SOCIEDADE AUXILIADORA DA INDUSTRIA NACIONAL

De Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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Denominações: Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional; SAIN

Resumo: A criação da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional decorreu da iniciativa do conselheiro de D. Pedro I, Ignacio Alvares Pinto de Almeida, que, em junho de 1821, apresentou uma proposta e estatutos para a criação de uma sociedade que promovesse a indústria nacional. Os primeiros estatutos da sociedade, que foram aprovados em 31 de outubro de 1825, estabeleceram como sendo suas atribuições a criação de um conservatório de máquinas, a fundação de uma biblioteca dedicada à agricultura e a sua divulgação, e a organização de concursos e prêmios para benefício da indústria nacional. Era uma instituição privada, mas vinculada ao Ministério dos Negócios do Império, de quem dependia financeiramente. Foi inaugurada em 19 de outubro de 1827, na Rua Santa Thereza nº14 (Rio de Janeiro), local de residência de Ignacio Alvares Pinto de Almeida, que viria a integrar a primeira diretoria da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional.

Histórico

A origem da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional remonta ao ano de 1816, quando Ignacio Alvares Pinto de Almeida, proprietário de uma fábrica de destilar, membro do Tribunal da Junta do Comércio e conselheiro de D. Pedro I, idealizou a criação de uma associação que beneficiasse a indústria nacional, e convidou aos interessados a contribuírem com subscrições. Em 1821, Pinto de Almeida conseguiu subsídios financeiros, decorrentes das duzentas subscrições conseguidas, para importar máquinas e instrumentos agrícolas. Pinto de Almeida, em junho deste ano organizou os estatutos e regulamentos referentes à criação de uma sociedade que fosse promovesse a indústria nacional (PENTEADO, 2022). Em janeiro de 1824, Pinto de Almeida submeteu os documentos referentes à organização daquela sociedade ao Tribunal da Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação do Império do Brasil, o qual acabou autorizando oficialmente seu funcionamento (ANDRADE, 2002).

Em 31 de outubro de 1825, seus estatutos foram aprovados pelo Imperador D. Pedro I, conforme afirmado na Provisão de Estabelecimento da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional:

“DOM PEDRO, PELA GRAÇA DE DEOS, e Unanime acclamação dos Povos, Imperador Constitucional, e defensor Perpetuo do Imperio do Brasil. Faço saber a vós Ignacio Alvares Pinto d’Almeida, que sendo-me presente em Consulta, a que Mandei proceder pelo Tribunal da Junta do Commercio, Agricultura, Fabricas, e Navegação deste Império do Brasil, a vossa representação, em que me expunheis,

que animado do verdadeiro zelo, e patriotismo, conhecendo as vantagens, que da introducção, e uso das Machinas neste nascente Imperio, resultaria á prosperidade

delle, tendo-vos lembrado de promover em mil oitocentos e vinte, com Permissão do Senhor D. João Sexto, Meu Augusto Pai, huma subscrição annual, a beneficio da Industria Nacional, em que já se contavão duzentos subscriptores, que concorrião com huma somma annual de dous contos de réis, pouco mais, ou menos; fora esta tentativa interrompida pelos acontecimentos Politicos de mil oitocentos e vinte hum em diante, não só pela ausencia de muitos daquelles subscrpitores, mas também pela incerteza da futura sorte Politica deste Estado, pedindo-me por fim, visto terem se felizmente desvanecido os receios, que podião intorpecer o progresso deste tão proficuo Estabelecimento, Houvesse por bem Toma-lo debaixo da Minha Imperial Protecção, Approvando os Estatutos que offerecieis, a fim de melhor fixar, e estimular as vistas dos seos subscriptores: E Tendo Consideração ao referido, á Informação que a este respeito deo o Director do Museo Nacional, e Imperial, e ao mais que se me expoz na mencionada Consulta, em que foi ouvido o Conselheiro Fiscal, e com parecer da qual me conformei por Minha Immediata resolução de quinze de Setembro do corrente anno: Hei por bem, Approvado o Estabelecimento

da Sociedade projectada, Declarar-vos, que elle póde ser de muita utilidade ao adiantamento da Agricultura, e das Artes no atrazo de perfeição em que ellas se achão neste Imperio, tanto por ser hum meio de supprir a grande difficuldade que há de haver Modellos, que progressivamente vão corrigindo os defeitos das poucas

Machinas, de que aqui se faz uso, por motivo da distancia, que este Imperio das Nações Industriosas, como para introdução de novas, unico recurso que resta na falta absoluta de braços para todos os ramos de Industria; e que os estatutos, que offerecestes, e vão com esta por copia, juntamente com aquella Informação do Director do Museo, em que o Informante judiciosamente lembrou alguns addicionamentos, sejão examinados e corrigidos pelos Membros da Sociedade depois de estabelecida, como obra propria della, a fim de adoptarem o que for proveitoso. O que assim havereis por entendido.” (Apud. BARRETO, 2009, p.183)

Estes estatutos, de 1825, estabeleceram os principais objetivos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional:

“Apresentados à Augusta Majestade do Senhor D. Pedro Primeiro, Imperador constitucional, e Perpétuo Defensor do Brasil, por Ignácio Álvares Pinto d´Almeida, Fidalgo Cavalheiro, e Guarda Roupa do mesmo Augusto Senhor, para que sendo de sua Imperial Approvação se estabeleça nesta muito Heróica e Leal Cidade do Rio de Janeiro a benefício da Indústria Nacional deste Paiz, hum Depósito, e Conservatório de Machinas, e Modellos, dirigido por huma Sociedade na conformidade destes mesmos Estatutos. (...).

He da obrigação, e positivo dever desta Sociedade a acquisição, arrecadação, e conservação das Machinas, e Inventos adquiridos, e de quanto por este meio possa concorrer, para augmento, e prosperidade da Indústria Nacional neste Império, devendo porém mandar vir, com preferência aquellas Machinas, ou Modellos, que forem mais necessários e úteis à Agricultura, Fábricas, e Artes, como as, bases mais sólidas e importantes da prosperidade de hum Paiz. (...)

Parágrafo 2º. Cuidará em que as Machinas, Modellos e Inventos se exponhão ao Público, e se mostrem como se determina no cap.3º do 1º parágrafo.

Parágrafo 3º. Receberá, e fará igualmente publicar, precedido o Exame e Aprovação necessária as Machinas, Modellos, e Inventos, que forem offerecidos a esta Sociedade por Nacionaes ou Estrangeiros, ou por elles adicionados, com reconhecida vantagem, e assim também aquellas Manufacturas Nacionaes, em amostras

Parágrafo 5º. Prestara´ todo o favor possível ( mas sem responsabilidade) a pessoas particulares, que quizerem mandar vir de Paizes Estrangeiros Machinas, ou Modellos parao seo uso, facilitando-lhes os meios que estiverem ao seo alcance.

Parágrafo 6º. Procurará adquirir e ter as melhores obras em Mechanica, e em Agricultura, dando por meio de Periódicos Noções Elementares de Economia Rural, e mesmo podendo ser, fazendo compor hum Curso que ensine com clareza os princípios e práticas Agronômicas, acomodadas ao Clima e circunstâncias deste Paiz.” (Apud. ANDRADE, 2002, p.23)

A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional foi criada nos moldes da Société d'Encouragement pour l'Industrie Nationale, que havia sido criada na França por Napoleão Bonaparte, em 1801, vinculada ao surgimento dos ramos industriais da química aplicada à agricultura e à indústria têxtil (SILVA, 2014, p.40). Era uma instituição privada, vinculada ao Ministério dos Negócios do Império, de quem dependia financeiramente. A partir de 1869 passou a estar sob a “imediata proteção de Sua Majestade Imperial”, e foi ganhando, aos poucos, prestígio político junto ao governo, o que era vantajoso para a obtenção de dotações financeiras, e para o crescimento do número de sócios e o aumento do fundo obtido com as mensalidades (BEDIAGA, 2014).

A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional foi inaugurada em 19 de outubro de 1827, na Rua Santa Thereza nº14, local de residência de Ignacio Alvares Pinto de Almeida. Posteriormente utilizou o prédio, do Museu Imperial e Nacional, na Rua dos Ciganos nº31 (atual Rua da Constituição), para a guarda de máquinas adquiridas e para a realização de reuniões do Conselho (CARREGA, 2024, p.39). Na inauguração Ignacio Alvares Pinto de Almeida proferiu um discurso ressaltando a importância da sociedade na promoção de modelos de maquinismos que modernizariam o trabalho no campo:

“Eu trabalho desde 1820 para que se crie entre nós esta Sociedade da Industria Nacional, cujo fim principal é auxiliar a industria, mormente pelo que respeita à aquisição de Maquinismos, que expostos às vistas do público, façam-se conhecidos, possam ser copiados, e desafiem o interesse dos nossos Agricultores dos nossos Artistas: para que por meio deles consigam minorar os trabalhos da mão d`obra, obtendo ao mesmo tempo com mais facilidade, perfeição, e com menos despesas maior soma de produtos (...). Ainda mais os Maquinismos oferecerão a um não pequeno número de braços livres, que vivem em inação ou pelo mal entendido pejo de trabalhar como escravos, ou a par destes, recursos fáceis para procurarem sua subsistência, habilitando o Brasil por mais este meio a atalhar a peste moral da escravidão, que a ignorância tem fomentado contra seus verdadeiros interesses, e a suprir braços forçados, que como únicas Máquinas (com bem poucas exceções) se empregam entre nós para tudo (...)” (Apud. ANDRADE, 2002, p.24)

Importante registrar que o termo “industria” utilizado, então, não apresentava o mesmo significado que viria a adquirir posteriormente. Manoel de Oliveira Fausto, redator de O Auxiliador da Industria Nacional, periódico criado pela Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, apresentou em uma matéria o sentido da palavra “industria”:

“A industria é a acção das forças phisicas e moraes do homem, applicada á producção. (...). Divide-se ordinariamente a industria em trez classes:

1ª. A industria agricola, que se applica principalmente em solicitar e provocar a acção productiva da natureza, quer nos vegetaes, quer nos animaes, ou em colher os seus produtos.

2ª. A industria commercial que augmenta o valor das cousas, pondo-as ao alcance do consumidor.

3ª. A industria manufactureira, que dá valor ás cousas, pela transformação que nellas opera.

Na linguagem vulgar, chama-se simplesmente industria, a industria manufactureira, e designam-se os trez modos principaes da producção pelas trez palavras correlativas: Agricultura, Industria, Commercio. É neste sentido que aqui tomamos a palavra Industria (A INDUSTRIA, 1854, p.12-13).

Segundo os primeiros estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional cabia ao Imperador D. Pedro I nomear seu presidente. Sua primeira diretoria, que foi designada e empossada em 1828, foi constituída por João Inácio da Cunha (presidente), Francisco Cordeiro da Silva Torres de Sousa Melo e Alvim (vice-presidente), Ignacio Alvares Pinto de Almeida (secretário), João Fernandes Lopes (tesoureiro). Foram, também, membros fundadores da fundação da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, Raimundo José da Cunha Matos, Januário da Cunha Barbosa, Joaquim Gonçalves Ledo, José Carlos Pereira de Almeida Torres, e Antonio Augusto Monteiro de Barros.

Em 28 de fevereiro de 1828, quando foi realizada a primeira sessão da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, essa já contava 49 sócios efetivos e 6 sócios honorários (ANDRADE, 2002). Foi concedido, pelo governo imperial, o uso de duas salas no pavimento térreo no prédio do Museu Imperial e Nacional, sendo uma para o conservatório das máquinas e outra para a celebração das sessões dos seus associados. Durante a maior parte de sua existência, a instituição permaneceu sediada neste local, exceto quando, durante um pouco mais de um ano, em 1877, esteve sediada em um prédio alugado na Rua Larga de São Joaquim, nº187. Nos dois últimos anos de existência, sua sede esteve em prédios alugados e abrigada pela Sociedade Propagadora das Belas Artes (PENTEADO, 2022).

Manoel Ferreira da Câmara Bittencourt, um dos sócios efetivos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, apresentou, em 1830, um projeto sobre a questão da proteção dos direitos dos inventores, que veio a ser convertido na lei de 28 de agosto de 1830, que propunha a concessão de privilégio àqueles que descobrissem, inventassem ou aperfeiçoassem uma indústria útil e de prêmios (BRASIL, 1830).

A lista de sócios, publicada em 1838, apresentava 210 sócios, que eram personagens em destaque na vida política e no campo das ciências no Império. Entre estes estavam: Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda), Candido José de Araújo Vianna, Miguel Calmon du Pin e Almeida, Paulino José Soares de Souza, José Bonifácio de Andrada e Silva, Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, Emílio Joaquim da Silva Maia, José Martins da Cruz Jobim, Luís Riedel, Francisco Freire Allemão de Cysneiros, e Custódio Alves Serrão. Posteriormente, também, integraram o quadro de sócios, Manoel Ferreira Lagos, Guilherme Schüch de Capanema, André Pinto Rebouças e Ladislau de Souza Mello Netto (PENTEADO, 2022).

Na sessão de 16 de agosto de 1838, Raimundo José da Cunha Matos, primeiro-secretário da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, e o cônego Januário da Cunha Barbosa, apresentaram uma proposta para a criação de um instituto histórico. Em assembleia geral da instituição, a proposta foi aprovada em 19 de outubro do mesmo ano, e em 21 de outubro de 1838 se deu a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no salão do Museu Imperial e Nacional, local de realização das sessões e reuniões da Sociedade Auxiliadora da Industria nacional. O instituto histórico criado esteve sob a proteção da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional até o ano de 1851, quando foram estabelecidos os seus estatutos que estabeleceu que ficaria sob a proteção do Imperador (GUIMARÃES, 1988).

Na década de 1840, frente à questão da pressão inglesa para a supressão do tráfico negreiro, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional posicionou-se contrariamente à manutenção do tráfico, apoiando a promoção de uma política de colonização e o desenvolvimento do sistema de parceria na lavoura cafeeira (SOCIEDADE, 2025).

A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, em 1860, deixou de estar vinculada ao Ministério do Império, e passou a integrar o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, criado naquele ano (SOCIEDADE, 2025). Nesse mesmo ano, essa sociedade propôs a criação do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (DOMINGUES, 2001).

Participou da realização de exposições, com o fim de divulgar o estágio do desenvolvimento agrícola e industrial do Brasil, tendo sido uma das promotoras da Primeira Exposição Nacional, realizada em 1861, no prédio da Escola Central, no Rio de Janeiro (SOCIEDADE, 2025).

Ao longo do período imperial, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional funcionou como um órgão de consultoria do Estado, que tinha como objetivo promover a indústria agrícola. Assim concedeu licenças para o desenvolvimento de novas espécies agrícolas, para a fabricação de máquinas e para a exploração de minérios (DOMINGUES, 2001).

Nos anos 1880, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional enfrentou dificuldades financeiras. E em 1886, o Governo Imperial cortou 2/3 de sua verba, sob a alegação de que a economia nacional estava em crise, e a entidade deixou de atuar como órgão consultivo do governo (SOCIEDADE, 2025).

Nicolau Joaquim Moreira, então presidente da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, informou, na sessão realizada em 18 de novembro de 1892, que o Congresso Nacional havia eliminado de seu orçamento os subsídios financeiros da sociedade, inviabilizando sua sobrevivência. Comunicou que havia empregado todos os esforços junto ao Ministério da Agricultura, Comercio e Obras Públicas, por meio do envio de um ofício em 9 de maio daquele ano, no qual declarou:

“Não vos serão desconhecidos, creio, os relevantes serviços que, por longos anos, tem a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional prestado a Patria e ao Governo, já consultando com seus pareceres sobre multiplices e variados assumptos da industria nacional e estrangeira, já fornecendo proveitosas informações para a concessão de patentes de privilegios, já fazendo surgir no seio instituições que honrão o paiz, como sejam o Instituto Historico Geographico e Etnographico Brazileiro e o Imperial Instituto Fluminense de Agricultura, já finalmente levando, por sua iniciativa, o Brazil a figurar pela primeira vez na grande exposição universal de Londres (...).  E, ainda não satisfeita, a Sociedade, (...) logrou em 1871 estabelecer uma escola nocturna de instrucção primaria industrial para adultos. (...) o seu valor intrínseco está no facto de haver desde sua fundação até o presente, distribuído instrucção a perto de 5,000 adultos (...). Para regularizar o estado financeiro da Sociedade o que conviria fazer? (...) Suspender a publicação do Auxiliador? Mas uma Sociedade votada a instruir o povo e auxiliar as industrias do paiz, sem um orgão de publicidade, seria improfícua em seus fins, agravando-se ainda o facto quando se trata de uma Revista que conta 59 annos de vida.Fechar a Escola Nocturna de Adultos? Esta medida seria estancar uma fonte de instrucção (...).” (SESSÃO, 1892, p.242-243)

   

Nos primeiros anos da República, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional deixou de integrar o Ministério dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, e nos anos seguintes, teve uma atuação apagada, conseguindo sobreviver apenas devido ao esforço de seus sócios, que continuavam a se reunir.

No ano de 1900 buscou-se retomar a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, por meio do direcionamento de suas atividades para as questões industriais, pela convocação de antigos sócios, e a realização de uma campanha para a adesão de novos membros. Buscando tal objetivo, e também a retomada de seu periódico, O Auxiliador da Industria Nacional, foi encaminhado um pedido de auxílio ao presidente Campos Sales, porém o qual não resultou em algum apoio concreto.

Entre 1900 e 1903, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional funcionou na Praça da Aclamação nº31 (atual Praça da República), e a partir de 1904 na Rua Candelária nº2 - 1º andar.

Com uma nova diretoria, em 1902, tentou-se, novamente, reanimar a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, mas sem sucesso. Tendo em vista as dificuldades para reativar a associação, em 1904 os industriais decidiram pela fusão daquela sociedade com o Centro Industrial de Fiação e Tecelagem de Algodão. O resultado dessa fusão foi o surgimento do Centro Industrial do Brazil, em 15 de agosto de 1904, sob a presidência de Inocêncio Serzedelo Correia, e funcionando na Rua Primeiro de Março nº75. Em 12 de dezembro de 1931, o Centro Industrial do Brazil transformou-se na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (SOCIEDADE, 2025).

Diretorias e presidentes:

- Primeira diretoria: João Inácio da Cunha (Visconde de Alcântara) (1827-1831); Francisco Cordeiro da Silva Torres de Souza Mello e Alvim (Visconde de Jerumirim); Ignacio Alvares Pinto de Almeida; João Fernandes Lopes; José Fernando Carneiro Leão; João Rodrigues Pereira de Almeida; Domingos Monteiro; Manoel José Onofre e João Francisco Madureira Pará.

- Francisco Cordeiro da Silva Torres de Souza Mello e Alvim (1831- 1847).

- Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda) (1847-1848).

- Miguel Calmon du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes) (1848-1865).

- José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) (1865-1880).

- Nicolau Joaquim Moreira (1880-1894).

- Agostinho José de Souza Lima (1894-1897).

- Manoel Francisco Correia (1897-1902).

- Alfredo Eugênio de Almeida Maia (1902-1904).

- Inocêncio Serzedelo Correia (1904).

Vice-presidentes: Ignacio Alvares Pinto de Almeida (1833); Candido José de Araújo Vianna (1837); Luís Alves de Lima e Silva [1840]; José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo [1844, 1845, 1846]; Frei Custódio Alves Serrão (1847); Luis Alves de Lima e Silva, conde de Caxias (1848); Miguel Calmon du Pin e Almeida, visconde de Abrantes (1849); Paulino José Soares de Souza (1850); Cândido Baptista de Oliveira (1851); Alexandre Maria de Mariz Sarmento (1852-1864); José Pedro Dias de Carvalho (1865-1866); Joaquim Antão Fernandes Leão (1867-1869); José Ildefonso de Sousa Ramos, barão de Três Barras (1870-1872); Domingos de Castro Antiqueira, visconde de Jaguari (1873); Joaquim Antonio de Azevedo (1874-1878); Nicolau Joaquim Moreira (1880); José Pereira Rego (1882-1884); Pedro Dias Gordilho Paes Leme (1885); Agostinho José de Souza Lima (1891-1895); Augusto Alvares de Azevedo (1896-1902); Luiz Raphael Vieira Souto (1903, 1904).

Segundos vice-presidentes: Bernardo Augusto Nascentes de Azambuja (1858-1862); José Pedro Dias de Carvalho (1863-1864); Joaquim Antão Fernandes Leão (1865-1866); Joaquim Antonio de Azevedo (1867-1873); Nicolau Joaquim Moreira (1874-1879); Antonio Luiz Fernandes da Cunha (1880-1881); Pedro Dias Gordilho Paes Leme (1882-1884); José Augusto Nascentes Pinto (1885-1894); Augusto Alvares de Azevedo (1895); José Agostinho dos Reis (1896-1901); Amaro Ferreira das Neves Armond (1902).  

Secretários perpétuos/ gerais: Joaquim Francisco Vianna (1835-1837); Raimundo José da Cunha Matos; Januário da Cunha Barbosa [1844, 1845, 1846]; Emilio Joaquim da Silva Maia (1847-1849); Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque (1850-1854); Manoel de Oliveira Fausto (1855-1858); Gabriel Militão de Villa-Nova Machado (1859-1860); Manoel Ignacio Augusto de Andrade Souto-Maior Pinto Coelho da Cunha (1861); Antonio Luiz Fernandes da Cunha (1862-1863); Antonio José de Souza Rego (1864-1866); José Pereira Rego (1867-1868); José Pereira Rego Filho (1869-1881); Agostinho José de Souza Lima (1882-1885); Augusto Alvares de Azevedo (1891-1894); Henrique Eduardo Nascentes Pinto (1895); Domingos Sérgio de Carvalho (1896-1902).

Secretários adjuntos: José Manoel do Rosário [1844, 1845]; Joaquim Antonio de Azevedo (1846-1847); Antonio Candido de Lima (1848); Francisco de Paula Menezes (1849); Joaquim Antonio de Azevedo (1850); Miguel Joaquim Pereira de Sá (1851-1852); Braz da Costa Rubim (1853); Carlos José do Rosario (1854-1858); Manoel Paulo Vieira Pinto (1858-1861); Antonio Luiz Fernandes da Cunha (1858-1861); João Carlos de Souza Ferreira (1859-1860); Domingos Jacy Monteiro (1861-1864); Antônio José de Souza Rego (1862-1863); Antonio Corrêa de Souza Costa (1862-1863); João Carlos de Souza Ferreira (1864); José Pedro Xavier Pinheiro (1864); José Pereira Rego (1865-1866); Ismael Torres de Albuquerque (1865); Antonio Corrêa de Souza Costa (1865-1866); Mariano Alves de Vasconcelos (1866); José Augusto Nascentes Pinto (1867-1873); Evaristo Nunes Pires (1867); Lopo Diniz Cordeiro (1867-1869); João Evangelista de Negreiros Sayão Lobato Sobrinho (1868-1873; 1878-1879); Joaquim Antonio Pinto Junior (1874-1875); Francisco José Xavier (1874-1875); Lino Romualdo Teixeira (1876-1877); Pedro Macedo de Aguiar (1876-1877); Camillo de Lellis e Silva (1878-1879); Francisco Antonio Pessoa de Barros (1880-1884); Luiz Ribeiro de Souza Rezende (1880-1881; 1885); Luiz Pedreira de Magalhães Castro (1882-1884); Carlos Maria da Motta Ribeiro de Rezende (1891-1893); Henrique Eduardo Nascentes Pinto (1891-1893); Antonio Fernandes Pereira (1895); José Hermida Pazos (1895); Paulo Augusto Tavares (1896-1901); Julio de Pinna Rangel (1896, 1897, 1898, 1899, 1900, 1901, 1902); Francisco Joaquim Bithencourt da Silva Filho (1902).

- Primeiro Secretário (cargo criado a partir de 1903): Jorge Street (1903-1904).

- Segundo Secretário (cargo criado a partir de 1903): J. M. da Cunha Vasco (1903-1904).

- Tesoureiros: José Lino de Moura [1844, 1845]; Thomé Maria da Fonseca (1846); Antonio José de Bem (1847); Constantino Machado Coelho (1848-1849); Ezequiel Corrêa dos Santos (1850, 1851); Braz da Costa Rubim (1852); Manoel Paulo Vieira Pinto (1853); Augusto Ferreira de Andrade (1854); José Augusto Nascentes Pinto (1855-1859); José Augusto Nascentes Pinto (1860-1866); José Botelho de Araujo Carvalho (1867-1902); Julio Benedicto Ottoni (1903, 1904).

Estrutura e funcionamento

Em 31 de outubro de 1825, foram aprovados os primeiros estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, que estabeleceram entre suas atribuições a aquisição, arrecadação, e conservação das máquinas, e inventos adquiridos, e de tudo mais que concorresse para a prosperidade da indústria nacional. Deveria, então, conseguir aquelas máquinas necessárias e úteis à agricultura, fábricas e artes. Era, igualmente, sua atribuição, possuir as obras referenciais em mecânica e em agricultura, fornecer noções elementares de economia rural por meio dos periódicos, e promover um curso que ensinasse os princípios e práticas agronômicas, adequadas ao clima e condições do país.

Os estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional passaram por reformas nos anos de 1832, 1848, 1857, 1869 e 1891 (SILVA, 2014).

Os estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, estabelecidos em 23 de junho de 1831, continham dez capítulos com trinta e seis artigos. No cap.1º (art.1º) estabelecia como objetivo da instituição, promover “por todos os meios a seu alcance, o melhoramento, e prosperidade da Industria no Imperio do Brazil” (ESTATUTOS, 1831, p.1). Considerava que a indústria apresentava três ramos de atividade: a agricultura, a manufatura e o comércio, mas priorizou o ramo da agricultura, defendendo, assim, a diversificação agrícola e a modernização da agricultura nacional, tendo como base o conhecimento científico (SOCIEDADE, 2025). Estabeleceram, ainda, a criação de um conservatório de máquinas, a fundação de uma biblioteca dedicada à agricultura e a sua divulgação, e a organização de concursos e prêmios “para benefício da indústria” (ESTATUTOS, 1831).

De acordo com os estatutos estabelecidos em 23 de junho de 1831, os presidentes, vice-presidentes, secretários, tesoureiros, e os membros das comissões, eram eleitos pela Assembleia Geral da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional (ANDRADE, 2002). Estes estatutos indicavam, ainda, que para que fossem cumpridos os seus objetivos, principalmente no que se referia ao melhoramento da indústria do país, seria necessário existirem algumas ações, como a fundação de uma escola prática de agricultura, cursos teóricos que trabalhassem sobre as diversas indústrias, a criação de um museu industrial, para o qual deveriam ser recolhidos todos os objetos de indústria existentes no país, e a criação de um periódico.

A diretoria da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, que era eleita pelos sócios, era constituída por um Conselho administrativo, um presidente, um primeiro vice-presidente, um segundo vice-presidente, um secretário geral e três adjuntos dele, diretores da escola de agricultura, das exposições, do museu e da biblioteca. Além disso, possuía um tesoureiro, um redator do periódico, professores dos cursos, um porteiro e escriturários.

Segundo os estatutos de 1831, os fundos obtidos pela Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional seriam aplicados para a manutenção e reparo; para a compra e redação de obras e de jornais; para a aquisição de máquinas ou modelos que estimulassem o desenvolvimento da indústria no país; e para prêmios de pessoas envolvidas com o crescimento e melhoramento da agricultura e indústria (ESTATUTOS, 1831).

Era de responsabilidade do Conselho administrativo o governo econômico da sociedade, a arrecadação dos fundos da instituição,  a aprovação e registro das propostas feitas para sócios efetivos e correspondentes, considerando-se as que fossem feitas para honorários e beneméritos, a designação dos presidentes e secretários das seções, o julgamento de toda a produção que fosse digna de menção honrosa, submeter à aprovação da Assembleia geral os nomes daqueles julgassem ser sócios honorários e beneméritos, e a nomeação de todos os empregados da instituição. O Conselho administrativo, que poderia funcionar com a presença do presidente ou um dos vice-presidentes, o secretário geral ou um de seus adjuntos e mais sete membros, deveria ser reunido em sessão ordinária, pelo menos duas vezes por mês.

A sociedade estava organizada em comissões, constituídas por três membros: Comissão de Fundos, de Análises e Processos Químicos, de Economia Rural e Doméstica, de Artes, Fábricas e Comércio, de Redação de Jornais, Programas, e revisão de Memórias (LISTA, 1833). Algumas comissões permaneceram como tais, outras alteraram sua denominação, outras foram e criadas ou desapareceram. Em 1860, compunham o conselho administrativo da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional dez seções: de Agricultura, de Indústria Fabril, de Máquinas e Aparelhos, de Artes Liberais e Mecânicas, de Comércio e Meios de Transporte, de Geologia Aplicada e Química Industrial, e de Melhoramento das raças animais (CONSELHO, 1860).

Cabia ao presidente da instituição a definição do número de membros de cada comissão e seção. Cada seção da instituição deveria ter um presidente e um secretário, escolhido entre seus membros. As seções deveriam se reunir todas as vezes que fossem convocadas por seus respectivos presidentes para tratar dos assuntos pertinentes ao seu exame.

Os sócios da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, para os quais inexistia a definição de um número determinado, eram divididos em grupos, os efetivos, os correspondentes, os honorários e os beneméritos. Os sócios efetivos seriam aqueles que “pudessem concorrer para o desenvolvimento e progresso das industrias do paiz”. Os correspondentes, eram aqueles “que fóra da Côrte puderem por suas luzes e trabalhos cooperar para se conseguirem os fins da Sociedade”. Os sócios honorários, os “que tiverem prestado á Sociedade relevantes serviços, ou por sua distincta illustração mereção da Sociedade esse signal de consideração”, e, os beneméritos, os “que fizerem algum importante donativo á Sociedade, ou que por sua posição possão prestar á mesma huma valiosa protecção” (ESTATUTOS, cap. II, art. IV, 1831).

Para ser sócio efetivo ou correspondente da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, deveria primeiramente apresentar uma proposta, a qual deveria ter a chancela de um sócio efetivo da instituição. Deveria ser declarado o nome, a naturalidade, a residência e o título que o candidato desejasse, e, também pagar uma joia de doze mil réis e uma mensalidade de quinhentos réis. Só ficariam dispensados da mensalidade aqueles que já ingressassem na sociedade com a quantia de quarenta e oito mil réis.

Existiam situações em que poderia haver a perda do título de sócio efetivo e de correspondente: no caso de sócio efetivo, se não fosse paga a contribuição mensal por um ano; os que saíssem da província sem participar do Conselho administrativo; e os que, sendo membros do Conselho, não comparecessem em seis sessões consecutivas, sem causa justificada. Haveria a perda do título de sócio correspondente nos casos em que não tivesse se comunicado com a sociedade num período de dois anos, e aqueles que estivessem fora do Império, não atendessem as solicitações da sociedade e não apresentassem as devidas justificativas (ESTATUTOS, cap. 7º, art. 25° e 26º, 1831).

Para ser sócio honorário ou benemérito da Sociedade, o candidato também deveria apresentar uma proposta, na qual declarava o nome, a naturalidade, a residência e o título. Diferentemente da ‘candidatura’ para sócio efetivo, que só necessitava da assinatura de um sócio efetivo, no caso de sócio honorário ou benemérito, deveria ser apresentada a assinatura de pelo menos dez sócios efetivos. Aqueles que não oferecessem proteção e favor àquela sociedade, poderiam perder os seus títulos (ESTATUTOS, cap. 7º, art. 27º, 1831).

O perfil dos sócios era basicamente formado por proprietários (fazendeiros e comerciantes), profissionais liberais (bacharéis, políticos e funcionários públicos), profissionais especializados (professores, naturalistas e médicos), militares e religiosos. Para o ano de 1839, por exemplo, 93 sócios encontravam-se na primeira categoria; na segunda, 89; na terceira, 26, na quarta, 14, e na quinta, 10 (DOMINGUES, 2001).

A Assembleia Geral da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, que seria ser constituída pelo presidente ou um dos vice-presidentes, o secretário geral ou um dos seus adjuntos e mais quinze sócios efetivos, deveria acontecer de forma ordinária sempre no mês de julho, com as sessões durando o tempo que fosse necessário. A Assembleia Geral deveria tratar dos seguintes assuntos: exame das atas e do balanço geral das contas apresentadas pelo tesoureiro; aprovação do orçamento da receita e despesa do ano futuro; aclamação dos sócios honorários e beneméritos apresentados pelo Conselho; decisão de todas as questões apresentadas pelo Conselho; eleição dos membros que deveriam compor o novo Conselho, que deveria ser levada ao conhecimento do Governo Imperial.

Ao longo dos anos de seu funcionamento, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, principalmente a partir de recursos arrecadados e de doações, adquiriu inúmeras máquinas e organizou uma biblioteca. De acordo com a ata da primeira sessão, realizada em 28 de fevereiro de 1828, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional possuía 89 máquinas, 171 livros e diversos jornais científicos, e um de seus sócios ensinava geometria aplicada às artes na sede da instituição (EXTRACTO, 1833). Joaquim Francisco Vianna, então secretário da sociedade, no relatório referente ao ano de 1836, informou sobre a coleção de máquinas, a qual havia aumentado a partir da importação de modelos vindos da França. A coleção era constituída por um semeador, um moinho de fazer farinha, um podador de árvores, um podão de vinhas e sete modelos de instrumentos utilizados contra incêndios em residências, muitos dos quais haviam sido comprados com os fundos obtidos pelos sócios (VIANNA, 1836).

De acordo com o relatório de 18 de agosto de 1839, a biblioteca da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional foi montada a partir da compra e doação de livros e de periódicos, relacionados, em sua maioria, aos temas da agricultura e das ciências, por seus membros, por particulares, e, também pelo Governo Imperial:

“A biblioteca da Sociedade foi augmentada consideravelmente com grande numero de obras interessantes, folhetos, periódicos e relatórios remettidos por diferentes indivíduos da côrte e províncias, merecendo sobretudo especial menção as offertas feitas por A. E. Zaluar de grande numero de livros scientificos...” (RELATORIO, 1864, p.184).

Em 1848 foram estabelecidos novos estatutos para a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, que deram mais destaque a sua função educacional:

“Art.1. A Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional tem por fim promover, por todos os meiso ao seu alcance, o aperfeiçoamente da agricutlrua, das artes, dos ofícios, do comércio e da navegação do Brasil; e auxiliar a nossa nascente indústria com premios, certificados, publicações e exposições, segundo o uso das nações mais adiantadas na civilização.

Art. 2. Para conseguir este fim também terá:

- uma biblioteca especial ao alcance de quem quiser consultar.

- aulas apropriadas, quando as circunstancias lho permitirem, onde se desenvolvam as doutrinas industriais e se expliquem os princípios sobre que elas se baseiam.” (Apud. SILVA, 2014, p.44)

Em 16 de julho de 1854 foi fundada a Sociedade Statistica do Brazil, por proposta aprovada pelo conselho e assembleia geral da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, apresentada pelos sócios Joaquim Antonio de Azevedo, Manoel de Oliveira Fausto, Manoel da Cunha Galvão e Bernardo Augusto Nascentes d´Azambuja. A sessão de sua instalação, realizada em 10 de agosto de 1854, foi aberta por Miguel Calmon du Pin e Almeida, então presidente da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional. Tinha como objetivo colher, sistematizar e publicar os fatos que deviam constituir a estatística geral do Império, e teve seus estatutos aprovados pelo decreto nº1.565, de 24 de fevereiro de 1855. Esta sociedade dividia-se em 13 seções (Território, População, Colonização, Instrução Pública, Agricultura, Indústria, Comércio, Navegação, Rendas Públicas, Justiça, Força Militar, Administração Pública e Estatística Comparada) e comissões (SOCIEDADE, 1859, p.373).

A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional teve dois projetos educacionais, que foram apresentados em sessões de seu conselho administrativo, a Escola Noturna de Instrução Primária e a Escola Industrial.  Na sessão do Conselho Administrativo, de julho de 1865, foi apresentada a proposta de criação de uma Escola Industrial, e em março de 1867 a de uma escola primária, que tinha como finalidade preparar os alunos que ingressariam na Escola Industrial. Em 1º de julho de 1867 foi proposto como local para sediar a escola primária, que seria no Rio de Janeiro, um prédio na Rua do Hospício, nº 268, e em 15 de abril de 1867 foi aprovada a proposta de abertura da referida escola. Seu regulamento foi aprovado em sessão da assembleia geral, em 18 de março de 1868, e as matrículas foram abertas em 1º de agosto de 1868, conforme noticiava os anúncios nos jornais:

“A SAIN - Escola Nocturna para adultos. - Tendo esta Sociedade fundado um curso nocturno de instrucção primaria, gratuito, para operarios e aprendizes que não possuam os rudimentos elementares, assim se faz publicado para conhecimento dos mestres e directores de officinas, afim de que dirijão o pessoal de seus estabelecimentos á esta escola, cuja matricula se acha aberta na casa que tem de funcionar a mesma escola á rua do Hospicio n. 268” (AZEVEDO, 1870, p.5).

Apesar da iniciativa para sua criação e dos anúncios nos jornais, a escola não funcionou por dois anos, devido à falta de alunos. Joaquim Antonio de Azevedo, membro da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, comentou sobre a falta de interesse por parte dos operários em matricular-se naquela escola:

“Não são elles [os operários] porventura, com o trabalho de seus braços, os criadores das riquezas industriaes que tanto contribuem para o credito industrial do paiz?

(...) O trabalho da pobre criança é aplicado mais em proveito do pai e do mestre da officina do que da instrucção; a escola é considerada um roubo de tempo necessário ao trabalho; a escola exige um vestuário decente; a escola, finalmente, significa para o pai a diminuição da receita e o augmento da despeza.

E o pai, pobre operário, que não calculando os benefícios da instrucção, e precisando no entanto do auxilio do braço do filho, nem sequer hesita, tudo sacrifica e o filho não vai á escola.

Por outro lado o mestre da obra, o diretor e o proprietário da officina não se importa com a educação dos seu7s aprendizes, o que lhes convém é tirar delles maior somma de trabalho, e assim realizar o adagio que diz – o trabalho de criança é pouco, mas quem despreza é louco” (AZEVEDO, 1870, p.6-7).

Entre os anos de 1866 e 1877, a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional alcançou o seu momento ápice, tendo mais de 1300 sócios, entre perpétuos, honorários, correspondentes e efetivos.

Os estatutos, promulgados em 1869, definiram que o Imperador D. Pedro II passaria a ser considerado “Presidente Perpétuo”, e os integrantes da família imperial seriam “Presidentes honorários”. Neste ano, o engenheiro André Rebouças, que à época era presidente da seção de máquinas e aparelhos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, e havia assumido a direção geral das obras hidráulicas da alfândega da Corte, decidiu pela admissão de todos os rapazes que desejassem aprender um ofício, o qual era ali ensinado. Foi solicitado a André Pinto Rebouças para que todos aqueles que não soubessem ler, e nem escrever, fossem obrigados a frequentar a escola primária noturna. Em novembro de 1869, em sessão do Conselho administrativo da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, foi noticiado que a escola seria aberta após o período de férias (AZEVEDO, 1870).

A Escola Noturna de Instrução Primária passou a funcionar, em maio de 1871, na Rua dos Ourives, nº1, no centro do Rio de Janeiro. Foram matriculados quarenta e seis alunos, com idades diferentes: vinte e nove alunos, com 14 anos de idade; três, com 15 anos; sete, com 16 anos; um, com 17 anos; quatro, com 18 anos; e dois, com 20 anos. Entre as suas nacionalidades constavam 28 brasileiros, 1 alemão, 1 belga, 1 holandês e 15 portugueses. Os alunos exerciam os seguintes ofícios: dois caldeireiros; dois canteiros; trinta e dois carpinteiros; um ferreiro; um modelador; sete pedreiros; e um serralheiro (AZEVEDO, 1870). Ao longo do seu primeiro ano de atividade, o número de matrículas alcançou o número de 390 alunos (PENTEADO, 2023).

O ensino era oferecido de forma gratuita, à noite, durante todos os dias da semana, e eram admitidos homens livres a partir dos 14 anos de idade. Os mais novos também poderiam ser admitidos, desde que fossem autorizados e sustentados por seus pais ou tutores (AZEVEDO, 1870). No regulamento para os cursos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, constavam os conteúdos que deveriam ser oferecidos pela escola primária noturna:

“Na Escola Noturna ensinar-se-ha a ler, escrever e contar; elementos de gramatica nacional; systema de pesos e medidas, aritmetica, geographia, elementos de historia do Brazil, e geometria linear” (REGULAMENTO, 1885, p.3).

Em relação à Escola Industrial, esta teve seu regulamento aprovado em julho de 1872, e foi inaugurada em 9 de setembro do mesmo ano. De acordo com o regulamento, poderiam se matricular homens maiores de 14 anos de idade, e havia a exigência de aprovação em um exame de admissão. Os conhecimentos ensinados eram “desenho linear, escripturação mercantil, elementos de geometria e algebra, e de physica e chimica” (REGULAMENTO, 1885, p. 4). As aulas ocorriam de duas a três vezes por semana, em datas alternadas. Durante o verão, as aulas eram iniciadas às 19:00h e terminavam às 22:00h, e no inverno, os horários eram uma hora mais cedo. Os exames finais eram realizados no fim do ano (PENTEADO, 2023).

As aulas da Escola Noturna de Instrução Primária e da Escola Industrial foram suspensas no final de 1892, devido a problemas financeiros (PENTEADO, 2023).

Com recursos advindos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, foi publicado, em 1870, o “Catechismo de agricultura”, de Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque e Nicolau Joaquim Moreira, que trazia por subtítulo “Refundido e accommodado aos alunos das escolas ruraes do Brazil”. A obra, que seguia a estrutura de um mestre que ensinava as lições ao seu aluno, ou leitor, era dividida em vinte e seis lições, e buscava instruir os lavradores a respeito dos melhoramentos agrícolas:

“Ninguem faz bem os seus negócios sem que bem os conheça, e para conhecel-os é necessário afugentar a ignorância. O lavrador deve ser instruído em todos os assumptos de sua profissão; a ignorancia é sempre a origem da ruina e da miséria. Cumpre, portanto, que vos esforceis por adquirirdes os conhecimentos indispensáveis á vida que deveis seguir; com esses conhecimentos entrareis na via do progresso agrícola que conduz, se não á fortuna, ao menos á abastança e á independência” (BURLAMAQUI; MOREIRA, 1870, p.2-3).

No ano de 1891 ocorreu outra reforma nos estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, os quais defiram pela abolição das joias e das mensalidades como uma forma de atrair mais sócios para a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional.

Publicações oficiais

A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional teve como publicação oficial o periódico O Auxiliador da Industria Nacional, que foi lançado em janeiro de 1833, e circulou até o ano de 1892. Neste periódico eram noticiados os mais variados assuntos e tipos de documentos, como memórias, tabelas, artigos estrangeiros e nacionais, atas, relatórios e pareceres. Apresentava, em sua capa, os dizeres:

“O Auxiliador da Industria Nacional ou Collecção de memorias e noticias interessantes, aos fazendeiros, fabricantes, artistas, e classes industriosas no brazil, tanto originaes como traduzidas das melhores obras que neste genero se publicão nos Estados Unidos, França, Inglaterra”.

Em seu primeiro número, destacou os objetivos da publicação:

“He para concorrer a estes progressos, e para apparecer a realisação de bens, que só a propagação das luzes póde produzir no Brazil, que a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional aqui estabelecida emprehende esta publicação periódica de Memorias e Noticias interessantes a todas as classes industriosas. Possa a sua empresa ser bem acolhida dos Brazileiros interessados na prosperidade do Imperio e possão igualmente coadjuva-la com as suas observações e experiencias, aquelles nossos Cidadãos, que por seu saber e Patriotismo devem concorrer á gloria da nossa Patria pelo melhoramento da nossa nascente indústria”. (INTRODUCÇÃO, p.10)

Os temas abordados incluíam o emprego de máquinas na agricultura e na construção de estradas de ferro, memórias sobre o café, a fabricação de produtos de origem animal e vegetal, a produção do açúcar e da farinha de mandioca, navegação a vapor, a resolução de problemas de caráter doméstico como praga de ratos ou conservação de livros, além das traduções de artigos (BARRETO, 2008). Destacava-se a importância da ciência frente aos conhecimentos tradicionais e a aplicação das ciências em prol do melhoramento do trabalho:

“A applicação das sciencias physicas ás necessidades da vida é um facto, que se reproduz a todos os momentos: um só dia se não passa em que a pessoa, ainda a mais estranha ás sciencias, não faça, mesmo sem o querer, algum isso d’esses princípios; é verdade que mui limitado, mas necessário e quasi indispensável (...) Trata-se de substituir conhecimentos positivos ás tradições erroneas, pelo menos, incompletas; - hábitos arrazoados aos do instincto” (INSTRUCÇÃO, 1842, p.50).

Foram redatores do periódico Januário da Cunha Barbosa, João Maria Barbosa, Manoel Ferreira Lagos, Lino Antonio Rebello, Emílio Joaquim da Silva Maia, Pedro de Alcântara Lisboa, Miguel Joaquim Pereira de Sá, Berthold Goldschmidt, Manoel de Oliveira Fausto, Frederico Leopoldo Cezar Burlamaque, Nicolau Joaquim Moreira, e Domingos Sérgio de Carvalho.

O periódico, que tinha em média 300 páginas, era destinado a fazendeiros, fabricantes e classes industriais. A Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional acreditava que a atividade editorial, na medida em que ensinava aos seus leitores métodos modernos de produção, seria capaz de contribuir com a promoção do progresso social, científico e industrial do país (CARREGA, 2024). Celebrava o progresso das luzes e da utilidade do conhecimento das ciências aplicado às indústrias:

“As vantagens dos progressos das luzes são incontestáveis: as sciencias physicas não existem realmente, senão depois que seguem huma marcha certa e util. A Astronomia, a Geographia, a Navegação, a Chimica, e todas as Artes, que lhe são dependentes, têem, como a Geologia, sido submettidas, aos calculos, depois que se fundarão na observação. A Mineralogia, auxiliada pela Geometria, e pela analyse, em vez de ser huma Sciencia de pura curiosidade, tornou-se indispensavel; e já a Botanica e a Zoologia se unirão para accelerarem os progressos da Agricultura. Esa offerece-nos infinitos thesouros (...) e ella promete facilitar o accrescimo da nossa população augmentando a publica prosperidade” (INTRODUCÇÃO, 1833, p.10).

Diversas tipografias estiveram a cargo da publicação do periódio:, pela Typographia Imperial e Const. de Seignot-Plancher e C. (1833-1839), Typographia Nacional (1840), Typographia de J. E. S. Cabral (1841-1844), Typographia de Berthe e Haring (1845), Typographia de Carlos Haring (1846-1849), Typ. Brasiliense de F. M. Ferreira (1850-1851), Typ. de Vianna Junior e Paula (1852-1853), Empreza Typ. Dous de Dezembrode P. Brito (1854), Typ. de N. L. Vianna e Filhos (1855-1863), Typographia do Imperial Instituto Artistico (1864-1868), Typographia Industria Nacional de J. J. C. Cotrim (1869), Typographia Universal de Laemmert (1870-1891), e Companhia Typographica do Brazil (1892). O Auxiliador da Industria Nacional circulou até dezembro de 1892, e em 1896, se tentou reativar o periódico, mas sem êxito.

Fontes

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- ALMEIDA, Ignácio Álvares Pinto de. Discurso que no faustíssimo dia 19 de outubro de 1827, em que foi installada a Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional. Rio de Janeiro: Na Typographia Imperial e Nacional, 1828. (BN)

- ANDRADE, André Luiz Alípio de. Variações sobre um tema: a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e o debate sobre o fim do tráfico de escravos (1845-1850. Dissertação (Mestrado em História Econômica), Instituto de Economia, UNICAMP, Campinas, SP, 2002. Capturado em 30 set. 2025. Online. Disponível na Internet: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/281496

- AZEVEDO, Joaquim Antonio. Exposição sobre a Escola Nocturna gratuita de instrucção primaria dos adultos apresentada á Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional em Sessão do Conselho Administrativo de 1 de Fevereiro de 1870 por Joaquim Antonio de Azevedo segundo Vice-presidente da mesma sociedade. Rio de Janeiro: Typographia Universal de E. & H. Laemmert, 1870. (BN)

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- BRASIL. Lei de 28 de agosto de 1830. In: Presidência da República. Secretaria-Geral. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Capturado em 3 nov.2025. Online. Disponível na Internet: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim-28-8-1830.htm

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- CARREGA, Arthur Daltin. A Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e o Brasil moderno: ideias fluidas nas páginas da revista O Auxiliador da Indústria Nacional (1833-1892). Assis, 2024. Tese (Doutorado em História), Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Assis, SP, 2024. Capturado em 20 out. 2025. Online. Disponível na Internet: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/e8ee8d16-5047-4adc-9ee7-ad94ef4395f5/content

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- REGULAMENTO para os cursos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional. Rio de Janeiro: Typographia Universal de Laemmert & C., 1885.  (BN)

- RELATORIO recitado em a sessão publica da Assembléa Geral da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional do Rio de Janeiro, em o dia 18 de agosto de 1839, pelo seu secretario interino Lino Antonio Rebello. O Auxiliador da Industria Nacional ou Collecção de Memorias e Noticias interessantes, aos fazendeiros, fabricantes, artistas, e classes industriosas no Brazil, tanto originaes como traduzidas das melhores obras que neste gênero se publicão nos Estados Unidos, França, Inglaterra, &c. Periodico mensal, publicado sob os auspícios da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, estabelecida no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Na Typog. Imp. E Const. De Seignot-Plancher e C., anno VII, n.9, p.332-349, 1839. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 24 out. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/302295/2858

- RELATORIO dos trabalhos da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional durante o ano de 1863. O Auxiliador da Industria Nacional ou Collecção de Memorias e Noticias interessantes, aos fazendeiros, fabricantes, artistas, e classes industriosas no Brazil, tanto originaes como traduzidas das melhores obras que neste gênero se publicão nos Estados Unidos, França, Inglaterra, &c. Periodico mensal, publicado sob os auspícios da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, estabelecida no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro:Typographia do Imperial instituto Artistico, n.5, p.177-188, maio 1864. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 30 out. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/302295/14848

- RIO DE JANEIRO. Estatutos da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional – Discurso a 19 de Outubro de 1827, dia da Installação da mesma recitou Ignacio Alvares Pinto de Almeida que promoveu zelosamente a sua criação, e seu actual secretario. Jornal do Commercio. Folha commercial e politica, Rio de Janeiro, v.IV, n.282, p.1, 15 de setembro de  1828. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 16 set. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_01/1131

- SESSÃO do Conselho Administrativo em 18 de novembro de 1892. O Auxiliador da Industria Nacional ou Collecção de Memorias e Noticias interessantes, aos fazendeiros, fabricantes, artistas, e classes industriosas no Brazil, tanto originaes como traduzidas das melhores obras que neste gênero se publicão nos Estados Unidos, França, Inglaterra, &c. Periodico mensal, publicado sob os auspícios da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, estabelecida no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.11, p.242-245, novembro de 1892. Capturado em 17 nov.2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/302295/26584

- SILVA, José Luis Werneck da. Isto é o que me parece: a SAIN na formação social brasileira de 1879 até 1877. A conjuntura de 1871 até 1877. Dissertação (Mestrado em História), Niterói, entro de Estudos Gerais, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 1979.  (BN)

- SILVA, Leonardo Candido da. Ciência, Agricultura e Civilização: a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (1827-1904) e o seu projeto ilustrado para modernização do país (1850-1865). Dissertação (Mestrado em História), UERJ, Rio de Janeiro, 2014. Capturado em 3 nov. 2025. Online. Disponível na Internet: https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/18536/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20-%20Leonardo%20Candido%20da%20Silva%20-%202014%20-%20Completa.pdf

- SOCIEDADE Auxiliadora da Indústria Nacional (SAIN). In: Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (DHBPR). Capturado em 16 set. 2025. Online. Disponível na Internet: https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SOCIEDADE%20AUXILIADORA%20DA%20IND%C3%9ASTRIA%20NACIONAL.pdf

- SOCIEDADE Estatistica do Brasil. Almank Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, p.373-375, 1859. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 28 jan.2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/313394x/13678

- STATISTICA do Brazil. O Conservador, anno III, n.246, p.1-2, 11 de agosto de 1854. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 28 jan.2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/767557/546

- VIANNA, Joaquim Francisco. Relatório. Senhores membros da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional. O Auxiliador da Industria Nacional ou Collecção de Memorias e Noticias interessantes, aos fazendeiros, fabricantes, artistas, e classes industriosas no Brazil, tanto originaes como traduzidas das melhores obras que neste gênero se publicão nos Estados Unidos, França, Inglaterra, &c. Periodico mensal, publicado sob os auspícios da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, estabelecida no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Na Typog. Imp. E Const. De Seignot-Plancher e C., 1836, p. 333-369. In: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Hemeroteca Digital Brasileira. Capturado em 5 nov. 2025. Online. Disponível na Internet:  http://memoria.bn.gov.br/docreader/302295/1565

Ficha técnica

Pesquisa - Aline de Souza Araújo França, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

Redação - Aline de Souza Araújo França, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

Forma de citação

SOCIEDADE AUXILIADORA DA INDUSTRIA NACIONAL. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 11 fev.. 2026. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=826

 


Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – (http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)