Conferência Popular da Glória nº 207

De Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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Data: 15/10/1876

Orador: Manoel Francisco Correia

Título: Educação das crianças das ruas

Aviso, íntegra ou resumo: Íntegra

Texto na íntegra

“Antes de tratar do objeto especial da conferência, desejo ocupar-me com dois fatos, que, sem serem estranhos aos assuntos com que aqui nos entretemos, depõem grandemente a favor da nossa civilização.

O primeiro é a referência que Laveleye faz ao Brasil, como um dos Estados da América, em que se cuida com empenho no desenvolvimento da instrução pública.

E honrosa esta referência porque, em verdade, dizer que um Estado ocupa-se assiduamente com o desenvolvimento da instrução, é dizer que ele caminha, com segurança, para o conseguimento de seus destinos, mormente tratando-se de um país livre, pois que nos devemos sempre recordar das palavras de Washington: “sufrágio é uma arma perigosa nas mãos de um. povo ignorante”.

O segundo facto é o de, só este ano, ter a câmara dos deputados da França votado urgência para um projeto de lei em que se estabelece a liberdade para as conferências públicas.

Devemos vangloriar-nos, senhores, de viver em um país, em que gozamos não só nas leis, mas também na prática, da liberdade ampla das conferências, como as que aqui fazemos.

Entrando na matéria anunciada para a conferência de hoje as crianças das ruas, não devemos esperar da remota antiguidade matéria com que nos entretenhamos.

Então as nações erão inimigas; e, se bastava a desventura das armas para trazer a escravidão aos povos, não se podia esperar benevolência para as crianças em abandono.

Esse melhoramento devemo-lo ao cristianismo.

Quando, na primeira assembleia dos cristãos em Jerusalém, se deliberou, depois de porfiada discussão, que os esforços dos novos crentes se estendessem além da terra dos circuncidados; quando, em consequência d'essa resolução, partirão os apóstolos no desempenho de sua missão gloriosa, coube ao ancião coberto de cans, pobremente vestido, mas chefe dos apóstolos, a tarefa de penetrar no centro da civilização d'aquela época, em Roma, durante o império de Cláudio.

Quem prestaria atenção aquele pobre, que humildemente percorria as ruas da cidade eterna? Roma, confiando na fortaleza de suas instituições, permitiu a liberdade da discussão.

A doutrina nova fez-se ouvir pela boca de Pedro, e adquiriu prosélitos.

Formou-se a primeira sociedade cristã, e houve então alívio para os enfermos desgraçados e socorros para as crianças abandonadas...

Não importa que mais tarde Nero alumiasse a cidade com os corpos vivos de dois mil cristãos, fazendo d’eles, na frase expressiva de D. Antônio da Costa, as tochas que alumiaram o funeral do paganismo... A doutrina estava firmada, e, atravessando os tempos, produziria os resultados que hoje presenciamos.

Haverá entes mais dignos de solicitude do que as mal-aventuradas crianças, a quem tanto assenta a qualificação de bastardos da sociedade?

Tive na última conferência, ao tratar da educação na família, palavras de pesar para esses infelizes, órfãos uns, abandonados outros por pais indigentes, e outros entregues à sorte, sem conhecerem família. Constituem eles lastimável exceção; não se lhes pôde aplicar o que tive a honra de dizer acerca da educação na família. Mas por isso merecem atenção especial.

O que conseguimos, quando nos ocupamos com esses pequenos vagabundos, núcleo de futuros criminosos, empenhando-nos em arredá-los da senda que trilhão? Dois grandes fins: cada um d'esses desgraçados que se chama ao bom caminho, não deixa só de ser um elemento de desordem e perturbação para a sociedade, torna-se um cidadão prestimoso, um operário do progresso nacional.

Os meninos das ruas são dignos cia maior benevolência. Sujeitos a um destino embaraçoso pela mão da fatalidade, privados dos carinhos do lar doméstico, obrigados a procurar cedo os méis de subsistência quando suas forças ainda não se desenvolverão, quantas dificuldades os rodeiam no alvorecer da vida?! Que luta ingrata têm de sustentar contra os elementos adversos da natureza?!

As míseras meninas abandonadas, a que riscos não estão expostas! A pureza de seu coração, a delicadeza de seus sentimentos, a virtude que é a flor de sua alma, como escaparão, aos rigores, da fome, aos assaltos da enfermidade, às seduções da torpeza? Quantos exemplos não há de consciências, que se abatem ao atrito envenenado da depravação hipócrita?

Por isso a sorte das crianças sem amparo tem sempre agitado profundamente as fibras sensíveis dos corações bem formados.

As crianças das ruas são o contraste nefasto da opulência das grandes cidades. Dão elas constante cuidado aos encarregados de manter a ordem e o sossego público. Mas a ação pública da polícia é simplesmente repressiva, não remove o mal, antes pôde agravá-lo, se as crianças forem postas em contacto pernicioso com aqueles com quem lida habitualmente a autoridade policial. Podem aí receber novas instigações para permanecerem na desordenada carreira a que o futuro só reserva um fim deplorável.

Para se conseguirem resultados vantajosos e duráveis, outros são os meios.

É a grande cidade de Nova-York uma d'aquelas em que mais atenção excita, pelo número, a classe das crianças das ruas, que ainda mais avulta pela frequente emigração de famílias europeias necessitadas.

Também foi em Nova-York onde se encarou resoluta e tenazmente o problema de melhorar a condição dos meninos das ruas, tornando-os em massa, e não um ou outro isoladamente: isto não satisfaria.

Em outras cidades da Europa têm as municipalidades cuidado particular com as crianças que povoam as ruas, que dormem ao relento, que cometem pequenos delitos, que em todo o caso perturbam a ordem e o sossego públicos. Casas de trabalho, escolas industriais têm sido criadas, uma ou outra criança é para ali levada; mas, além de que os meninos n’elas se conservam em constrangimento, o remédio é insuficiente para atacar de frente, como se fez em Nova York, o antro que abriga a ignorância e a preguiça.

Quando se soube, em 1852, pelo relatório do chefe de polícia municipal o capitão Matsell, que o número das crianças nas ruas crescia extraordinariamente, e elevava-se a dez mil, número hoje triplicado, um cidadão ilustre, cujo nome não deve ser esquecido, Charles Loring Brace, que desde 1848 empregava esforços no mesmo sentido, ocupou-se com mais afinco na obra meritória que empreendera. Os resultados coroaram brilhantemente seus patrióticos e piedosos esforços.

Fundou-se em 1853 a sociedade de socorros às crianças das ruas, Children’s aid Society. Princípio querem as coisas.

Pensais, acaso, que os meninos beneficiados receberam com favor o bem que lhes queria fazer? N’eles próprios encontraram os fundadores da sociedade os primeiros opositores. Brace, um dos fundadores e dos membros mais ativos da sociedade, expõe um escrito publicado em 1872, The dangerous classes of New York, os embaraços que foi necessário vencer e os meios engenhosos empregados para se conseguir o desejado fim.

Criou-se um asilo modesto, lodging house, em uma casa abandonada por uma empresa jornalística, e convidaram-se as crianças para ali pernoitarem, mediante uma módica retribuição. Não era que a sociedade pretendesse tirar lucros; não queria senão afeiçoar os meninos das ruas ao trabalho, e arredar a ideia que se tratava d’uma escola.

As crianças das ruas, porém, afeitas a adversidade, pouco acostumadas aos benefícios desinteressados, suspeitosas, não foram fáceis em se deixar atrair; jogarão pedras às janelas da lodging-house.

Entraram por fim; a curiosidade, o desejo de novidade, os levou a frequentarem a lodging-house.

Queria-se, como é bem natural, todo o respeito aqueles frequentadores, porque era isso essencial para conseguir o propósito dá associação. Entretanto, o que fizeram alguns dos primeiros frequentadores? Um lembrou-se de cortar o tubo de gás que iluminava a sala; outro, ao despir-se, entendeu que devia atirar suas roupas para o ar, e provocar assim perturbação na casa; mas os agentes Rigorosos, encarregados de manter a disciplina no estabelecimento, fizeram com que ambos fossem pagar na rua o seu desatino. Em tal estado, e em tal hora, haviam de ser curiosas das suas reflexões acerca dos efeitos da turbulência!...

Ficaram alguns, e esses tiveram leitos com o preciso conforto; e no dia seguinte, tendo entrado na casa de banho, encontrarão todos os preparos para o asseio do corpo, e ainda uma refeição, para depois cada um seguir a sua vida ordinária; e isto por uma soma extremamente módica.

As crianças foram deixando de parte a suspeita que a princípio tiveram; e com a continuação reconheceram que que se tratava de um benefício real, e se foram naturalmente acostumando aquela ordem de cousas.

Nenhuma violência fazia a sociedade protetora. A polícia agarra os meninos, que perturbam a ordem, e os leva para um lugar de segurança. A sociedade convidava-os a virem gozar das comodidades, que lhes oferecia.

O superintendente da primeira lodging-house que se fundou na cidade de Nova York era um espírito observador e dominado por sentimentos paternais; aproveitava tudo quanto podia auxiliá-lo no proposito honroso de conseguir que a associação realizasse seus caridosos intuitos.

As classes mais distintas de Nova York começaram a interessar-se pela associação; e muitas senhoras de elevada posição caprichavam em ajudá-la.

Mas estava ainda muito por fazer; não havia escola. Recorreu-se a princípio ao sentimento de conservação pessoal estimulando as crianças à estima e benevolência reciprocas; e deve ser aqui lembrado, em honra dos sentimentos íntimos do coração, que essas crianças, que mal podem tirar para si recursos de sua indústria, auxiliam às vezes os mais necessitados, fazendo subscrições para que este possam pagar o seu débito à associação protetora, que aliás nunca exige pagamento. Se faz a cada um a sua conta particular é para libertá-lo do vexame da esmola, que nos Estados Unidos se considera um rebaixamento para aquele que recebe.

Era preciso fundar a escola; mas cumpre não esquecer que estamos em presença dos meninos desconfiados, que viveram ontem às voltas com uma série de artifícios contra os agentes da segurança pública. Podiam ver um constrangimento na condição de frequentar a escola, e isso os afastaria do bem-fazejo asilo.

Empregou-se um estratagema feliz. Quando a noite se reuniram os meninos disse-lhes o superintendente: “Um senhor precisa muito de um auxiliar para o seu escritório; era uma boa arrumação para qualquer de vós”.

Concordaram. Infelizmente, acrescentou o superintendente, ele exigiu uma condição, a de que tenha boa letra a pessoa de quem precisa; se algum está n’este caso terei muito prazer em o encaminhar... Os meninos não sabiam escrever. A tristeza apoderou-se d’eles.

Disse-lhes então o superintendente: “fundemos uma escola e desaparecerá no futuro o impedimento que agora obsta à aceitação de tão vantajosa proposta”.

Aceitaram entusiasticamente a ideia. A escola fundou se; e refere-se que alguns meninos aplicam-se tanto que deixam a ceia para estarem no estudo.

Estava vencida a grande dificuldade, que era chamá-los voluntariamente à escola.

Determinou-se que a escola seria noturna para que a frequência não os afastasse das ocupações de que tiravam recursos, —a venda de jornais, de flores, o engraxamento de botas, a varredura de ruas e corredores.

Fundada a escola, e montada com a perfeição de costume nos Estados Unidos havendo nas paredes quadros próprios em que se leem preceitos que devem estar sempre gravados na memória dos meninos, a sociedade deu um passo considerável a bem d'aqueles cuja sorte procurava melhorar.

Não esfriou, porém, o seu zelo. Recebendo contínuos auxílios levou mais longe os seus benefícios. Hoje a principal lodging-house é um edifício magnífico, que acomoda grande número de crianças.

A associação mantém atualmente: cinco asilos, e um especial para as meninas; quinze escolas noturnas; vinte e uma escolas industriais; e três gabinetes de leitura em vários pontos da cidade. N'estes gabinetes, encontrão- se livros tanto para leitura de adultos, como de meninos. Os que estão desocupados acham ali com que instruir-se ou entreter-se, assim como todos os jornais da cidade. *

E é justo lembrar que as empresas jornalísticas nunca opuseram a menor dificuldade ao desenvolvimento d'esses gabinetes de leitura, havendo mesmo certo estímulo em enviar-lhes livros e outras publicações.

Até 1872, durante vinte anos de existência, a sociedade protetora havia recolhido 108:000 meninos, e despendido sete milhões de francos. A despesa média anual foi, portanto, de 350:000 francos. Hoje está ela em posição de despender 850:000, mas os seus benefícios são maiores.

O modo porque procede tão benéfica associação, sua marcha, os serviços que lhe prestam as classes elevadas, tudo vêm referido em uma publicação feita por Simonin na Revista dos dous mundos, cuja leitura tomo a liberdade de recomendar.

Se a princípio a associação, assim empenhada em tão útil fim, encontrou opositores e invejosos, também, depois que os seus progressos foram-se tornando mais salientes, provocou imitadores.

Não existem hoje em Nova-York somente os asilos fundados pela Children’s  aid Society, há outro para os meninos de cor, que acomoda trezentos; e a sociedade de S. Vicente de Paulo fundou, para as crianças católicas, um em que são recebidas duzentas.

Nas escolas mantidas pela sociedade protetora, há 160 professores, dos quais unicamente 87 são pagos; os outros prestam seus serviços gratuitamente, e com boa vontade.

Brace, quando principiou a ocupar-se com a sorte das crianças das ruas, teve a ideia de reuni-las aos domingos em conferências, sundays meetings; mas o resultado não foi o que ele esperava. Os meninos interrompiam o orador, e sempre de modo que provocava o ridículo. Teve de abandonar este meio de moralização; mas depois que os asilos começarão a funcionar regularmente, depois que as escolas produzirão os seus benéficos efeitos, reapareceram as conferências com que hoje os meninos muito se entretêm.

Atualmente as senhoras mais ilustres de Nova-York dão-lhes jantares, convidam-nos a festas em seus jardins, e aí lhes proporcionam regalos que eles muito apreciam.

Homens abastados os conduzem em passeios pela baia principalmente em dias de festa nacional; e tudo isto concorre para que os meninos se congreguem e se disponham a prosseguir no caminho mais favorável â sociedade.

Depois que a associação pôde bem desenvolver os seus meios de ação os benefícios têm sido notáveis. A principal lodging-house de que falei foi frequentada no ano de 1873 por 7.600 crianças. As despesas do estabelecimento excederam a 80.000 francos. Os meninos contribuirão com 22.000.

Um dos meios que também empregou a sociedade, no intuito de melhorar os sentimentos dos meninos, foi estabelecimento de uma caixa de economias. Há uma grande mesa com fendas numeradas, em que cada um livremente, quando quer, depõe a sua pequena moeda, que vae para a caixa econômica. Assim o espírito de ordem e economia torna o frequentador da lodging-house possuidor de uma caderneta, em que reúne o fruto disponível do seu trabalho. Em 1873 as pequenas acumulações feitas por 1 240 crianças elevaram-se a 12.000 francos.

Era, porém, necessário atender também para o destino ulterior dos meninos.

Conservam-se na cidade os que buscam profissão em que aí se empreguem; mas cumpria garantir transporte e ocupação aos que desejam dedicar-se à lavoura. A associação, que tem agentes nos distritos rurais, os acomoda convenientemente.

São muitos os que têm encontrado sorte feliz e vão servindo de arrimo aos parentes. Meninas há que se têm casado vantajosamente.

Tendes visto, senhores, o que vale a boa vontade de um homem, quando dominado por um sentimento ao mesmo tempo piedoso o patriótico. Havendo perseverança o sentimento estende-se a outros, e o resultado benéfico a final se manifesta. A sociedade protetora da infância, que lutou a princípio com dificuldades, conta hoje seus triunfos pelo número das crianças regeneradas.

Para os incorrigíveis há o asilo penitenciário de Hart; em 1873 lá foram ter 817.

O certo é não só que tem comparativamente diminuído o número de meninos das ruas da cidade de Nova York, como que tem sido sensível a redução no número de crimes. Tal é o poder da instrução e da moralidade!

Alcançou-se o almejado fim sem violências, sem estrepito; com constância, com firmeza, com dedicação.

A despeito dos embaraços que a cercarão a sociedade protetora cresceu, frutificou, tornou-se forte; e os invejosos de ontem são os imitadores de hoje.

Não se impõe constrangimento às crianças, apela-se, e nunca se apela em vão, para os sentimentos morais; gravados em seus corações que são dóceis e propensos ao bem, enquanto a adversidade perseguidora e os maus conselhos não os pervertem.

O problema, que se tinha procurado solver parcial e repressivamente nas outras cidades, foi resolvido de frente pelo modo único, pôde dizer-se, porque podia sê-lo; e a experiência, que é a grande mestra, veio ainda aqui ensinar aos povos as medidas que devem ser tomadas.

Coroados foram de êxito feliz os esforços patrióticos feitos a bem de uma classe, que em todos os tempos há de provocar os impulsos generosos dos que se condoem da desgraça imerecida.

As crianças abandonadas, os meninos das ruas, que não gozam, no começo da vida, dos benefícios, que a outras prodigamente concede a natureza, pedem, clamam por carinhosa proteção.

E que resultados se colhem? D'aqueles que estavam destinados ao crime se fazem cidadãos úteis; d'aqueles que podiam vir a povoar as prisões saem os que cultivai a terra, os que se dedicam às indústrias úteis os que vêm concorrer para o desenvolvimento progressivo dos Estados.

A obra empreendida em Nova York é digna da gratidão dos povos, e dos constantes aplausos da posteridade.

Por isso julgo dever repetir, ao terminar, as palavras de Simonin no artigo a que me referi:

“Glória aos bons cidadãos que tomarão a si proteger e amparar a infância até então sem apoio, estendendo mão paternal a esses seres infelizes, obrigados a afrontar sozinhos, sem armas, sem munições, sem viveres, a rude batalha da vida”.

Localização

- Conferências Populares, Rio de Janeiro, nº10, out.1876, pp. 109-120 (na integra). Capturado em 20 jan. 2026. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/1150

Ficha técnica

- Pesquisa: Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca, Yolanda Lopes de Melo da Silva.

- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

Forma de citação

Conferência Popular da Glória nº 207. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 26 fev.. 2026. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=788

 


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