Conferência Popular da Glória nº 100

De Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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Data: 22/11/1874.

Orador: Manoel Francisco Correia

Título: Educação da mocidade     

Aviso, íntegra ou resumo: Íntegra

Texto na íntegra

“Há um ano que demos princípio a estas conferências. Disse-vos então que os meus ilustres companheiros e eu nos esforçaríamos para levar a efeito com regularidade, ao menos por algum tempo, a tarefa encetada.

E sempre grato recordar o cumprimento de um compromisso solenemente tomado.

Se vier a fechar-se o salão das conferências não se dirá que os iniciadores fizeram logo emurchecer uma esperança risonha.

São tantos os desenganos e decepções, tantas as ideias úteis abandonadas aos primeiros embates da contrariedade, tantas consoladoras resoluções sacrificadas por não produzirem imediatamente os frutos com que a imaginação se embalava, que espero, senhores, não levareis a mal o assinalar eu agora com prazer que temos mantido durante um ano, sem interrupção, a tribuna das conferências em que tive a honra de dizer-vos a primeira palavra no dia 23 de novembro do ano passado.

Não sei se, em algum outro país, dá-se o facto de repetirem-se no mesmo edifício duas vezes por semana conferências públicas como aquelas que aqui temos tido.

Elas se têm sustentado pelo influxo benéfico da opinião, que é no Brasil sempre favorável às tentativas úteis.

É mais uma prova o facto significativo de se ir dilatando pelo vasto território do Império o gosto pelo instrutivo entretenimento das conferências.

Os que falam não são movidos senão pelo sentimento do bem público. Os que os animam com sua honrosa presença, e não é possível deixar de fazer aqui especial menção de Suas Majestades Imperiais, têm o louvável intuito de demonstrar o interesse que lhes inspira uma instituição de que se vão colhendo resultados vantajosos.

Sem essa coadjuvação, senhores, a voz da tribuna das conferências forçosamente emudeceria.

Justo é, pois, que eu exponha o que fizemos durante o ano que hoje termina para merecer a vossa generosa benevolência.

Fal-o-hei apresentando-vos o seguinte quadro: (*)

Tais são os serviços que, muito mais do que eu. têm podido prestar os ilustrados cidadãos que se hão dignado de aceitar o meu convite para vos dirigirem a palavra d'esta tribuna, que ainda hoje cederia a quem melhor a ocupasse se tivesse a mesma facilidade em reunir os esclarecimentos que acabo de sujeitar á vossa judiciosa apreciação.

Creio que estas conferências não têm sido sem alcance para os créditos do país. Quantos talentos brilhantes, engrandecidos pelo estudo, não se têm aqui revelado! Com elas tem aproveitado a causa da instrução, essa nobre causa que nunca se defende com excessivo cuidado, e que é favoravelmente acolhida no seio das famílias bem constituídas, como nos conselhos dos Estados mais prósperos, pois que a instrução tem a mágica virtude de interessar em igual grau ao indivíduo e á sociedade.

Na família bem constituída o zelo dos pais olha atentamente para a educação e instrução da prole. Não escapa à vigilante solicitude paterna a superioridade manifesta do homem instruído e bem educado sobre aquele que vegeta nas trevas da ignorância. A fortuna não vale a ciência. Aquela está sujeita a acidentes que a destroem. A ciência é o primor do entendimento, cresce com o tempo e com a experiencia, e lança fulgores sobre a pátria. E um arrimo na adversidade e um escudo contra a miséria.

Passou felizmente o tempo em que os pais cobiçavam para os filhos a vangloria de um título científico, tendo em menor apreço a posse dos conhecimentos que o justificam e enobrecem. A realidade substituiu a aparência. As lantejoulas perderam a sedução de suas ilusórias miragens. Também a ornamentação não tem préstimo se o edifício é sem base.

Esta salutar tendência dos chefes de família para que tenham instrução sólida e real aqueles que a natureza colocou sob a sua proteção, se fôr mantida com constância e firmeza, há de produzir consequências proveitosas.

Insistamos em favor d'ela, mostrando o escrúpulo com que devem os pais procurar os estabelecimentos de instrução em que matriculem seus filhos, porque em alguns apenas se busca habilitar os alunos para os exames gerais, sem atenção a regularidade e seguimento dos estudos. Saibam os alunos os pontos em que têm de ser arguidos, e indiferente é que saibam as matérias, de cujo estudo a aprovação, que a todo transe se quer conseguir, os vai arredar.

Pode haver sistema mais funesto?

Não é diverso, do da família o interesse coletivo do Estado. O que a este importa é que os cidadãos que se dedicam a esta ou aquela carreira sejam versados nos conhecimentos especiais que ela exige.

E o espírito, luz cintilante com que Deus dotou o homem, não pode realizar cabalmente sua sublime missão sem um sistema perfeito de educação. Adquirir conhecimentos soltos, colher noções aqui e ali, sem concatenação lógica, é querer vencer as distancias por atalhos e devesas, sem bússola segura; é esperar da confusão o que só se pode obter, sem temeridade, como fruto paciente de um trabalho metódico.

Larga é a esfera dos conhecimentos que o Criador entregou à exploração do homem; mas não há espírito, por mais possante e compreensivo, que possa abrangê-los todos.

Que vasto campo abrem ao estudo e à observação as ciências físicas e naturais! Que profundezas oferecem ao raciocínio e à meditação as ciências morais! Que terreno eriçado de acidentes tem de percorrer o que se embrenha na indagação das ciências sociais e políticas!

Todas entre si se prendem pelo conda o onipotente do Ente superior que lhes traçou as regras fundamentais e inabaláveis; mas é demasiado curta a existência do homem, e ainda mais limitado o tempo que lhe é dado aproveitar, para estender vistas sabiamente perscrutadoras além do âmbito comparativamente estreito de uma só das múltiplas ciências que reclamão da inteligência a mais solicita atenção.

Para afastar-se um pouco das raias da vulgaridade, que série de sacrifícios não tem de fazer o astrônomo, o naturalista, o jurisconsulto, o filósofo e o estadista!

Pois bem! Imaginai que se consome tempo precioso em ensinar desconexamente disciplinas diversas, e reconhecereis com que tardança chegará o cidadão a reunir os precisos elementos para o melhor desempenho das funções de ordem pública que se propõe a exercer na sociedade.

Isto mostra quanto, em matéria de educação da mocidade, devem ser cuidadosamente tratados ainda os pontos que, à primeira vista, parecem secundários.

A importância do assunto, reconhecida desde os mais remotos tempos, foi bem assinalada nas seguintes palavras dos estatutos da universidade de Pariz de 1598:

“A felicidade de todos os reinos e povos deponde da boa educação da mocidade, a qual inclina os ânimos rudes para os atos de humanidade, e torna idôneos e aproveitáveis para os ofícios públicos os espíritos estéreis e infrutíferos, promovendo o culto de Deus, a dedicação para com os pais e para com a pátria e o respeito e obediência à autoridade legitima.”.

Também não parece exagerada a proposição de Dexter Hawkins de que “o povo inteligente procura a liberdade e o povo ignorante o despotismo, com tanta naturalidade e certeza como as pontas da agulha procuram o pólo magnético”.

Assim, pois, promovendo com empenho o desenvolvimento da instrução não se presta somente homenagem a um direito da infância, à qual não se deve negar a proveitosa nutrição do espírito; dá-se expansão a um grande interesse social.

A instrução é a rival do crime, que sucumbe diante de seus golpes pacíficos.

A instrução é a protetora do trabalho, ou, como disse um ilustre americano, é o preservativo contra o pauperismo. O operário instruído encontra mais fácil emprego, tem mais vantajosa retribuição.

A instrução é a promotora da indústria. Por meio dela os processos industriais aperfeiçoam-se. Ella faz com que se aproveitem riquezas naturais abandonadas.

A instrução é finalmente garantia da ordem pública e um instrumento de poder e força. Ela torna o cidadão apto para o desempenho de seus deveres cívicos, e para o exercício de seus direitos políticos. Não se pôde confiar no critério a povo ignorante para a escolha de seus mandatários.

Na luta da França com a Alemanha, diz Ernest Renan, a inferioridade da França foi sobretudo intelectual; o que lhe faltou não foi o coração, foi a cabeça.

A instrução tem sido o grande movei do espantoso desenvolvimento dos Estados-Unidos. que prosperam tanto pelo lado político, como pelo lado industrial e econômico.

Mas em que apreço não é tida n'aquela poderosa nação!

Vem aqui a propósito as palavras do relatório, publicado este ano, da comissão de educação do conselho de reforma política da cidade de Nova-York.

“Temos nos Estados-Unidos para mais de 14.500.000 crianças em idade de frequentar a escola. Despendemos anualmente com escolas para mais de 95 milhões de dolars, o que equivale a X % do valor da propriedade real e pessoal de todo o país; e empregamos 221,000 mestres. Este é o nosso exército permanente, aqueles são os nossos rudes recrutas. Suas armas são a pena e o lápis de pedra; suas munições de guerra os livros; seus fortes e arsenais as casas das escolas; e o inimigo que têm de debelar a ignorância e a obstinação. Pela munificência do governo o mais belo edifício que aparece em cada aldeia de nossos novos estados e territórios é o da casa da escola pública. Como a luz do céu e a água da terra é ela franca e livre assim para o rico, como para o pobre.”

A civilização joga com dois poderosos elementos, a escola e a igreja, a instrução e a religião, a ciência e a virtude.

O homem não pode percorrer com segurança o estádio da existência sem a profunda crença na existência de Deus, que é o vínculo do mundo moral; e sem robustecer a inteligência com o alimento do estudo que alarga a sua esfera e dá consistência às ideias.

A escola representa o alicerce do edifício intelectual, a igreja é o símbolo visível dos grandes sentimentos que elevam o homem ao Criador e o ligam a seu semelhante. Aquela é o primeiro degrau da ciência, esta o amparo e o refúgio da virtude. Figurai um povo sem religião e sem instrução, sem igreja e sem escola, e dizei-me se não estará nos extremos da barbaria.

Já não há quem dispute sobre a necessidade de uma e de outra; mas espíritos subtis indagam qual d'elas exerce ação mais benéfica.

Para fundarem seus raciocínios perguntam: o que combate mais o crime, que considero o cancro da sociedade, a igreja ou a escola?

Na Baviera, em 1870, tratou-se da questão. Pediu-se luz á estatística, e verificou-se o que consta d'este quadro comparativo:

 

Igrejas Escolas1 Crimes2
Alta Baviera 14 5 ½ 667
Alta Franconia 5 7 444
Baixa Baviera 10 4 ½ 870
Palatinado 4 11 425
Baixo Palatinado 11 6 690
Baixa Franconia 5 10 384

1 - por mil prédios

2 - por cem mil habitantes


Pretenderam daqui concluir que, se não para os ulteriores destinos da alma, para os fins da sociedade é mais profícua a ação da escola que a da igreja.

A conclusão não me parece exata; assenta em uma comparação inaceitável. Se os que vão à igreja são aqueles que vão ou foram à escola, de certo que não se pôde afirmar qual d'elas foi a que mais salutar influência exerceu sobre o ânimo do homem.

Foi por ir à igreja ou à escola que a alma inclinou-se para o bem? Como decidir? Dos que não vão à escola, mas frequentam a igreja, quantos os que melhoram de condição! Eis o ponto não averiguado.

Pode-se, entretanto, asseverar que a religião que é, em sua essência, como diz Benjamim Constant, a companheira fiel, a engenhosa e infatigável amiga do infortúnio, não opera senão beneficamente sobre a alma, inspirando sentimentos que fortalecem os preceitos da moral. O número dos que aproveitam com a emoção que produz a contemplação do que está acima de nós não pode ser diminuto.

Sei que a igreja não corrige inteiramente as ruins paixões; mas o mesmo sucede com a escola.

A conclusão que tenho por acertada é a de um ilustrado escritor francês de que a igreja e a escola são igualmente necessárias de que as nações não podem prescindir de uma nem de outra.

O que convém apartar do sentimento religioso, para que este seja sempre objeto de particular veneração e de estremecido amor, é o desejo de perseguição.

Se há, nas sociedades modernas, um princípio fundamental, é o da liberdade de consciência, a favor do qual ergueu sua voz autorizada, pouco antes de sumir-se na região dos túmulos, um grande talento recentemente arrebatado ao mundo. Guizot.

As crenças intimas e profundas que se arraigam n'alma escapam à ação coercitiva das leis.

Não se pôde penetrar no seio recôndito da consciência para arrancar crenças ou impô-las violentamente.

Baldados seriam os esforços empregados. Serviriam apenas para abrir espaço á hipocrisia, se não provocassem a resistência.

Não: deixemos o que se refugia na solidão da vida interior à apreciação do supremo juiz.

Vele o homem sobre os atos exteriores que interessam à sociedade. E não é pequena, nem fácil a sua tarefa.

Entre nós está suficientemente firmado o grande princípio da liberdade de consciência. É esse mais um serviço prestado pelo legislador constituinte.

Ele escreveu na lei fundamental estas palavras, que devemos ter sempre presentes: Ninguém pode ser perseguido por motivo de religião. É este o direito formalmente garantido. Para ser eficaz a garantia cumpre ressalvar o direito dos outros, e os interesses da sociedade ligados à moral pública. Por isso o legislador constitucional acrescentou “uma vez que respeite a religião do Estado e não ofenda a moral pública”.

Tenho sempre prazer em repetir as disposições de nossa constituição, que trazem o cunho da sabedoria. É um tributo que pago reverente á geração que dirigiu a fundação de nossa nacionalidade. Recordando seus serviços eminentes, a presente geração sente a necessidade de acompanhar as nobres aspirações daqueles que deixaram em sua passagem sulcos luminosos. É um patriótico impulso que excita uma emulação digna.

As sociedades não progridem sem que as gerações que se sucedem na arena da vida se empenhem em preparar melhor futuro. A herança que recebemos devemos transmiti-la acrescentada a nossos vindouros.

Ai d'aqueles que cansam!

O cansaço no homem é a inércia.

O cansaço nas nações é a decadência.

Senhores. Não se pode olhar tranquilamente para o futuro sem dirigir convenientemente a mocidade. O menino de hoje é o cidadão de amanhã. E sobre o patriotismo dos cidadãos repousa o engrandecimento do Estado.

A flor que desabrocha vigorosa promete encher a atmosfera de agradáveis eflúvios na manhã seguinte. E é de inefável satisfação para o jardineiro ver coroados os seus laboriosos e perseverantes esforços.

Nós somos os operários do presente, e temos dupla tarefa; vencer as dificuldades de hoje e acumular alguma coisa para amanhã.

Para consegui-lo, convém não desprender as vistas da mocidade. Aos veteranos cabe o sagrado encargo de doutrinar os recrutas nas leis do brio e da honra. Apagai n'eles o sentimento do dever, e tereis levado a pusilanimidade às fileiras dos combatentes.

O exército civil, se assim posso exprimir-me, será bravo e denodado, não saberá voltar costas ao perigo, e, se tiver de sucumbir, cairá gloriosamente, se os educadores lhe tiverem radicado n'alma os sólidos princípios do bem e da justiça.

Entre os primeiros educadores estão os pais. A melindrosa incumbência recai, na primeira infância, mente sobre as mais principalmente sobre as mães.

Todos cooperam para a obra regeneradora da melhor educação da mocidade. Quem se furta a este dever santo não preenche satisfatoriamente o seu destino.

A educação é uma tarefa complexa, um maquinismo harmônico, mas complicado. Todas as peças devem trabalhar concorrentemente. Se uma falha, dificulta-se a ação das outras.

Toda a atenção que dispensarmos á educação da mocidade não será supérflua.

Nenhuma glória pôde ser maior para o pai do que deixar filhos que, perpetuando-lhe o nome, o recomendem por feitos memoráveis de saber e de virtudes.

Essa glória eu a desejo para vós, senhores. Ela deleita o espírito com as doces consolações que produz o cumprimento de árduos deveres. Ella torna serenos os últimos dias da existência, e dispõe a alma para aguardar com tranquilidade o seu final destino”.

QUADRO das Conferências Populares realizadas no edifício das escolas públicas da freguesia da Glória, de 23 de Novembro de 1873 a 22 de Novembro de 1874, com designação dos oradores e assuntos sobre que falaram.

MÊS DIA ORADORES ASSUNTOS
1873
Novembro a dezembro 23 Conselheiro Manoel Francisco Correia Ensino primário obrigatório
30 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Bibliotecas em geral, bibliotecas populares em particular
4 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Considerações sobre a importância do estudo da geographia
7 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Influência da educação sobre a morallidade e bem-estar nas classes laboriosas
11 Bacharel Theophilo das Neves Leão Considerações gerais sobre a geographia e chorographia do Brasil
14 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva História e literatura pátria
18 Bacharel Theophilo das Neves Leão Estado geral da geographia nas três grandes épocas históricas
21 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva História e literatura pátria
28 Conselheiro Affonso Celso de Assis Figueiredo Em que condições pode ser instituído o ensino obrigatório no Brasil
1874
Janeiro 4 Dr. Joaquim José Teixeira Lafontaine, o fabulista
8 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Meios preventivos contra a invasão de moléstias perniciosas
11 Conselheiro Manoel Francisco Correia Escolas normais
15 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Continuação de sua tese anterior
18 Conselheiro José Liberato Barroso A educação em geral, e com especialidade em relação à mulher
22 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Continuação de sua tese anterior
25 Dr. Luiz Correia de Azevedo De como da educação bem compreendida e exercitada se depreende a teoria do ensino obrigatório
29 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Continuação de sua tese anterior
Fevereiro 1 Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Bello O espírito do século XIX
5 Dr. Soeiro Guarany Puericultura
8 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Considerações sobre a história e literatura pátria
12 Bacharel Theophilo das Neves Leão A Terra e o universo
15 Conselheiro José Liberato Barroso Continuação de sua tese anterior
19 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Medidas que, em ocasião de epidemias, devem tomar o governo e os particulares
22 Dr. Joaquim José Teixeira Pensamentos
26 Dr. Soeiro Guarany Continuação de sua tese anterior
Março 1 Dr. José Antonio Fernandes Lima Mãe de família
5 Barão de Tautphoeus História da economia política e relação desta ciência com os principios da moral e da justiça
8 Conselheiro Manoel Francisco Correia Riqueza intelectual
12 Dr. José de Oliveira Campos A civilização na história
15 Dr. Carlos Arthur Busch Varela Da instrução ao filho do proletário, ao enjeitado, ao vagabundo e aos jovens delinquentes e meios de torná-la efetiva
19 Bacharel Theophilo das Neves Leão A Terra e o Universo
22 Conselheiro José Liberato Barroso Continuação de sua tese anterior
26 Barão de Tautphoeus Continuação de sua tese anterior
29 Conselheiro Manoel Francisco Correia Regimen das escolas
Abril 9 Conselheiro Manoel Francisco Correia Futuro do Brasil
12 Dr. Manoel Jesuino Ferreira Instrução pública
16 Barão de Tautphoeus Colonização
19 Dr. Carlos Arthur Busch Varella Meios de tornar efetiva a instrução ao filho do proletário, dos jovens criminosos, do vagabundo e do enjeitado
23 Dr. Amorim Carvalho A influência moralizadora do teatro
26 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Sacrifícios que suportou a Europa com o descobrimento, posse e colonização da América
30 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Lazaretos e quarentenas
Maio 3 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Prometeu de Ésquilo
7 Dr. Amorim Carvalho Mocidade brasileira, seus esforços, suas opiniões e seu futuro
10 Dr. Antonio Ferreira Vianna Apreciação da escola política de Maquiavel e justificação deste
17 Dr. Carlos Arthur Busch Varella Continuação de sua tese anterior
21 Bacharel Theophilo das Neves Leão Formação dos continentes e das ilhas, sua configuração e seus relevos
24 Dr. Antonio Ferreira Vianna Francisco Bacon
28 Dr. Antenor Augusto Ribeiro Guimarães Continuação de sua tese anterior
31 Conselheiro Manoel Francisco Correia Invasões no território do Brasil
Junho 4 Dr. Nuno de Andrade Vantagens da educação na família e conveniência das escolas mistas
7 Dr. Antonio Ferreira Vianna Henrique F d’Aguesseau
11 Dr. Augusto Cesar de Miranda Azevedo Necessidade e vantagens do estudo das ciências naturais
14 Conselheiro Manoel Francisco Correia Mulheres célebres
18 Bacharel Theophilo das Neves Leão Nosso planeta
21 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Continuação de sua tese anterior
25 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: considerações gerais
28 Dr. Rozendo Muniz Barreto Considerações sobre a nossa agricultura
Julho 2 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: leis fundamentais da ciência
5 Dr. Manoel Jesuino Ferreira Instrução e meios de desenvolvê-la
9 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: necessidade e liberdade
12 Dr. Pedro Meirelles A Antígona de Sófocles
16 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: ainda necessidade e liberdade
19 Dr. José Saldanha da Gama Instinto dos vegetais
23 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: unidade, 1ª lei pedagógica, educação cristã
26 Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá Influência da mulher nas guerras modernas
30 Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá Continuação de sua tese anterior
Agosto 2 Dr. Joaquim José de Menezes Vieira O surdo-mudo, tanto pelo lado físico, como sob o ponto de vista moral e intelectual
6 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: variedade, 2ª lei pedagógica
9 Dr. Luiz de Albuquerque Araujo Cavalcanti O providencialismo perante a história
13 Felix Belly Histoire dos projects des percements de l’isthme américain et des grandes tracés inter-océaniques
16 Dr. José Saldanha da Gama Legenda das plantas
20 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: lei da harmonia
23 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Exame dos escritos e monumentos históricos sobre as colônias americanas publicados na Europa durante os séculos XI, XII e XIII
27 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: Grandeza da alma
30 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Continuação de sua tese anterior
Setembro 3 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: grandeza da alma, exemplos
6 Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Bello América e sua civilização
10 Dr. Antonio Pereira Vianna Curso de Pedagogia: lei da gradação
13 Dr. Thomaz Alves Junior Madame de Stäel
17 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: linguagem
20 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Homero e Virgílio
24 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: leis de conveniência e da progressão decrescente
27 Conselheiro Manoel Francisco Correia União do Brasil
Outubro 1 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: a família
2 Capitão tenente Francisco José de Freitas Batalha do Riachuelo
4 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Dante Alighieri e Luiz de Camões
8 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: o enjeitado
11 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Torquato Tasso
15 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: o Estado e a escola
18 Conselheiro João Manoel Pereira da Silva Milton: Paraíso Perdido
22 Dr. Antonio Ferreira Vianna Curso de Pedagogia: a igreja e a escola
25 Conselheiro José Martins da Cruz Jobim Natureza e contagiosidade da febre amarela e meios de a combater
20 Bacharel Theophilo das Neves Leão Rios e águas correntes em geral, sua origem, trabalhos e operações
Novembro 1 Dr. José Saldanha da Gama Modo de viver das plantas
5 Dr. Nicolau Rodrigues dos Santos França Leite Progresso material da província de São Paulo
8 Dr. Luiz Joaquim Duque-Estrada Teixeira Dante
12 Dr. Misael Ferreira Penna Presente e futuro da província do Espírito Santo
15 Dr. Joaquim Nabuco Veneza e arte veneziana
19 Conselheiro Manoel Francisco Correia Indústria marítima
22 Conselheiro Manoel Francisco Correia Educação da mocidade

Localização

- Conferências Populares, Rio de Janeiro, nº 6, jun.,1876, p. 61-71 (na integra). Capturado em 01 set. 2025. Online. Disponível na Internet: http://memoria.bn.gov.br/docreader/278556/656       

Ficha técnica

- Pesquisa: Yolanda Lopes de Melo da Silva, Aline de Souza Araújo França, Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca.

- Revisão: Ana Carolina de Azevedo Guedes, Mª Rachel Fróes da Fonseca. 

Forma de citação

Conferência Popular da Glória nº 100. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970). Capturado em 30 nov.. 2025. Online. Disponível na internet https://dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/wiki_dicionario/index.php?curid=688

 


Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1970)
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