Conferência Popular da Glória nº 179

De Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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Data: 04/06/1876

Orador: Manoel Francisco Correia

Título: A educação na família e na escola

Aviso, íntegra ou resumo: Íntegra

Texto na íntegra

“Durante a semana que terminou tive sempre o tempo ocupado com o desempenho de comissões do serviço público, e não me foi possível metodizar as ideias com que vou entreter a vossa atenção, que, contra meu desejo e mintas intenções, sou muitas vezes forçado a fatigar, tendo, como agora de ocupar inopinadamente esta tribuna. Mas estou tão acostumado com a vossa generosa benevolência, que me persuado fora ingratidão o invocá-la n'este momento.

Vamos hoje ocupar-nos com a criança, essa obra prima do Criador. Tomemo-la ao abrir á luz os olhos surpreendidos, no começo da travessia da existência, que tem de um lado o campo vastíssimo do passado e do outro o oceano incomensurável do futuro.

E um menino? Vede que ou ele nasça sob a purpura real, ou n'uma cidade pouco frequentada de alguma pequena ilha, pode vir a chamar-se Alexandre Magno ou Napoleão I, e possuir o talento prodigioso das guerras assombrosas.

Mas, ou apareça envolto nas alcatifas de rica habitação, ou abrigado por modesto teto, ele pode tornar-se, e aqui muitos nomes açodem à lembrança, um estadista eminente, um patriota esclarecido, um sábio consumado, um artista insigne ou um industrial prestimoso.

E uma menina. Vede que ela pode ter de sentar-se n'um trono.... não digo, senhores, na cadeira da presidência de uma república, porque os republicanos não têm, como os monarquistas, a mesma predileção pelo belo sexo.

Desenvolvendo-se, ela pode vir a ser tão notável nas letras* como M™ de Stael; ou tão celebre poetisa como Sapho; pôde inspirar-se nos Ímpetos do sentimento patriótico, e, como Judith, decepar a cabeça de Holophernes, general que, por ordem do rei da Assíria Nabucodonosor I, invadira a sua pátria; ou, como Carlota Corday, livrar a França da terrível opressão de Marat, assassinando-o.

Mas, senhores, seja-me lícito confessar que não gosto de ver tintas de sangue mãos que a Providência destinou para arrancar vítimas à morte.

Quisera antes que, por maternal desvelo, elas merecessem estatuas como a que o povo romano ergueu á filha de Scipião Africano, à ilustre Cornelia, a mãe dos Grachos!

Em todo o caso, o menino tem de desempenhar as melindrosas funções de pai, e os deveres de cidadão, e á menina cabe no futuro o papel respeitável da mãe de família.

Que de cuidados, pois, não deve merecer a educação de ambos!? Sei que às vezes, infelizmente, na criança que observamos podem encerrar-se os instintos do crime; mas ainda isto indica quanto se deve cuidar detidamente da educação, como o meio com que podem ser modificadas essas fatais disposições.

Devo aqui palavras de pesar aos infelizes privados, desde os primeiros dias, dos auxílios e das caricias que outros prodigamente recebem no lar doméstico. Eles engrossam, pela força das coisas, a classe desgraçada dos meninos das ruas, que são o trabalho e o cuidado dos estadistas e dos filantropos. Arredados, pela mão da fatalidade, dos bens que a família traz são dignos da maior solicitude.

Seu entendimento e seu coração não desabrocham aos raios acalentadores do amor paterno e do amor materno, e falta-lhes a doce vigilância da primeira educação que Deus entregou aos pais, interessando também nela a sociedade.

Se não é lícito ao pai abandonar o filho, entregando a outrem o cuidado de alimentá-lo, não lhe é igualmente permitido esquivar-se a obrigação de o educar. Seu empenho deve ser preparar-lhe a inteligência para as ideias sólidas e justas, e o coração para os elevados e nobres sentimentos.

Se a família deve velar sobre o menino que a ela pertence, o Estado, que n'ele vê um de seus membros, não pôde, sem o esquecimento de deveres imperiosos para com a geração futura, de que tanto depende a sua prosperidade, ter em pouca conta a superintendência que lhe cabe exercer sobre a educação.

O que queremos fazer do menino? Um chefe de família respeitável e um cidadão útil. Como consegui-lo?

N'este empenho devem trabalhar conjuntamente a família e o Estado.

Sobre a influência benéfica da família, um escritor francês, Theodoro Barrau, em sua obra O papel da família na educação, que mereceu o primeiro prêmio no concurso aberto pela academia de ciências morais e políticas, escreveu palavras que reputo dignas de serem repetidas em vossa presença:

“Quiz a providência que o menino se educasse pelos cuida dos combinados do pai e da mãe. Se somente o pai pôde imprimir às qualidades do adolescente a energia que constitui seu principal mérito, só a mãe pode temperá-las com a doçura que lhes dá encanto. Se o pai sabe impor prescrições e faze-as observar, é sobretudo a mãe que sabe fazê-las prezar.

“Uma coisa é impor ao mancebo nossa vontade, e outra fazer nascer n'ele uma vontade acorde com a nossa; n'isto está a excelência da mulher. Somente elas têm lagrimas omnipotentes que, caindo sobre o coração, abalão a mais altiva coragem, e extinguem a mais ardente cólera”.

Para mim a principal regra de educação doméstica consiste em distinguirem os pais atentamente os atos que podem ser gérmen de más qualidades ou de sentimentos menos dignos, d'aqueles que são próprios da idade, que não há receio de que se repitam no futuro. Os primeiros devem ser extirpados por meio de cautelosos e assíduos esforços. Com os outros devem os pais ter paciência: o tempo apaga as travessuras. Quantas amofinações poupam às crianças os que são pacientes! Não se deve confundir o que é cômodo para nós com o que pode ser prejudicial à carreira do filho, e acarretar-lhe na vida desgostos e amarguras.

Passada a primeira infância, aparece, ao lado da família, a escola, o professor, intervindo na educação.

Como se facilita o trabalho da escola, a primeira sociedade que o menino encontra ao deixar o lar doméstico, se ele fôr preparado na família com a conveniente direção, que ao mesmo tempo fortalece-lhe o espírito e encaminha-lhe a alma para o bem!?

Será ainda preciso que eu descreva quanto vale a escola, quanto importa procurar professores aptos para o profícuo desempenho de sua laboriosa e benéfica missão?

Longe vai o tempo em que se acreditava com Richelieu que não se devia combater a ignorância porque o povo ignorante é mais fácil de governar. As revoluções sucessivas da França, diz um escritor, dão testemunho em contrário. Ao povo ignorante está hoje reservada a mais triste existência.

Ha mais de quarenta anos lord Brougham dizia: o arbitro do mundo não é mais o canhão, é o professor.

Pretendia ele dizer que tinha cessado o império da força, e que a razão dominando regulava por seus preceitos as relações dos Estados, e as dos membros da mesma sociedade? Não; desgraçadamente a condição humana é tão contingente que para o orgulho não nos entumecer o coração, desenrola-se alternadamente a nossos olhos o contraste dos grandes atos e das pequenas misérias! Não; lord Brougham queria dizer que o povo mais instruído é aquele que possui os melhores canhões, e que assim como pode predominar, pela superioridade da inteligência, na região alterosa das ideias, também pode fazer respeitar pela força seus direitos e seus brios, se desgraçadamente for isso necessário.

O que devemos procurar na escola. Quais os elementos de que ela necessita para poder convenientemente preencher o seu fim? São precisos dois elementos - o pessoal e o material.

O principal representante do magistério primário é o professor. Quereis saber o que ele vale em relação aos destinos da sociedade? Vou dizer o que encontrareis na obra notável de Maxime du Camp.

“Qual é o vosso melhor general? perguntou-se a uma alta personagem de Berlim depois da campanha, que tão bruscamente terminou em Sadowa. Respondeu: o general mestre escola! Desde 1866 que não se tem cessado de repetir em França estas palavras, mas, ao que parece, sem se compreender a grande lição que encerram. O que seguramente se quiz dizer pi que o futuro pertence ao povo mais instruído, porque a submissão às leis, o sentimento do dever, a abnegação, são frutos naturais da instrução. Se chegarmos a combater a ignorância, a prossegui-la passo a passo, a expeli-la dos refúgios em que vai ocultar-se sob toda a sorte de pretextos; se conseguirmos dar aos meninos das classes laboriosas noções simples, justas e fortes; se pudermos fazer nascer na classe média o gosto pelos estudos sérios, o desprezo das frivolidades, teremos salvo o país, e poderemos talvez entrar em um período de vitalidade nova. O estado atual aflige aqueles que encaram o futuro com prudência e sem ilusão. Há perigo na demora; é tempo de nos apressarmos”.

Com referência ao estado da instrução entre nós, e aos melhoramentos que reclama, eu também digo: é tempo de nos apressarmos. Se dormirmos o sono da indolência outros povos da América do Sul nos tomarão a dianteira; e, em todo caso, progrediremos com muita lentidão.

Dos elementos que eu há pouco indicava quais os que temos? Onde estão os professores devidamente preparados em instituições próprias? Há alguns que, pelo esforço do seu trabalho, conseguirão reunir as habilitações indispensáveis. Mas não é esta a regra, talvez porque o professor primário, apesar da importância de sua missão, não é devidamente retribuído. Este mal não se dá somente no Brasil; Maxime du Camp formulou queixa a este respeito quanto à França, e o Dr. Kummer na História da instrução publica no Cantão de Berne manifestou-se também em termos sentidos sobre a sorte dos professores suíços. Atribuo o facto à necessidade que há de grande número de professores primários. Qualquer aumento de vencimentos pesa de modo sensível sobre o orçamento, e provavelmente isto contribui para que eles não sejam atendidos, como aliás convém.

O que direi acerca dos alunos, a parte mais interessante do pessoal das escolas? Vão à escola todos os que a devem frequentar? Os que se matriculam são assíduos? Os dados estatísticos não oferecem resultados consoladores; as nossas escolas são pouco frequentadas, e nem sempre os alunos têm a precisa assiduidade.

Quanto ao material, quem não vê o que são ainda entre nós os edifícios das escolas? Entretanto edifícios especiais são de primeira necessidade para o bom regímen das escolas e para se colherem todos os frutos que d'elas devem provir.

O distinto escritor, de quem já falei, o Dr. Kummer, lamenta que no Cantão de Berne, onde então existiam duzentos e cinquenta escolas, quarenta circunscrições escolares não tivessem casas especiais para elas.

Ao ler a manifestação do seu pesar por este facto que tanto o preocupava, disse comigo: escrevestes para encher-nos de mágoa, vosso pesar é causa de nossa maior tristeza; tinheis, quando as vossas escolas se elevavam ao número de duzentos e cinquenta, duzentos e dez edifícios especiais para elas, e ainda lamentáveis que quarenta não estivessem em idênticas condições!

Comparemos a nossa com a vossa situação.

Todos os edifícios públicos, destinados no Brasil inteiro a escolas primarias, não passão de cinquenta e sete. Muitas províncias não possuem um só.

Existem: em Goiás 9, no Maranhão e em Minas Gerais 8, no Município da Corte, em Santa-Catharina e em Mato Grosso 4, no Amazonas, em Sergipe, no Rio-Grande do Norte, no Rio de Janeiro 3, no Pará, no Espírito-Santo e na Paraíba 2, em Alagoas e no Ceará 1. Ha alguns, poucos, em construção.

Acaso estes cinquenta e sete edifícios públicos destinados a escolas são aqueles estabelecimentos especiais cuja falta, em pequeno número, sente tão profundamente o ilustre escritor suíço?

Infelizmente o que consta é que d'esses edifícios somente cinco foram especialmente construídos para escolas. E certo, porém, que os regulamentos de instrução expedidos pelos governos provinciais dizem, quase sem discrepância, que as escolas devem estar em casas apropriadas.

O regulamento da instrução pública do município da Corte, de 17 de Fevereiro de 1854, querendo poupar uma triste confissão, serviu-se de expressões que não deixam ver nuamente a verdade. No art. 55 lê-se:

“O governo designará casas no centro dos distritos com as precisas acomodações para as escolas Onde não houver edifícios os mandará construir, alugando provisoriamente edifícios particulares”.

Em 1854 não havia uma só casa expressamente construída para escola primaria. Entretanto mal se cogita na criação de uma universidade, de uma academia, de uma faculdade, procura-se o edifício em que deve funcionar. Quer-se fundar uma prisão, um estaleiro, uma fábrica, um estabelecimento industrial de certa ordem, o que primeiro se busca é o local apropriado. Para escola primaria qualquer edifício serve! D'aí os graves inconvenientes de que somos todos testemunhas. Tratando das prisões, a constituição recomenda que sejam limpas e bem arejadas. Estarão n'estas condições todas as nossas escolas?

Em ama memória que a academia de ciências morais e políticas julgou digna de menção honrosa, Cochin escreveu, a propósito do ensino: “é desolador que, n'este grave assunto, pouco reste que dizer e muito que fazer”.

Entre nós, com pesar o recordo, está quase tudo por fazer, e ainda há muito que dizer para que nossos compatriotas se compenetrem de que, para promover eficazmente o engrandecimento nacional, convém que imitemos o louvável exemplo que nos dão os povos cultos no constante empenho com que curam da educação pública.

Sem boa vontade faltará o indispensável concurso particular, e sem perseverantes esforços não chegaremos a dispor da quantia precisa para o vigoroso desenvolvimento da instrução popular.

Sei que na própria França sente-se que a instrução não pode desenvolver-se convenientemente por falta de meios pecuniários.

Maxime du Camp diz:

“Reunindo todos os recursos que as comunas votam, os gue os departamentos não ousam recusar, e os que o ministério da instrução pública está autorizado para despender, teremos para toda a França despesa inferior a 60 milhões. O Estado de Nova-York, com uma população de 4.382.759 habitantes, concedeu 50 milhões para o ensino em 1870”.

O que isto mostra é que ainda a povos ilustres não é dado vencer as dificuldades ingentes que obstam ao conseguimento importantes melhoramentos públicos, como é a difusão do ensino que se traduz em progresso e civilização, e leva seu alento vivificador a todos os ramos da atividade humana.

O que isto mostra é que, para conseguir um grande fim, são necessários consideráveis sacrifícios. Não se levantam vastos edifícios sem abundantes materiais. Não se acumulam cabedais limpos sem excessivo trabalho.

Mas porque é difícil a obtenção do fim, não devemos procurar alcançá-lo! O desanimo é o forte apoio da esterilidade e a esterilidade é o primeiro passo para a decadência. Quanto mais duradouro o desanimo, maior o torpor, e mais embaraçoso torna-se o vencê-lo.

O ilustre escritor francês, a quem acabo de referir-me, deleita o espirito, abre o coração diante da animadora excepção que oferece a cidade de Paris.

“Juntando, diz ele, os recursos ordinários e extraordinários, municipais e departamentais, votados para o ensino e generosamente oferecidos pela cidade, chega-se à imponente soma de 30 milhões”.

Eu procuro em vão em nosso país uma excepção para consolo.

Quanto aos utensílios de que muito carecem as escolas, poucas são entre nós as que possuem os que devem ter. A satisfação d'esta necessidade depende essencialmente da existência de edifícios próprios para escolas. Dizendo que não possuímos estes edifícios, temos dito que muito nos falta para prepara devidamente o interior das escolas.

Cumpre ainda ter em atenção nas escolas o regime disciplinar. O que se pretende do menino? Que como particular e como cidadão trilhe o caminho do dever e da virtude, O que se pretende da menina? Que seja o anjo velador do lar, a carinhosa promotora da educação na família. Pois o regímen disciplinar da escola deve ser o mais acomodado para que no menino forme-se o homem de bem, e na menina a matrona exemplar. Qual o que melhor pôde conduzir ao almejado fim? Será o bárbaro sistema da intimidação que arranca ao menino o sentimento do brio? O que se deve esperar do aluno sempre aterrado diante dos castigos, obrigado a dissimulação, delator dos colegas, sobressaltado, aflito, perplexo, não conhecendo outra justiça senão o capricho do mestre, levado aos acometimentos brutais pela fraqueza da vítima impotente para resistir?

Que papel se lhe prepara, e o que virá a ser da sociedade, se forem mantidos e persistirem castigos que aviltam a personalidade humana?

O verdadeiro sistema disciplinar repousa em as nobres aspirações da alma, tira força dos sentimentos elevados, atua principalmente pelas recompensas à aplicação e ao bom procedimento, é antes indulgente que severo, procura cimentar a respeitosa confiança do discípulo para com o mestre, e esforça-se por dar a escola não o aspecto sombrio e enregelado que vem da opressão e do terror, mas o movimento animado e festivo que acompanha a ingênua alegria das crianças.

O verdadeiro sistema disciplinar nas escolas assenta sobre a emulação.

Dizem os escritores de pedagogia que os meninos são mui fáceis de levar pelas palavras de louvor que partem da boca dos mestres. Cabe talvez aqui a observação de que os próprios velhos não escapam à sedução das palavras lisonjeiras e melífluas.

Os castigos devem, em geral, ser reservados para os casos extremos, e os corporais inteiramente banidos, cessando na prática como já desapareceram na legislação, e acabando o escândalo de estar o facto em contradição com a lei. O castigo corporal, abolido nos quartéis, é uma mancha nas escolas. Incompatível com o sentimento de dignidade, se faz com que o menino curve a cabeça á força, revolta-lhe a consciência. Na alternativa entre o castigo e a expulsão da escola, prefiro esta.

Folgo de poder apoiar a minha opinião na autoridade de escritor de tanto critério como Daligault.

No Curso prático de pedagogia escreveu ele:

“Os castigos corporais, restos da antiga barbaria, não pertencem mais ao nosso século. Infligidos sem tento, podem  ser causa de acidentes físicos mais ou menos graves, e em todo caso degradam ao homem, nivelando-o de alguma sorte ao bruto, e são tão indignos do mestre que os aplica, como do discípulo que os sofre.

“Tais punições produzem ordinariamente efeito contrário ao que se pretende. Destinadas a impelir os meninos para o bem dele os afastam, e os desgostão. Fazendo-os tremer constantemente, os habituam a não conhecerem outro móvel senão o temor servil”.

Sabeis, senhores, que este movei é um dos mais baixos que podem dirigir o homem.

Ura profundo pensador inglês, Locke, disse também:

“Para corrigir meninos nada há mais impróprio que pancadas, castigo que inspira-lhes natural aversão a coisas que aliás ó professor deve esforçar-se por fazer amar. Nada comezinho do que ver os meninos odiarem logo certas coisas desde que a elas são constrangidos por meio de pancadas”.

Deu a hora; sou forçado a terminar, e o farei em poucas palavras.

O que tenho dito deve trazer a convicção de que muito importa: 1º, fundar a família em bases tão sólidas da moral e do direito, que possa satisfazer condignamente a tarefa da educação da prole; 2º, organizar a escola de modo que desempenhe o duplo encargo de fortalecer no espírito dos alunos as boas ideias e de arraigar-lhes no coração os sentimentos puros, habilitando-os para, na idade madura, abrilhantarem a sociedade.

Trabalhemos n’um e n'outro sentido, e este serviço glorioso para o século em que vivemos, será do maior alcance para o bem estar de nossa pátria”.

Localização

- Conferências Populares, Rio de Janeiro, nº6, jun. 1876, p. 03-13. (na integra). Capturado em 10 dez. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/600

Ficha técnica

- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca. 

Forma de citação

Conferência Popular da Glória nº 179. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 2 fev.. 2026. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=761

 


Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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