IMPERIAL INSTITUTO FLUMINENSE DE AGRICULTURA

De Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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Denominações: Instituto Fluminense de Agricultura (1890)

Resumo: O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura foi inaugurado em 8 de julho de 1860, no salão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Paço Imperial, e passando a funcionar depois na secretaria do Museu Imperial e Nacional, na Rua dos Ciganos nº31 (atual Rua da Constituição), local também ocupado pela Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional. Tinha como objetivos instruir os agricultores, facilitar a substituição de mão-de-obra na lavoura por meio da introdução de máquinas, promover a melhoria das raças dos animais e a compra de melhores sementes, e produzir estudos sobre a vida vegetal. Seu primeiro presidente foi Miguel Calmon du Pin Almeida (Marquês de Abrantes), e seu primeiro secretário Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque

Histórico

O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura foi criado por meio do decreto n° 2.607, de 30 de junho de 1860, sob a jurisdição do Ministério do Império, tendo como principal objetivo “animar e dar o desenvolvimento á lavoura do Municipio e Provinda do Rio de Janeiro, já directamente pelos meios ao seu alcance, já indirectamente, auxiliando o Governo Geral e Provincial em tudo quanto possa concorrer para este fim” (BRASIL.1860a).

No momento de sua criação tinha cerca de 100 sócios e um fundo social de 131:606$900, frutos de donativos de seus sócios. De acordo com a lista de membros e sócios do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, em 1869 a instituição tinha 146 sócios fundadores, e entre estes encontrava-se Custódio Alves Serrão (LISTA, 1869). Embora não estivessem na lista de sócios fundadores, o instituto contou, ainda nos primeiros momentos de funcionamento, com expressões como Miguel Antonio da Silva, repetidor de ciências físicas e naturais da Escola Central, Manoel Ferreira Lagos, diretor da seção de zoologia e anatomia comparada do Museu Imperial e Nacional, Guilherme Schüch de Capanema, professor da Escola Central e integrante do Museu Imperial e Nacional, Ladislau de Souza Mello Netto, botânico e membro da comissão astronômica e hidrográfica no rio São Francisco, Nicolau Joaquim Moreira, médico, e  Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, diretor do Museu Imperial e Nacional (BEDIAGA, 2014).

De acordo com matéria publicada, em 20 de novembro de 1860, no periódico O Regenerador, a criação do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura se deu por sugestão do Imperador D. Pedro II, após sua viagem às províncias do norte do Rio de Janeiro até a Paraíba, quando propôs a criação de institutos imperiais de agricultura com o objetivo de solucionar problemas de mão-de-obra e da produção agrícola brasileira, que se encontrava em crise em virtude especialmente da retração do mercado internacional (INSTITUTO, 1860, p.2). Foi, então, fundado acompanhando o modelo dos institutos imperiais que foram criados no período, como o Instituto Pernambucano de Agricultura (decreto nº2.516 de 22/12/1859), e o Instituto de Agricultura Sergipano (decreto nº2.521 de 20/01/1860). Estes institutos, criados à época pelo Imperador D. Pedro II tinham, entre suas incumbências, a fundação de escolas agrícolas, a introdução de máquinas e instrumentos agrícolas, o estudo, por meio de comissões técnicas, das causas permanentes ou transitórias da decadência da agricultura, e a propaganda do ensino agrícola.

O jornal Echo da Nação noticiou a inauguração da instituição, realizada no dia 8 de julho de 1860, no Paço Imperial, para a qual teriam sido convidados os principais fazendeiros da província do Rio de Janeiro, negociantes e proprietários da Corte (IMPERIAL, 1860, p.2). Em 1861, o instituto funcionava no salão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Paço Imperial, e a partir de 1862 na secretaria do Museu Imperial e Nacional, na Rua dos Ciganos nº31 (atual Rua da Constituição), local onde funcionava a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional.

Os primeiros estatutos do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura foram aprovados por meio do decreto nº 2.681, de 3 de novembro de 1860 (BRASIL.1860b). Embora nestes estatutos estivesse declarado que o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura fora fundado pelo Imperador D. Pedro II, e que os sócios membros da diretoria e do conselho fiscal fossem nomeados pelo governo imperial, o instituto não era uma associação particular sob o padroado do imperador, mas “uma creação publica, é uma instituição do governo” (INSTITUTO, 1860). Tratava-se de uma instituição de caráter privado, que recebia recursos do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Neste aspecto, o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura apresentava semelhanças com a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional (1825) e com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838), ambas eram instituições privadas, embora vinculadas ao Governo Imperial, e com importante relação com o Imperador D. Pedro II.

A primeira sessão do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura foi realizada em 19 de novembro de 1860, presidida por Miguel Calmon du Pin Almeida (Marquês de Abrantes), e com a presença de Felisberto Caldeira Brant (2º Visconde de Barbacena), Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá) (vice-presidente), Belarmino Ricardo de Siqueira (Barão de São Gonçalo) e Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque (secretário).

Nesta primeira sessão do instituto, em 1860, Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque já apresentou ao Governo Imperial uma moção para que este instituto assumisse a administração do Jardim Botânico, para ali instalar uma escola experimental de máquinas, aparelhos e processos agrícolas, e um depósito de animais e plantas úteis (ACTA, 1869). O objetivo do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura era estabelecer a Fazenda Normal, direcionada para o ensino prático de agricultura, nas terras do Jardim Botânico, pois estas apresentavam os predicados necessários, como “uberdade das terras, edifício e grande copia de aguas correntes para servirem de motor ás machinas” (RELATORIO, 1863, p.3). Foi, então, assinado, em 17 de agosto de 1861, um contrato entre o Governo Imperial, representado por José Agostinho Moreira Guimarães, diretor da Diretoria Central da Secretaria do Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, e Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, pelo Imperial Instituto Fluminense de Agricultura.  Pelo contrato, o Governo Imperial entregava ao instituto todos os terrenos, bem-feitorias e dependências do Jardim Botânico, e ao instituto caberia:

“1º A fundar no Jardim Botanico um estabelecimento agrícola, que sirva de escola pratica,e de modelo ás fazendas de cultura; e no qual serão ensaiados os processos de agricultura mais aperfeiçoados.

2º A conservar as florestas, as aguas do Jardim, seus respectivos depositos, lagos, e encanamentos, podendo melhorar aquelles, e aproveitar seus productos, assim como. dar-lhes mais util e conveniente direcção.

3º A conservar o passeio, ou o jardim propriamente dito na área actual, (....).

4° A melhorar e multiplicar os arvoredos, e a fazer as obras de ornamento, e de commodo para o publico, taes como caramancheis, repuxos, &c., (...).

5º A acclimar, e propagar as plantas exoticas, e indigenas, quer sejão florestaes, de construcção, de ornamento, quer medicinaes, olioginosas, e quaesquer outras que possão ter applicação industrial.

6º A ensaiar a cultura ou plantação de sementes de plantas desconhecidas na nossa lavoura, que para este fim lhe forem remettidas, devendo escrever sobre taes plantas, sua cultura e vantagens que dellas se podem obter, o que a experiencia mostrar, e a pratica suggerir, de sorte que possa ser publicado, a fim de chegar ao conhecimento de todos.

7º A distribuir pelo publico as plantas do estabelecimento de acclimaçiIo, de que puder dispôr sem inconveniente, mediante uma retribuição razoavel; formulando para este fim um catalogo dos preços de cada planta, o qual será submettido annualmento á approvação do Governo Imperial.

8º 0 A pôr em pratica, e a ensinar os melhores methodos de cultura, usando n'ella das machinas e apparelhos, e instrumentos mais perfeitos, e que forem apropriados ao Paiz. (...).

9º A conservar os editicios, a repara-los, e a construir os que forem necessarios para a accommodaçção das officinas, do gado, e do pessoal do estabelecimento, o para o acondicionamento dos instrumentos, machinas, e productos da cultura.

10º A indemnisar o Governo Imperial dos estragos e prejuízos que soffrerem os edificios e mais bemfeitorias actualmente existentes no Jardim, por falta dos cuidados necessarios” (CONTRACTO, 1862).

A anexação do Jardim Botânico ao instituto se efetivou em 1º de setembro de 1861, e assim permaneceu até ano de 1889. Em 1890, por meio do decreto nº61, de 25 de março de 1890 o Jardim Botânico foi desanexado do instituto e passou a ser incorporado à Diretoria de Agricultura do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

Com a República, seu nome foi alterado, em 1889, para Instituto Fluminense de Agricultura, tendo sido apresentados seus novos estatutos em sessão da Assembleia Geral do instituto, em 26 de maio de 1890, e aprovados pelo Aviso nº160, de 27 de agosto de 1890, do Ministério dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (ESTATUTOS, 1890). A partir de 1891, o então Instituto Fluminense de Agricultura ficou vinculado ao Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

Presidentes e vice-presidentes:

Miguel Calmon du Pin Almeida (Marquês de Abrantes) (presidente, 1860-1865); Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque (diretor fiscal jun.1861-ago.1862); Luís Pedreira do Couto Ferraz (Barão do Bom Retiro) (1866-1887); Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá) (vice-presidente 1861-1887); Braz Carneiro Nogueira da Costa Gama (Conde Baependi) (nomeado em 1887, mas faleceu); Pedro Dias Gordilho Paes Leme (interino, 1887-1897); Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá) (vice-presidente 1860-1876); Braz Carneiro Nogueira da Costa Gama (Conde de Baependi) (vice-presidente 1877-1888);

Secretários:

Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque (1860-1863); Sebastião Ferreira Soares (1864-1883)

Direção da Fazenda Normal e do Asylo Agrícola:

Karl Glasl (diretor Asylo Agrícola, 1875-1883); Nicolau Joaquim Moreira (diretor 1883-1887); Pedro Dias Gordilho Paes Leme (diretor1887);

Estrutura e funcionamento

O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura tinha como seus objetivos instruir os agricultores, facilitar a substituição de mão-de-obra na lavoura por meio da introdução de máquinas, promover a melhoria das raças dos animais e a compra de melhores sementes, e produzir estudos sobre a vida, entre outros. O decreto n°2.681, de 3 de novembro de 1860, que aprovou seus primeiros estatutos, estabeleceu como sendo suas atribuições:

“O Instituto deverá (...): 1º, facilitar a substituição dos braços necessarios á lavoura por meio de machinas e instrumentos apropriados, promovendo a introdução e adopção daquelles, cuja utilidade fôr praticamente demonstrada, e bem assim estudando e ensaiando o systema de colonisação nacional e estrangeira que parecer mais proficuo; 2º, fundar Estabelecimentos normaes onde se experimentem as machinas e instrumentos applicaveis á nossa lavoura, se ensaiem os systemas mais convenientes da cultura da terra, os methodos adequados ao fabrico, perfeição e conservação dos productos agricolas, assim como á extincção dos vermes e insectos nocivos; 3º, promover a acquisição das melhores sementes e renovos de plantas, e, experimentada a sua superioridade, facilitar a distribuição pelos lavradores; 4º, cuidar do melhoramento das raças dos animaes, promovendo a generalisação das melhores especies; 5º auxiliar pelos meios á seu alcance a administração publica no empenho de facilitar o transporte dos generos, promovendo a abertura de novas vias de communicação onde forem necessarias a conservação e melhoramento das actuaes, e que de todas resultem á lavoura vantagens correspondentes ao despendio feito neste importante ramo do serviço; 6º, promover a exposição annual dos productos da Agricultura, animando-a por meio de premios, e facilitando o transporte e venda dos ditos productos; 7º, formar e rever annualmente a estatistica rural, acompanhando-a de huma exposição ácerca do estado da Agricultura, seu progresso ou decadencia, causas permanentes ou transitorias que para isso tenhão influído, e finalmente sobre tudo quanto possa interessa-la; 8º, crear e manter hum periodico no qual além dos trabalhos proprios do Instituto e dos Estabelecimentos normaes, se publiquem artigos, memorias, traducções e noticias de reconhecida utilidade para a nossa Agricultura, e que exponha em linguagem accommodada á intelligencia da generalidade dos Agricultores os melhoramentos que mereção ser adoptadoss cada processo da Agricultura, e os principios de economia rural indispensaveis para o judicioso emprego dos capitaes, boa administração das Fazendas, e aproveitamento de seus productos; 9º, crear nos Estabelecimentos normaes, quando as circumstancias o permittirem, Escolas de Agricultura onde se aprendão os principios geraes e as noções especiaes indispensaveis para que o trabalho se torne mais suave, util e vantajoso. Em quanto não se crear estas Escolas, que ficão dependentes de hum Regulamento especial, haverá nos Estabelecimentos normaes Agricultores profissionaes, que deem as instrucções que forem pedidas, e que sendo possivel tambem visitem os Estabelecimentos particulares” (BRASIL. Decreto n°2.681, 1860b)

A administração do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura estava dividida da seguinte forma: existia uma Diretoria, composta por nove membros e o Conselho Fiscal, constituído por vinte e oito membros. Os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal, assim como o Presidente e Vice-presidente eram nomeados pelo Imperador. Essas funções teriam duração de dois anos, podendo ser novamente nomeados, se fosse aprovado pelo Governo. A diretoria da instituição seria constituída por um presidente, um vice-presidente, nomeados pelo imperador, e um secretário. Já o Conselho Fiscal seria composto por presidente, vice-presidente, também nomeados, um primeiro secretário e um segundo secretário, que seriam escolhidos, entre os membros da instituição, pelo Governo Imperial, e atuariam por dois anos. Cabia à diretoria a nomeação e demissão de empregados do Instituto, a produção de relatórios para apresentar ao Conselho Fiscal, a organização do orçamento da receita e despesa da instituição para ser enviado ao Conselho Fiscal, a convocação da Assembleia Geral, a realização da sessão pelo menos uma vez ao mês, a visita a estabelecimentos rurais que estivessem investindo em melhoramentos para a agricultura, o contato com a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e, a assinatura  de periódicos que tratassem sobre agricultura. Seu Conselho Fiscal possuía as seguintes funções: examinar as propostas de despesas da Diretoria; autorizar possíveis despesas que fossem muito necessárias por parte da Diretoria; aconselhar a Diretoria no que fosse necessário; exigir da Diretoria convocação de Assembleia Geral; realizar sessão pelo menos uma vez em casa trimestre. Em seu quadro administrativo contava, ainda, com um tesoureiro, que deveria ser nomeado por decreto e que seria o responsável pela arrecadação das anuidades ou donativos que pertencessem ao Instituto. Além disso, ficaria com a função de pagar os possíveis empregados do Instituto. O médico José Pereira Rego, autor de o “Esboço histórico das epidemias do Rio de Janeiro de 1830 a 1870”, foi sócio do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, sendo em 1869 membro de seu Conselho Fiscal. A Assembleia Geral do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura deveria, sob a direção do presidente da diretoria, reunir-se ordinariamente no aniversário de instalação do instituto e extraordinariamente sempre que fosse convocada pela diretoria. As assembleias eram realizadas, a partir de 1882, na sede da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, então na Praça da Aclamação nº31 (atual Praça da República). Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque apresentou, em 15 de abril de 1861, em seu relatório referente aos trabalhos da diretoria do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, os primeiros encaminhamentos adotados pela diretoria daquela instituição:

“Foi pois o primeiro cuidado da directoria distribuir circulares pelos fazendeiros, proprietarios, capitalistas, e negociantes, convidando-os a contribuir com seus donativos, a fim de ajudarem o Imperial Instituto a levar a efleito os fins para que havia sido creado. Responderão a este convite cem pessoas, e a somma dos donativos feitos até 2 do corrente importa em 131:406$900. Em quanto se não reunir urn capital suficiente para encetar-se sem temeridade alguma medida importante, a directoria celebrou algumas sessões, e dirigio representações ao Governo Imperial lembrando-lhe algumas medidas uteis para os progressos d'agricultura. Em primeiro lugar a directoria lembrou a conveniencia de introduzir nas escolas primarias ruraes o ensino agricola por meio de compendios apropriados, com o fim de preparar a futura geração de lavradores. Em segundo lugar, attendendo ás duas grandes necessidades da lavoura, necessidades que quando não são satisfeitas tornão sempre a cultura mui precaria, ella lembrou a conveniência de serios estudos sobre a hydraulica e drainage. (...). A terceira representação versou sobre a opportunidade de se fazerem exposições parciaes nas provincias, e uma geral ou nacional nesta Côrte, que habilite o paiz a conhecer as suas riquezas em todos os ramos da actividade humana” (RELATORIO, 1861. p.1).

Desde seus primeiros anos de funcionamento, o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura participou da organização de exposições. Entre as exposições nacionais, atuou na 1ª Exposição Nacional (Escola Central, 2/12/1861), na 2ª Exposição Nacional (Prédio da Casa da Moeda, 19/10/1866), na 3ª Exposição Nacional (Escola Central, 1º/01/1873) e na 4ª Exposição Nacional (Palácio da Secretária da Agricultura e Obras Públicas, 2/12/1875).

O decreto nº3.190, de 27 de novembro de 1863, aprovou o regulamento interno do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (BRASIL, 1863, p.385). Neste mesmo ano, Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque apresentou a proposta para que o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura contribuísse com a quantia de 500 francos para a estátua, que seria erguida na França, em homenagem ao agrônomo Adrien Étienne Pierre de Gasparin (Conde de Gasparin) (1783-1862), autor de “Cours d´Agriculture” (1845), por seus serviços prestados à agricultura, a qual foi aprovada e os recursos remetidos para Paris (SOCIEDADES, 1863).

O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura era objeto de matérias e charges na imprensa, como a veiculada, em 1869, no periódico Semana Illustrada, ilustrando uma sessão da instituição, na qual havia sido comentada a importância da agricultura, com a legenda:

“Sessão no Imperial Instituto Fluminense d´Agricultura. Lavrador – Sim, Senhores, a lavoura é a teta do Estado. O Café é o leite que ella dá; e se não fosse este leite os senhores não beberiam vinho” (SESSÃO, 1869)

Mas atuação do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura não ficou restrita à área da agricultura, pois buscou contemplar, também, a instrução do homem do campo, a escravidão, a imigração e a questão das terras (BEDIAGA, 2014). Desde sua criação estava prevista a abertura de estabelecimentos direcionados para a educação agrícola, além da criação de uma Fazenda Normal.

No relatório do Ministro e Secretário dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Pedro de Alcantara Bellegarde, apresentado em 1864, foi destacado seu propósito “de estudar de frente a situação da lavoura nacional, e de realizar os meios que a devem colocar no pé de prosperidade a que tem direito” (BELLEGARDE, 1864, p.7).

Com a anexação do Jardim Botânico ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, que havia sido efetivada em 1º de setembro de 1861, o instituto pretendia ali estabelecer uma escola agrícola e Fazenda Normal, direcionada para o ensino prático de agricultura. Para a implantar da Fazenda Normal, o instituto designou Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, para gerir os trabalhos do estabelecimento que se criava. Após a realização de reparos nos edifícios do Jardim Botânico, foram iniciados os ensaios de culturas de algumas espécies de plantas, como viveiros dentro daquelas terras anexadas. Tendo em vista o encharcamento das terras, muitas plantas morreram, fazendo-se, então, necessário, a realização de aterros para nivelar as terras baixas. Tais melhoramentos dependiam de grandes despesas, e neste contexto Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá), então vice-presidente do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, ofereceu, por contrato, terras de sua propriedade rural de Sapopemba, para o estabelecimento da Fazenda Normal. Entretanto, após primeiros ensaios, e dada a impropriedade daquelas terras para a agricultura, não se obteve bons resultados em Sapopemba. Tendo em vista todos estes fatos, se decidiu que nenhum local seria definitivamente escolhido para o estabelecimento da Fazenda Normal, antes da chegada de um profissional habilitado, que havia sido contratado no exterior para tal trabalho (RELATORIO, 1864). Nesta direção, Karl Glasl (1821-1883), professor agrônomo, da Realschülen de Viena (Áustria), foi contratado em 1º de setembro de 1863, por um período de cinco anos, para fundar e dirigir a Escola Agrícola e Fazenda Normal do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. Junto com Karl Glasl, vieram para o Rio de Janeiro o químico Alois Kraus, e dois artistas mecânicos, o marceneiro Angelo Cichini e o ferreiro maquinista Jorge Mayerhoffer. Glasl desembarcou no Rio de Janeiro, em 18 de setembro de 1863, e logo dedicou-se a elaborar o “Parecer comparativo sobre a qualidade dos terrenos do Jardim Botanico e dos da fazenda de Sapopemba, e acerca da conveniência de se estabelecer em um deles a fazenda normal” (PARECER, 1863). Assim, a fazenda foi implantada em outubro de 1863, em terrenos adjacentes ao Jardim Botânico, e teve suas atividades dirigidas, a partir de 1865, pelo austríaco Karl Glasl. O químico Alois Kraus atuou na instituição de 1865 a 1871, tendo em 1867 viajado para a província da Bahia para realizar estudos das moléstias da cana-de-açúcar. Foram contratados, pelo instituto, cerca de 30 empregados para trabalhar na Fazenda Normal, que se estabelecia em terras do Jardim Botânico. Em uma área de cerca de 100 mil m2, a Fazenda Normal acondicionava 350,000 plantas, entre 24 variedades de cana-de-açúcar, 7 de cafeeiro, 12 de fumo, 20 de bambu, e várias forraginosas e têxtis, e realizava atividades que tinham o objetivo de aprimorar as variedades, melhorar a adaptação ao solo e ao clima, e conseguir ganhos em produtividade e qualidade (BEDIAGA, 2014). Neste espaço era oferecida instrução primária e educação moral e religiosa para 20 meninos desvalidos, aos quais também era ensinado música, e aos 14 anos ensino profissional em oficinas de ferraria e carpintaria (NOTICIARIO, 1879, p.36). Além disso aprendiam a fabricar chapéus de palha, feitos com a palmeira vinda do Jardim Botânico. Durante o período em que o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura administrou o Jardim Botânico, foi retomado o antigo projeto de criação de uma Fábrica de Chapéus do Chile, na qual eram confeccionados chapéus com a palha de uma palmeira do Peru, chamada Bomobonassa ou Bombonaji, como parte do projeto de ensino das primeiras letras e ofícios a crianças desvalidas, as quais eram remuneradas pelo instituto.

Os serviços da Fazenda Normal eram oferecidos aos fazendeiros, por meio de anúncios veiculados no periódico institucional, Revista Agricola:

“O Imperial Instituto Fluminense d´Agricultura tendo, como dependencia da Fazenda Normal, um laboratorio para analyses chimicas agrícolas, viveiros de plantas, criação de bichos de seda, officinas de serralheria, carpintaria e de chapéos de palha da planta Bombanaje Carludovica palmata, Rui e Pavon (vulgarmente chamados do Chile), julga-se por isso habilitado a proceder a quaesquer analyses de adubos, terras ou de qualquer produto agrícola que desejarem os Srs. Fazendeiros”. (NOTICIARIO, 1874, p.50).

O laboratório de química, que havia sido equipado com instrumentos trazidos por Karl Glasl, assumiu posteriormente outras funções, como a de realização de observações meteorológicas, que eram noticiadas em jornais, como O Globo (OBSERVAÇÕES, 1874).

O diretor Nicolau Joaquim Moreira, em seu relatório em 1886, comentou que na Fazenda Normal, cuja área havia sido aumentada com as terras da chácara do Algodão, localizada no lado direito da Rua de Dona Castorina, haviam sido feitas principalmente plantações de cana-de-açúcar, algodão, mandioca, aipim. Naquele ano, haviam sido distribuídas 1.328 plantas da Fazenda Normal para instituições como o Palacio Izabel, a Inspetoria Geral das Obras Publicas, o Asylo dos Invalidos, o Instituto dos Surdos-Mudos, o Imperial Instituto dos Meninos Cégos e o Hospital da Marinha da Corte (MOREIRA, 1886, p.201).

No período em que o Jardim Botânico se encontrava anexado ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, foi criado também o Asylo Agricola, que começou a funcionar em 21 de junho de 1868, na antiga Casa de Salitre, nos terrenos do Jardim Botânico. Tratava-se de uma escola prática de agricultura, que tinha como missão proporcionar instrução primária aos órfãos desvalidos encaminhados pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, e oferecer “além do ensino elementar a educação moral e religiosa, noções e práticas de agricultura, preparando-se para administradores e regentes de estabelecimentos ruraes” (NOTICIARIO, 1879, p.36). Inicialmente, a equipe do Asylo foi constituída por um diretor, um mestre de primeiras letras, um amanuense e dois serventes. Em 28 de novembro de 1884 foi inaugurado o novo edifício para os alunos do Asylo Agricola, na Fazenda do Macaco, em área que pertencia ao Jardim Botânico (atualmente neste local encontra-se o Solar da Imperatriz, onde funciona a Escola Nacional de Botânica Tropical/Jardim Botânico) (BEDIAGA, 2014). Nesta ocasião, Nicolau Joaquim Moreira, então diretor do Asylo Agricola, disse em seu discurso:

“Desamparados no berço, esses infelizes encontrárão o Asylo Agricola para acolhe-los, dando-lhes agasalho, pão para o corpo, luz para a intelligencia (...). O novo edificio abre suas portas para receber os alumnos do antigo asylo, situado em uma das mais pittorescas collinas da Fazenda Normal, á distancia de 2 kilometros do Jardim Botanico e a 60 metros acima da superficie das aguas tranquillas, livre das emanações palustres que se desprendem da Lagôa Rodrigo de Freitas, (...), parece pouco ou quase nada deixar a desejar sob o ponto de vista hygienico, principalmente se reflectirmos que os exercícios gymnasticos e de natação, pondo em actividade as forças physicas dos alunos, lhes darão a robutez compatível com os trabalhos do campo. (...). Quanto ao ensino e aprendizado, o programma que temos a honra de apresentar, e os trabalhos executados na Fazenda Normal (...) indicam claramente ser ele essencialmente pratico e elementarmente theorico. O asylo, senhor, não é uma escola agricola no rigoroso sentido da phrase, tambem não visa formar agronomos. (...). Diffundindo por seus alunos os conhecimentos de horticultura, agricultura e zootechnia, exercitando-os nos trabalhos ruraes e no manejo dos instrumentos agrarios e das machinas beneficiadoras dos produtos da lavoura, o Asylo fará com que elles aprendão a explorar os diversos ramos de industria agricola com proficiencia, actividade e economia, e a trabalhar para sil pelo interesse de sua própria conservação presente e futura, para o paiz pelo intrresse de verem engrandecida a terra em que nascêrão ou adoptárão e pela humanidade, finalmente, por serem elles uma parte integrante desse grande circumferencia” (ASYLO, 1884, p.182)

Para se chegar ao Asylo Agricola, subia-se pela Rua Dona Castorina ou pelo Jardim Botânico, havendo uma linha férrea de bitola estreita que comunicava os dois estabelecimentos. Nesta época, para abrigar e atender 17 alunos, a instituição tinha: um edifício preparado para a escola, com bancos-carteiras, quadros murais para estudos de geografia e história natural, pesos e medidas, e modelos de máquinas; uma biblioteca com 400 volumes de obras de instrução primários e de conhecimentos agrícolas; uma secretaria; rouparias; quatro dormitórios; sala de jantar; cozinha; despensa; compartimento com mictórios e latrinas; capela; sala para morada do regente dos alunos; sala para enfermaria; saguão aberto para depósito de instrumentos de lavoura (enxadas, ancinhos, pás, parafuso de Arquimedes, ceifadores, arados, carrinhos); salão para a fábrica de chapéus de bombonassa, cultivada na Fazenda Normal; e escola de música. Na área do fora do edifício havia um jardim planejado segundo os preceitos da arte, um banheiro para a natação,  aparelhos para o estudo da ginástica, depósito de água, estábulo para animais bovinos, estábulo para animais cavalares, estábulo para animais ovinos, estábulos para animais suínos, estábulo para coelhos, dez galinheiros, um telheiro murado com um fosso para os líquidos saídos dos estábulos, uma fábrica com máquina semifixa da força nominal de 6 cavalos a vapor, um eixo de transmissão todo torneado, um engenho e aparelhos para fazer aguardente, e máquinas para fabricar farinha de mandioca (MOREIRA, 1884).

Seu primeiro diretor foi Antonio Francisco Laczynski (Anton Franz Laczynski), e, posteriormente, o comendador Joaquim Antonio de Azevedo, membro da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional esteve à frente da instituição. De acordo com o regulamento do Asylo, definido em 1884:

“Os meninos, que forem destinados para o Asylo Agricola, devem ter a idade de 12 a 14 annos; ser orphãos de pai e mãi, ou pelo menos de pai, e não serão recebidos ali sem que se reconheça terem sido vaccinados com bom exito. Serão, além disto, inspecionados por um medico, (...) sobre o seu estado sanitário (...). (...). As aulas no Asylo Agricola duravam hora e meia, e versavam sobre as seguintes matérias: português (ler, escrever e gramática), Geografia, Rudimentos de matemáticas, Contabilidade com especialidade agrícola, e Doutrina Religiosa”. (...) Fica incorporara ao Asylo Agricola a fabrica de chapéos de Chile e todas as suas pertenças.” (VISCONDE, 1884, p.191)

Anúncios sobre o Asylo Agricola eram veiculados na Revista Agricola, veículo oficial do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura:

“Asylo Agricola. Eschola Pratica de Agriclutura. Situada na estrada do Jardim Botanico. Esta eschola, creada para meninos orphãos, tendo ainda alguns logares vagos, quedeverão ser preenchidos por filhos dos agregados das fazendas desta província, os fazendeiros que os quiserem enviar entender-se-hão previamente por escripto com o Delegado morador nesta cidade á Ladeira do Faria n.6. As vantagens que o Asylo Agricola offerece são as seguintes: Os meninos desde o momento da sua entrada ficão considerados filhos do estabelecimento, e collocados sob a sua immediata protecção e direcção e com direito, sem despeza alguma, a sustento, vestuario, enfermaria e instrucção primaria, religiosa, gymnastica, domestica e agricola, elementos precisos para preparar bons cidadãos e intelligentes operarios ruraes”. (NOTICIARIO, 1874, p.51)

No ano de 1872, o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura contratou o químico alemão Daniel Henninger (1851-1928), que atuou na instituição até 1877. Anos depois, em 28 de junho de 1880, foi contratado o químico Otto Linger, que permaneceu na direção do laboratório químico do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura até 24 de dezembro de 1889. Em 15 de janeiro de 1881, o Governo Imperial concedeu a Otto Linger, por meio do decreto nº7.927, o privilégio, por 10 anos, para fabricar açúcar, segundo o processo que havia inventado, e cuja descrição depositado no Archivo Publico (BRASIL, 1881).

Por meio do decreto nº6.180, de 26 de abril de 1876, foi aprovada uma pequena modificação nos estatutos do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, que haviam sido promulgados em 1860 (decreto nº2.681), definindo, então, que na falta do presidente da Diretoria ou de seu impedimento por mais de três meses, a instituição seria dirigida primeiro pelo presidente do Conselho fiscal, em segundo pelo vice-presidente da Diretoria, em terceiro pelo vice-presidente do Conselho fiscal, e em quarto por um membro da Diretoria ou do Conselho fiscal que fosse designado pelo Governo Imperial (BRASIL, 1876).

Desde 1871, Luís Pedreira do Couto Ferraz, presidente do Instituto Fluminense de Agricultura, demonstrara seu interesse em fundar um museu nos moldes do existente no Royal Botanical Kew Gardens, destinado ao estudo das “plantas úteis”, de valor econômico e aplicabilidade na indústria. Na seção de 28 de junho de 1872, do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, foram apresentadas as proposições para a criação de um museu industrial e a comunicação de sua aprovação, feita por Francisco do Rego Barros Barreto, então Ministro dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Porém, somente em 1873, Luís Pedreira do Couto Ferraz apresentou o regulamento referente ao museu, então denominado como Museu Industrial. O museu seria composto de quatro salas e gabinetes de estudo, para a exposição da coleção de madeiras do Brasil, de produtos cultivados nas lavouras do país, dos artefatos provenientes da produção nacional, e de uma coleção de fibras e plantas têxteis. Haveria, também, um laboratório para experiências químicas com o solo, adubo e fertilizantes, e um depósito para os produtos dos diversos ramos da natureza. Couto Ferraz, em 1877, após retornar de uma viagem ao exterior, e da visita a museus e institutos agrícolas estrangeiros, decidiu rebatizar a instituição para Museu Agrícola e Industrial. Entretanto, em 1878, as obras andavam devagar e o museu ainda não havia sido inaugurado (FURTADO, 2013).

Mas, de acordo com o noticiário, em 1879, da Revista Agricola, o edifício do Museu Agricola Industrial estava quase pronto, para o qual haviam sido coligidos cópia de produtos naturais e de artefatos industriais, alguns enviados pelas presidências das províncias e outros obtidos por meio de donativos nacionais e estrangeiros. Informava ainda, que o museu ocuparia uma área de 1,200 m2, com 6 salões e espaços para estudo e para biblioteca, no qual será oferecida uma exposição permanente das riquezas naturais, das artes das indústrias (NOTICIARIO, 1879, p.36).

Outros registros, indicam, entretanto, que em 1886, quando Nicolau Joaquim Moreira era diretor do Jardim Botânico, teria informado em seu relatório sobre as péssimas condições do edifício destinado ao Museu Industrial, e que tendo em vista a falta de recursos, se corria o risco de se perder o edifício, em cuja construção se despendera muito dinheiro, além de se inutilizar “ao mesmo tempo grande material industrial oferecido, há dez anos, ao futuro Museu por S, M. o Imperador, (...) e por diversas associações estrangerias” (MOREIRA, 1886, p.201). Após o falecimento de Luís Pedreira do Couto Ferraz, em 1886, o prédio do Museu Agrícola Industrial teria sido condenado. Nesta ocasião, Pedro Dias Gordilho Paes Leme, então presidente do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, teria determinado que o prédio fosse aproveitado e reestruturado para assumir outras funções (FURTADO, 2013).

De acordo com seus estatutos, o quadro de sócios do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura poderia ter um número ilimitado, e eram divididos em quatro grupos: fundadores, efetivos, correspondentes e honorários. Os sócios fundadores seriam aqueles que, “a convite da Secretaria dos Negócios do Império e da Directoria e Conselho Fiscal tiverem contribuido para a fundação do Instituto, sendo como taes inscriptos”; os sócios efetivos deveriam ser “os habitantes do Municipio e Província do Rio de Janeiro, e correspondentes os habitantes de outras Provincias que como taes forem inscriptos pela Directoria e Conselho Fiscal”; os honorários, “os que como taes forem aceitos pela Directoria e Conselho Fiscal, qualquer que seja a sua residencia, por haverem feito grande beneficio á Agricultura do Paiz” (Apud CAPILÉ, 2010, p.213).

No caso dos sócios honorários, o benefício prestado à agricultura do país poderia a publicação de algum livro ou de artigo em periódico que tratasse do assunto, ou mesmo a invenção de máquinas que facilitassem o trabalho da cultura e do fabrico. Os estatutos definiam, ainda, as contribuições que os sócios, em suas distintas categorias, deveriam dar. Os sócios efetivos deveriam pagar no ato da inscrição o valor de 50$, e, tanto os sócios efetivos quanto os fundadores deveriam pagar uma prestação anual no valor de 24$000.

O quadro de sócios do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura chegou a alcançar o número de 188 membros. Entre seus fundadores, diretores e sócios, estiveram Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes), Luís Pedreira do Couto Ferraz (Barão do Bom Retiro), Miguel Antonio da Silva, Pedro Dias Gordilho Paes Leme, Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá), Braz Carneiro Nogueira da Costa Gama (Conde de Baependi), Nicolau Joaquim Moreira, Ladislau de Souza Mello e Netto, Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, Antonio Clemente Pinto (Barão de Nova Friburgo), Belarmino Ricardo de Siqueira (Barão de São Gonçalo), o bacharel Luiz Peixoto de Lacerda Werneck, o político e romancista João Manoel Pereira da Silva, Guilherme Schüch de Capanema, Paulino José Soares de Souza, Manoel Ferreira Lagos, José Pereira do Rego, José de Saldanha da Gama Filho, o senador João Lins Vieira Cansansão de Sinimbú, Marechal de Campo Henrique de Beaurepaire Rohan, e os médico Benjamim Franklin Ramiz Galvão, e Rozendo Moniz Barreto.  

Publicações oficiais

O decreto n°2.681, de 3 de novembro de 1860, que aprovou os primeiros estatutos do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, já indicava a criação de um periódico próprio, no qual fossem publicados artigos, memórias, traduções e notícias relevantes para a agricultura do país, utilizando uma linguagem acessível, de forma a divulgar, para os agricultores, os melhoramentos no processo da agricultura e os princípios de economia rural (BRASIL. 1860b).

O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura fundou a Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, cujo primeiro número foi lançado em setembro de 1869, afirmando que:

“Se é certo que a escola fórma adeptos e habilita os indivíduos, também é certo que a publicidade das doutrinas e de suas consequencias, fielmente reproduzidas e analysadas, actua no espirito das massas e força os próprios adversários das inovações a se confessarem vencidos na concurrencia geral. (...) Aberta á todas as intelligencias e á todos os estudos especiaes, a Revista Agricola, fundada pelo Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, enregistrará, com o maior reconhecimento, em suas páginas, todas as observações que se prendão á lavoura nacional. A união de todas as dedicações em prol da mais santa das causas, a prosperidade rural, conseguirá, assim o esperamos, melhorar as circumstancias que nos preocupão na actualidade” (A REFORMA, 1869, p.6).

A Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, que tinha assinatura (6$000/ano), apresentava exemplares com 50 a 60 páginas, em média, que eram lançados, inicialmente, de três em três meses, e depois mensal ou quinzenalmente. Em matéria publicada na Revista Illustrada, em 1871, afirmou que o redator da revista deveria “provar aos poderes competentes a conveniencia de tornar mensal uma publicação, que por seu objecto é o mais importante e útil serviço que se faz á lavoura” (REVISTA, 1871, p.4451)

O primeiro diretor da revista foi Miguel Antonio da Silva, repetidor de ciências físicas e naturais da Escola Central, que ocupou este posto até o ano de 1879. Durante o período de sua existência, a Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, contou com três redatores, Miguel Antônio da Silva (1869-1879), Nicolau Joaquim Moreira (1879-1887) e Ladislau de Souza Mello Netto (1887-1891). Com o falecimento de Miguel Antônio da Silva, em 1879, Nicolau Joaquim Moreira assumiu a direção, tendo permanecido neste posto até 1887. Ladislau de Souza Mello Netto, diretor do Museu Nacional entre 1875 e 1893, foi o diretor da revista de 1887 até 1891, quando a revista parou de circular.

A Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, apresentava descrições, os desenhos das máquinas e de objetos agrícolas, e tratava de diversos temas, como café, cana de açúcar, mão de obra, colonização, alimentos, indústria, ensino agrícola, agricultura nacional, crédito agrícola, e técnica agrícola. Inicialmente, a revista apresentava matérias traduzidas de autores franceses, ingleses e alemães, mas posteriormente, tornou-se um veículo para publicação de autores brasileiros, na maioria membros do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, e, também de artigos com objetivos didáticos (CAPILÉ, 2010). Durante sua existência, a Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, lançou 87 números, com cerca de 5.165 páginas (BEDIAGA, 2014).

Fontes

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- A REFORMA Agricola. Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, Rio de Janeiro, n.1, p.1-6, setembro 1869. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 25 set. 2025. Online. Disponível na Internet:

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- ASYLO Agricola. Revista Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, Rio de Janeiro, decimo quinto volume, n.1, p.181-184, março 1884. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 19 jan. 2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/188409x/3308

- BEDIAGA, Begonha. Marcado pela própria natureza: o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura - 1860-1891. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.  (BCOC)

- BEDIAGA, Begonha. Revista Agrícola (1869-1891) - sensibilizar o lavrador e plantar ciências agrícolas. Varia História, Belo Horizonte, v. 29, n.49, p.169-195, jan.-abr. 2013. Capturado em 25 set. 2025. Online. Disponível na Internet:

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- BELLEGARDE, Pedro de Alcantara. Relatorio apresentado á Assembléa Geral Legislativa na Primeira Sessão da Decima Segunda Legislatura pelo Ministro e Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas Pedro de Alcantara Bellegarde. Rio de Janeiro: Typographia Perseverança, 1864. In: Relatórios Ministeriais (1821-1960). Obtido via base de dados Brazilian Government Documents do Center for Research Librairies-Global Resources Network. Capturado em 6 jan.2026. Online. Disponível na Internet:

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- CAPILÉ, Bruno. A mais santa das causas: A Revista Agrícola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (1869-1891). Dissertação (Mestrado em História das Ciências, das Técnicas e da Epistemologia), UFRJ, Rio de Janeiro, 2010.  Capturado em 25 set. 2025. Online. Disponível na Internet: https://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp155228.pdf

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- NOTICIARIO agricola. Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. Revista Agricola, Rio de Janeiro, volume decimo, n.1, p.35-36, março de 1879. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 8 dez.2025. Online. Disponível na Internet:

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- OBSERVAÇÕES meteorologicas. O Globo. Orgão da Agencia American, Telegraphica, dedicado aos interesses do Commercio, Lavoura e Industria, Rio de Janeiro, anno I, n.91, p.3, 3 de novembro de 1874. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 8 dez.2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/369381/358

- RELATORIO dos Trabalhos da Directoria do Imperial Instituto Fluminense D´Agricultura, durante parte do anno de 1860 até abril de 1861. In: Relatorio da Repartição dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas apresentado á Assembléa Geral Legislativa na Primeira Sessão da Decima Primeira Legislatura pelo respectivo Ministro e Secretario de Estado Manoel Felizardo de Souza e Mello. Rio de Janeiro: Typographia Universal de Laemmert, 1861. Annexo B. In: Relatórios Ministeriais (1821-1960). Obtido via base de dados Brazilian Government Documents do Center for Research Librairies-Global Resources Network. Capturado em 6 jan.2026. Online. Disponível na Internet: https://digitalcollections.crl.edu/record/2021?ln=en&v=uv#?xywh=-1468%2C-1%2C4950%2C3103&cv=66

- RELATORIO do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. [15 de dezembro de 1863]. In: BELLEGARDE, Pedro de Alcantara. Relatorio apresentado á Assembléa Geral Legislativa na Primeira Sessão da Decima Segunda Legislatura pelo Ministro e Secretario de Estado dos Negocios da Agricultura, Commercio e Obras Publicas Pedro de Alcantara Bellegarde. Annexo A. Rio de Janeiro: Typographia Perseverança, 1864. In: Relatórios Ministeriais (1821-1960). Obtido via base de dados Brazilian Government Documents do Center for Research Librairies-Global Resources Network. Capturado em 1 dez.2025. Online. Disponível na Internet: https://digitalcollections.crl.edu/record/2023?ln=en&v=uv#?xywh=-419%2C983%2C2209%2C1384&cv=69

- REVISTA Agricola do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. Revista Illustrada, Rio de Janeiro, anno XI, n.557, p.4451, 1871. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 28 nov.2025. Online. Disponível na Internet:  http://memoria.bn.gov.br/DocReader/702951/4540

- SESSÃO no Imperial Instituto Fluminense d´Agricultura. Semana Illustrada, Rio de Janeiro, decimo anno, n.471, p.3764,1869. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 13 out. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/702951/3844

- SOCIEDADES litterarias e industriaes. Correio Mercantil, Rio de Janeiro, n.236, p.1, 28 de agosto de 1863. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 1 dez. 2025. Online. Disponível na Internet: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/217280/per217280_1863_00236.pdf

- VISCONDE DE BOM RETIRO. Regulamento do Asylo Agricola. [15 de outubro de 1884]. Revista Agricola do Instituto Fluminense de Agricultura, Rio de Janeiro, decimo quinto volume, n.1, p.191-196, março 1884. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 19 jan. 2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/docreader/188409x/3318

Ficha técnica

Pesquisa - Aline de Souza Araújo França, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

Redação - Mª Rachel Fróes da Fonseca, Aline de Souza Araújo França.

Forma de citação

IMPERIAL INSTITUTO FLUMINENSE DE AGRICULTURA. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 11 fev.. 2026. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=828

 


Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – (http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)