregou Virgílio de escrever um poema épico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis a origem da Eneida. Virgílio-encontrou nas tradições, ou antes legendas primitivas romanas, assumpto para seu poema. Os romanos alardeavam descender dos troianos fugidos depois da destruição da sua cidade pelos gregos. Bastou esta legenda para Virgílio, tanto mais aprazível quanto, ao passo que satisfazia a vangloria do povo romano, oferecia ensejo para contentar o amor-próprio de Augusto, que se tinha por descendente de Enéas, pelo ramo da família Julia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A vinda, portanto, de Enéas para a Itália, e seu estabelecimento na península, eis o fundamento da Eneida. Não é um facto histórico como o da Ilíada, ou da Odisseia, mas é uma legenda, que sorria aos sentimentos dos Romanos e de Cezar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinado o poema latino e comparado com os gregos, podemos afoitamente dizer que tão distante estava Roma da Grécia nas letras, artes e ciência, quanto ficou Virgílio de Homero.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ha um grande talento, um gênio notável poético em Virgílio mas não só o assumpto escolhido por ele era inferior ao da Ilíada e ao da Odisseia, como lhe faltava a inspiração grandiosa, o pensamento sublime de Homero.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Era Virgílio um mortal feliz. Não lhe falhavam meios da fortuna, cômodos, fama, consideração. Viveu tranquilamente cinquenta e dois anos, tão tranquilamente que não há uma aventura pitoresca, ou digna de menção na sua história. Homero foi pobre, cego, infeliz, andou vagando desgraçado de um para outro lugar, esmolando o alimento necessário para sustentar-se, cantando seus versos pelas casas dos ricos, ou diante do povo, que lhe atirava o óbolo da comiseração. Existiu em um século menos adiantado em civilização do Virgílio que no seio da rica, opulenta, ilustrada, e voluptuosa Roma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apesar deste contraste, os poemas de Homero revelam tudo quanto sabia, pensava, imaginava, acreditava, e cometia a sua época, a história de todos os homens ilustres do seu tempo, as lendas adoptadas, a sua religião desenvolvida e embelezada pelo poeta, os costumes os mais reais, as descrições fidelíssimas dos sítios e localidades que desenha; os poemas de Homero são monumentos históricos, até geográficos, teológicos, filosóficos dos gregos. Entretanto, Virgílio, imaginando Rútulos que combatem os Troianos, falta muitas vezes a unia das necessárias condições literárias à exatidão das pinturas, à exatidão dos usos dos povos; arma os Rútulos como os Romanos ao extinguir-se a República, presta aos Rutulos bárbaros e selvagens sentimentos dos súditos de Augusto. Alexandre trazia sempre consigo um exemplar da Ilíada para aprender a arte da guerra, dizia ele; Napoleão I declarava que os combates descritos na Eneida erão impossíveis, porque Virgílio nada sabia de guerra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em Homero maravilham-vos os caracteres completamente distintos, reais, naturais, ao vivo, das personagens, e todas agradáveis, sejam heroínas, sejam humanas, sejam severas e tristes, ou alegres e ligeiras. Em Virgílio só dois caracteres vos aparecem dignos de atenção, e pintados com cores verdadeiras, Dido, a amante abandonada de Enéas, desesperada e suicida, Turno, chefe dos Rutulos; o ambos são de imaginação, e não segundo a história. Enéas é um ente inconcebível, não mostra sentimentos de homem, deixa-se amar por Dido, desampara-a de repente sem o menor sentimento; perde a mulher que expira, e não derrama uma lagrima (&#039;&#039;risadas&#039;&#039;): não há um traço que o anime e distingue como herói de poema, figura brilhante, que domine a ação e sobressaia aos outros personagens. É o pio Enéas, como o próprio Virgílio o intitula: tudo será, menos herói de poema, como Achilles ardente, Ulisses aventuroso, ativo e perspicaz. Juno ainda é digna de toda a consideração, pelo colorido com que o poeta sempre a cerca e orna, mas Lavima, o objeto da luta de Enéas, o prêmio da vitória, aquela de onde procede raça de Augusto, é tão secundariamente descrita que nem chama a atenção do leitor.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os primeiros seis cantos de Virgílio são, entretanto, uma imitação da Odisseia, e por isso, ao lado de descrições agradáveis, fulgura o lindíssimo episódio dos amores de Dido, amores todos sensuais, mas pintados com mão de mestre, enquanto os amores das heroínas de Homero são mais ideais e inspirados. Os últimos cantos da Eneida são cópia da Ilíada, repleta de lutas e combates seguidos e sangrentos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Homero lembra todos os herdes gregos, Virgílio, receiando-se talvez de Augusto, de quem falia com os mais encomiásticos elogios, não ousa memorar um herói romano dos tempos da República, onde tantos lhe mereciam decerto nota particular.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Homero é o gênio sublime, Virgílio é o artista aperfeiçoado. Os pensamentos de Homero, suas imagens elevadas extasiam; e estilo de Virgílio deixa grata recordação, como a música suave e harmoniosa, estilista mestre! Homero cria, Virgílio encanta.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em Homero encontrareis mais grandeza e magnificência. Em Virgílio deliciar-vos-á uma ternura de afetos, uma melancolia de ideias, uma sensibilidade natural e profunda.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Homero é o Nilo, que ainda que avolume águas superiores, e as derrame pelas suas margens, parecendo tudo inundar, logo que as recolhe ao leito, deixa os campos por onde elas andaram mais fertilizados e satisfeitos. Virgílio é o rio tranquilo, com suaves curvas, ondulações regulares, que agrada à vista, mas deixa apenas uma emoção sossegada e pacífica. (&#039;&#039;Muito bem! muito bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Homero é grande, irresistível, ardente, fogoso como seu herói Achilles; Virgílio faz Enéas á imagem de Augusto representá-lo, e então para tudo é calmo, pensado, prudente, como se apregoava o sobrinho de César, pacificador do Estado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Homero é Júpiter, disparando dos céus os raios, o trovão; Virgílio é Júpiter no conselho dos Deuses, conciliando e sossegando.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se um tem qualidades superiores de gênio, o outro poeta tem dotes particulares que lhe dão direito igualmente à admiração. Virgílio foi até princípios do século atual mais festejado, mais admirado. Raro literato lhe preferia Homero Apenas Dante, que o pareceu conhecer, o coloca acima de todos os poetas. No século presente, minhas senhoras e senhores, Homero é geralmente, direi mesmo, universalmente, mais considerado e admirado pelos homens de letras. O século presente dedica-se mais profundamente ao estudo da língua grega, tem descoberto monumentos literários e históricos que derramam muita luz sobre a antiguidade, há procedido com escrúpulo a indagações filológicas e eruditas. Conhece melhor o grego que os séculos passados.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com o domínio de Roma, a língua geral foi a latina; o cristianismo mais se desenvolveu nesta língua, o catolicismo fez sua língua a latina; na Idade Média conservou-se o latim nas classes elevadas, posto que o povo criasse e cultivasse dialetos; latina foi a língua oficial e diplomática até o século XVI, por ser a língua universal da Europa para os espíritos cultos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não admira, pois, que conhecendo os séculos passados mais o latim que o grego, soubessem melhor e apreciassem mais a literatura romana que a grega, e que por isso Virgílio lhes parecesse superior a Homero, que mal conheciam em geral, e mais ainda pelas traduções latinas dos poemas, que pela leitura dos seus originais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tenho agora a falar de Dante, Camões, Tasso e Milton. Entretanto passa o tempo, já tenho muito abusado de vossa paciência; não quero mais cansar uma tão benévola e animadora atenção, como a que prestais com um cavalheirismo que me cativa. Guardemos o estudo dos demais poetas para outras conferências.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(&#039;&#039;Muitos aplausos e felicitações recebe o orador do numerosíssimo auditório, que o ouvira.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares&#039;&#039;, Rio de Janeiro, nº 2, fev. 1876, p. 27-45. (na íntegra). Capturado em 20 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/140&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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		<title>Conferência Popular da Glória nº 63</title>
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;José de Saldanha da Gama&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Instinto dos vegetais&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Teve lugar ante ontem, em presença de SS. MM. Imperiais, e de um numeroso auditório, a trigésima quarta conferência de domingo. Ocupou a tribuna o ilustrado professor da Escola Polytecnica, o Sr. Dr. José de Saldanha da Gama, que desenvolveu proficientemente a sua tese: &#039;&#039;o instinto nos vegetais.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tornando os princípios da ciência acessíveis à inteligência de quantos o ouviam, o orador trouxe numerosos factos para demonstrar como os vegetais se premunem contra o que pode obstar a sua conservação e a reprodução e perpetuidade de sua espécie.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar fez o Sr. Dr. Saldanha da Gama o merecido elogio de seu sábio mestre o Sr. Dr. Freire Alemão, e foi devidamente aplaudido.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, realiza-se a quarta conferência do útil &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que se encarregou o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna. O interessante assunto de que vai tratar é:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;A unidade, primeira lei da sciencia pedagógica. Educação Cristã”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 200, 21 jul., 1874. p.4 (resumo). Capturado em 20 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9042&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=Forma de citação=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_75&amp;diff=3247</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 75</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_75&amp;diff=3247"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;30/08/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;João Manoel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Exame dos escritos e documentos históricos sobre as colônias americanas publicados na Europa durante os séculos XI, XII e XIII (cont.).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A de domingo 30 do corrente foi efetuada pelo Sr. Conselheiro Pereira da Silva, às 11 horas da manhã, na escola da Glória com a presença de SS. MM. Imperiais e numerosíssimo concurso de senhoras e cavalheiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Versou sobre o exame dos documentos e escritos publicados pelos portugueses nos séculos XVI, XVII e XVIII sobre a colônia Brasil, afim de aí descobrir-se  que ideia e conhecimento tinha a metrópole das suas possessões americanas, e que intentos e vistas demonstrava na sua colonização e administração, como o orador havia feito na conferencia passada a respeito das colônias americanas, dos franceses, holandeses, espanhóis e ingleses, que, com os portugueses, foram os cinco povos europeus conquistadores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quanto ao século XVI pouco caso fizeram os portugueses do Brasil; tinham a Asia; o Brasil era por demais, bastava segurar-lhe a posse. Também em 1580, caiu Portugal com todas as suas colônias sob o jugo da Espanha. Só duas obras publicaram Gandavo e Antonio Galvão. O que mais se disse foi ou no estrangeiro ou pelo estrangeiro, e a coleção de Rameiro que se imprimiu na Itália.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No século XVII, ao recobrar Portugal sua independência, achou-se sem a Asia, e até sem uma parte do Brasil, e norte. Os ingleses e holandeses haviam-se apossado de suas colônias mais ricas, abandonadas por Espanha, que só curava das de origem espanhola. Como o Brasil deu provas de que era português, unindo-se em 1640 a Portugal e arreando o estandarte espanhol; para o Brasil dirigiu d’aí por diante Portugal a sua atenção, e era uma necessidade, na decadência em que caíra, para erguer-se e sustentar-se. Provou ainda o Brasil sua dedicação, levantando-se por si os povos para expelir os holandeses do solo, porque o governo oficialmente não podia pôr-se à testa do movimento pelo tratado de D. João IV com a Holanda, reconhecendo a esta senhora do norte do Brasil. Se há herói, é André Vidal de Negreiros, que andou animando os povos, e alguns pregadores, como Vieira, que excitavam pela religião os ânimos contra os holandeses. João Fernandes Vieira não foi senão um auxiliar valioso, e que abandonou por último os holandeses, com quem se ligara.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então começaram-se a publicar obras, e aí estão os escritos de Albuquerque, Calado, Raphael de Jesus, Brito Freire, Ericeira, Padre Vieira e Francisco Manoel de Mello. Examinados, oferecem apenas materiais para a história; acham-se eivados de ideias falsas, não aprofundam as coisas, e a razão era que nenhum viu documentos oficiais, que se depositavam nos arquivos e se não confiavam a pessoa alguma. Os documentos holandeses da guerra são mais importantes para se conhecer o solo, a topografia, os costumes dos gentios e mesmo as lutas. Em relação ao princípio, dão legendas por verdades, como a do Paraguassu e Caramuru, que o orador analisa para provar quanto ahi há de fruto da imaginação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Houve também no século XVII escritores religiosos, um irmão de Vasconcellos, o melhor deles, e depois Balthazar Telles, jesuítas, que prestaram grandes serviços no Brasil à catequização dos gentios. Declara que a Companhia de Jesus não tinha pátria; sujeitava-se à Roma e ao Papa. Corria o mundo para dominar povos e reis, e o subordiná-los ao Papa. No Brasil os jesuítas se aplicaram isoladamente á obra da propagação religiosa, ao ensino público, e não há louvor que não mereçam dos povos e até do governo. No Prata, 400 jesuítas existiram com sede do estabelecimento de Cordova, 14 residenciais, e por ordens do governo, senhores civis das missões de gentios que formavam. D’aí as chamadas do Paraguay cuja organização, sociedade, governo e administração o orador examina para mostrar os lucros da Companhia que revertiam para Roma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No século XVIII é já o Brasil tudo para Portugal: remete-lhe mercadorias, que os portos da metrópole vendem ao estrangeiro; a balança do comércio mostra os lucros de Portugal. Publicam-se algumas obras, mas sem o valor de história, como a de Rocha Pitta Berredo, Joboatão, etc. Mas de tudo quanto foi impresso não há uma história.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os documentos publicados ultimamente, encontrados em Lisboa, no Brasil, na Holanda, é que tem lançado alguma luz sobre a administração do Brasil até 1800, municipalidades, classes do povo, nobres, peões, cristãos novos, degradados, gentios, escravos, seus deveres, direitos e relações, organização da milicia, ordenanças e finanças, instituição dos capitais móveis, etc.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O próprio inglês Southey, que escreveu a melhor história, não serve porque apenas narra com elegância e critério os fatos políticos, guerras, lutas, etc. Mas nunca veio ao Brasil, não viu documentos oficiais, não estudou a sociedade brasileira, e não passa de um escritor estimável.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Então o orador descreveu as qualidades de bom historiador, e finaliza dizendo que se ainda o não possuímos sobre os tempos coloniais tenhamos fé que essa glória não há de caber, porque os brasileiros mostram-se admiravelmente cultores das letras e ciências, seus progressos são espantosos: aconselha que se lembrem que são americanos, mas principalmente que são brasileiros, com sua autonomia e características.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O orador foi aplaudido ao terminar o seu discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, terá lugar a nona conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de Pedagogia&#039;&#039; de que encarregou-se o ilustrado Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que, continuando a tratar da aplicação da lei da &#039;&#039;harmonia&#039;&#039;, exemplificará com um varão ilustre a sua doutrina acerca da &#039;&#039;grandeza d’alma”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 242, 01 set. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 16 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9343&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_69&amp;diff=3246</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 69</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;09/08/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Luiz de Albuquerque Araújo Cavalcanti&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;O providencialismo perante a história&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Em presença de SS. MM. Imperiais teve lugar ante-ontem a 37ª conferência de domingo. Ocupou a tribuna o Sr. Dr. Luiz de Almeida Araujo Cavalcanti, que dissertou sobre &#039;&#039;O Providencialismo perante a história,&#039;&#039; mostrando que tem feito especial estudo de assuntos históricos e filosóficos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Combatendo as opiniões de Bossuet, Vico e Herder, o ilustrado orador professa, entretanto, a doutrina da intervenção da Providência nos grandes acontecimentos históricos, pois que deve ser cumprido o eterno princípio do desenvolvimento progressivo da humanidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao retirar-se da tribuna, que ocupou por mais de uma hora, foi o orador devidamente aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, falará o ilustre economista o dr. Felix Belly, ex-redator da &#039;&#039;Presse&#039;&#039; e da &#039;&#039;Revue des Deux Mondes.&#039;&#039; Eis o importante assunto de sua conferência: &#039;&#039;Histoire des projects de percement de ‘isthme américain, et des grandes trapés inter-oceaniques”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 221, 11 ago. 1874. p.5 (resumo). Capturado em 28 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9195&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_73&amp;diff=3245</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 73</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_73&amp;diff=3245"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;23/08/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&#039;&#039;&#039; João Manoel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Exame dos escritos e documentos históricos sobre as colônias americanas publicados na Europa durante os séculos XI, XII e XIII.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Domingo, 23 do corrente, pelas 11 horas, subiu à tribuna da escola pública da Glória, o Sr. Conselheiro Pereira da Silva. Sua tese foi estudar e definir as ideias que formavam os povos conquistadores europeus de suas colônias americanas, e os interesses e fins que tinham em vista, povoando e civilizando suas possessões, durante os séculos 16,17 e 18. Analisou as três obras gerais sobre a America, Ramusin, Suet e Raynal. Passou às particulares sobre cada uma colônia. Começou pelos ingleses, passou nos holandeses e franceses, e terminou a conferência sobre os espanhóis, por ter já falado mais de uma hora, reservando para outra conferência que terá lugar domingo 30 do corrente, o que lhe restou, e o que diz respeito aos Portugueses e ao Brasil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Examinando as obras inglesas, holandesas, francesas e espanholas dos séculos 16, 17 e 18, mostrou-lhe os merecimentos e faltas, e delas extraiu observações para demonstrar sua tese. Os ingleses foram levados pela liberdade religiosa e pela liberdade de indústria. Os espanhóis pelo fanatismo religioso e sede de aventuras e riquezas para a metrópole. Os holandeses queriam criar na América colônias agrícolas e industriais, que coadjuvassem a mãe pátria. Os franceses não tiveram plano e nem sistema e por isso fizeram conquistas importantes, mas as abandonaram por falta de constância.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com elogio falou de Saet, Barleus e Solis como bons historiadores; A. Robertson apenas deu a qualidade de bom escritor e elegante. Examinou as crônicas e viagens, as poesias, dramas e poemas que no século XVI se publicaram em Espanha sobre a América. Lopes de Vega, Calderon, Tirso de Molina, Moreto, Ercilla inspiraram-se com a América; só Alarcoa não, apesar de Americano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar seu instrutivo discurso, foi o ilustre orador muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, terá lugar a 8ª conferência do útil &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que, tendo de tratar da aplicação da lei da &#039;&#039;harmonia,&#039;&#039; falará sobre um assunto próprio para atrair a maior atenção, &#039;&#039;a grandeza d’alma”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 235, 25 ago. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 15 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9298&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_96&amp;diff=3244</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 96</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_96&amp;diff=3244"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;08/11/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Dante&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se anteontem, a quinquagésima conferência de domingo, que foi honrada com a presença de Sua Majestade o Imperador. O auditório foi muito mais numeroso do que faziam esperar o mau tempo e a muita chuva que caía.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Sr. Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira tratou de dois grandes poetas, &#039;&#039;Dante e&#039;&#039; Goethe, e mais uma vez revelou os dotes de seu espírito cultivado e os mais sólidos estudos literários.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não compartilhando a opinião de Mazzini, que entende não se poder estabelecer confronto entre o ilustre poeta florentino do século 14º e o celebre poeta alemão do século 19º, o Sr. Dr. Duque-Estrada Teixeira, que tem de continuar a tratar em outras conferências de tão importante assunto, reservou para outra ocasião a comparação que há de fazer entre as obras de um e outro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Narrando a vida de Dante apontou as circunstâncias que servem para explicar as suas composições poéticas, uma das quais, &#039;&#039;A Divina Comédia,&#039;&#039; abriu brilhantemente o caminho aos poetas e literatos italianos da idade moderna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O tempo não permitiu se havia ao instruído orador senão o apreciar em largos traços o imortal poema de Dante, mas fê-lo com mão segura, demonstrando cultivada e primorosa crítica literária.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na mesma tribuna se havia qualificado &#039;&#039;A Divina Comédia&#039;&#039; como o &#039;&#039;poema de vingança.&#039;&#039; Não a considera a gloriosa e genuína expressão do tempo em que Dante viveu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O imortal poema do sublime poeta foi valioso auxílio para as obras justamente apreciadas de Miguel Angelo e Raphael.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O auditório aplaudiu vivamente o hábil orador ao terminar seu importante discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quinta-feira, às 6 horas da tarde, fará o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, a decima sétima conferência do instrutivo &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que se encarregou. Essa conferência será a última do distinto orador no corrente ano”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 312, 10 nov. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 25 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9825&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_91&amp;diff=3243</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 91</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_91&amp;diff=3243"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: a Igreja a Escola.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Em presença de S. M. o Imperador, realizou-se quinta-feira a décima sexta conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O auditório foi mais numeroso do que se podia esperar à vista do mau tempo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador desenvolveu largamente o assunto da conferência, &#039;&#039;O Estado e a escola&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apoiando-se na história mostrou como depois do fracionamento do império romano, cujas instituições analisou, as letras em abandono de todo se perderiam se não encontrassem asilo na solidão dos claustros, onde, assim como às portas das catedrais, se distribuía o ensino.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foram eles os focos de luz nas trevas da idade média. Nem é de estranhar a consequente supremacia da Igreja, única força unida e vivaz, no meio dos elementos dispersos do feudalismo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quando Carlos Magno procurou reunir e concentrar esses elementos, e deu animação às letras, foi entre os eclesiásticos que encontrou os melhores professores, tornando-os funcionários civis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Organizada a sociedade moderna, apareceu a questão da maior ou menor interferência da Igreja no ensino, banida pela revolução francesa do século passado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na Alemanha; porém, permaneceu sempre o ensino religioso na escola; e Frederico o grande fazia consistir nesse ensino o seu principal fim, pois que a escola não serve somente para instruir, mas também para educar. E a educação não se completa se dela eliminar-se o elemento religioso, que mais influi para manter a boa ordem na sociedade do que as prisões. A lei pode atingir o crime; mas sem a virtude, que assenta na moral, cuja sanção é a religião, a sociedade ficaria imperfeita para o conseguimento de seus destinos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É a religião que nos mostra, por entre as vicissitudes atribuladas de nossa curta peregrinação na terra, que devemos trilhar o nobre caminho do bem pelo qual se conquista a glória na existência futura. Eliminai a ideia de Deus das relações sociais, apagai a crença da aplicação de sua direta justiça, e ficaram sem corretivo os instintos perversos e as ruins paixões.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com estas solidas razões demonstrou o Sr. Dr. Ferreira Vianna a necessidade de distribuir-se nas escolas o ensino religioso. A religião consola e fortifica o ânimo; dá coragem para as lutas agitadas da vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluindo, o ilustre orador ponderou que, sem a crença religiosa, o mundo moral ficaria como o mundo físico, se Deus decretasse que o sol deixasse de iluminar a terra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao descer da tribuna foi o Sr. Dr. Ferreira Vianna vivamente aplaudido.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a quadragésima oitava conferência do domingo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pela primeira vez se fará ouvir o ilustrado Sr. Senador &amp;lt;u&amp;gt;[[JOBIM, JOSÉ MARTINS DA CRUZ|José Martins da Cruz Jobim]]&amp;lt;/u&amp;gt;, que dissertará &#039;&#039;sobre a natureza e a contagiosidade da febre amarela, e sobre os meios de a reprimir&amp;quot;.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 295, 24 out. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9716&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_68&amp;diff=3242</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 68</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_68&amp;diff=3242"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;06/08/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: variedade; 2ª lei pedagógica&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se quinta-feira, na augusta presença de S. M. o Imperador, a sexta conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia, de que encarregou-se o Sr. Dr. Ferreira Vianna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador tratou da segunda lei de ciência pedagógica, a &#039;&#039;variedade.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O educador deve atender a que o desenvolvimento excessivo, predominante, de uma das faculdades, traz um desequilíbrio que em nada aproveita ao individuo, a família e ao Estado. Não quer isso dizer que sejam desprezadas as vocações. Deve pelo contrário o pedagogo estudar com todo o cuidado a disposição natural do educando, que, contrariada, faz com que se torne uma mediocridade na carreira indevidamente preferida quem poderia em outra ilustrar seu nome e sua pátria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com vivas cores pintou o orador as terríveis consequências da preguiça, e mostrou as vantagens da economia, que não são menos apreciáveis nos que dispõem de bens da fortuna. Esta como dizia Seneca, não esta tanto nos avultados cabedais, como nas poucas necessidades.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar seu importante discurso foi o Sr. Dr. Ferreira Vianna merecidamente aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a trigésima sétima conferência de domingo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pela primeira vez faz-se-há ouvir o Sr. Luiz de Almeida Araujo Cavalcanti, doutor em direito. O assunto de que vai tratar é: &#039;&#039;o providencialismo perante a história.”&#039;&#039;”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 218, 08 ago. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 26 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9174&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_74&amp;diff=3241</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 74</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_74&amp;diff=3241"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: grandeza d’alma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Sua Majestade o Imperador assistir, anteontem, à oitava conferência do proveitoso &#039;&#039;Curso de&#039;&#039; Pedagogia, de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, que tratou de um importante assunto, &#039;&#039;a grandeza da alma.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Sustentando os sãos princípios da moral, o orador, fazendo a devida justiça ao mérito superior de Marco Tullio Cicero, não pôde, entretanto, adoptar as suas doutrinas sobre a grandeza d’alma, que consistiam no desprendimento da vida, na serenidade com que se encarava a morte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para o orador a verdadeira grandeza d’alma, que é a sublimidade da virtude, está nos dotes morais, que devem ser cuidadosamente cultivados pelo educador, que compreende a importância social de sua elevada missão, o qual não deve limita-se a engrandecer a inteligência, mas preocupar-se muito com a formação do coração, que prepara o homem para a prática de atos heroicos, que enobrecem a sua reputação e dão realce à pátria e à humanidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O numeroso auditório que se reuniu no salão das conferências aplaudiu o Sr. Dr. Ferreira Vianna quando concluiu seu discurso, que durou hora e meia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, terá lugar a quadragésima conferência de domingo, ocupando a tribuna o Sr. Conselheiro João Manoel Pereira da Silva. O assunto de que vai tratar, de muita importância para a nossa história é? &#039;&#039;Exame dos monumentos históricos e dos escritos publicados durante os séculos 16, 17 e 18 a respeito do Brazil&#039;&#039;”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 239, 29 ago. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 15 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9325&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_92&amp;diff=3240</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 92</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_92&amp;diff=3240"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;[[JOBIM, JOSÉ MARTINS DA CRUZ|José Martins da Cruz Jobim]]&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Natureza e contagiosidade da febre amarela e meios de a combater.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se anteontem na augusta presença de Suas Majestades Imperiais, a quadragésima oitava conferência do domingo. Ocupou a tribuna o Sr. Senador [[JOBIM, JOSÉ MARTINS DA CRUZ|&amp;lt;u&amp;gt;José Martins da Cruz Jobim&amp;lt;/u&amp;gt;]], que tratou da febre amarela e dos meios de a combater.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustrado e competente orador, notando que há, entre todas as epidemias, certas analogias, recordou as que mais tem assolado o mundo; a peste do Oriente que flagelou Atenas durante a guerra do Peloponeso, as 17 que, segundo refere Tito Lívio, sofreu Roma quando ainda não tinha relações com a África e a Ásia; a peste Antonina que se manifestou no 2º século depois da tomada de Jerusalém, as bexigas que no século 6º ou 7º apareceram na Europa trazidas da Ásia pelos Sarracenos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tratando da febre amarela, que o Sr. Senador Jobim considera contagiosa, nota que os anti-contagionistas dizem que o mal provém dos pântanos, das matérias pútridas vegetais e animais; o declara que não há asserção mais gratuita.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Há na Europa pântanos imundos, que originam febres intermitentes e perniciosas, mas nunca originaram um só caso de febre amarela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O mesmo se pode dizer do nosso país. Quando a cidade do Rio de Janeiro era um grande lamaçal, nela não apareceu a febre amarela.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Definindo o que seja contágio, nota que ele é fixo ou volátil. Nas bexigas é fixo e volátil.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Observando que os diversos estados da atmosfera têm incontestável influência sobre o desenvolvimento dos contágios, diz que o da febre amarela não se desenvolve senão na temperatura de 20 graus do termômetro de Reaumur. O Dr. Berenger Feraut, que escreveu sobre a febre amarela de Senegal pondera que lá cessa o contágio no tempo fresco: o mesmo se deu nas Antilhas e aqui no Rio de Janeiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Combatendo a opinião dos que sustentam que a febre amarela é originária da América quando o é da Índia, refere que de lá veio ela para Pernambuco em 1675.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tratando das medidas que se devem tomar para combater a febre amarela, diz que umas se empregam em terra, como a discrição, e outras, mais necessárias no mar, sendo condição indispensável a construção de lazaretos, segundo as regras da ciência. Recorda que o senhor Marquês do Montalegre exclamara no senado: é uma vergonha que a capital do Império do Brasil não tenha um lazareto.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Com efeito foi com lazaretos e quarentenas que em Nova York se acabou de todo com a febre amarela, que tanto a flagelou no século passado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O ilustrado orador terminou aconselhando a adoção entre nós dos mesmos meios; e, ao retirar-se da tribuna, foi muito aplaudido pelo numeroso auditório”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio&#039;&#039;, Rio de Janeiro, anno 53, n.298, p.4, 27 out. 1874. Capturado em 18 mai. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9736&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_60&amp;diff=3239</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 60</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_60&amp;diff=3239"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;09/07/1874.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Antonio Ferreira Vianna&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Curso de pedagogia: necessidade e liberdade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Em presença de S. M. o Imperador e de um auditório muito numeroso teve lugar quinta-feira a terceira conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o Dr. Antonio Ferreira Vianna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Árduo era o assunto da conferência. O distinto orador tinha de ocupar-se com a difícil questão do modo de conciliar a presciência divina e a liberdade humana, para se poder decidir se a educação é uma inútil opressão ou uma necessidade social a que cumpre atender com a maior solicitude.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Sr. Dr. Ferreira Vianna manteve-se na altura do transcendente assunto, cujo estudo não pode concluir, e, mais de uma vez aplaudido, o foi devidamente ao concluir seu importante discurso.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas da manhã, realiza-se a trigésima terceira conferência de domingo. Ocupará pela primeira vez a tribuna o Sr. Dr. Pedro Meirelles, que vai tratar de um assunto digno de atenção: &#039;&#039;A Antígona&#039;&#039;, de Sófocles”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 190, 11 jul., 1874. p.3 (resumo). Capturado em 18 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/8973&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_62&amp;diff=3238</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 62</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Realizou-se quinta-feira, em presença de S. M. o Imperador, a quarta conferência do proveitoso curso de pedagogia, de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Concluindo suas observações sobre a difícil questão da harmonia entre dois princípios verdadeiros, a pré-ciência divina, e a liberdade humana, para se poder devidamente apreciar a utilidade da ciência pedagógica, o distinto orador examinou as solações que, desde Cícero, todos os grandes pensadores têm procurado dar essa questão.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Expondo suas ideias, o Dr. Ferreira Vianna o fez com a elevação que o assunto pedia, mas sem sacrificar o método e a clareza indispensáveis; pelo que mereceu, ao terminar seu discurso, os aplausos do numeroso e escolhido auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã às 11 horas, terá lugar a 34ª conferência do domingo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ocupará pela primeira vez a tribuna o ilustrado professor da Escola Politécnica, o Sr. Dr. José de Saldanha da Gama, que falará sobre &#039;&#039;o instinto nos vegetais”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 197, 18 jul. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 20 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9021&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_93&amp;diff=3237</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 93</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_93&amp;diff=3237"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;30/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Theophilo das Neves Leão&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Rios e águas correntes em geral, sua origem, trabalhos e operações.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Teve lugar quinta-feira, em presença de S. M. o Imperador, a oitava conferência do útil &#039;&#039;Curso de geografia e chorographia do Brazil&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O Sr. bacharel Theophilo das Neves Leão começou recordando os objetos de que tratara nas precedentes conferências, e passou a ocupar-se especialmente com &#039;&#039;os rios e aguas correntes em geral, sua origem, trabalhos e operações&#039;&#039;.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Considerou os rios como artérias que fazem circular pelo globo a vida, a uberdade e riquezas abundantes e preciosas; como veículos por onde os próprios materiais sólidos se movem consumando suas sucessivas transformações; como estradas que andam; como obreiros agrícolas, metalúrgicos, manufatureiros, e comerciais.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apreciou a influência do trabalho do homem sobre os rios e vice-versa, mostrando os serviços que eles prestam ao homem. Se as cheias causam estragos; também fertilizam a terra. As inundações do Nilo deve o Egito a sua prosperidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Nesta parte, o Brasil nada tem que invejar a qualquer outro país do globo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao terminar a preleção foi o Sr. Neves Leão muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Amanhã, às 11 horas, realizar-se-há a quadragésima nona conferência do domingo. Subirá á tribuna o conhecido professor da escola Polytechnica o Dr. José de Saldanha da Gama, que falará sobre &#039;&#039;o modo de viver das plantas&#039;&#039;”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 302, 31 out. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9761&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_85&amp;diff=3236</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 85</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:24Z</updated>

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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Teve lugar sexta-feira, na presença de S. M. o Imperador, a conferência que tomou a si o capitão-tenente Francisco José de Freitas, para tratar de um assunto sempre grato ao coração brasileiro, a &#039;&#039;batalha de&#039;&#039; Riachuelo a que assistiu no seu posto de honra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A circunstância de achar-se ele a bordo de um dos navios da esquadra dava a suas palavras o cunho de interesse que inspiram os que referem atos de bravura que a seus olhos se passaram e nos quais tiveram parte.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao grito – &#039;&#039;inimigo pela&#039;&#039; paz – move-se a esquadra brasileira e o almirante faz o sinal – &#039;&#039;preparar para o combate&#039;&#039; – que alvoroça as guarnições, as quais, no correr da batalha, mostram quanto lhe despertou os brios o sinal – &#039;&#039;O Brazil espera que cada um cumpra o seu dever.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As cenas do &#039;&#039;Jequitinhonha,&#039;&#039; encalhado sob as baterias de terra, e resistindo galhardamente: da &#039;&#039;Belmonte&#039;&#039;, crivada de balas e ameaçada de soçobrar; da &#039;&#039;Parnaiba,&#039;&#039; repelindo brilhantemente a abordagem; da &#039;&#039;Araguary,&#039;&#039; perseguindo os navios inimigos que puderam escapar, são descritas com vivas cores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ao &#039;&#039;Amazonas&#039;&#039;, o navio chefe, em que se divisava o grande vulto do intrépido almirante, cujo nome não pode ser esquecido, Barroso, destinou o orador parte de seu discurso, expondo com fidelidade, em palavras animadas, o importante papel que lhe coube no êxito feliz daquela memorável batalha, com que começou brilhantemente a campanha contra o Paraguai, que teria outro curso se as armas paraguaias saíssem triunfantes.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A influência eficaz, tanto da artilharia, como da proa da &#039;&#039;Amazonas,&#039;&#039; para o resultado feliz da peleja foi devidamente assinalada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os nomes dos bravos que pareceram defendendo a causa da pátria foram pronunciados e ouvidos com emoção.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O numeroso e escolhido auditório, fazendo justiça nos sentimentos que levaram à tribuna o Sr. Freitas, e ao modo porque desempenhou a tarefa de que se incumbiu, merecidamente e aplaudiu.”&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 53, n. 275, 04 out. 1874. p.3 (resumo). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/9581&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_58&amp;diff=3235</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 58</title>
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		<updated>2026-02-25T17:02:24Z</updated>

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&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A segunda conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, e cuja utilidade a prática está demonstrando, teve lugar quinta-feira em presença de S. M. o Imperador.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador ocupou-se com a exposição das seis leis fundamentais da sciencia pedagógica, e falou com a melhor clareza e methodo, sendo, ao terminar seu discurso, muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A trigésima segunda conferência do domingo realiza-se amanhã, 11 horas da manhã, ocupando a tribuna o Sr. Dr. Manoel Jesuíno Ferreira, que falará sobre – &#039;&#039;A instrução e meios de desenvolvê-la.”&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Jornal do Commercio,&#039;&#039; Rio de Janeiro, Anno 52, n. 183, 04 jul. 1874. p.4 (resumo). Capturado em 18 jun. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_06/8926&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
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}}&lt;br /&gt;
[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_57&amp;diff=3234</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 57</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_57&amp;diff=3234"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Rozendo Muniz Barreto&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Considerações sobre a nossa agricultura.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“A segunda conferência do &#039;&#039;Curso de Pedagogia,&#039;&#039; de que encarregou-se o Sr. Dr. Antonio Ferreira Vianna, e cuja utilidade a prática está demonstrando, teve lugar quinta-feira, em presença de S. M. o Imperador.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O distinto orador ocupou-se com a exposição das seis leis fundamentais da ciência pedagógica, e falou com a melhor clareza e método, sendo, ao terminar seu discurso, muito aplaudido pelo numeroso auditório.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A trigésima segunda conferência do domingo realiza-se amanhã, às 11 horas da manhã, ocupando a tribuna o Sr. Dr. Manoel Jesuíno Ferreira, que falará sobre &#039;&#039;A instrução e meios de desenvolvê-la”.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Barreto, Rozendo M. &#039;&#039;Conferências Literárias&#039;&#039;. &#039;&#039;Agricultura, etc.&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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  {{#iferror:{{#explode:{{PAGENAME}}|nº |1}}|{{PAGENAME}}}}&lt;br /&gt;
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[[Category:Conferencias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Administrador</name></author>
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	<entry>
		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_86&amp;diff=3233</id>
		<title>Conferência Popular da Glória nº 86</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_86&amp;diff=3233"/>
		<updated>2026-02-25T17:02:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Administrador: Substituição de texto - &amp;quot;Category:Conferencias2&amp;quot; por &amp;quot;Category:Conferencias&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Data:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;04/10/1874&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;João Manoel Pereira da Silva&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Título:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Dante Alighieri e Luiz de Camões.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&#039;&#039;&#039;Íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Senhor, minhas senhoras e senhores. - Haviam apenas decorrido alguns séculos, e já o Império Romano desaparecera. Constantino, transferindo a capital dos seus Estados para Constantinopla, deixara Ruma subordinada como província, exposta às invasões de hordas barbaras saídas do Norte, e que já ameaçavam de ha muito a bela terra de ltália.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os bárbaros foram derribando o domínio romano na Germânia, na Gália, nas Espanhas, na Itália, e sobre rumas e destroços plantando novas sociedades e governos, independentes da ação do César de Bizâncio. As trevas começavam a cobrir o mundo ocidental; os restos de ciências e letras encontravam apenas abrigo nos conventos. Ainda que Carlos Magno instituísse o Pontificado como poder civil para Roma e alguns Estados italianos, guardando para si o título honorifico de rei a civilização romana se sumira nas desgraças repetidas que ali causaram os Atilas, Gensericos, e outros chefes do Norte. Nova era começava no meio da escuridão; a teologia se apoderara de todos os conhecimentos humanos, ciências e letras abafaram-se sob a escolástica.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Novos Estados se tinham criado pelo mundo ocidental, barbarizados todos pelas invasões e influência dos homens do Norte, que emigrando de longínquos países, fundavam aí seus novos estabelecimentos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foram os árabes os verdadeiros sucessores dos romanos nas letras, nas ciências e nas artes. Levantara-se na Asia esta nova raça, imbuída de crenças religiosas inspiradas pelo profeta Mahomet. De Bagdad e Damasco, estendera-se pelo Egypto, a África do Mediterrâneo, d&#039;aí se passara para Hespanha, e ousara penetrar na França até Lyon e o rio Loire. Mas Carlos Martel os fez recuar para os Pyreneos, e salvou assim sua pátria do jugo muçulmano.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os soberanos árabes desenvolverão, propagarão o cultivo das letras, ciências e artes, e tornarão o seu povo o mais civilizado do mundo durante quatro a cinco séculos. Os árabes inventarão a pólvora, o papel, a bússola, e outros produtos; inúmeras universidades, escolas, bibliotecas se espalharam pelos seus domínios.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De Hespanha partiu o movimento para a França Meridional, Sicília e Itália.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal era a situação da Europa, quando nasceu Dante Alighieri, no ano de 1266, na cidade de Florença. Itália retalhada, estava em vários Estados com o título de repúblicas uns e outros sujeitos ao absolutismo de príncipes. Pesavam sobre Itália duas influências rivais, pretendendo ambas o exclusivismo do poder, o papa, e o imperador germânico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os Estados italianos dividiam-se, uns subordinados ao pontífice romano, o outros ao império Alemão. Dante uniu-se ao partido guelfo, que era o do papa. Foi guerreiro, apareceu com brilho em vários combates. Foi diplomata, mostrou-se hábil om negociações variadas. Foi um dos magistrados supremos de Florença, e desenvolveu tino administrativo o político.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Infelizmente no próprio partido guelfo de Florença apareceram dissensões. Dividiu-se em dois grupos, brancos e negros. Dante sustentava os brancos; o papa protegia os negros, e mandou ir em seu socorro a Florença o príncipe francês Carlos de Valois com força militar. Dante foi apeado do poder, condenado a desterro, e à morte quando se encontrasse em território da República, seus bens confiscados, seu nome riscado dos livros dos cidadãos e magistrados de Florença.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Isto sucedeu no ano de 1300.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ei-lo, pois, proscrito, mendigando asilo na Itália Septentrional: ei-lo, pois, obrigado, na sua frase enérgica, a provar quanto é duro o pão do desterro, e quão difícil subir e descer escadas alheias!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De caráter orgulhoso, de espírito violento, de gênio irascível, e basta olhar para o retrato que dele possuímos para, nos traços, nas linhas da fisionomia, no cintilar dos olhos, reconhecer-se-lhe essas qualidades. Dante tratou logo de vingar-se. Mudou de partido. De guelfo tornou-se gibelino. De aderente à influência e poderio cios papas, converteu-se em sectário do imperador da Alemanha. Entrou em combates contra seus antigos amigos; foi, todavia, desgraçado; não conseguiu derrotá-los.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vagou muito tempo pela Itália do Norte; veio até Pariz, e sustentou brilhante e vitoriosamente teses teológicas contra os doutores mais afamados da Sorbonne. Regressando à Itália, corria Turim; Milão, Mantua, Verona, Pavia e Modena, nada o satisfazia, desterrado como se achava da pátria, para a qual constantemente dirigia seus olhares saudosos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já que não podia vingar-se pelas armas, resolveu vingar-se pelas letras. Imaginou escrever e publicar um poema, que fosse o seu grito de guerra, o instrumento de vingança contra seus inimigos e perseguidores.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas em que língua o deveria redigir! Aqui apareceu-lhe a primeira dúvida. A latina era a única ainda usada e empregada oficial, literária e cientificamente. não só na Itália, como na Europa. O latim fora o idioma empregado pelos padres da igreja desde a morte de Jesus Cristo; tornara-se universal na Europa, que sendo toda cristã, via em seus ritos, rezas, orações, a língua latina como a única civilizada.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto os povos falavam já outros idiomas, formados sobre o latim e os dos bárbaros do Norte, aproximando-se mais uns d&#039;estes e outros d&#039;aquele. Na própria Itália vários eram os dialetos, em França dois mais gerais, o provençal e o wallon; nas Hespanhas o catalão, o castelhano, o gallego e vasconso, além do árabe para a raça asiática ainda ali dominadora de vastos territórios; além dos que mais puros se conservavam entre os germanos e outras nações da Europa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A língua provençal fora a primeira moderna literária, pela vizinhança dos árabes, que lhe comunicavam suas ciências e conhecimentos. Havia poetas, romancistas, cronistas, e os trovadores da Langue d&#039;Oc se tinham celebrizado pelo mundo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A denominada hoje italiana, começada na corte da Sicília, com o título de cortesã, era diferente da língua empregada em geral pelo povo. Da Sicília passara para vários Estados da Itália, e particularmente para Florença, onde era geralmente falada. Tinha seus poetas ligeiros, amorosos, elegíacos, descritivos, satíricos, cujos cantares se guardavam tradicionalmente. Mas monumento sério, literário nem um possuía, porque o idioma latino era o preferido pelos sábios e literatos, que entendiam que era ele a língua geralmente conhecida e que única poderia transmitir obras à posteridade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dante meditou escrever o seu poema em latim, e começou a escrevê-lo nesta língua. Mas depois, pensando melhor, disse consigo: “quero que o povo todo de Itália me entenda, e não os ânimos cultos somente”. Redigiu-o, portanto, na língua italiana. É assim o poema de Dante, o primeiro poema de importância escrito em idioma moderno, e na língua italiana. Foi o criador da língua como literatura, e adaptou-a a obras de fôlego e futuro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Denominou-o comedia, porque, diz ele, a comedia principia por desgraças e acaba em felicidades. O seu poema começava pelo inferno, referia o purgatório e terminava no céu.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Foi povo que, admirando-o e repetindo-lhe as estrofes por toda a parte, chamou-o - &#039;&#039;Comédia Divina&#039;&#039;. Foi este título honroso que sancionou-o a posteridade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É a &#039;&#039;Divina Comedia&#039;&#039; um poema épico, na inteligência que damos a este gênero de poesia?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Primeiro ponto, que desejo tratar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para mim nenhuma dúvida há que o é, e verdadeira epopeia. Difere, é verdade, na fórmula, que é rimada e não solta, como as obras de Virgílio e Homero, mas porque os árabes que tinham criado a rima para tornar o verso mais harmonioso e musical a tinham comunicado à língua provençal, à italiana, às espanholas e à wallon. Difere, ainda, na série de episódios variados e multíplices, seguidos uns após outros. Difere mais na admissão de todos os gêneros de poesia, empregando ora o lírico, ora o satírico, ora o elegíaco, ora mesmo o trágico. Mas a Divina Comedia compreende todas as condições da epopeia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É um poema grandioso no fundo, descreve não só um, mas vários factos históricos, emprega o maravilhoso com singular descrição, sustenta o interesse e tem unidade de ação e de pensamento. A ação é uma viagem do poeta pelo inferno, purgatório e paraíso, cheia de peripécias e perigo, que desperta a atenção e comovem o leitor. O pensamento é a pintura da Itália com todos os seus homens, costumes, usos crenças, legendas, tradições, história, lutas civis e estranhas, e paixões exaltadas. A &#039;&#039;Divina Comedia&#039;&#039; é um estudo enciclopédico da sua época, e dispõe da unidade na imensidade do próprio assunto. Que mais requisitos exige a epopeia? A divergência entre ele e os outros poetas consiste na diversidade dos caracteres dos autores, na diferença dos objetos que celebram e cantam.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Antes dele não mereciam o título de poemas épicos, posto que tenham seu merecimento, os romances rimados dos árabes e provençais, nem a obra dos nibelungos, em língua teutônica cantando as vitórias de Atila rei dos hunos contra os burgonheses, nem os cantores de rei Arthur na língua wailon.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O que é certo, é que à proporção que Dante foi escrevendo seu poema ia dando cópias de cantos, e estas espalhando-se pela Itália, lidas por todo o povo, tornarão o poema popularíssimo. Dante era apontado nas ruas de Verona quando passava, e conta-se que uma vez em um grupo de mulheres pobres do povo disse uma: “- Aquele homem vai ao inferno quando quer e volta quando lhe parece.” - E as outras responderam: “Deve ser verdade, porque seus cabelos e barbas estão chamuscados de fogo”. (&#039;&#039;Hilariedade prolongada no auditório&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O efeito que a &#039;&#039;Divina Comedia&#039;&#039; produziu em Itália, e na própria Florença foi tão poderoso, que o povo fugia de três magistrados que Dante colocara no inferno, dizendo que já estavam mortos, e condenados às penas eternas, posto que seus corpos existissem ainda em Florença, e só se mostravam vivos porque eram animados pelo demônio. (&#039;&#039;Risadas&#039;&#039;). Admirável é ainda mais que os próprios três magistrados, inimigos de Dante, e que o haviam condenado a desterro, quase que se convenceram de que era possível ser verdade o que anunciava o poeta, e tremiam de si próprios. (&#039;&#039;Continua a hilariedade&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Estremecerão se os ânimos dos florentinos de modo que revogaram as sentenças contra Dante. e permitiram-lhe a volta para sua pátria, com a cláusula, porém, de pagar uma multa pecuniária, para o que ficava habilitado, com a restituição de seus bens e propriedades confiscadas,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas Dante não sabia humilhar-se. Proclamou que voltaria para Florença declarado inocente, e que pagar uma multa equivalia a confessar-se culpado. Preferiu vagar ainda em desterro, e morreu por fim em 1321, em Ravena, onde foi enterrado, e se conservam ainda seus ossos, apesar de instantes reclamações de Florença para consegui-los.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Apreciemos agora este poema extraordinário, singular original, profundo, digno do toda a nossa admiração. Não o faremos minuciosamente, porque seriam precisas muitas conferências, tantas são as faces porque se o pode encarar, mas em traços largos, gerais, tanto quanto se possa compreendê-lo no seu todo. Dante aproveitou todas as crenças, e superstições populares religiosas do seu tempo, da teologia escolástica quo então dominava a inteligência; serviu-se dos contos e lendas da época para pintar a outra vida do homem, quando a alma. se destaca da carne e passa à eternidade a receber o prêmio ou o castigo dos seus feitos na terra.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Dante amara em Florença uma donzela, que morrera em verdes anos. Chamava-se Beatriz. Parece que exaltado era o amor, e séria a afeição, toda espiritual, que o poeta lhe consagrava. Coloca-a, pois, no céu, e d&#039;ela recebe o auxílio para percorrer livremente o inferno, o purgatório e o paraíso, seguido por Virgílio, que Beatriz obtém de Deus seja seu guia e companheiro.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Burila-se a entrada do inferno com versos tão enérgicos, que todos quantos conhecem o italiano os sabem de cor. Letras de fogo tirão a esperança dos que ali penetram; numerosíssimas almas ali expiam em turbilhão suas culpas e pecados no mundo. A primeira vista é a dos sábios, filósofos, historiadores, artistas, poetas, oradores e vultos celebres da antiguidade, conhecidos pelos seus serviços e virtudes. Não sofrem penas físicas, mas lamentam-se sem cessar de não terem conhecido a verdadeira luz, a religião cristã, sendo assim original o seu pecado. Á frente d&#039;eles marcha Homero, a quem Dante honra como altíssimo poeta, apelida soberano gênio, e compara à águia que plaina no espaço mais elevado, acima de todos os outros companheiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Descobre-se logo após o sítio em que se punem os pecadores do amor. (&#039;&#039;Risadas&#039;&#039;).&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quantos no mundo se deixarão arrebatar pelas paixões amorosas, e esquecerão seus deveres severos, pagam ali suas faltas. Dido, Semiramis, Helena, Cleópatra, Achiles, e outros amantes sofrem ao lado de Francisca de Rimini, que o poeta conhecera, casada com Lanceloto, e que o marido assassinara por descobrir relações intimas com Paulo Malatesti. E este um dos mais suaves e admirados episódios do poema. As queixas de Francisca, confessando o amor a que não pudera resistir, arrancam lágrimas; a poesia de Dante manifestou-se esplêndida, e n&#039;ela muitos poetas posteriores de todas as nações do mundo têm ido buscar inspirações para dramas, romances e cantatas de Francisca de Rimini. Uma tempestade fria, gelada, solta no espaço, açouta essas almas dos pecadores do amor, não os deixando parar e nem descansar na rápida carreira, em que sempre estão a girar como castigo do fogo amoroso, que lhes queimara os corações e transviara os espíritos. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Passa depois o poeta a pintar os fossos onde se junta as almas dos coléricos, dos invejosos, dos heresiarchas, dos perjuros, dos suicidas, dos ambiciosos, dos avaros, dos traidores à pátria e aos amigos, dos caluniadores, dos ateus, e dos mais pecadores, e a cada espécie d&#039;eles reserva condigno castigo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aos papas simoniacos e culpados não perdoa, e vários dos sumos pontífices sofrem penas no inferno pelos seus crimes e pecados na terra. Ao clero corrompido distribui castigos horrorosos, nomeando de uns e outros os nomes, muitos contemporâneos, sem o menor receio de comprometimento. Aos ladrões anexa serpentes sibilantes, que se lhes agarram aos corpos, e que assim ligados, as serpentes se vão convertendo em homens, e os homens em serpentes, trocando-se as figuras a cada instante (&#039;&#039;Muito bem! Ilícito bem!&#039;&#039;) Aos assassinos e tiranos, mergulhados em lagos de sangue ardente, arranca gritos de dôr, que horrorizam.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entre eles lá está o bispo de Pizza, Ruggieri, que Dante conhecera, e que apanhando em combate o conde Ugolino com seus seis filhos, os encerrara em uma torre, e os matara todos de fome.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este episódio faz estremecer pela energia das frases, pelo grandioso do pensamento. Um pai que vê morrer um a um e a fome os filhos, sem lhes poder valer, e que após fenece igualmente, torna-se, de certo, assumpto de um horrível sublime, tratado por um gênio exaltado e esplendido como o de Dante, que coloca no inferno o conde Ugolino agarrado ao hispo, e a morder-lhe o crânio com os dentes enraivecido. (&#039;&#039;Sensação.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Já declarei que não podia senão esboçar em traços ligeiros os admiráveis episódios da Divina Comedia, que aliás se prestaram logo ao princípio, a comentários dos próprios contemporâneos. Apenas morrera Dante, dois professores foram nomeados, um em Milão e outro em Florença, para explicar seu poema, onde as alusões, o sentido, a intenção se mostravam mais obscuras. Lembrarei ainda como primores da poesia as histórias de Farinata, chefe dos gibelinos de Florença, de Bruneto Latino, mestre de Dante, de Bruoso e de Bruneleschi. Não se queixem, portanto, os meus auditores, se procuro ser conciso, correr rápido sobre particulares, e ocupar-me só com observações largas. Do inferno passa Dante ao purgatório. Aqui punem-se coma no inferno os culpados e pecadores, não com penas eternas, mas temporárias. Criminosos idênticos se encontrão, mas serviu-lhes para salvação o arrependimento na vida.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Católico como era Dante, aceitando as tradições da igreja sobre o inferno, o purgatório e o paraíso, adota também o princípio de que o arrependimento, sério e eficaz antes da morte, salva do inferno, e pode levar ao paraíso as almas, depois de expurgadas no purgatório. O império dos mortos, dos poetas antigos era obscuro, confuso, ininteligível. O de Dante que se desenha com as cores do catolicismo, é regular, majestoso, claro, e conforme as ideias e superstições da sua época.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No purgatório quantas almas conhecidas de seus contemporâneos! O músico Casella, o poeta provençal Sordello, e aquele famoso Manfredo, rei da Sicília, que o papa e os padres perseguiram, precipitaram do trono, excomungaram, condenaram-o a não se enterrar quando morto, e cujo cadáver fizeram arrancar do sepulcro dado pelos fiéis contra suas determinações, para exporem aos animais vorazes e carnívoros, às bordas de um rio. Deus, porém, que se não decide pelas sentenças dos que na terra o representai) como cheios de sua religião; Deus que julga por si e por sua só justiça, desprezou as excomunhões e condenou ao purgatório, não ao inferno, o infeliz Manfredo, provando assim que são sujeitos a paixões também e a injustiças os sumos pontífices. (&#039;&#039;Muito bem! Muito bem!&#039;&#039;) Aí, e nas invectivas que Dante dirige aos papas pela sua corrupção, adivinha-se Luthero antecipado de três séculos, para alçar sobre as superstições o império da razão, e para reduzir os representantes da igreja a se contentarem com a direção das consciências, deixando de pretender ao governo temporal da sociedade. (&#039;&#039;Muito bem! Muito bem!&#039;&#039;) Do purgatório transfere-se o poeta para o paraíso. Virgílio retira-se. Beatriz o recebe e conduz à visita do Éden reservado às virtudes e a felicidade eterna.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No meio de ininteligíveis alusões, de questões escolásticas e teológicas, ouvem-se hinos primorosos e dedicatórias à Itália, que o poeta deseja ver unida e não retalhada em Estados, que se combatem constantemente, dilacerada como se acha por guerras civis e estranhas, humilhada e atormentada por tiranos, e a Florença, particularmente Florença., sua pátria dileta, que Dante nunca esquece, e a quem lamentando, do seu desterro cruel, envia desejos ardentes, votos sinceros de venturas e fortunas! As ideias teológicas do tempo, professadas por S. Bernardo e S. Boaventura, são embelezadas pelo poeta, e divinizadas em seus cânticos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Tal é, minhas senhoras e senhores, esse poema, glória da Itália e admiração do mundo. Vasto, enérgico, esplendido monumento do gênio e do saber, grito de vingança de uma alma desesperada e irascível!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se se destaca da essência e fórmulas do poema épico, cumpre todavia as principais condições da epopeia, e, posto que acusações graves se tenham levantado particularmente a respeito da obscuridade dos cânticos do paraíso, não são elas imputáveis senão as ideias da época, daqueles séculos, XIII e XIV, om que predominava a escolástica dos padres da igreja, em que todas as ciências deviam n’ela concentrar-se, como ciência mãe, e também a instrução de Dante, que passava por profundo teólogo, tanto que esse título de glória se lhe gravou no túmulo, em Ravena.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Portugal tem a glória minhas senhoras e senhores, de haver produzido um grande poeta épico, um dos seis grandes vultos da epopeia: posto que país pequeno, de população diminuta, de seis gênios sublimes em poesia, que produziu o mundo antigo e moderno, um foi seu, um foi português, um nasceu em Lisboa, Luiz de Camões, no ano de 1524.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De família nobre, ainda que pobre, estava-lhe ás armas reservada a sorte, como era uso do tempo. Começou, todavia, cursando as aulas da universidade de Coimbra, que de Lisboa havia sido há poucos anos transferida por D. João 111. Poetou logo no verdor dos anos, não houve divertimento em Coimbra, justa de estudantes, em que Camões não recitasse odes, cantatas, sonetos, terminados seus estudos, foi para Lisboa, e obteve entrada no paço.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A corte de D. João III timbrava em esplendor e elegância, posto que já inferior à dos seus últimos antecessores. Portugal ganhara nomeada e importância na Europa, desde que D. João II na África e D. Manoel com seus descobrimentos na Ásia, América e África, haviam espantado o mundo, que nunca julgará a nação lusitana capaz e habilitada para tão portentosas empresas. A ideia de estender domínios e espalhar a religião católica, predominava no ânimo dos príncipes, incitava os nobres, exaltava o povo, e sorria ao clero. Onde se levantava o pendão das quinas portuguesas, na Ásia, na África e na América, a cruz de Jesus Cristo radiava, aparecendo ao lado do guerreiro audaz o missionário incumbido da propagação da fé.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;De um pequeno condado ou feudo se convertera em pequeno reino, sob Afonso Henriques. Ganhando sobre mouros terrenos para o sul até encontrar os mares, foi a pouco e pouco formando-se a monarquia. Possessora de uma estreita zona banhada pelo oceano, posto que encravada em territórios alheios, passou á África, devassou-lhe as costas, plantou-lhe colônias. Descobriu depois a Ásia, mundo de riquezas esplendidas, de comércio importantíssimo, e aí se devia fundar o teatro dos feitos heróicos de guerreiros e navegantes portugueses. E ei-la que, por um acaso, encontra e domina a mais bela parte da América Meridional, favorecendo-a ainda a fortuna, para que a Hespanha-, que se assenhoreará primeiro de territórios americanos, não fosse a única possuidora d&#039;estas plagas destinadas à sucessão da Europa em todos os elementos da civilização.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pouco tempo se demorou, contudo Camões, no serviço ou exercício de fidalgo a que se empregara. Posto que admirado e estimado pelas suas poesias, que por toda a parte se liam, quase todas versando sobre amores, que são sempre as inspirações da mocidade, recebeu, de repente, intimação para sair do paço e de Lisboa, e conservar-se retirado em Riba-Tejo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Este incidente teve lugar em 1550.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Para o seu desterro, como Camões chamava, partiu o poeta, e ali comparava-se a Ovídio, e dava a entender que amores haviam sido causa de sua desventura, nos versos que compunha e remetia para Lisboa; como nome de Natercia pintava a donzela que dizia haver-lhe cativado o coração, e dominado o espírito.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Os biógrafos curiosos se têm dado a trabalhos insanos para descobrir quem era essa Natercia. Sem minuciar quantas Natercias ou Catharinas, que aquele nome não passa de um anagrama, a mais provável e fundada opinião é que Camões se enamorara de uma dama da corte, chamada Catharina de Athayde da família mais nobre e aristocrática, que era essa a Natercia que ele por todos os feitios cantou e divinizou em suas poesias, e que o irmão da donzela, D. Antônio de Athayde, não levando a bem esses amores apaixonados, correspondidos ou não - quem pode saber? nada o prova: mas que poderiam ter consequências desastrosas à sua casa, obteve d&#039;el-rei a ordem para o afastamento do poeta, quer da corte, quer mesmo de Lisboa!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Certo é que Camões, aborrecido em seu exílio, em Santarem ou qualquer outro lugar de Riba-Tejo, conseguiu vê-lo por fim levantado, mas pouco tempo se demorou em Lisboa, e seguiu logo para Ceuta, alistado entre os jovens fidalgos, que deviam batalhar contra mouros, e habilitar-se no exercido das armas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não o favoreciam somente as musas, inspirando-lhe versos admiráveis; correspondiam-lhe ao gênio os dotes de valentia e coragem, e provas deu imediatamente em Ceuta, tomando parte em vários combates contra mouros. Ou em um naval, como pensam certos biógrafos, ou em terra e perto de Ceuta, como acreditam outros, perdeu Camões o olho direito, traspassado de uma seta, além de receber várias outras feridas, pouco graves, em diversas partes do corpo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas não se pôde afazer à vida na África; voltou em 1552 para Lisboa.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Viria requerer prêmios pelos seus feitos de guerra? Nada conseguiu da corte, senão desprezos e desdéns. Viria tornar a ver aquela donzela que não pudera esquecer nem no desterro, nem nas lides da guerra. É fato verificado que encontrara morta Catharina de Athayde, porque o próprio poeta escreveu a celebre e terníssima canção, em que lamenta o falecimento de Natercia; e porque não se quiz Camões demorar em Lisboa, e no ano de 1553 seguiu para a Índia a procurar fortuna, ou ventura?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Parece que a Providência Divina protegia o poeta para não desaparecer do mundo antes de levantar à gloria do seu país e das letras portuguesas o mais justamente admirado monumento. De quatro naus que juntas seguirão para a India, três foram devoradas pelos mares, a única que se salvou foi a &#039;&#039;São Bento&#039;&#039;, e era ela que levava a seu bordo Luiz de Camões.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Empregou-se em Gôa, no serviço militar, por algum tempo. Posto que a título de provedor de defuntos mandado para Macau, é tradição razoável que o vice-rei Barreto o desterrara, para deferir a queixas de altos funcionários que em uma sátira de Camões, acerca da corrupção dos costumes na Índia, se considerarão compreendidos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Correu a costa da Índia e da China. Estabeleceu-se Camões em Macau. Aí empreendeu, talvez já anteriormente imaginado, aí escreveu o seu poema dos &#039;&#039;Lusiadas&#039;&#039;. Mostra-se ainda uma gruta, onde se diz costumava o poeta isolar-se e inspirar-se. Passados anos, de volta para Gôa, naufragou o navio na embocadura do Rio-Mokon, o poeta salvou-se a nado, sustentando na mão o seu poema, e abandonando tudo o mais que possuía. Assim o próprio Camões o reconta em uma das estrofes dos &#039;&#039;Lusiadas&#039;&#039;. Se alguma fortuna ajuntara em Macau tudo perdera com o infausto naufrágio.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Andou ainda errante pelos portos da Índia, onde figurou em vários combates contra os indígenas; sofreu prisão em Gôa por causa de denúncias falsas sobre seu procedimento em Macau e por dívidas de dinheiro; foi depois para Moçambique, e, por fim, conseguiu regressar para Lisboa e aí chegar em 1570, pobre de meios, maltratado da fortuna, estragado da saúde, curtido de desgostos e cheio de cicatrizes de honrosas feridas recebidas em combates e guerras.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Publicou em 1572 o seu poema, geralmente aplaudido, admirado pelos seus contemporâneos e compatriotas. Conseguiu que em prêmio dos seus serviços lhe mandasse el-rei D. Sebastião, que sucedera a D. João III, dar uma pensão de quinze mil réis anuais, com obrigação ainda de residir na corte e de renovar o provimento de três em três anos. (&#039;&#039;Sensação&#039;&#039;.) E essa mesma pensão não lhe era paga, queixava-se o poeta, quo muito d&#039;ela necessitava.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Caiu na miséria. Foi morar em um pobre casebre. Tinha em sua companhia um índio, Jáu, que na Índia fôra seu escravo e viera para Portugal como seu amigo. Antônio, assim se chamava ele, pedia esmolas pelas ruas de Lisboa, para sustentar seu amo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No entanto o imprudente e moço rei lá fôra à África ganhar novos louros, e terras, apregoando cavalheirismo em defesa de um contra outro rei mouro. Lá deixou a vida, nos areais do Alcacer-Kibir, lá morreu com ele a melhor e mais guerreira gente de Portugal, lá morreu com elle a independência do seu país! Portugal passou para o governo de um cardeal decrépito, com o prelúdio de um soberano estrangeiro, Felippe II de Hespanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como poderia, o coração patriota de Camões suportar o golpe fatal da derrota portuguesa de Alcacer-Kibir. Que dolorosas e desesperadas impressões receberia! De certo, porque no mesmo ano em que a batalha se ferira, Portugal foi vencido apenas chegaram a Lisboa, as notícias do infaustíssimo e fatalíssimo evento, Camões não sobreviveu à pátria!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Morreu em 1579. Foi miseravelmente o seu enterramento om uma sepultura da igreja de Sant’Anna. Algum tempo depois reconhecido o lugar em que repousavam seus ossos, gravou-lhe na campa um dístico um nobre admirador da poesia. Mas o terremoto do século XVIII destruiu a igreja de Santa Anna, e ignora-se bojo onde param os restos do maior poeta português!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Quando Camões escreveu o seu poema, começava a brotar a literatura portuguesa. A língua se havia formado, usado e empregado oficialmente pouco tempo depois da elevação de Affonso Henriques ao trono que ele fundara em territórios até então pertencentes ao rei de Lyão, e que ele devera a seu gênio e a sua vitória em Ourique. O galego em uma das línguas da península Ibérica, nascido como as outras espanholas, do latim, do godo e do árabe O idioma galego foi a base do idioma português, adoçando-se mais a pronúncia, latinizando-se melhor a gramática e particularmente a sintaxe e robustecendo-se com vocábulos novos, bebidos na língua de Roma, de modo a aproximar-se mais da origem latina. Alguns espíritos cultos a manejavam já, antes do século XVI, mas n&#039;esta época é que ela se fixou literariamente, e abriIhantou-se com obras memoráveis.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O aproximar-se ela mais do latim, foi obra dos literatos, que assim a foram depurando e organizando, e a fizeram aclimatar-se e difundir-se pelo povo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Gil Vicente dedicara-te ao gênero dramático, Bernardim Ribeiro e Vasco da Lobeira polirão a prosa com os romances de &#039;&#039;Menina e Moça, Palmeirim de Inglaterra&#039;&#039;. Alguns outros vultos poéticos traduzirão em versos suas inspirações. Mas Camões, póde-se dizer, ornamentou, aumentou, civilizou a língua portuguesa, que precisava ainda de um gênio como o seu, para tomar assento solido e lugar distinto. Mostrou que ela se prestava perfeitamente a todos os gêneros de poesia, o lírico, o bucólico, o elegíaco, o amoroso, o pastoril, o dramático, e até o épico.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;No seu poema, é um poeta artista como Virgílio o fora entre os romanos. A frase, a palavra, a rima, tudo é admiravelmente apropriado. O pensamento assim traduzido em um idioma harmonioso e musical, revestia-se de novo brilho, de fulgor mais resplendente. A verificação de Camões ainda hoje não foi excedida, e nem modificada na fórmula, no torneio, na expressão, na melodia. Notam-se diferenças entre o português puro de Luiz de Souza, João de Barros, Antônio Vieira, e D. Francisco Manoel de Mello, porque as línguas modificam-se, transformam-se de alguma sorte com o andar dos tempos. Criador da língua é o povo, é a nação. As línguas humanas são como vastos monumentos, em que cada geração trabalha a seu turno, e cuja construção prossegue indefinidamente através dos séculos, sem que a ninguém se permita colocar a cúpula sobre o edifício.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Entretanto, que diferença, se percebe entre a poesia de Camões do século XVI e a. de Diniz do século XVlll! Quase que nenhuma, porque Camões com sua imaginação poderosa, e sua arte consumada, soube estabelecer a linguagem do verso de modo a sofrer depois muito pequenas modificações, graças à superioridade do seu engenho.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Houve quem pusesse em dúvida entre os literatos se era assumpto propriamente épico o que escolhera Camões para o seu poema. Tudo se pode enunciar, e sustentar. Custa, porém, acreditar-se que se pudesse recusar a qualidade de epopeia ao assunto dos Lusíadas. Qual o superior? O da &#039;&#039;llíada&#039;&#039; é grandioso para o pequeno mundo da Grécia, é grandioso pelo gênio de Homero, é grandioso ainda porque é o único monumento d’aquelas eras distantes, de que quase não possuímos notícia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A &#039;&#039;Odisseia&#039;&#039; compõe-se de incidentes domésticos, bastante íntimos, romanescos, interessantes ao coração. A &#039;&#039;Eneida&#039;&#039; nasce de uma tradição vara, senão fabulosa, da vinda de Enéas à Itália, e de seu estabelecimento no país de Turno. A &#039;&#039;Divina Comedia&#039;&#039; encontrou assunto majestoso nas legendas, e tradições, e doutrinas da igreja cristã, que nos faz crer na outra vida do homem, e nos castigos e prêmios que aí o esperam pelos seus feitos na torra. O &#039;&#039;Paraíso Perdido&#039;&#039; pinta a criação do homem, e pode considerar-se o poema da humanidade no seu berço e origem. O assumpto escolhido por Torquato Tasso parece-me o mais épico de todos, menos todavia que o dos &#039;&#039;Lusíadas&#039;&#039;. É, de certo, um grande facto histórico e glorioso a luta das Cruzadas, porque é a luta de duas raças, a europeia e a asiática, e de duas religiões, a Cristã e a de Mafoma.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas de que se trata nos &#039;&#039;Lusíadas?&#039;&#039; Da empresa portentosa de executar-se uma viagem, através de mares desconhecidos, nunca d&#039;antes navegados, em busca de mundos de que se tinha apenas noções vagas; de conseguir-se ligar a Ásia com a Europa, enriquecer-se, civilizar-se esta à custa d’aquela; de estender-se todos os conhecimentos humanos; de propagar-se ainda a religião católica por inumeráveis nações e povos indiáticos, que a não conheciam; de tornar enfim a Europa em dominadora do mundo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Não é, portanto, só um assunto português, deve ser considerado europeu; posto que a empresa fosse só concebida, e praticada por portugueses, que constituíam, entretanto, na época, a mais pequena nação da Europa, seus efeitos, seus resultados foram gerais, importantíssimos, valiosíssimos, de presente e do futuro para a Europa. Seus fins muito mais difíceis e perigosos que os dos Cruzados. Estes sabiam o caminho de Jerusalém, atravessavam países amigos, recolhiam n’eles forças e recursos, e batalhavam em territórios conhecidos, como erão os da Terra-Santa. Vasco da Gama e seus companheiros, entretanto, devassavam mares nunca d’antes navegados, suportaram furacões, tempestades, fomes e sede, e atacaram povos muito mais numerosos, e reis possantes e guerreiros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Porventura a empresa de salvar a cidade de Jerusalém, e o túmulo de Jesus Cristo, pode ser considerada mais assumpto de poesia épica do que o descobrimento das índias, inteiramente ignoradas, povoadas por multidão copiosa de gente, rica de uma civilização particular, e aí levar-se a religião do verdadeiro Deus, aí propagar-se a fé do Cristianismo?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O assunto dos Lusíadas não, não é inferior ao da Jerusalém, sob nenhum ponto de vista. Maior gloria para o mundo, maior desenvolvimento moral e material da humanidade, maior conquista de luzes e ilustração cientifica, maiores recursos para a riqueza e prosperidade da Europa, eis o resultado da conquista das índias pelos portugueses.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Além de que onde se descobre em Tasso ou em qualquer outro poeta esse entusiasmo patriótico, que é um dos característicos mais distintos de Camões? (&#039;&#039;Muitos Aplausos&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O mais puro patriotismo revela-se em cada canto, em cada estrofe, em cada verso dos Lusíadas. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;) Não é Vasco da Gama o herói senão nominal por dirigir a empresa portentosa: é Portugal quo predomina como figura principal no poema. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;) E a nação portuguesa com suas galas, triunfos e glórias que se canta nos &#039;&#039;Lusíadas&#039;&#039;. A pátria é que inspira ao poeta essas oitavas admiráveis, que encantam, extasiam, eletrizam (&#039;&#039;muitos aplausos)&#039;&#039;, que legam à posteridade o nome de Portugal e de Portugueses para eterna reminiscência. (&#039;&#039;Muito bem&#039;&#039;.)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vasco da Gama parte do Lisboa, atravessa mares desconhecidos, dobra o cabo Tormentorio, vaga pelas costas da Àfrica Oriental e descobre a índia. Às aventuras dos portugueses são recontadas aí de modo admirável. A descrição da Ásia mostra conhecimentos geográficos e históricos, de que se não possuía a menor noção na Europa. Ao Camorim conta Vasco da Gama a história o grandeza de Portugal para o arrastar a curvar-se ao jugo de D. Manoel. Com a volta de Gama a Dhboa termina o poema.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas que variedade de quadros da natureza! Como é rico, até pródigo o poeta nas descrições da Ásia, dos seus povos, dos costumes e lendas que lhes pertenciam?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como sabe pintar ao vivo os fenômenos do mar, as trombas marinhas, as tempestades horrorosas, o desencadeamento dos ventos, a impetuosidade das correntes, os perigos que correm os navios, os naufrágios que eles suportam!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E o poeta mais admirável dos mares e das tempestades! Sente-se ao lê-lo, sibilar o vento, enraivecer-se o tufão, toldarem-se as ondas, encapelar-se o oceano, escurecer o horizonte, ranger o navio, quebrarem-se os mastros, despedaçar-se as vergas, rasgar se as velas. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;) Assiste-se a todas as cenas horrorosas da natureza em luta e anarquia de elementos contrários e furiosos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mimosa brandura de afetos, propriedade de colorido, vida, enfim, animam alguns dos episódios maravilhosos com que entretêm a atenção do leitor, e suscita-lhe o entusiasmo. Ou sejam eles históricos como o de &#039;&#039;Ignez de Castro&#039;&#039;, em que cada uma estrofe, cada um verso, cada uma palavra, cada uma rima, tudo é conforme ao sentimento, tudo exprime a paixão, tudo descreve a ideia, tudo é harmônico com o pensamento; como o do &#039;&#039;Condestavel&#039;&#039;, em que o espírito guerreiro, o ânimo cavalheiroso e leal, os caracteres, não encontrão superiores. em poema nenhum do mundo; ou como a lenda dos &#039;&#039;Doze de Inglaterra&#039;&#039;, toda heroica e amorosa; ou como essa cena admirável da &#039;&#039;Rainha de Castella&#039;&#039;, vindo ao rei de Portugal pedir auxílio contra os Mouros, que apertão e perseguem seu esposo, exclamando:&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Açode e corre, pai, que se não corres&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Pode ser que não aches quem socorres,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;ou finalmente nos dois soberbos, esplendidos, magníficos episódios de &#039;&#039;Adamastor e da Ilha dos Amores&#039;&#039;, frutos da imaginação portentosa e possante do poeta!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como não extasiar-se diante d&#039;esse gigante ou Titan da legenda mitológica, que se converte em penedo, e assusta os navegantes que ousam aproximar-se e tentam dobrá-lo para se passarem de uns para outros mares?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Como não deliciar-se a descrição voluptuosa da &#039;&#039;Ilha dos Amores&#039;&#039;, arrancada do seio do oceano, povoada de ninfas formosas, que acolhem benignamente os descobridores da Ásia no seu regresso a pátria, e lhes pagão com os mais esquisitos prazeres os trabalhos e perigos que suportarão&#039;?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E quanta melancolia derramada em todo esse poema a qual prova a sensibilidade do coração do vate guerreiro e altanado que nunca soube curvar-se, e marchou sempre de fronte erguida e sobranceira?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Abandonara a pátria pela Ásia, dizendo como Scipiâo: — não quero que meus ossos descansem em teu seio. — Mas par tido que foi, passados os Ímpetos da irritação pelas injustiças que sofrera, ei-lo patriota como ninguém, lançando os olhos para as terras de Cintra que desaparecem a pouco é pouco da vista, aí deixando saudades imorredouras!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Parece que amoroso, como fora Camões, de Catharina, morta ela para o mundo, na pátria concentrou todos os seus amores, o exclusivismo de todos os seus sentimentos apaixonados!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E o que se não encontra n’esse poema de axiomas e máximas políticas, de conselhos aos reis e governantes, de ideias adiantadas até da liberdade, de conhecimentos de administração pública?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Colhem-se nos seus versos epigrafes apropriadas a todas as obras e livros sobre ciências, artes, letras, legislação, governo; sua frase é sempre nobre, adaptada com exação, copiosa sem profusão, brilhante sem deslumbrar pela exuberância de esplendor, corrente, sonora, discreta: sua imaginação é rica de cores vivas que iluminam; seu pensamento elevado; e quando trata de si, o que várias vezes e muito a propósito faz durante a marcha do poema, é sempre como homem avisado, posto que queixoso da sorte infeliz que o persegue, do fado que o martiriza, das desgraças e miséria- que o oprimem!&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se ganhou gloria, e gloria eterna e imorredoura para seu nome na posteridade, fundou também a glória, a reputação de seu país, que, tão pequeno, produziu um dos maiores épicos do mundo, cercado de nações poderosíssimas. A língua portuguesa foi sempre, e é pouco conhecida na Europa; igualmente a sua literatura, aliás tão variada, tão rica em todos os gêneros; mas Camões é apreciado geralmente, seu poema está traduzido em todas as línguas faladas da terra. Conhece-se Portugal por Camões, e por causa de Camões muitos povos se lembram do Portugal! (&#039;&#039;Muito bem!)&#039;&#039;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Portugueses e Brasileiros, temos a mesma origem, a mesma ascendência, o mesmo berço, somos da mesma raça: unidos formamos a mesma nação; separados, cada um de nós constitui um povo independente; mas somos irmãos, participamos do mesmo passado, mútuas são as venturas pretéritas, mútuas as venturas e glorias antes da emancipação do Brasil. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Camões é o grande poeta, o maior gênio da nossa língua. Pertence tanto sua memória aos portugueses como aos brasileiros. (&#039;&#039;Muito bem!&#039;&#039;) Camões é de nós todos, a mais esplendida e pura gloria literária.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;(&#039;&#039;Numerosos e repetidos aplausos e felicitações dá o auditório todo ao orador.&#039;&#039;)&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &#039;&#039;Conferências Populares&#039;&#039;, Rio de Janeiro, nº3, mar.,1876, p. 37-58. (na integra). Capturado em 22 jul. 2025. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/278&amp;lt;/u&amp;gt;  &amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;p style=&amp;quot;text-align: center;&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font size=&amp;quot;2&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;font face=&amp;quot;Arial&amp;quot;&amp;gt;&#039;&#039;{{SITENAME}}&amp;lt;br /&amp;gt; Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – ([http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/ &amp;lt;font color=&amp;quot;#0000CC&amp;quot;&amp;gt;http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br&amp;lt;/font&amp;gt;])&#039;&#039;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/p&amp;gt;    &lt;br /&gt;
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		<author><name>Administrador</name></author>
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