Conferências da Glória: mudanças entre as edições
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<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">As 'Conferências Populares da Glória', assim denominadas por se realizarem em escolas públicas localizadas na então freguesia da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, iniciaram-se em 23 de novembro de 1873 sob a coordenação de Manoel Francisco Correia, senador do Império. Para seu criador, as conferências teriam a função de se tornar um meio para despertar o espírito para os mais diversos assuntos, excetuando-se as chamadas paixões políticas, as crenças e os princípios, e assim pela divulgação da ciência e da cultura transformar o país. Os conferencistas, que eram intelectuais em evidência no cenário científico e cultural, proferiram palestras sobre diversas temáticas, incluindo literatura, teatro, história das civilizações, educação, matemática, biologia, medicina, botânica, ciências físicas, e outras.</span></span> | <span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">As 'Conferências Populares da Glória', assim denominadas por se realizarem em escolas públicas localizadas na então freguesia da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, iniciaram-se em 23 de novembro de 1873 sob a coordenação de <u>[[CORREIA, MANOEL FRANCISCO|Manoel Francisco Correia]]</u>, senador do Império. Para seu criador, as conferências teriam a função de se tornar um meio para despertar o espírito para os mais diversos assuntos, excetuando-se as chamadas paixões políticas, as crenças e os princípios, e assim pela divulgação da ciência e da cultura transformar o país. Os conferencistas, que eram intelectuais em evidência no cenário científico e cultural, proferiram palestras sobre diversas temáticas, incluindo literatura, teatro, história das civilizações, educação, matemática, biologia, medicina, botânica, ciências físicas, e outras.</span></span> | ||
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Os registros indicam que grande parte das conferências ocorreu em uma das escolas públicas na freguesia da Glória, especialmente no prédio no qual atualmente se encontra a Escola Amaro Cavalcanti (antiga Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado). Outras foram realizadas na Escola de S. José (antiga Rua da Ajuda), na Escola Senador Correia (antigo Largo de S. Salvador), e na Escola Barão do Rio Doce (Rua do Lavradio). Eram franqueadas ao público em geral, e ocorriam, inicialmente, nas manhãs de domingo, e depois foram estendidas para dois dias semanais. As conferências eram anunciadas, antecipadamente, por avisos publicados em jornais da época (''Jornal do Commercio, Gazeta de Notícias, Diario do Rio de Janeiro, Diario de Noticias, Diario Fluminense, O Paiz, Jornal do Brasil'' e ''Correio da Tarde''), os quais também publicavam resumos das conferências proferidas.</span></span> | <span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Os registros indicam que grande parte das conferências ocorreu em uma das escolas públicas na freguesia da Glória, especialmente no prédio no qual atualmente se encontra a Escola Amaro Cavalcanti (antiga Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado). Outras foram realizadas na Escola de S. José (antiga Rua da Ajuda), na Escola Senador Correia (antigo Largo de S. Salvador), e na Escola Barão do Rio Doce (Rua do Lavradio). Eram franqueadas ao público em geral, e ocorriam, inicialmente, nas manhãs de domingo, e depois foram estendidas para dois dias semanais. As conferências eram anunciadas, antecipadamente, por avisos publicados em jornais da época (''Jornal do Commercio, Gazeta de Notícias, Diario do Rio de Janeiro, Diario de Noticias, Diario Fluminense, O Paiz, Jornal do Brasil'' e ''Correio da Tarde''), os quais também publicavam resumos das conferências proferidas.</span></span> | ||
Edição das 19h26min de 10 de novembro de 2025
As 'Conferências Populares da Glória', assim denominadas por se realizarem em escolas públicas localizadas na então freguesia da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, iniciaram-se em 23 de novembro de 1873 sob a coordenação de Manoel Francisco Correia, senador do Império. Para seu criador, as conferências teriam a função de se tornar um meio para despertar o espírito para os mais diversos assuntos, excetuando-se as chamadas paixões políticas, as crenças e os princípios, e assim pela divulgação da ciência e da cultura transformar o país. Os conferencistas, que eram intelectuais em evidência no cenário científico e cultural, proferiram palestras sobre diversas temáticas, incluindo literatura, teatro, história das civilizações, educação, matemática, biologia, medicina, botânica, ciências físicas, e outras.
Os registros indicam que grande parte das conferências ocorreu em uma das escolas públicas na freguesia da Glória, especialmente no prédio no qual atualmente se encontra a Escola Amaro Cavalcanti (antiga Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado). Outras foram realizadas na Escola de S. José (antiga Rua da Ajuda), na Escola Senador Correia (antigo Largo de S. Salvador), e na Escola Barão do Rio Doce (Rua do Lavradio). Eram franqueadas ao público em geral, e ocorriam, inicialmente, nas manhãs de domingo, e depois foram estendidas para dois dias semanais. As conferências eram anunciadas, antecipadamente, por avisos publicados em jornais da época (Jornal do Commercio, Gazeta de Notícias, Diario do Rio de Janeiro, Diario de Noticias, Diario Fluminense, O Paiz, Jornal do Brasil e Correio da Tarde), os quais também publicavam resumos das conferências proferidas.
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