Conferência Popular da Glória nº 223: mudanças entre as edições
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Edição atual tal como às 17h00min de 25 de fevereiro de 2026
Data: 17/12/1876
Orador: José Martins da Cruz Jobim
Título: História de Portugal IV
Aviso, íntegra ou resumo: Resumo
Texto na íntegra
“Teve lugar domingo a conferência nº 223, no edifício das escolas públicas da freguesia da Glória, continuando seu proveitoso estudo sobre a história de Portugal o ilustrado José Martins da Cruz Jobim, em presença de numeroso auditório. Disse:
Na reunião passada, ocupando-se dos fatos históricos do reinado de D. Diniz, deixamos de mencionar o fato que nos pareceu melhor expor separadamente, isto é, a criação de uma universidade em Portugal. Havia nessa época a maior ignorância no país; no fim do 12º século não só em Portugal, como em quase toda a Europa, parecia ainda acreditar-se que o obscurantismo era mais útil aos povos do que a instrução; a classe sacerdotal tinha adquirido uma influencia imensa desde a invasão dos bárbaros, e o único país onde alguma luz brilhava era a Irlanda, mas essa luz quase só se via nos padres e nos conventos; de lá saiu um homem assaz ilustrado que guiou Carlos Magno na criação de uma universidade, situada mesmo no interior do seu palácio; e depois que lhe sucederam os filhos, cada um com seu quinhão no império por ele mesmo criado e estrangulado, desapareceu de novo quase toda a instrução dos povos e para concentrar-se outra vez nos padres e nos conventos; mas a instrução desta classe era bem mesquinha, havia um numero excessivo de padres e de frades, porém muitos apenas sabiam ler mal o latim, sem o entenderem; procurava-se avultar o número deles, sem cuidar na sua instrução.
Os bispos, segundo um escritor, que escreveu uma obra intitulada A Igreja e a Escravidão, preferiam ordenar os escravos, porque era uma milicia mais submissa ao seu serviço; e os sacerdotes, que escreviam a hsitória nesse tempo não falavam senão de milagres, de embelicos e maravilhas; queriam levar os povos por um terror, que somente eles eram capazes de remediar e desvanecer, donde resultava, que em lugar de instruírem, cada vez submergiam mais os povos nas trevas, nas superstições e em uma credulidade estúpida.
Nem sabemos se esta propensão deles acha-se totalmente desvanecida hoje no século em que vivemos, quando observamos entre nós pelo menos que o povo bem pouco aproveita com o modo por que é praticada a religião católica: ele não vê senão festas, misticismos, repiques de sinos, sendo mero espectador sem tomar parte alguma nos atos religiosos; e nos sermões não ouve senão panegírico, milagres de santos e santas, fatos todos mal averiguados e fabulosos, que repugnam à razão humana e que em nada adiantam a moral pública.
Assim, não é ao bem publico que se atende, mas à consideração e importância da classe sacerdotal, que naqueles tempos, influía sobretudo em pura perda dos povos; era assim que um rei não podia prover à construção do seu povo, sem licença do chefe da religião. D. Diniz foi obrigado a pedir ao papa permissão para criar uma universidade no seu país. Foi concedida a graça pedida com certas condições.
Na bula se estabelecia:
1º Que o povo de Lisboa respeitasse os estudantes e os professores;
2º Que certos e determinados conventos contribuíssem para sustentação da universidade;
3º Que os estudantes e os lentes não fossem sujeitos às justiças ordinárias, mas unicamente aos tribunais eclesiásticos;
4º Que os estudantes nomeassem dois sacerdotes da sua confiança, que poriam aposentadoria nas casas em que deviam morar os estudantes, e combinar com os proprietários sobre o preço do aluguel;
5º Que o bispo de Lisboa fosse o único competente para dar os títulos de licenciados aos que fossem aprovados;
6º Que os estudantes usassem de vestes talares.
Os termos usados eram todos eclesiásticos, e algumas destas disposições ainda hoje permanecem. Por toda a parte os diversos ramos, de que se compõe uma universidade, chamam-se escolas ou faculdades; considerados em relação ao ensino são escolas, em relação ao direito de darem títulos, ou da administração, são faculdades; mas entre nós é por uma expressão eclesiásticas, que se designam essas reuniões, que chamam-se congregações; uma reunião de escola ou faculdade de direito é uma congregação, o mesmo a respeito da escola militar e de marinha, todas são congregações.
Até pareceu-nos ter-se já querido excluir a palavra escola como se fosse somente própria do ensino primário, quando a palavra grega aplicável a qualquer ensino, escholé, escholés, que corresponde a nossa expressão fazer, e loisir dos franceses, isto é, tempo livre, porque só pode estudar quem esteja livre das necessidades da vida, livre de qualquer trabalho para viver, a fim de somente ocupar-se do trabalho intelectual.
A universidade criada por D. Diniz, e não sabemos com que direito aprovada e regulada pelo papa, foi alguns anos depois transferida para Coimbra; assim flutuou da incerteza de qual seja o melhoramento para essas instituições, se nas grandes cidades, como são as capitais, ou se em lugares de pouca frequência, e de poucas distrações. Hoje está reconhecido, que se nas capitais há muitas distrações, também há aí mais meios de instrução e de civilização, e por causa deles, que menos capricham por aprender, não se devem privar os bons estudantes dos meios de ilustração que somente as capitais podem oferecer.
Atenda-se ao procedimento externo dos estudantes, como se faz na Alemanha e na Inglaterra, de modo a serem aprovados tanto pelo seu saber, como também pelo seu bom procedimento na vida social. Entre nós é de regra dizer-se nada termos com o procedimento externo dos estudantes, como se o simples saber unido a um mal procedimento não fosse mais nocivo do que útil à sociedade; é bem necessário o estudo moral nas escolas, como sucede nas escolas da Inglaterra, onde há um compendio de moral, como é de William Palay, que todos estudam e com o que mais se aprende do que com festas e pantomimas. Nós também acreditamos que a atmosfera era dos colégios deve ser religiosa, porém de uma religião que mais se ocupe da moral do que de contos fabulosos e de superstições.
No tempo de D. Diniz deu-se um grave acontecimento, que muito afligiu aquele rei: quando seu filho D. Affonso começou a promover uma revolta contra seu pai por causa de Affonso Sanches, filho natural e predileto deste rei, mandou o papa, talvez a pedido do mesmo rei, uma bula determinando ao bispo de Evora, que empregasse todos os meios persuasivos para afastar o povo dessa revolta; o bispo assim fez e quando menos supunha, entraram-lhe em casa vários assassinos, e mataram-no a punhaladas. Este fato tanto o incomodou que mais depressa o levou à sepultura.
Sucedendo-lhe seu filho Affonso IV, grandes sucessos se deram na Espanha que o levaram a tomar parte neles; foi o primeiro que, tendo casado sua filha D. Maria com Affonso XI, este rei a desprezava para viver em relações com uma fidalga, D. Leonor Lopes de Gusmão, que desdenhava e maltratava a rainha. Retirou-se ela do paço e, queixando-se ao pai, deu isso motivo a ligeira guerra, que ocasionou recíprocos estragos, entrando na Galiza uma força de D. Affonso de Portugal e outra do rei de Castella no Algarve; mas bem depressa se viram ambos os reis obrigados a reconciliarem-se á vista da atitude dos mouros de Granada, único reino que ainda lhes restava.
Provocados os agarenos por dois príncipes cristãos,reagiram e mataram os dois príncipes; depois, contando com a vingança dos cristãos, pediu o rei de Granada socorro ao Emir de Marrocos; este julgou a ocasião azada para reconquistar de niovo a Espanha toda, como na invasão de Tarico. Preparou um grande exercito, desembarcou em Gibraltar e marchou para a Andaluzia, onde estava Granada; o rei de Castella conciliou-se com sua mulher, filha de Affonso IV e pediu-lhe que fosse a Portugal pedir-lhe auxilio, porque o perigo era de todos. Camões põe na boca da rainha estas palavras:
Acode e corre pai, que se não corres,
Não achas mais a que socorrer.
O rei de Portugal dizem que aprontou o maior exército que pode, de 25.000 homens de infantaria, e 6.000 de cavalaria. Com ele encaminhou-se para a Andaluzia. Passando no Alentejo pelo convento de Marmelar; aí apresentou-se o prior com um estandarte que trazia pendente um pedaço de Santo lenho, o que deu muita fé e confiança de vitória aos portugueses. Atravessando a Guadiana, encontraram-se logo os dois reis e os dois exércitos; o rei de Castella rendeu mil graças a seu sogro, e marcharam para o inimigo. Nas proximidades subiram a um serro denominado Pedra del Ciervo, e quando avistaram daí o acampamento inimigo, quase perderam o ânimo, tamanha era a sua extensão, mas reconheceram que grande parte era ocupada por mulheres e crianças que o Emir tinha trazido para povoar de novo a esperada conquista; aproximaram-se os dois exércitos, mas por tácito acordo guardaram-se para o dia seguinte, metendo-se de permeio o rio Salado, que não é caudal; toda a noite levaram os cristãos a se confessarem, e os agarenos a ouvirem os seus alfaquis pregar a guerra santa, prometendo o 7º céu de Mafoma aos que morressem no combate. No dia seguinte soaram as trombetas ao amanhecer, e as mães, diz Camões:
Que som terrível escrutavam;
Os filhinhos aos peitos apertavam.
Marcharam adiante os portugueses com os seus freires de Cristo, de Aviz, de Santiago, e os hospitalários na frente; seguiram-se os espanhóis com um estandarte, que trazia pendurada uma bula do papa, que dava absolvição aos que morressem nesse combate santo. Depois de muito batalhar, quando ainda era duvidosa a vitória, apareceu a guarnição de Cadiz, que estando ocupada pelos cristãos, os mouros que a sitiavam tinham vindo reunir-se aos seus, o que também fizeram os sitiados, e este reforço, que não era pequeno, desanimou muito o inimigo, que começou a recuar até perder de todo a batalha.
Na divisão dos despojos o rei de Portugal, que aí adquiriu o título de bravo, contentou-se somente com uma cimitarra, que tinha o cabo cravejado de diamantes, e com um príncipe mouro que tinha sido aprisionado pelos portugueses.
Voltou para Portugal, e então sucedeu o caso de Ignez de Castro, e a guerra civil de seu filho; assim o castigava com ela a Providência Divina, pelo que ele também tinha feito a seu pai. Pouco tempo viveu depois destes sucessos aquele rei, que mandou o seu grande nome com este covarde assassinato de uma infeliz dama, só por ter sujeito o coração a quem soube vencê-la, como diz Camões.
Sucedeu-lhe seu filho D. Pedro I, que, apesar do tratado de paz com seu pai, por intercessão de Santa Isabel, no qual obrigou-se a perdoar aos assassinos de Ignez, foi essa vingança o que logo o ocupou, por meio de um tratado de extradição recíproca com Pedro Cruel de Espanha; depois na presença de um bispo declarou que se tinha casado com Ignez, de cujo casamento foi celebrante esse bispo; fez desenterrar o cadáver, cuja mão já desfeita no fim de mais de dois anos de sepultura, toda a corte beijou.
Foi este rei um dos mais populares de Portugal; toda a sua vida foi dominado por um frenesi de vingança, e o maior perseguidor dos assassinos e dos ladrões; simplificou os processos para que os castigos se seguissem logo aos delitos, e como justiceiro, título que lhe dava o povo, há dele várias anedotas, que abonam os seus nobres sentimentos. Alguns destes fatos foram referidos pelo orador, mostrando que nunca em Portugal se gozou de tanta segurança e tranquilidade.
Passou depois o orador a tratar do reinado de D. Fernando, filho de D. Constança, que teve de D. Pedro este único filho varão, tendo tido D. Pedro quatro de D. Ignez, três meninos, dos quais morreram um de menor idade e uma menina; também teve D. Pedro um filho de uma judia galega, de condições nobre, chamada Thereza Lourenço, este foi aos 11 anos nomeado grão-mestre de Aviz e era mais conhecido por esse título do que de D. João.
Foi este quem sucedeu a D. Fernando, seu irmão consanguíneo. No reinado deste rei muitos acontecimentos se deram, que o orador os resumiu do seguinte modo: era ele muito volúvel e inconstante, de costumes depravados; desacreditou e desgraçou sua própria irmã, filha de Ignez; o interior do palácio era um lupanar, que Fernão Lopes, escritor desse tempo, diz que nunca se tinha visto nessa habitação de tantas virtudes anteriormente, tamanha desmoralização; ajustou casamento sucessivamente com duas princesas, uma de Aragão e outra de Castella, e logo depois mandou dizer que não as queria mais.
Havi ano paço uma senhora viúva muito distinta, que sabia dar-se a respeito e era por todos muito respeitada. Tinha ela uma irmã de nome Leonor Telles de Menezes, que além de formosa era espirituosa e muito astuta; indo visitar D. Maria, viu-a El-rei que logo agradou-se dela e disse á irmã que queria casar-se com ela, mas isso era impossível porque ela era casada com João Lourenço da Cunha, fidalgo de grande representação.
- Isto não quer dizer nada, desmancha-se esse casamento, disse o rei; vocês são parentes, mas ele não se casou sem as necessárias dispensas. Replicou D. Maria: - E eu, senhor, não posso meter-me nisso, entenda-se com meu tio, que é quem a tem protegido sempre.
O rei fez logo esse tio conde de Barcellos, e ele encarregou-se de arranjar tudo como bom cortesão que era sempre pronto para condescender com o rei.
Teve lugar o casamento no interior do paço muito a capucho, mas o povo, sabendo reuniu-se em grande número defronte do palácio, capitaneado por um alfaiate, chamado Fernão Vasques.
Tanto gritaram descompondo e injuciando D. Leonor, e procurando dissuadir o rei de semelhante casamento que rebaixava a dignidade real, e aí figurava como orador ou propoedor, como diziam, o referido alfaiate; o rei negou que houvesse tal casamento, e pediu-lhe que se retirassem, e que no dia seguinte riria faltar-lhes no convento de S. Domingos; mas logo bem cedo, no dia seguinte, retirou-se a cavalo com a rainha para Santarém, e recomendou que fosse enforcados os motores daquela assuada.
De Santarém para a baia de Lessa onde tinha uma casa de campo. Aí fez comparecer muita gente para comprimento e reconhecimento da rainha. O primeiro a beijar-lhe a mão foi D. João, filho mais velho de Ignez de Castro, o segundo D. Diniz, que não quis beijar, o rei dirigiu-se a ele, e perguntou-lhe por que não tinha beijado a mão da rainha. O moço, altivo como era, respondeu-lhe que era ela quem devia beijar-lhe a mão, porque ele era filho de um rei, e que ela era uma mulher revesse, de baixa extração, uma adultera; o rei puxou pelo espadim, e o teria matado, se não tivesse sido contigo por alguns fidalgos que o cercavam.
O moço com medo do caráter vingativo da rainha fugiu para Espanha. O outro irmão deu-lhe para requestar D. Maria, e querer abusar das suas virtudes; ela, depois de muito resistir, deu-lhe rendez-vous uma noite em sua casa; quando entrou o príncipe muito contente, achou a casa toda iluminada, um oratório na sala, e um leito muito enfeitado na alcova; foi logo segurando D. Maria para leva-la a alcova, mas ela gritou repreendendo-o em altas vozes, que aquele não era o modo de proceder um homem nobre, de um cavalheiro honrado, que se queria casar-se não punha dúvida, mas abusar dela, não o conseguiria. Este conflito e os gritos da dama fizeram vir para a sala a gente, que ela tinha interior; entre essa gente estava um bispo, que dirigiu-se logo ao príncipe repreendendo-o e dizendo-lhe que ele ali estava para o casar, e ele, como um animal concupiscente, aceitou logo, o que logo também havia de reprovar pelo seu orgulho. Depois do casamento fez uma retirada, e voltando foi procurar a rainha; teve com ela uma longa conversa intrigando sua irmã, de quem ela não gostava, como também não gostava do príncipe, nem de quem lhe pudesse fazer sombra. Nesta ocasião trouxe alguém a D. João um bonito punhal, que lhe deu de presente na presença da rainha; ele entendeu o que isto significava e foi logo daí para casa em horas mortas; achando D. Maria, sua mulher, dormindo com a porta da alcova fechada, meteu-lhe os ombros e encontrou a senhora, que se tinha levantado assustada, coberta apenas com a colcha da cama por decência. Deu-lhe tal puxão pelos cabelos, que atirou-a no chão sobre o ventre, toda descomposta; imediatamente cravou-lhe muitas punhaladas sobre as costas e ela só disse: - Virgem Nossa Senhora, valei-me, que mal te fiz eu? – e expirou logo.
O rei mandou logo prendê-lo, e a rainha com lagrimas de crocodilo mostrou-se muito sentida, mas depois pediu ao rei que mandasse soltar ao príncipe, porque já sabia, que razão teve ele para perder a razão. Solto o príncipe, foi tal a indignação em que caiu, que julgou melhor retirar-se da Espanha, o que muito estimou a rainha. Ele assim fez como o Imperador Constantino em Roma, que depois de ter afogado a mulher em um banho, retirou-se para Bizâncio, odiado e perseguido pela voz publica, e lá fez-se um santo convocando o concilio de Éfeso, em que fez estabelecer a pena de morte contra os Arianistas; ao menos não figura dentro da igreja de S. Pedro de Roma, mas no perlstylo, defronte de Carlos Magno.
O orador continuou por mais de uma honra, e no fim foi muito aplaudido ao concluir a história deste reinado”.
Localização
- Diário do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 20 dez. 1876. Anno 59, n. 342, p.3 (resumo). Capturado em 26 jan. 2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/094170_02/35364
Ficha técnica
- Pesquisa: Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca, Yolanda Lopes de Melo da Silva.
- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.
Forma de citação
Conferência Popular da Glória nº 223. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 26 fev.. 2026. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=805
Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – (http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)