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	<title>Conferência Popular da Glória nº 334.5 - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-05-22T00:11:44Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?title=Confer%C3%AAncia_Popular_da_Gl%C3%B3ria_n%C2%BA_334.5&amp;diff=3344&amp;oldid=prev</id>
		<title>Ana.guedes: Criando um novo verbete.</title>
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		<updated>2026-03-05T12:22:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criando um novo verbete.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Data:&amp;amp;nbsp;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;02/09/1880&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Orador:&amp;amp;nbsp;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Benjamin Franklin Ramiz Galvão&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Título:&amp;amp;nbsp;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Ciências físicas e naturais nas faculdades de medicina&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Aviso, íntegra ou resumo:&amp;amp;nbsp;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Resumo&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Texto na íntegra&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;“Vede que conhecimentos sólidos e reais pode adquirir a mocidade, por muito que ela deseje aprender, e por grande que seja a boa vontade do professor. O que d’aí decorre é tristíssimo; ainda não saiu das nossas escolas médicas um naturalista, no rigor da palavra, se exceptuardes o venerável &amp;lt;u&amp;gt;[[CYSNEIROS, FRANCISCO FREIRE ALLEMÃO DE|Freire Allemão]]&amp;lt;/u&amp;gt;, que se fez por si e que consumiu 40 anos de sua existência no cultivo entusiástico da Flora Brasileira,&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Se preparados com verdadeira ciência saíssem os médicos da escola, quando vão residir nas províncias e nas cidades do interior, interessar-se-iam pelo estudo das nossas riquezas naturais, a exemplo dos médicos das armadas europeias, que aproveitam as nossas viagens enriquecendo a ciência de notícias e fatos novos; não teríamos passado pela vergonha de ver a nossa riquíssima e exuberante &amp;#039;&amp;#039;Flora&amp;#039;&amp;#039; descrita, quase que totalmente, por Martius, Cambessedes, Schott, Pohl, Gardnér, Raddi, Fée, Myers, Warming, Blanchet, Hampe, Krempelhuber e dezenas de outros sábios do velho mundo.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na zoologia é tristíssimo o nosso papel: meu velho mestre o Dr. Emilio Maia classificou uns colibris, e tudo o mais ficou para os estrangeiros, sem exceptuar o boto da baia do Rio de Janeiro, que admirávamos todos os dias nas suas evoluções singulares, sem cogitar que ali estivesse uma espécie nova para o talento de Van Beneden.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Na mineralogia ficamos onde nos deixaram o exímio José Bonifácio e o ilustre Alves Serrão; as riquezas rolam aos nossos pés, e nós, os sátrapas ignorantes, não cuidamos que aquilo valha alguma coisa. O ouro é explorado por companhias inglesas nos confins de Minas; o ferro constitui cordilheiras n’aquele abençoado torrão, e nós importamos ferro da Suécia; as minas de carvão de pedra lá estão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e provavelmente em muitos outros pontos do nosso território, - e o carvão de preda nos – chega de New Castle aos milhares de toneladas; o chumbo aí está nas minas do Iporanga, em São Paulo; o mercúrio, no município da Palmeira, a 92 quilômetros da capital do Paraná; a turia, em densas camadas, aqui às portas do Rio de Janeiro, em todo o percurso do canal de Macaé a Campos; tudo, tudo isto desaproveitado, mal estudado e mal conhecido, até que venha um novo Fred. Hartt desvendar ao mundo as nossas riquezas.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eis senhores, o estado a que nos conduziu o esquecimento das ciências naturais/ levou-nos a um suplicio de novo gênero; morremos de fome ao pé do alimento, porque a nossa ciência não dá para conhecer as virtudes reparadoras da substância para que olhamos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Isto pelo que respeita ao lucro da ciência geral e ao aproveitamento das riquezas para uso nosso. Mas não param aí, senhores, as consequências funestas do defeituoso ensino das ciências físicas e naturais nas faculdades de medicina. Estas ciências são da mais alta necessidade para os estudos médicos propriamente ditos, porque: as leis da hidrodinâmica regulam a circulação do sangue, as leis de difusão e de solubilidade dos gases tem a sua imediata aplicação no mecanismo da respiração animal, ás ações osmóticas explicam a maior parte dos fenômenos de absorção; a voz humana e o ouvido, para serem bem estudados carecem das leis de acústica; a óptica é indispensável no estudo da fisiologia do olho; o microscópio é em nossos dias o companheiro inseparável de todo o medico investigador, e a eletroterapia, tão divulgada modernamente não se faz, não se pode fazer de modo profícuo, sem conhecer as teorias e os aparelho respectivos.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Preciso dizer-vos que a química representa um papel importantíssimo na fisiologia dos órgãos de nutrição? Que ela é a base substancial da farmácia e da toxicologia, e que a própria clínica não n’a dispensa porque hoje os meios de diagnóstico vão até a análise dos líquidos do organismo?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O domínio da história natural é por seu lado, senhores, o arsenal da medicina.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O médico não pode ignorar o que são as armas, com que luta todos os dias contra a morte; é-lhe indispensável conhecer particularmente os instrumentos de que usa com proveito, para ir procurá-los onde existam, para conhecê-los onde quer que apareçam, para substituir conscienciosamente os que ventura lhe faltem.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Assim faz o bom cirurgião, que não pode operar sem conhecer o instrumento que maneja; semelhantemente procede o navegante que não se atira aos azares do oceano, com que ele luta contra os ventos e as correntes...&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ora, desde que o estudo de tais ciências fundamentais se faz com tão graves lacunas, fácil é de prever como o edifício ficará construído.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;E se tudo isto é mais que verdade em relação ao ensino da medicina, isto é mais que evidente, senhores, em relação ao da farmácia, sobre cujos destinos não me é lícito deixar de falar-vos, porque a farmácia é a aliada inseparável da arte de curar.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A classe farmacêutica vive entre nós uma vida inglória, sem esperanças e sem prerrogativas, porque o legislador decretou-lhe uma instrução acanhada e um futuro mesquinho.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Vede os míseros preparatórios que se exigem para a sua matricula; atendei ao modo pelo qual aprendem as matérias importantíssimas do respectivo curso – mateiras que para o medico não são acessórias, quanto mais para o farmacêutico; atentei, por sim, às disposições da lei de 1850, que regula o exercício d’esta profissão, e dizei-me não é triste que tenhamos transformado em simples vendedores de drogas a homens cheios de talento, que puderam servir á ciência e adianta-la nos domínios de sua especialidade.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Em março de 1877, o Instituto Pharmaceutico do Rio de Janeiro dirigiu uma brilhante representação n’este sentido ao corpo legislativo, demonstrando os vícios de organização do ensino, e solicitando a criação, pelo menos, de uma escola especial de farmácia.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;O que se fez d’esse pedido? Morreu na pasta das representações, como morreram os nossos projetos de reforma da faculdade de medicina, em que esta mesma ideia se aventou mais de uma vez.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aí continuam os farmacêuticos arrastando a sua inglória existência: matriculam-se com dois preparatórios e meio; vão estudar física sem saber uma linha de álgebra, vão ler o &amp;#039;&amp;#039;Genera Plantarum&amp;#039;&amp;#039; de Hooker ou a &amp;#039;&amp;#039;Flora Brasiliensis&amp;#039;&amp;#039; de Martius, sem saber uma palavra de latim; em suma, e para não alongar este quadro lastimoso, vão ser cidadãos sem saber uma página da história do seu país.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É justo, senhores, que também para estes contribuintes do tesouro publico se alarguem os horizontes da educação cientifica, habilitando-os a bem desempenhar a nobre missão que lhe cabe junto da humanidade enferma, e fazendo de todos eles homens verdadeiramente de ciência, que sirvam à pátria e à civilização.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ditas estas palavras, que eram de justiça, permiti que eu volte ao assunto capital d’esta conferência destinada particularmente a pugnar pelo ensino prático das nossas escolas de medicina.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ilustres colegas, já aqui vos descreveram com mão de mestre a miséria dos gabinetes anatômicos, a completa ausência da fisiologia e patologia experimentais, o insuficiente campo de estudo das clínicas, a carência absoluta das especialidades, a famosa arte de partos em manequins, e tudo isto se comparou com o ensino médico das faculdades da Europa, mencionando-se de proposito e cotejando as nossas instituições e orçamentos com os de uma universidade de 2ª ordem da Alemanha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ouvistes hoje, ainda que mal delineada, a descrição do modo porque se ensinam as ciências naturais entre nós. Dizei-me, senhores, pode isto continuar em semelhante pé?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Havemos de cruzar os braços ante o descalabro de instituições da mais alta transcendência para o Brasil?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Eu não ignoro as objeções que se levantam contra esta santa cruzada: aqui, políticos menos bem informados suspeitam seu que de exageração na pintura e julgam atirar-nos um argumento hercúleo dizendo: não é tão deficiente o ensino que produz notabilidades médicas e cientificas da ordem dos Abreus, Pertences, Valles, Torres Homens e tantos outros.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ali, os céticos que os há sempre e em toda a parte, lastimam que estejamos a perder o nosso tempo, porque nada se alcançará. Enfim, há um 3º grupo que nos condena abertamente, acreditando que não é este o melhor meio de conseguir a reforma e que não é digno de nós o trazer para o domínio públicos lúgubres misérias de nossa vida científica. Eu peço licença para dar a uns e outros a resposta que o assunto exige.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Aos otimistas bem-intencionados rogo que visitem a escola de medicina da corte, penetrando em todos os seus esconderijos e informando-se da verdade conscienciosamente. Que interesse teríamos nós, filhos e hoje professores d’aquela faculdade, em denegrir a sua reputação científica, pintando como péssimo o que fosse passável, censurando o ensino que damos com as nossas próprias mãos? Indaguem, vejam; leiam depois os relatórios feitos e publicados sobre o ensino médico nas boas faculdades do velho mundo, e não lavrem a sentença antes de haverem comparado.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;É certo que temos uma plêiade notável de médicos e professores, assim como é indubitável que há estudantes muito distintos na academia. Mas &amp;#039;&amp;#039;quid inde?&amp;#039;&amp;#039;  Havia escola médica em Atenas quando Hipócrates iluminou o mundo com o seu grande saber? A escola francesa não estava moribunda quando apareciam Claude Bernard, Wurtz e Vulpian devassando nossos horizontes à ciência?&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;As nossas notabilidades médicas, senhores, ou foram beber instrução em fonte mais rica e mais pura, ou à custa de muito talento e muito trabalho se formaram aqui mesmo. E o que é que elas têm produzido na proporção d’esse enorme talento? Calculai o que teriam feito se houvessem sido mais bem educados, e se vivêssemos em um meio verdadeiramente científico, e diante da inópia da nossa literatura médica cobri as faces de vergonha.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Agora aos céticos, adoradores da indiferença oriental. Sim, senhores, vós tendes alguma razão quando dizeis que as fibras semimortas d’este organismo moço, mas linfático, custaram muito a ganhar a tonicidade e a vida de um adulto vigoroso. Muitas causas acumuladas nos trouxeram a esta conjuntura lastimosa: os erros não coibidos de uma administração por vezes pouco patriótica, vícios de educação bebidos com o leite e entretidos por uma sociedade pouco espartana, enfim, a vossa própria desídia e o vosso desamor pela vida real geraram esta descrença, que nos acabrunha e nos mata lentamente como o opio solapa o vigor e a iniciativa do fleumático budista.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Mas, senhores, o doente também acorda do letargo, se o toca uma descarga elétrica; as úlceras crônicas se curam com ferro em brasa, e se é verdade que a fibra exangue do linfático não responde logo às excitações exteriores, há sempre meio de a tonificar. A tarefa é difícil, mas não é impossível. Cessai vós o canto lúgubre e dormente da desídia, e corte-se a mancenilha que nos envenena, respondendo o eco varonil de alguns homens, que ainda restam, ao estrepito das nossas justas reclamações pelo futuro da pátria.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;A primeira lufada do pampeiro não deixa rastros de sua passagem na campina deserta e morna, mas a segunda e a terceira acabam por acordar os gênios tranquilos da solidão; breve, de todos os quadrantes irrompe a tormenta veloz, a união de todos os esforços desencadeia a tempestade, as nuvens desatam, e a fertilidade e a vida renascem na terra da desolação.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Continua.”.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Localização&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- &amp;#039;&amp;#039;Gazeta de Notícias&amp;#039;&amp;#039;, Rio de Janeiro, anno VI, n.250, p.2, 8 set. 1880. (resumo estendido). Capturado em 03 mar. 2026. Online. Disponível na Internet: &amp;lt;u&amp;gt;http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_02/1225&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;Ficha técnica&amp;lt;/span&amp;gt;=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Pesquisa: Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca, Yolanda Lopes de Melo da Silva.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:small;&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&amp;quot;&amp;gt;&amp;amp;nbsp;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Forma de citação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{PAGENAME}}. {{SITENAME}}. Capturado em {{CURRENTDAY}} {{CURRENTMONTHABBREV}}. {{CURRENTYEAR}}. Online. Disponível na internet {{SERVER}}/wiki_dicionario/index.php?curid={{PAGEID}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp;&lt;br /&gt;
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		<author><name>Ana.guedes</name></author>
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